ONU é financiada por China, Rússia e Catar para atacar EUA e Israel
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ONU é financiada por China, Rússia e Catar para atacar EUA e Israel

Por Lawrence Maximus
02 de June, 2026
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Imagem da Notícia: ONU é financiada por China, Rússia e Catar para atacar EUA e Israel

Lawrence Maximus - 02/06/2026 13h55

Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, discursa no Conselho de Direitos Humanos Foto: EFE/EPA/VALENTIN FLAURAUD

Venho escrevendo, nos últimos anos, que a ONU travestiu-se em uma prostituta de ditaduras e tiranos. Sob o disfarce dos “direitos humanos”, evidenciamos uma plataforma de politicagem e interesses de políticas progressistas antiocidentais vinculadas ao Eixo do Mal.

A nova investigação da UN Watch, From Watchdogs to Ideologues (De Vigilantes a Ideólogos), conclui que os principais especialistas em direitos humanos das Nações Unidas abandonaram o papel de monitores independentes e estão promovendo agendas politizadas que corroem a credibilidade do sistema internacional de direitos humanos.

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O relatório sustenta que diversos especialistas independentes da ONU teriam recebido financiamento de governos autoritários, incluindo China, Rússia e Catar, ao mesmo tempo em que produziram relatórios e declarações fortemente críticas aos Estados Unidos, a Israel e a outras democracias ocidentais.

O documento descreve 13 Relatores Especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU, representando mais de um quinto dos 59 mandatos temáticos ou específicos por país para relatar questões de direitos humanos, e identifica um padrão de propaganda ideológica e conflitos de interesse.

De acordo com a organização, a preocupação não reside apenas na existência dos financiamentos, mas na correlação observada entre os recursos recebidos e os posicionamentos públicos adotados por esses especialistas.

O relatório sustenta ainda que eles direcionaram atenção desproporcional às ações de países ocidentais, particularmente dos Estados Unidos e de Israel, enquanto teriam dedicado menor atenção ou emitido críticas mais moderadas a governos frequentemente acusados de graves violações de direitos humanos, como China, Rússia, Irã e Catar.

O documento afirma que esse padrão evidencia não apenas o viés ideológico, mas também um problema estrutural mais profundo dentro do sistema internacional de direitos humanos. Quando especialistas responsáveis por fiscalizar governos mantêm vínculos financeiros com ditaduras e tiranias, a confiança em suas conclusões fica comprometida.

Nos últimos anos, diversos governos ocidentais têm criticado o Conselho de Direitos Humanos da ONU por aquilo que consideram um foco excessivo em Israel. O Estado israelense, por exemplo, denuncia há décadas que é submetido a um nível de escrutínio desproporcional em comparação com outras nações envolvidas em conflitos armados ou acusadas de violações sistemáticas de direitos humanos.

Em síntese, o relatório reforça a importância da transparência, da prestação de contas e da independência institucional para a preservação da credibilidade do sistema global de proteção dos direitos humanos.

Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel).

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