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EDITORIAL

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Pleno News 06/07/2026 13:42

Lula e a vergonha do dedo do meio

Marco Feliciano - 06/07/2026 13h42 Lula mostra dedo do meio Foto: YouTube CanalGov Não digo que nosso país caminha celeremente para o fundo do poço, pois já está, há muito tempo, por lá. E, por que digo isso? Porque somos, constantemente, alvo de chacotas internacionais devido às declarações farsescas de nosso dirigente máximo. A cada dia, uma nova página dessa opereta bufa se apresenta. Com destaque para a vergonha alheia provocada pelo gesto do presidente ao mostrar o dedo do meio, na última sexta-feira (3). A imagem viralizou no mundo inteiro, menos na grande imprensa militante, que nada comentou, em um desrespeito à liturgia do cargo. Isso, sem contar as diversas declarações chulas, compatíveis apenas com dirigentes de torcidas desorganizadas de times de várzea, desculpando a má comparação. No entanto, repetir essas falas seria perder o foco principal, do que interessa à nação: a restauração da dignidade de um povo mal representado, sofrido, que enfrenta uma crise sem precedentes, com perda do poder aquisitivo, endividamento generalizado e planos mirabolantes de zerar essas dívidas contraindo ainda mais dívidas. A única chance que nos resta são as urnas, em outubro, com a renovação do quadro político, alijando as esquerdas comunistas, com seus discursos falsos de democracia, e restaurando nossa identidade judaico-cristã. Finalizo pedindo a Deus que nos traga homens e mulheres comprometidos com a verdade, pois, como diz a Bíblia: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Receita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos Tribunal de São Paulo cria base para fortalecer combate ao PCC Brasil reage aos EUA e diz que tarifa fere regras da OMC De última hora, Lula manda uma observadora à audiência de tarifa Polícia não vê indício de crime e encerra caso de ex de Bruno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 02/07/2026 19:09

Quem vai alertar o presidente de seus desmandos?

Marco Feliciano - 02/07/2026 19h09 O primeiro mandatário teima em tomar atitudes digna de um bufo (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Na Idade Média, existia uma figura nas cortes europeias que fazia os reis e as rainhas rirem: era o bobo da corte, também chamado de bufão, e ele era o único que podia criticar os nobres sem ser punido. Alguém tem de exercer a função de alertar o nosso governante de seus desmandos, a fim de corrigir seus malfeitos. Até porque, hoje, em nosso país, temos um presidente que teima em tomar atitudes dignas de um bufo. Toda vez que faz uma declaração, causa rebuliço no país. Quando não está atacando o homem mais poderoso do mundo, o presidente Donald Trump, está defendendo o indefensável, PCC e CV, teimando em não denominá-los como grupos terroristas. Entre as inverdades assacadas pelo primeiro mandatário, cito a de que “a economia vai bem e o povo nunca esteve tão feliz”. Quando cidadãos colocam outdoors com figuras tétricas, como fizeram em Camboriú (SC), tomando toda a fachada de um prédio, demonstram uma insatisfação coletiva digna de uma análise freudiana. Finalizo conclamando nossos irmãos brasileiros a escolherem bem nossos governantes neste momento especial, no qual toda a América Latina está encontrando o norte da bússola do destino, arrancando esquerdopatas do poder através do voto livre. E que Deus derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Receita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos Tribunal de São Paulo cria base para fortalecer combate ao PCC Brasil reage aos EUA e diz que tarifa fere regras da OMC De última hora, Lula manda uma observadora à audiência de tarifa Polícia não vê indício de crime e encerra caso de ex de Bruno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 02/07/2026 13:06

As mulheres votam mal?

William Douglas - 02/07/2026 13h06 Mulher votando (Imagem ilustrativa) Foto: Agência Brasil Recentemente critiquei uma declaração de Paulo Figueiredo segundo a qual “mulher vota estatisticamente muito mal”, especialmente as solteiras. Minha resposta à pergunta do título: “As mulheres votam mal?” é não, e pretendo demonstrar isso sob três perspectivas: Estatística, metodologia científica e responsabilidade política. Alguns apenas ofenderam quem discordou, outros concordaram com ele, e alguns afirmaram que sua fala seria apenas uma constatação estatística, sem qualquer conteúdo ofensivo. Por amor ao debate, analisarei um pouco mais o tema. 1. A Estatística não diz quem vota “bem” ou “mal” É verdade que diversos estudos identificam diferenças de comportamento eleitoral entre homens e mulheres. A Ciência Política chama esse fenômeno de “gender gap”. Em vários países, mulheres tendem, em média, a votar mais em candidatos de centro-esquerda ou esquerda, enquanto homens tendem, em média, a votar mais em candidatos conservadores. Também existem pesquisas mostrando diferenças entre o voto de mulheres casadas e solteiras. Nada disso, porém, permite concluir que um grupo vote “bem” e outro vote “mal”. A Estatística descreve comportamentos, não faz juízos de valor. Dizer que votar na esquerda é votar “mal” não é uma conclusão estatística. É uma opinião política; legítima como opinião, mas que não pode ser apresentada como se fosse resultado científico. Quem invoca os dados também deveria indicar quais pesquisas utilizou, qual metodologia foi empregada e quais evidências sustentam sua conclusão. Caso contrário, “estatisticamente” transforma-se apenas em argumento de autoridade. 2. Culpar o eleitor é confessar o próprio fracasso político O principal problema que aponto não é metodológico, mas político. Mesmo que se admita a existência dessas diferenças estatísticas, permanece a pergunta principal: de quem é a responsabilidade quando um grupo político não consegue conquistar determinado eleitorado? Sou conservador e, justamente por isso, acredito na responsabilidade individual. Se uma parcela significativa das mulheres não vota em candidatos conservadores, minha primeira reação não é concluir que elas “não sabem votar”. A pergunta correta é outra: por que os conservadores não conseguem convencê-las? Em uma democracia, quem perde votos deveria perguntar por quais motivos não conseguiu convencer os eleitores, e não sustentar que eles votaram “errado”. Transferir para o eleitor a responsabilidade pelo seu fracasso eleitoral contradiz justamente um dos princípios mais caros ao pensamento conservador: assumir a responsabilidade pelos próprios resultados. Além disso, existe um problema prático. É difícil imaginar estratégia menos eficiente para conquistar votos femininos do que começar afirmando que as mulheres “votam mal”. Quem pretende governar precisa convencer, ouvir, respeitar e dialogar — não insultar aqueles cujo voto deseja conquistar. 3. Correlação não é causalidade Outro erro metodológico bastante conhecido é confundir correlação com causalidade. O exemplo clássico é o aumento simultâneo do consumo de sorvetes e dos ataques de tubarão durante o verão. Evidentemente, sorvete não provoca ataques de tubarão. Ambos os fenômenos apenas decorrem de uma terceira variável: o calor, que leva mais pessoas às sorveterias e aos banhos de mar. O mesmo cuidado deve existir quando se afirma que mulheres casadas votam como seus maridos. Ainda que exista correlação estatística, isso não demonstra que o marido determine o voto da esposa. Existem inúmeras hipóteses igualmente plausíveis: marido e mulher podem compartilhar valores, enfrentar os mesmos desafios familiares ou simplesmente desenvolver prioridades semelhantes ao longo da vida em comum. A mulher casada, mercê de suas responsabilidades, pode valorizar pautas diferentes das que movem uma mulher solteira etc. A Estatística identifica correlações. Demonstrar suas causas exige muito mais do que simplesmente selecionar a hipótese que mais favorece a conclusão desejada pelo emissor. 4. Existe alguém que saiba votar “bem”? A afirmação de que “as mulheres votam mal” pressupõe que exista outro grupo que vote “bem”. Onde está a demonstração disso? Durante séculos, somente homens votavam. Isso impediu guerras, ditaduras, corrupção ou maus governos? Evidentemente não. Antes de dizer que alguém vota mal, seria preciso responder objetivamente à pergunta: o que significa votar bem? Em uma democracia, essa resposta jamais será consensual. Dois cidadãos honestos, bem informados e inteligentes podem analisar os mesmos fatos e chegar a conclusões completamente diferentes. Isso não significa que um seja incapaz de votar. Significa apenas que a política existe justamente porque pessoas livres pensam de maneira diferente. Quando um segmento importante do eleitorado rejeita determinado grupo político, a reação madura não é desqualificar os eleitores, mas compreender por que eles não foram convencidos. Conclusão Mais preocupante do que uma declaração isolada é que tantas pessoas a tenham tratado como se fosse uma conclusão científica. Quem sustenta essa tese confunde opinião política com ciência, correlação com causalidade e acaba transferindo ao eleitor a responsabilidade pelo fracasso eleitoral de quem não conseguiu convencê-lo. As mulheres sabem votar, sim. Tal como os homens, podem fazer boas ou más escolhas, conforme seus valores, prioridades e visão de mundo, mas votar em A ou B é um direito. Dizer que o voto “certo” é o voto igual ao próprio é um misto de arrogância e ingenuidade. Em uma democracia, não existe voto “errado”. Existe voto conquistado ou não conquistado. Voto é confiança conquistada. Quem culpa o eleitor pelo próprio fracasso demonstra apenas que ainda não compreendeu a regra mais elementar da democracia. William Douglas é professor de Direito Constitucional, pastor batista, escritor e mestre em Direito. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 02/07/2026 12:38

Urgência para o homeschooling legal

Magno Malta - 02/07/2026 12h38 Homeschooling (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels Apresentei esta semana no Senado Federal um requerimento de urgência para a apreciação em Plenário do projeto de lei que regulamenta o homeschooling no Brasil, o ensino domiciliar. A iniciativa contou com assinaturas de líderes partidários que, juntos, representam 31 parlamentares sob suas lideranças, o que demonstra a existência de uma base política para o avanço da matéria. Contextualizando, o PL 1338/2022, oriundo do antigo PL 3179/2012, de autoria do deputado Lincoln Portela, já percorreu um longo caminho no Congresso Nacional. Foi aprovado na Câmara dos Deputados e, no Senado, teve como relatora a senadora Professora Dorinha Seabra, que apresentou parecer favorável após ampla discussão na Comissão de Educação e Cultura. O relatório foi concluído em outubro de 2025, mas ainda não foi deliberado na comissão de Educação. Diante do exposto, há um cenário de maturidade legislativa sobre o tema. O homeschooling não é uma pauta recente nem desconhecida do Congresso Nacional. Ao contrário, foi amplamente debatido em audiências públicas, com participação de especialistas, entidades e parlamentares ao longo de anos. Portanto, a apresentação do requerimento de urgência se justifica pela necessidade de permitir que o Plenário do Senado delibere sobre uma matéria que já passou por etapas significativas de análise. A permanência do tema restrita às comissões prolonga uma insegurança jurídica que afeta diretamente famílias em diferentes regiões do país. Porém, o governo argumenta que o assunto possui alta complexidade e, por isso, não deveria ser votado em regime de urgência. De fato, trata-se de um assunto amplo. No entanto, a complexidade não pode ser utilizada como justificativa para impedir a deliberação legislativa, especialmente quando o homeschooling já foi amplamente discutido no âmbito das duas Casas. E por que a urgência? Existe uma demanda crescente de famílias que optaram pelo ensino domiciliar e buscam regulamentação. A ausência de legislação específica tem gerado decisões judiciais e situações de insegurança. Em Jales (SP), por exemplo, um caso recente ganhou repercussão nacional ao envolver a condenação de pais que optaram pelo homeschooling para suas duas filhas, evidenciando a lacuna normativa existente. Situações semelhantes já foram registradas em outras localidades, demonstrando que o problema não é pontual. A falta de regulamentação nacional cria interpretações distintas no Judiciário e afeta diretamente o exercício de escolhas educacionais por parte das famílias. Já no cenário internacional, o homeschooling é uma realidade regulada em diversos países. Nos Estados Unidos, cada estado possui regras próprias para a prática. No Reino Unido, há previsão legal com exigências de acompanhamento educacional. Em países europeus, como a França, existem modelos mais restritivos, mas ainda assim com possibilidades previstas em lei. Esses casos demonstram que não se trata de uma prática inexistente ou excepcional no mundo democrático. Por isso, o objetivo da regulamentação do homeschooling no Brasil não é substituir o sistema educacional tradicional, mas estabelecer regras para uma realidade que já existe. Isso inclui critérios de acompanhamento, responsabilidades das famílias e mecanismos de supervisão por parte do Estado. Para finalizar, o Brasil precisa enfrentar a questão do ensino em casa com responsabilidade institucional e segurança jurídica, garantindo previsibilidade para as famílias e para o sistema educacional como um todo. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Damares agradece apoio de Marina Silva: "Irmãs em Cristo" Trump diz que pediu para Fifa revisar cartão de jogador dos EUA Flávio estava no Brasil durante festa das astronautas em NY Moraes manda Exército entregar armas de Jair Bolsonaro à PF "Os de vermelho sempre ferrando o Brasil", diz Nikolas a Haaland WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 02/07/2026 10:55

A relação do vidro no copo da professora com o “método” Paulo Freire

Renato Vargens - 02/07/2026 10h55 Professora Michele Ramos A professora Michele Ramos, que leciona em uma escola da rede pública de São José dos Campos (SP), fez um desabafo emocionado nas redes sociais após um aluno colocar vidro no copo de água dela. Não. Você não leu errado! É isso mesmo. Colocaram vidro no copo da professora. Ora, que situação é essa? Que barbárie é essa? Que crime absurdo! Até quando veremos isso? O que fizeram da autoridade do professor em sala de aula? Ora, isso é culpa deste relativismo maldito, do ensino “Paulo Freire” no qual o professor foi equiparado ao aluno, em que se defende a ideia de que não há saber mais ou saber menos, mas saberes diferentes; no qual o saber do professor não é superior ao do aluno; visto que ambos constroem conhecimento juntos e blá-blá-blá. Ora, o relativismo epistemológico é um grande equívoco. Freire acreditava que o conhecimento vivido pelos oprimidos é tão legítimo quanto o saber acadêmico ou científico do professor. Caro leitor, o relativismo defendido por Paulo Freire, tem contribuído para a instalação do caos na sala de aula. Para piorar a situação, o ensino foi tomado pelo subjetivismo no qual questionar fatos científicos ou históricos em nome da “narrativa do oprimido” é incentivado. Penso, que precisamos rever a relação escola-professor-aluno, como também restaurar a autoridade do professor em sala de aula, punindo exemplarmente alunos e pais — sim, pais — cujos atos são criminosos, deixando também de lado o relativismo que tem norteado a sociedade brasileira. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Receita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos Tribunal de São Paulo cria base para fortalecer combate ao PCC Brasil reage aos EUA e diz que tarifa fere regras da OMC De última hora, Lula manda uma observadora à audiência de tarifa Polícia não vê indício de crime e encerra caso de ex de Bruno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 01/07/2026 11:18

O céu vermelho da Venezuela aponta para um juízo de Deus?

Renato Vargens - 01/07/2026 11h18 Céu de Caracas, na Venezuela, fica vermelho após terremotos Foto: Reprodução Alguns evangélicos ao verem o céu vermelho — junto com os terremotos recentes na Venezuela — estão interpretando isso como um “sinal divino proveniente do juízo de Deus”, ou mesmo um prenúncio do apocalipse. Ora, o céu avermelhado não é novo na Venezuela. O termo “candilazo”; ou arrebol; é conhecido há muito tempo na Venezuela e no norte da América do Sul. Ele descreve exatamente esses pores do Sol com tons vermelhos, laranjas ou rosados muito vivos. É um fenômeno comum em certas condições atmosféricas na região. O fenômeno se dá quando o Sol baixo, no horizonte, faz a luz solar atravessar uma camada muito maior da atmosfera. As ondas curtas (azul e violeta) se espalham mais (dispersão de Rayleigh), enquanto as ondas longas (vermelho e laranja) chegam com mais força aos nossos olhos, tingindo o céu de vermelho intenso, o que desconstrói a ideia de alguns evangélicos de que o fenômeno faz parte de um juízo apocalíptico. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Receita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos Tribunal de São Paulo cria base para fortalecer combate ao PCC Brasil reage aos EUA e diz que tarifa fere regras da OMC De última hora, Lula manda uma observadora à audiência de tarifa Polícia não vê indício de crime e encerra caso de ex de Bruno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 30/06/2026 20:41

Ainda existem 30 milhões de famintos?

Marco Feliciano - 30/06/2026 20h41 Distribuição de ossos em Genibaú, Fortaleza (CE) (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Existem várias realidades em um país continental como o nosso. Quando pessoas pobres enfrentam a vida da maneira que podem, devemos respeitá-las, sem levantar bandeiras ou propor soluções estereotipadas. Até porque, cada um faz o que suas condições permitem. Na Grande Fortaleza, no bairro Genibaú, alguns comerciantes há anos doam ossos com resquícios de carne e gordura próprios para o consumo humano. Apesar da aparência raquítica, é evidente que ainda conservam alguma quantidade de alimento. Não devemos criticar atos de irmãos desassistidos que fazem o possível para sobreviver. Nem agir como os esquerdistas faziam, durante o governo passado, ao mostrar essa realidade perene em nosso país, para sustentar a narrativa de que havia 30 milhões de pessoas passando fome. Agora, posteriormente, os mesmos passaram a afirmar que esse cenário foi revertido, quase que por um passe de mágica, em narrativas covardes e irresponsáveis! Atualmente, está circulando nas redes sociais vídeos mostrando pessoas recolhendo essas sobras de ossos, o que demonstra que essa realidade continua existindo. Finalizo com uma indagação aos esquerdistas, já que a máscara caiu: afinal, ainda existem 30 milhões de famintos ou aquele número foi apenas uma narrativa fantasiosa para ganhar as eleições? Peço a Deus que livre o nosso povo de falsas narrativas eleitoreiras e derrame sobre todos as Suas mais escolhidas bênçãos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Receita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos Tribunal de São Paulo cria base para fortalecer combate ao PCC Brasil reage aos EUA e diz que tarifa fere regras da OMC De última hora, Lula manda uma observadora à audiência de tarifa Polícia não vê indício de crime e encerra caso de ex de Bruno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 30/06/2026 19:31

Brasília precisa de mais mulheres

Juliana Moreira Leite - 30/06/2026 19h31 Brasília precisa de mais mulheres (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Há quem ainda trate a presença de mulheres na política como um gesto de inclusão. Eu prefiro tratá-la como uma necessidade. Uma democracia que não abre espaço para mulheres em posições de decisão escolhe desperdiçar talento, inteligência e perspectivas diferentes. Não precisamos de mulheres em Brasília para “humanizar” a política. Precisamos delas para governar, fiscalizar, decidir e assumir responsabilidades com a mesma liberdade que os homens sempre tiveram. Margaret Thatcher resumiu isso com uma frase que atravessou gerações: Se você quer que algo seja dito, peça a um homem. Se você quer que algo seja feito, peça a uma mulher. Concorde-se ou não com suas ideias econômicas, ela demonstrou que liderança não depende de gênero, mas de convicção. Outra frase sua continua atual: “Não siga a multidão; deixe que a multidão siga você.” É exatamente esse tipo de coragem que faz falta na política: pessoas dispostas a liderar, e não apenas a repetir o que é conveniente. Também gosto de outra reflexão dela: “Estar no poder é como ser uma dama. Se você precisa dizer que é, então não é.” Há uma elegância nessa ideia. Autoridade não se impõe aos gritos nem se conquista por marketing; ela é construída por competência, preparo e resultados. Brasília precisa de mais mulheres que cheguem pelo mérito, pela coragem e pela disposição de servir ao país. Não porque sejam mulheres, mas porque o Brasil merece contar com o melhor de todos nós. Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Damares agradece apoio de Marina Silva: "Irmãs em Cristo" Trump diz que pediu para Fifa revisar cartão de jogador dos EUA Flávio estava no Brasil durante festa das astronautas em NY Moraes manda Exército entregar armas de Jair Bolsonaro à PF "Os de vermelho sempre ferrando o Brasil", diz Nikolas a Haaland WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 30/06/2026 11:02

O erro de Paulo Figueiredo e o abandono das mulheres

William Douglas - 30/06/2026 11h02 Mulheres (Imagem ilustrativa) Foto: Unsplash Tenho me sentido cada vez mais mal representado no debate público sobre os direitos das mulheres. Nos últimos dias, chamou minha atenção a seguinte declaração de Paulo Figueiredo: “Mulher vota estatisticamente muito mal, principalmente as mulheres solteiras. Mulheres casadas em geral tendem a acompanhar o voto do marido. Mulheres solteiras não, isso que eu estou dizendo. Pode arrancar os pentelhos das calcinhas, pode fazer o que você quiser”. Sem dúvida, toda pessoa tem o direito de emitir suas opiniões. A liberdade de expressão protege esse direito e constitui um dos pilares da democracia. Até mesmo manifestações profundamente equivocadas são protegidas. Por outro lado, quem fala sujeita-se ao direito de crítica de terceiros. Mais do que isso, opiniões têm consequências. É até positivo que as pessoas digam claramente o que pensam. Isso permite que a sociedade conheça as ideias, os valores e as concepções que orientam cada um e, assim, possa decidir de quem se aproximar e de quem se afastar. A declaração de Figueiredo não me parece apenas grosseira. Ela revela uma visão profundamente desrespeitosa da mulher. Ao afirmar que “mulher vota muito mal” e sugerir que mulheres casadas votam melhor porque acompanham o voto do marido, a fala não critica determinadas correntes políticas nem determinadas escolhas eleitorais. Ela reduz milhões de mulheres a um estereótipo e coloca sob suspeita sua capacidade de exercer, com autonomia, um dos direitos mais importantes da cidadania. É uma declaração tão pequena que, para quem é razoavelmente esclarecido, a mentalidade exposta depõe muito mais contra quem a profere do que contra o grupo atingido. A forma grosseira com que encerrou sua fala também revela uma mentalidade que, além de tudo, afasta possíveis aliados e simpatizantes sem qualquer ganho: agrada meia dúzia de radicais e afasta meio milhão de pessoas moderadas. Penso, com tristeza, na avó, na mãe, na irmã, na esposa, nas filhas, na sogra, nas primas e nas amigas de quem pensa assim. E sofro pelos meninos e homens ainda imaturos que estão sendo submetidos a esse processo de deseducação e empobrecimento moral. Discordar da forma como determinado grupo vota é absolutamente legítimo. O que não é legítimo é atribuir maior ou menor capacidade política às pessoas em razão do sexo. Criticar a capacidade das mulheres de forma genérica fere uma conquista civilizatória. O que mais me preocupa, entretanto, é a naturalidade com que esse tipo de discurso é exteriorizado. Não há sequer constrangimento. Ao contrário, a impressão transmitida é a de que diminuir mulheres ou ridicularizar sua autonomia intelectual seria motivo de orgulho. E não é. Coragem é outra coisa. Os homens deveriam utilizar sua coragem, sua inteligência e sua influência para proteger as mulheres da violência doméstica, combater o feminicídio, enfrentar a pedofilia, denunciar a exploração sexual, proteger especialmente as meninas contra toda forma de abuso e violência, preservar os espaços de privacidade e segurança das mulheres e defender seus direitos sempre que forem vítimas de injustiça. É isso que espero de homens que se dizem homens. Não compreendo a masculinidade como um projeto de afirmação do próprio ego nem como um instrumento para submeter outras pessoas aos próprios interesses. Sempre a compreendi como uma responsabilidade moral: colocar a própria força, o próprio conhecimento e a própria influência a serviço da justiça e do bem. A masculinidade que aprendi a admirar — e que procuro viver, ainda que imperfeitamente — é aquela que ampara os vulneráveis, protege os inocentes, enfrenta a injustiça, combate a iniquidade, defende mulheres e meninas quando elas são vítimas de violência, exploração ou abuso e honra as mulheres, em vez de diminuí-las. E esse amparo não decorre de uma suposta superioridade masculina, mas de um dever moral. Hoje alguém pode precisar da minha proteção; amanhã posso ser eu quem precisará da proteção de outro. Defender quem sofre uma injustiça não é um ato de poder, mas de humanidade. Infelizmente, porém, minha preocupação não termina aí. Também tenho criticado, há bastante tempo, parte da esquerda por posições que enfraquecem direitos conquistados pelas mulheres. Já afirmei diversas vezes que pessoas trans merecem respeito, dignidade e proteção integral contra qualquer forma de violência ou discriminação. Isso decorre da dignidade da pessoa humana e do Estado de Direito. Todavia, novos direitos não podem ser construídos mediante a supressão de direitos anteriormente conquistados por terceiros. Entendo que é plenamente possível criar espaços seguros e respeitosos para pessoas trans sem retirar das mulheres os espaços de privacidade e proteção que elas conquistaram ao longo de décadas. Se existe a possibilidade de garantir privacidade a todos mediante a criação de um terceiro banheiro, rejeitar essa solução deixa de ser uma questão de privacidade e passa a representar a pretensão de impor a própria concepção aos demais. Essa preocupação alcança também vestiários, abrigos destinados a vítimas de violência, competições esportivas e políticas públicas concebidas especificamente para mulheres, como as cotas. Homens biológicos que se identificam como mulheres não deveriam ser admitidos nesses espaços, justamente porque eles foram criados para proteger direitos específicos das mulheres. Da mesma forma, também já critiquei protocolos de julgamento que, sob o argumento da chamada perspectiva de gênero, acabam, em determinadas situações, comprometendo a isonomia e afastando princípios fundamentais que devem orientar toda decisão judicial. A meu ver, boa parte da esquerda deixou de priorizar a defesa das mulheres faz tempo, e elas não parecem estar recebendo acolhimento no lado oposto. É por isso que me sinto profundamente mal representado. Uma parte da direita me envergonha quando naturaliza discursos que menosprezam as mulheres ou tratam sua autonomia intelectual com desprezo. E uma parte da esquerda, hoje, já não consegue sequer responder, com clareza, à pergunta mais elementar: o que é uma mulher? Ao relativizar o conceito de “mulher”, esse movimento acaba suprimindo, na prática, direitos já conquistados por elas. Curiosamente, os dois extremos acabam produzindo um resultado semelhante. Uns diminuem as mulheres; outros enfraquecem os instrumentos jurídicos criados para protegê-las. Nenhum desses caminhos me representa. Continuarei defendendo uma posição que considero mais coerente: as mulheres merecem respeito integral, igualdade de direitos, proteção contra a violência, preservação de seus espaços de privacidade e segurança e reconhecimento da realidade biológica que fundamentou, ao longo da história, a construção de seus direitos específicos. Continuarei seguindo o art. 5º da Constituição Federal e o exemplo deixado por Jesus Cristo. Por mais óbvio — e até clichê — que isso possa parecer, não deveríamos esquecer que todos tivemos uma mãe; quase todos temos ou tivemos uma esposa, uma irmã, uma filha, uma avó, uma neta ou uma amiga. Ao proteger qualquer mulher, estamos protegendo também a nossa própria família. Faço aqui uma reflexão especialmente dirigida aos conservadores. Tenho dificuldade de compreender como alguém pode afirmar defender a família, a dignidade da pessoa humana e os valores conservadores e, ao mesmo tempo, naturalizar discursos que humilham mulheres ou tratam com desdém sua inteligência, sua autonomia ou sua dignidade. Na minha compreensão, essa postura é incompatível com os valores que o conservadorismo deveria preservar. Enfim, as mulheres estão sendo abandonadas pelos dois lados. Isso representa um fracasso político, moral e civilizatório que transcende a própria polarização. Talvez esteja aí uma das reflexões mais urgentes do nosso tempo. É muito mais grave do que saber quem vencerá a próxima eleição. Pelo menos até aqui, as mulheres continuarão perdendo, seja qual for o vencedor. William Douglas é professor de Direito Constitucional, pastor batista, escritor e mestre em Direito. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Receita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos Tribunal de São Paulo cria base para fortalecer combate ao PCC Brasil reage aos EUA e diz que tarifa fere regras da OMC De última hora, Lula manda uma observadora à audiência de tarifa Polícia não vê indício de crime e encerra caso de ex de Bruno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 30/06/2026 09:49

A Bíblia previu a corrida espacial?

Eduardo Baldaci - 30/06/2026 09h49 Paisagem lunar Foto/Imagem: NASA Minha primeira leitura bíblica veio acompanhada de uma dúvida inquietante: eu poderia, de fato, crer neste livro? Foi esse questionamento que me impulsionou a buscar explicações científicas para as passagens e profecias bíblicas. No caminho, deparei-me com Obadias 1:4: “Se te remontares como águia e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o Senhor”. Quem acompanha meus artigos lembra-se de uma premissa que sempre defendo: a Bíblia não é um tratado científico; porém, quando toca em assuntos da ciência, ela não erra. O texto de Obadias une perfeitamente essas duas realidades. Hoje, a ciência e até mesmo os ateus reconhecem que os dias do nosso planeta estão contados. Seja por uma guerra atômica, pelo impacto de um asteroide, por uma nova pandemia ou, simplesmente, por colhermos os frutos da nossa negligência com a Terra, o fim do ecossistema atual é uma certeza matemática. É por isso que, desde a década de 1960, a humanidade iniciou a corrida espacial. Trilhões de dólares já foram investidos e outros tantos virão. Afinal, embora a grande maioria não creia no apocalipse bíblico, todos sabem que o tempo está se esgotando. Obadias escreveu sua profecia entre 586 a.C. e 550 a.C., uma época em que os únicos seres que cruzavam os céus eram as aves. Diante disso, quem acusa a Bíblia de ser apenas fruto de mentes humanas comuns enfrenta uma enorme dificuldade para explicar: como alguém tão distante no tempo e na tecnologia pôde registrar algo assim sem a inspiração do Espírito Santo? Séculos depois, a primeira missão tripulada a pousar no solo lunar foi a Apollo XI. Foi exatamente ali que o mundo ouviu a célebre frase: “A Águia pousou”. Embora a minha linha teológica entenda que o profeta falava inicialmente para um público específico de sua época, podemos extrair lições morais e espirituais profundas para os dias atuais. O teólogo John Stott sempre lembrava, em suas obras sobre os profetas, que devemos distinguir “o que o texto significou” (para a Edom histórica) de “o que o texto significa” (o princípio atemporal). Os Estados Unidos não são o cumprimento literal da profecia de Obadias, mas certamente estão sob o mesmo escrutínio moral que Edom enfrentou. Se a nação americana agir com a mesma soberba e falta de compaixão daquele antigo povo, as palavras do profeta se aplicarão a eles com total fidelidade espiritual. Eu vivo na vizinhança da NASA, aqui na Costa Espacial da Flórida. Posso afirmar que já existem empresas fazendo sérias pesquisas sobre o torpor em animais. A ideia atual da NASA e de empresas de engenharia aeroespacial não é fazer o astronauta dormir por décadas como nos filmes, mas sim em ciclos de 14 dias. Dessa forma, um sistema automatizado resfriaria o corpo do astronauta até cerca de 32º C através de medicamentos e almofadas térmicas. Ele receberia nutrientes líquidos por via intravenosa. Após duas semanas, o sistema o aqueceria gradualmente, ele passaria alguns dias acordado trabalhando na nave e, depois, entraria em torpor novamente. Enfim, constatamos, diante de nossos olhos e de forma irrefutável, que a Bíblia se cumpre. Ou você teria alguma outra explicação para um profeta distante no tempo e no espaço escrever algo tão complexo e impensável, tal como a humanidade deixar nosso planeta tentando escapar do apocalipse iminente? Eduardo Baldaci é teólogo formado pelo STBN, defensor do Criacionismo Bíblico, astrônomo amador reconhecido pela NASA e jornalista científico há 43 anos. É pastor Batista há 34 anos atuando na The Grove Church (Titusville, FL-EUA). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Receita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos Tribunal de São Paulo cria base para fortalecer combate ao PCC Brasil reage aos EUA e diz que tarifa fere regras da OMC De última hora, Lula manda uma observadora à audiência de tarifa Polícia não vê indício de crime e encerra caso de ex de Bruno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 29/06/2026 09:24

Você sabe o que é a bebida “Purple Drank” que tem seduzido adolescentes?

Renato Vargens - 29/06/2026 09h24 “Purple Drank” (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels Volta e meia os adolescentes têm sido bombardeados com uma trend do inferno. A mais nova tendência que circula entre eles tem causado preocupação em todo o Brasil. Conhecida como “Purple Drank” ou “Lean”, essa substância é uma mistura que envolve bebidas alcoólicas e medicamentos, podendo provocar graves consequências à saúde. Na semana passada, um estudante em Fortaleza precisou ser internado em uma UTI, após consumir a bebida dentro de uma escola. O consumo desse “drinque” além de provocar alterações no sistema nervoso, coloca a vida de quem o usa em risco, podendo levar a pessoa até mesmo a morte. O chocante é que muitos adolescentes têm sido influenciados negativamente por trends divulgadas nas redes sociais; nas quais o que importa é aceitar e cumprir desafios. Diante do exposto, aconselho a pais, mães e responsáveis a estarem atentos aos seus filhos, verificando suas redes sociais, como também observando seus comportamentos na escola e vizinhança, indagando-os sempre de tudo aquilo que esteja acontecendo em suas vidas, mesmo porque, agindo assim será possível evitar tragédias desse naipe. Definitivamente vivemos tempos difíceis! Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Receita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos Tribunal de São Paulo cria base para fortalecer combate ao PCC Brasil reage aos EUA e diz que tarifa fere regras da OMC De última hora, Lula manda uma observadora à audiência de tarifa Polícia não vê indício de crime e encerra caso de ex de Bruno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 26/06/2026 11:48

A ofensiva laicista contra a educação confessional

Rafael Durand - 26/06/2026 11h48 Colégio Salesiano Juazeiro do Norte Foto: Print salesianojuazeiro.com.br O Estado Democrático de Direito pressupõe a convivência harmônica entre diferentes visões de mundo, sustentada pelo princípio do pluralismo. No entanto, episódios recentes revelam uma preocupante deturpação desse preceito por parte de alguns órgãos estatais. O caso envolvendo a recomendação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Juazeiro do Norte, ao tradicional Colégio Salesiano Juazeiro do Norte é um exemplo claro de como o laicismo militante tenta asfixiar a liberdade religiosa e a autonomia das instituições de ensino. O órgão ministerial notificou a escola católica com o pretenso objetivo de “assegurar a liberdade religiosa”, exigindo adequações em suas práticas. Dentre elas, “evitar que alunos sejam constrangidos a participar de práticas religiosas, respeitando a diversidade de convicções no ambiente escolar”. A instituição escolar, por sua vez, destacou que, há mais de um século, sua educação é inspirada no Sistema Preventivo de Dom Bosco. A missão educativa do colégio é sustentada por valores cristãos, vividos com abertura e respeito, mas sem abrir mão da identidade e dos princípios da tradição salesiana. Em sua nota oficial, a escola esclareceu que as práticas religiosas integram seu projeto educativo-pastoral. Contudo, a participação em práticas especificamente confessionais não é obrigatória em suas unidades, e a instituição já oferece alternativas adequadas aos alunos que optam por não participar. Ainda assim, o colégio ratificou sua confessionalidade e seu compromisso inegociável de, inspirado na missão salesiana, formar bons cristãos e honestos cidadãos! Todavia, o que se extrai dessa ofensiva do MP é uma ignorância — ou desprezo — pelos fundamentos jurídicos que amparam o ensino confessional no Brasil. Ora, a educação confessional é um desdobramento direto e indissociável da liberdade religiosa (Art. 5º, VI, da Constituição Federal) e do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas (Art. 206, III, da CF). Mais do que isso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/96), em seu artigo 20, incisos II e III, reconhece e regulamenta expressamente as instituições privadas de ensino confessional, garantindo-lhes o direito de atuar de acordo com sua orientação ideológica e religiosa. Cabe ressaltar, que escolas e universidades confessionais cumprem um papel fundamental no Estado laico colaborativo brasileiro. Ademais, historicamente, essas instituições entregam à sociedade níveis de excelência acadêmica e formação moral que, frequentemente, superam os índices da educação estatal. Ou seja, elas não são anomalias no sistema educacional: são pilares da formação cidadã. É imperativo lembrar que o próprio Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4439, já consolidou o entendimento pela constitucionalidade do ensino religioso de natureza confessional (e facultativo) até mesmo nas escolas da rede pública de ensino. Ora, se a Suprema Corte admite a confessionalidade no espaço público estatal, querer cercear a expressão religiosa, a liturgia e a metodologia pastoral dentro de uma escola particular de matriz explicitamente cristã é uma atitude flagrantemente inconstitucional, ilegal e autoritária. A matrícula em uma escola confessional não é obrigatória. Trata-se de um contrato de adesão voluntária firmado por pais que buscam exatamente aquela cosmovisão para seus filhos. Neste sentido, um colégio centenário não pode, não deve e não precisa alterar sua metodologia, seus princípios e suas abordagens educacionais para acomodar as suscetibilidades de quem quer que seja. Se uma família não concorda com o projeto educativo-pastoral católico, o mercado educacional e a rede pública oferecem inúmeras opções laicas. Logo, basta solicitar a transferência. O que não se admite é o indivíduo matricular-se em uma instituição religiosa e exigir que ela renuncie à sua fé para agradá-lo. Por fim, este episódio serve como um alerta contundente sobre a postura de determinados membros do Ministério Público. Ora, a nobre missão constitucional do MP, definida no artigo 127 da Carta Magna, é atuar como fiscal da lei e defensor da ordem jurídica e do regime democrático. Contudo, quando promotores utilizam o peso da máquina estatal para impor sua visão pessoal, ideológica e laicista contra instituições privadas, eles desvirtuam sua função. Afinal, o Estado laico foi desenhado para proteger a religião do Estado, e não para erradicar a religião da sociedade. Portanto, defender o Colégio Salesiano hoje é defender a liberdade de todas as famílias brasileiras amanhã. Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 26/06/2026 10:56

Os terremotos na Venezuela apontam para a volta de Cristo?

Renato Vargens - 26/06/2026 10h56 Destroços do grande terremoto que atingiu a Venezuela Foto: EFE/ Ronald Peña R Todos estão chocados com as cenas de destruição ocorridas na Venezuela. É impossível não ser tomado de perplexidade com o que vimos pela imprensa e redes sociais. Isto posto, a pergunta que se faz é: os terremotos apontam para a volta de Cristo? A Bíblia prevê uma série de eventos cataclísmicos que antecederiam a volta de Cristo. Na verdade, segundo as Escrituras, os desastres naturais se multiplicariam a olhos vistos apontando assim para a incerteza da vida. Aliás, um dos sinais que a Bíblia menciona que precede a volta de Cristo são terremotos (Mt 24:6-8). No sermão profético proferido por Jesus, nosso Senhor afirmou que tremores de terra antecederiam sua iminente volta. Contudo, a luz dessa afirmação talvez você esteja se perguntando: “Mas, pelo que eu saiba terremotos sempre existiram, como então eles podem ser um sinal do fim dos tempos?” A resposta é clara, meu caro, visto que os terremotos estão acontecendo com mais intensidade, em intervalos de tempo mais curtos, como as dores de parto. Na verdade, a expressão início das dores, utilizada por Jesus em Mateus 24, remete à simbologia de uma mulher em trabalho de parto, apontando assim para a breve e repentina volta de Cristo. Portanto, nessa perspectiva, não é exagero afirmar que “a terra geme e se contorce” mostrando sinais claros do que está para acontecer. Digo mais: o que estamos vendo, nunca havia sido registrado na história; visto que há conflitos e terremotos em todas as partes do mundo. Segundo dados e informações relacionados aos números de terremotos, de 1900 a 1909 foram registrados 141 sismos no mundo todo. De 1970 a 1979, em contrapartida, foram registrados mais de 1.500. Quanto aos terremotos de magnitude extrema, foram registrados sete deles no século 19. Na primeira metade do século 20, houve 15; e na segunda metade, foram 20. Mas nada se compara ao que temos visto agora no século 21. Os sinais estão às portas, as dores de parto se avolumam, os desastres se multiplicam e com eles os avisos do Senhor de que a humanidade deve se arrepender de seus pecados e converter-se a Cristo. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Tribunal de São Paulo cria base para fortalecer combate ao PCC Brasil reage aos EUA e diz que tarifa fere regras da OMC De última hora, Lula manda uma observadora à audiência de tarifa Polícia não vê indício de crime e encerra caso de ex de Bruno Após crítica de Trump, CBF defende árbitro Raphael Claus WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 25/06/2026 14:32

Análise do discurso de Michelle Bolsonaro

Samer Agi - 25/06/2026 14h32 Michelle Bolsonaro, em pronunciamento Foto: Print @michellebolsonaro Eu acabei de assistir integralmente aos vídeos publicados pela Michelle Bolsonaro; quero analisá-lo: comecemos pelos símbolos. Na mesa ao seu lado, ganha um destaque a Estrela de Davi, que é um símbolo judaico da relação de Deus com o homem, invocando proteção divina, muito utilizado por evangélicos. Há a mão dourada, fazendo o gesto de “eu te amo” na língua americana de sinais. Ou seja, a mensagem publicada por Michelle seria fundamentada na fé e no amor. Na roupa, palavras como “alegria”, “paz” e “amor” aparecem, reforçando a intenção da mensagem. Além da utilização de uma caneta BIC, objeto que marcou o mandato do seu marido, sendo lembrado como prova da humildade de Bolsonaro. Agora, vamos ao conteúdo. O discurso pode se resumir a pedidos de coerência, respeito e educação. • Coerência: se defendemos valores, e estes valores são incorporados por um candidato em um determinado estado, não faz sentido algum que, por pragmatismo político, apoiemos outro que tanto nos atacou, especialmente já no primeiro turno. • Respeito: as decisões tomadas devem ser respeitadas. O espaço matrimonial deve ser respeitado. A imagem de Michelle como esposa deve ser preservada. Isso quer dizer que, ataques orquestrados por familiares ou pessoas de direita, o chamado “fogo amigo”, não serão mais tolerados e encontrarão resposta na mesma medida. • Educação: não se fala com a madrasta que cuida do seu pai, que se encontra em extrema debilidade física e emocional, como se estivesse falando com um adolescente de 14 anos que pretende ditar normas. Não se fala com a presidente nacional de um partido, no âmbito das mulheres, como se ela fosse uma pessoa de somenos importância. Não se fala com ninguém com arrogância, soberba e orgulho. Entendo que o discurso de Michelle não fecha portas, não impede a reconciliação, não obsta sua participação ativa na campanha, mas emite uma mensagem clara: ou vocês passam a agir de forma coerente, respeitosa e educada, ou não contem comigo. Por fim, do ponto de vista político, nós temos uma constatação: se amanhã, ou depois, outro escândalo de Flávio vier à tona e tornar a sua candidatura inviável, a direita já tem substituta. Samer Agi é professor, advogado, ex-juiz de direito e ex-delegado. Deixou a magistratura para se dedicar à comunicação e ao desenvolvimento humano. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Receita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos Tribunal de São Paulo cria base para fortalecer combate ao PCC Brasil reage aos EUA e diz que tarifa fere regras da OMC De última hora, Lula manda uma observadora à audiência de tarifa Polícia não vê indício de crime e encerra caso de ex de Bruno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 25/06/2026 13:53

O risco socialista no caso Ortobom

André Marsiglia - 25/06/2026 13h53 Justiça (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels A condenação da empresa Ortobom pela 3ª turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) ao pagamento de R$ 300 mil por não possuir mulheres em cargos de gerência vai muito além da promoção de políticas de diversidade. A questão principal é outra: o que significa um Estado, pela força do Judiciário, intervir na liberdade de escolha e de decisão de uma empresa privada? Se o Estado pode punir a empresa porque seus dirigentes não correspondem a determinado perfil, então já não é a empresa quem escolhe seus líderes. A escolha passa a ser condicionada pela vontade estatal. E, se é o Estado quem escolhe, a empresa não é mais privada. Disfarçadamente, a decisão aproxima o Estado do que ocorre em regimes socialistas. É legítimo punir uma empresa que discrimine pessoas em razão de seu gênero. Outra coisa, muito diferente, é presumir discriminação simplesmente porque a distribuição dos cargos não corresponde à expectativa do Estado. Se uma empresa possui menos mulheres em cargos de direção, isso é, por si só, prova de discriminação? O direito não costuma ser tão simplista. Se um homem se casa com uma mulher, não há discriminação porque ele não se casou também com outro homem. Se um cargo público é ocupado por um homem, não decorre daí a obrigação de que outro cargo equivalente seja reservado a uma mulher. Do contrário, a Presidência da República deveria ser obrigatoriamente exercida por duas pessoas: um homem e uma mulher. A igualdade não é uma fórmula estatística. E promover a igualdade constitucional não significa distribuir cargos, mas criar condições para que todas as pessoas tenham oportunidade de alcançar determinadas posições por seus próprios méritos. Além disso, parte significativa dos movimentos que defendem políticas dessa natureza também sustenta que o conceito de mulher é definido pela autopercepção de gênero. Ora, se a condição feminina decorre de tamanha subjetividade, qual é o critério jurídico objetivo para que um Tribunal conclua que existem “mulheres de menos” em determinada empresa? Tudo isso deve nos fazer refletir: estamos combatendo discriminações ou redefinindo, pouco a pouco, os limites da liberdade econômica? Estamos promovendo a igualdade ou caminhando para um modelo socialista? A história mostra que o caminho para o socialismo, muitas vezes, não começa com a desapropriação de uma empresa. Começa quando o poder público decide que determinadas escolhas privadas já não pertencem mais aos cidadãos. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Damares agradece apoio de Marina Silva: "Irmãs em Cristo" Trump diz que pediu para Fifa revisar cartão de jogador dos EUA Flávio estava no Brasil durante festa das astronautas em NY Moraes manda Exército entregar armas de Jair Bolsonaro à PF "Os de vermelho sempre ferrando o Brasil", diz Nikolas a Haaland WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 25/06/2026 11:55

A democracia de Flávio x a ideologia de Lula

Marco Feliciano - 25/06/2026 11h55 Flávio Bolsonaro e Lula Foto: Flávio B - Andressa Anholete/Agência Senado; Lula - EFE/EPA/HANNIBAL HANSCHKE O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, agendou uma viagem aos Estados Unidos, aproveitando sua inserção política naquele país para, de forma pacífica e diplomática, sem aleivosias ou falácias, como é comum à esquerda, discutir sobre as taxas impostas aos produtos brasileiros de exportação. O mundo é composto por grandes potências, mas precisamos nos identificar com aquelas que compartilham nossos ideais de democracia, fé e liberdade de pensamento. Vivemos em um cenário polarizado, no qual as grandes nações determinam, em grande medida, os rumos da humanidade. Por isso, devemos escolher como parceiros aqueles que tradicionalmente se coadunam com nossos valores. Surpreendentemente, porém, algumas de nossas autoridades manifestam a intenção de emitir títulos públicos sem utilizar o dólar, moeda tradicional das relações internacionais, optando pelo yuan, moeda chinesa. Trata-se da moeda de um país hegemônico que oferece vantagens momentâneas em troca de uma subserviência permanente. Nós, legisladores, temos a obrigação de alertar ao povo sobre o risco de comprometer nossa soberania para satisfazer interesses ideológicos. A lógica de que “o inimigo do meu inimigo é meu amigo” é ledo engano. Países africanos, por exemplo, vêm sendo obrigados a transferir aos chineses portos e outras estruturas estratégicas em razão da inadimplência de suas dívidas. Finalizo agradecendo a Deus por vivermos em um país cristão, democrático e de índole pacífica. E peço que Ele derrame suas mais escolhidas bênçãos sobre todos nós, brasileiros. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Receita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos Tribunal de São Paulo cria base para fortalecer combate ao PCC Brasil reage aos EUA e diz que tarifa fere regras da OMC De última hora, Lula manda uma observadora à audiência de tarifa Polícia não vê indício de crime e encerra caso de ex de Bruno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 25/06/2026 11:01

Deus está castigando a Venezuela?

Renato Vargens - 25/06/2026 11h01 Um dos prédios destruídos pelo grande terremoto que abalou a Venezuela Foto: EFE/ Ronald Pena R. Nesta quarta-feira (24), dois fortes terremotos devastaram a Venezuela matando um grande números de pessoas e deixando um incontável número de desaparecidos. Lamentavelmente diante da dor e das tragédias tornou-se comum encontrar — entre os evangélicos — explicações duras, despóticas e vingativas que apontam exclusivamente para a existência de um Deus que se regozija no castigo. Infelizmente, alguns têm afirmado que Deus julgou os homens em virtude dos seus inúmeros pecados. Segundo os advogados dessa linha de pensamento, o Senhor amaldiçoou a Venezuela devido às suas iniquidades. Em Lucas 13:1-9 o Senhor Jesus trata de forma clara e objetiva de dois tipos de tragédias. A primeira que Ele menciona é aquela que é gerada por homens (versos 1-3). Certos galileus haviam sido mortos por soldados de Pilatos. A Bíblia nos dá a entender que “alguns” colocaram-se como críticos e juízes; deduzindo que aqueles que haviam sofrido violência humana, seriam mais pecadores do que os demais. O ensino ministrado por Jesus é o seguinte: não vamos nos colocar no lugar de Deus. Não vamos nos concentrar em um possível juízo ou julgamento sobre as vítimas. O Senhor, em essência, diz: “Cuidem de si mesmos! Constatem os seus pecados! Arrependam-se!” Entretanto, Ele também nos traz o relato de um segundo tipo de tragédias. São tragédias geradas por aparentes “fatalidades”. Ele fala da Torre de Siloé. O texto (versos 4,5) diz que ela desabou, deixando 18 mortos. Jesus sabia que mesmo quando, aos nossos olhos, mortes ocorrem como consequência de acidentes, isso não impede que rapidamente exerçamos julgamento; não impede que tentemos nos colocar no lugar de Deus. E Jesus pergunta: “Acham que eram mais culpados do que todos os demais habitantes da cidade”? O ensino é idêntico: “Não se coloquem no lugar de Deus; não se concentrem em um possível juízo ou julgamento sobre as vítimas; cuidem de si mesmos! Constatem a sua culpa! Arrependam-se!” Diante do exposto, considero extremamente equivocado, arbitrário e difamatório afirmar que Deus resolveu castigar os venezuelanos em virtude de seus pecados. Junta-se a isso o fato de que em nenhum momento as Escrituras Sagradas nos mostram a existência de um “deus infantilizado” que se deixa levar passionalmente pelos rompantes humanos. Deus é Deus, e seus planos já foram estabelecidos antes da fundação do mundo. As Escrituras nos mostram que Ele está no controle de todas as coisas. Nosso Deus reina soberanamente sobre a História. Nosso Senhor tem em suas mãos o poder da vida e da morte, e faz tudo acontecer debaixo dos seus propósitos eternos, e nada pode surpreendê-lo. Caro leitor, as tragédias da vida não fogem a onisciência do Criador. Os desastres naturais, não podem, em hipótese alguma, surpreender ao Todo-Poderoso. Como Rei e sustentador do cosmos, Ele rege os acontecimentos, fazendo dos dramas da existência um profícuo instrumento de amplificação, cujo propósito é falar ao coração dos homens sobre a brevidade da vida e a sandice de viver sem Cristo. Estas são as verdades contidas na Bíblia. Elas respondem à nossa necessidade existencial de crer que, por trás do tragicamente inexplicável, existe alguém no controle; ainda que olhando a tragédia, a partir de dentro, ela pareça nos revelar exatamente o contrário! Tenho plena convicção de que o meu Redentor governa soberanamente. Do Gênesis ao Apocalipse, Ele se revela como o Sustentador do Universo. Acreditar nesta verdade me proporciona a certeza de que absolutamente nada foge ao seu conhecimento. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Receita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos Tribunal de São Paulo cria base para fortalecer combate ao PCC Brasil reage aos EUA e diz que tarifa fere regras da OMC De última hora, Lula manda uma observadora à audiência de tarifa Polícia não vê indício de crime e encerra caso de ex de Bruno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/06/2026 21:05

A revelação da vidente falhou! 

Renato Vargens - 24/06/2026 21h05 Neymar e Vini Jr. não foram levados por disco voador (Imagem ilustrativa) Foto: IA A internet e as redes sociais estão repercutindo a fala de uma vidente que afirmou que Neymar e Vinicius Júnior desapareceriam após a aparição de uma nave no jogo do Brasil contra a Escócia. Pois é, a primeira coisa que precisamos entender é que o povo brasileiro — o que inclui alguns evangélicos — é extremamente místico. Na verdade, o sincretismo religioso é uma das marcas de nossa população que acredita em qualquer bobagem que se fale. Ora, não precisa ser profeta pra saber que a fala da vidente falhou. O jogo terminou e Vinicius Júnior e Neymar não foram abduzidos. Antes, pelo contrário, continuam em território americano. Sendo assim, não dê ouvidos aos videntes e falsos profetas deste tempo, antes lembre-se de que a Bíblia deve ser a nossa única e inerrante Palavra de Deus. E que, por ela, devemos pautar nossas vidas; não por profecias, achismos e percepções de quem quer que seja. Mesmo porque, nenhuma revelação pode contrapor-se às Escrituras. Portanto, ao ouvir uma “revelação” ou “profecia” verifique, à luz da Bíblia, se aquilo que foi falado possui embasamento bíblico, caso contrário, chuta que é laço! Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Receita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos Tribunal de São Paulo cria base para fortalecer combate ao PCC Brasil reage aos EUA e diz que tarifa fere regras da OMC De última hora, Lula manda uma observadora à audiência de tarifa Polícia não vê indício de crime e encerra caso de ex de Bruno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 23/06/2026 15:47

Muçulmanos e o maior escândalo sexual infantil do Reino Unido

Lawrence Maximus - 23/06/2026 15h47 Homens mulçumanos (Imagem ilustrativa) Foto: Unsplash O caso dos chamados “grooming gangs” (gangues de aliciamento sexual) na Inglaterra refere-se a uma série de crimes de exploração sexual infantil identificados em diversas cidades britânicas desde os anos 1990 e amplamente investigados a partir da década de 2010. Em cidades como Rotherham, Rochdale, Telford e outras localidades do norte da Inglaterra, redes organizadas de exploração sexual infantil operaram com notória impunidade, enquanto autoridades locais e policiais falharam sistematicamente em proteger as vítimas. Os casos foram reabertos para investigações em 2026. Rotherham: o caso emblemático O relatório da professora Alexis Jay, publicado em 2014, revelou que pelo menos 1.400 crianças, majoritariamente meninas brancas, foram vítimas de exploração sexual em Rotherham entre 1997 e 2013. O caso de Rotherham foi descrito pela investigadora Angie Heal como o “maior escândalo de proteção infantil na história do Reino Unido”. Perfil religioso-étnico dos agressores Uma análise acadêmica de 2020, que revisou processos judiciais entre 1997 e 2017, identificou que 83% dos 498 acusados tinham nomes de origem muçulmana, com estupradores de origem paquistanesa, bangladeshiana, iraquiana, iraniana, indiana, síria e turca, somaliana, além de britânicos. O relatório do parlamentar Rupert Lowe, de 2026, afirma que a “esmagadora maioria” das redes de exploração sexual era composta por homens muçulmanos. Embora o perfil étnico dos agressores — de várias nacionalidades — seja um fato documentado, o papel da religião como fator motivacional permanece em debate. Relatos de vítimas indicam que: • Algumas meninas eram chamadas de “lixo branco” ou “kuffar” (termo árabe para “descrentes”). • Em certos casos, vítimas foram forçadas a se casar sob a lei islâmica (sharia). • Uma vítima de Rotherham testemunhou que seus estupradores “acreditavam ter uma posição de superioridade moral religiosa sobre os ‘descrentes'”. As falhas institucionais Uma das conclusões mais perturbadoras dos inquéritos foi a constatação de que profissionais de proteção infantil e policiais evitaram agir por receio de serem acusados de racismo, dado o perfil majoritário (imigrantes e muçulmanos) dos agressores. O jornalista Andrew Norfolk, do The Times, que expôs o escândalo, descreveu este fenômeno como uma “conspiração do silêncio”. A reabertura dos casos em 2026 A reabertura dos casos em 2026, com a Operação Beaconport e o Inquérito Estatutário Independente, representa um esforço das autoridades britânicas para enfrentar as falhas do passado e garantir que a identidade étnica e religiosa dos perpetradores não sirva como obstáculo à justiça. O novo inquérito tem, explicitamente, o mandato de investigar o papel da religião e da cultura — um aspecto que inquéritos anteriores evitaram abordar, frequentemente por receio de acusações de preconceito. Em suma, os progressistas britânicos imersos na agenda globalista ajoelharam-se à islamização do país, sob o recorde do maior influxo migratório da história. Um governo que idolatrou pautas identitárias agora sofre as consequências sem precedentes. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Receita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos Tribunal de São Paulo cria base para fortalecer combate ao PCC Brasil reage aos EUA e diz que tarifa fere regras da OMC De última hora, Lula manda uma observadora à audiência de tarifa Polícia não vê indício de crime e encerra caso de ex de Bruno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 23/06/2026 09:32

Por que nossos jovens perdem a fé nas universidades?

Eduardo Baldaci - 23/06/2026 09h32 Universidade (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels Algumas pessoas leem a Bíblia para duvidar; outras, na busca de respostas às suas perguntas existenciais; e há ainda quem queira apenas conhecer mais a Deus e a Sua vontade. Eu me encaixo na categoria dos que buscaram respostas para dúvidas científicas. Minha primeira leitura bíblica nasceu da mera curiosidade de encontrar passagens relacionadas à astronomia. Eu precisava saber se poderia confiar naquele livro como a Palavra de Deus. Em suma, fui um “Tomé moderno”. Nessa busca, descobri que as Escrituras não são um manual de ciência, mas, quando tocam nela, não cometem erros. O propósito central da Bíblia é focar na humanidade como alvo do amor de Deus — um amor demonstrado no envio de Seu Filho unigênito para morrer e ressuscitar por nós. No entanto, para compreender a profundidade desse plano, a Teologia precisa lançar mão de ciências interpretativas, como a exegese e a hermenêutica. Até porque, não há como ler 66 livros sem mergulhar fundo nas línguas originais, no contexto cultural e no momento histórico de cada época. É dessa interpretação técnica e honesta que nascem nossas doutrinas e valores. Infelizmente, ao longo do tempo, muitos dogmas e visões rígidas se transformaram em pontos cegos, nos impedindo de enxergar realidades incontestáveis. Todos conhecemos o embate histórico da Igreja de Roma contra cientistas que ousaram afirmar que a Terra se movia e que o Cosmos guardava mistérios além do dogma medieval. O que muitos se esquecem é que gigantes como Nicolau Copérnico, Johannes Kepler, Galileu Galilei, Isaac Newton e, mais recentemente, Georges Lemaître e Wernher von Braun, ousaram unir a ciência à fé. Para eles, investigar o Universo era a melhor forma de conhecer a mecânica do Criador. Contudo, em algum momento, a Igreja evangélica começou a enxergar as ciências naturais como algo diabólico. Qual foi o grande problema dessa postura? Abandonamos a apologética, a defesa racional da fé baseada em evidências. E toda vez que abrimos mão de um campo do saber, o ceticismo assume o controle. Por essa razão, muitos jovens abandonam a fé quando chegam aos bancos das universidades porque nunca foram discipulados para responder sobre a razão daquilo em que creem, como nos orienta 1 Pedro 3:15. Assim, eles são confrontados pelo ceticismo acadêmico ou por um ateísmo militante estruturado e não têm ferramentas para dialogar. Há quatro décadas sou criticado e estigmatizado por navegar nessa fronteira entre a ciência e a fé. Continuo fazendo isso, porque nunca vi incoerência nessa união. Quando aceitamos a Cristo, não precisamos temer o exame científico. A ciência humana muda; o que era verdade ontem, deixa de ser hoje. Mas a Palavra de Deus permanece eficaz. Não há como viver chamando o conhecimento de profano; quem comete erros não é o texto sagrado, mas sim quem o interpreta preso a sistemas religiosos institucionais e tradições humanas. Recentemente, vi em um podcast de grande audiência o resultado desse nosso isolamento: um ateu debatendo com cristãos em um festival de despreparo argumentativo e arrogância. É o reflexo claro da falta de apologia. Quem não tem fé no Criador muitas vezes se mostra mais preparado para defender suas convicções do que nós. Certa vez, me aconselharam: “Pastor, pare de olhar para os céus e falar de ciência; vá cuidar de sua igreja”. Minha resposta permanece a mesma: estou cuidando da Igreja ao ensinar as futuras gerações a se defenderem do ateísmo. É hora de lembrar o alerta do teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer: O silêncio diante do mal é o próprio mal. Esse silêncio institucional da Igreja na arena acadêmica permitiu que o ateísmo operasse como a filosofia dominante na educação e na política, causando danos profundos à nossa sociedade. O problema real nunca esteve na ciência, mas sim na nossa omissão. Eduardo Baldaci é teólogo formado pelo STBN, defensor do Criacionismo Bíblico, astrônomo amador reconhecido pela NASA e jornalista científico há 43 anos. É pastor Batista há 34 anos atuando na The Grove Church (Titusville, FL-EUA). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Receita Federal e Banco Central são autorizados a realizar concursos Tribunal de São Paulo cria base para fortalecer combate ao PCC Brasil reage aos EUA e diz que tarifa fere regras da OMC De última hora, Lula manda uma observadora à audiência de tarifa Polícia não vê indício de crime e encerra caso de ex de Bruno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 22/06/2026 10:20

Guia completo sobre canetas emagrecedoras

Noé Alvarenga - 22/06/2026 10h20 Caneta emagrecedora (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik O artigo hoje será um pouco maior, mas quero dar o maior número de detalhes possíveis, até porque, muita gente me pergunta: “Doutor, quantas ‘canetas emagrecedoras’ existem hoje no mercado?” E aqui vou falar das canetas “oficiais” — não as que chegam do nosso estimado país vizinho. O fato é que, com tantos lançamentos novos, é natural que o paciente fique confuso. Ozempic, Wegovy e Mounjaro já fazem até parte do imaginário popular, mas recém-chegados como Poviztra, Extensior e Ozivy ainda são recebidos com surpresa pelos pacientes. Por isso, vou passar em revista as principais “canetas emagrecedoras” disponíveis hoje, explicando de forma simples como elas funcionam, em que situações costumam ser usadas e quais cuidados precisam ser observados durante o tratamento. Mais do que uma lista de nomes, a minha ideia é trazer um pouco da minha experiência prática no consultório: o que vejo funcionar bem, onde os pacientes costumam errar e por que o acompanhamento médico continua sendo imprescindível. O que são “canetas emagrecedoras”? As chamadas “canetas emagrecedoras” são medicamentos injetáveis, geralmente aplicados por via subcutânea, que atuam em mecanismos ligados à fome, saciedade, esvaziamento gástrico e controle metabólico. Na prática, elas ajudam o paciente a se sentir satisfeito com menor quantidade de comida e, em muitos casos, melhoram parâmetros metabólicos importantes, como glicemia, resistência insulínica e risco cardiovascular. Mas é importante dizer: não são todas iguais. Algumas foram desenvolvidas inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2. Outras têm indicação específica para obesidade e sobrepeso com comorbidades. Algumas são de aplicação diária. Outras, semanal. Algumas atuam apenas no receptor de GLP-1. Outras, como o Mounjaro, atuam em mais de uma via hormonal. Além disso, os estudos científicos são muito diferentes em relação às aplicabilidades. Uma medicação pode se mostrar muito vantajosa na apneia do sono; outra pode parecer mais interessante para o fígado gorduroso. E por aí vai. Os perfis de aplicabilidade são bem distintos. Por isso, colocar tudo no mesmo saco e chamar apenas de “canetinha para emagrecer” é uma simplificação bem perigosa. Como funcionam as “canetas emagrecedoras”? A maior parte dessas medicações atua imitando ou potencializando hormônios intestinais envolvidos na saciedade e no metabolismo da glicose. O mais conhecido é o GLP-1, um hormônio produzido naturalmente pelo intestino após a alimentação. Ele ajuda a aumentar a saciedade, reduz a velocidade de esvaziamento do estômago, melhora a resposta da insulina e reduz a produção inadequada de glicose pelo fígado. Na prática, o paciente costuma relatar que pensa menos em comida, sente menos fome e consegue parar de comer antes. Isso é algo muito poderoso! Mas também explica por que algumas pessoas passam mal quando usam a medicação usada sem orientação. Isso quer dizer que, se a pessoa come pouco demais, bebe pouca água, pula proteína, não treina e não faz acompanhamento, ela pode perder peso, sim. Mas pode perder junto massa magra, disposição, cabelo, força e saúde. Então, o objetivo não é simplesmente pesar menos; mas é emagrecer melhor. Quais são as principais “canetas emagrecedoras”? Hoje, quando falamos em “canetas emagrecedoras”, estamos falando principalmente de medicamentos como Saxenda, Ozempic, Wegovy, Mounjaro, Poviztra, Extensior e Ozivy. Mas aqui cabe uma observação importante: não são todas iguais! Algumas são aprovadas para obesidade e controle crônico do peso. Outras são voltadas ao tratamento do diabetes tipo 2, embora possam gerar perda de peso como efeito associado. Por isso, vamos entender direitinho o que existe no mercado brasileiro hoje. Saxenda: a primeira caneta aprovada para obesidade O Saxenda, cujo princípio ativo é a liraglutida, foi uma das primeiras canetas que popularizou o tratamento medicamentoso moderno da obesidade. É uma medicação de aplicação diária e atua como agonista do receptor de GLP-1. Eu prescrevo Saxenda desde o seu lançamento em 2016 e, na época, quando eu dizia aos pacientes “tem essa caneta aqui que emagrece”, era possível ver o olhar de incredulidade deles, pois era uma tecnologia desconhecida de 99% dos brasileiros. A incredulidade acabava, claro, quando eles voltavam no mês seguinte com menos quatro ou cinco quilos. O aumento do preço, conjugado ao aparecimento de medicações mais eficazes, com maior potência e menos efeitos adversos, como o Wegovy, apagou um pouco o “brilho” do Saxenda. Não obstante, eu tive a alegria de acompanhar pacientes que eliminaram 30, 40 quilos com o seu uso, aliado, é claro, à mudança de hábitos. Ozempic: a caneta que virou fenômeno O Ozempic, cujo princípio ativo é a semaglutida, foi aprovado inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2. As doses do Ozempic são de 0,25 mg, 0,5 mg e 1 mg. Embora ele tenha sido o principal responsável pela “popularização” desta classe de medicamentos, ele não “nasceu” como medicamento para obesidade. Ele é, originalmente, uma medicação para diabetes tipo 2. Wegovy: semaglutida voltada ao tratamento da obesidade O Wegovy também é semaglutida, mas as doses são de 0,25 mg, 0,5 mg, 1 mg, 1,7 mg e 2,4 mg. A diferença é que ele possui em bula a indicação para o tratamento da obesidade. Na verdade, entre o Ozempic e o Wegovy, nas doses partilhadas de 0,25 mg, 0,5 mg e 1 mg, a diferença é apenas o nome comercial. Pode parecer esquisito, mas é uma prática comum lá fora, nos Estados Unidos, renomear os produtos de acordo com o grupo populacional que eles buscam atingir. O Mounjaro, por exemplo, nos EUA, existe com dois nomes comerciais: Zepbound, para obesidade, e Mounjaro, para diabéticos. Mas o Zepbound jamais chegou ao Brasil. Hoje, o Mounjaro acumula as duas indicações em bula: obesidade e diabetes. E por falar no dito cujo… Mounjaro: a tirzepatida e a nova geração de medicamentos O Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, representa uma nova etapa no tratamento medicamentoso da obesidade e do diabetes tipo 2. Ele atua em duas vias, GLP-1 e GIP, que são peptídeos intestinais que modulam a fome e a saciedade. Então ele é mais potente. No entanto, isso não quer dizer que ele seja o primeiro medicamento ou o medicamento de escolha para todos os pacientes. Na época em que só havia Saxenda, muitos pacientes emagreciam 30 quilos ou mais com o Saxenda, que era um remédio, digamos assim, pobre em relação aos atuais. Mas era o que tinha — e as pessoas emagreciam com ele. Hoje existem muitas outras opções, como este artigo demonstra, para o paciente com obesidade. No Brasil, o Mounjaro está disponível nas doses de 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg e 15 mg. A faixa de preço vai, aproximadamente, de R$ 1.400 a R$ 3.400, variando conforme a dose, a farmácia e os programas de desconto. Recentemente foi divulgado que existem estudos para as doses de 17,5 mg e 20 mg, mas ainda não existe nada de concreto para uso rotineiro no mercado. A grande questão do Mounjaro é realmente o custo e a acessibilidade. Ao contrário da semaglutida, que teve a queda de patente em março de 2026, a patente do Mounjaro está firme e forte e deve continuar por mais alguns anos. Poviztra, Extensior e Ozivy: a nova fase da semaglutida no Brasil Depois do Ozempic, do Wegovy e do Mounjaro, começaram a chegar ao mercado brasileiro opções que talvez representem uma nova fase: a fase da maior acessibilidade. Como fruto de uma parceria entre a Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy, com a Eurofarma, as canetas Poviztra e Extensior chegaram quase sem alarde no final do ano passado, mas vieram a chamar atenção este ano com o lançamento do programa EuroCuida, que reduziu preços de uma forma até então pouco vista no mercado brasileiro. De acordo com o programa do laboratório, no qual o paciente se cadastra, a medicação pode custar tão pouco quanto R$ 399; esses são dados agora, do mês de junho. Recentemente, inclusive, a Eurofarma anunciou nova redução dos preços, mas eu mesmo ainda não consegui entender exatamente para quanto vai. Para mim, como médico, quanto mais pacientes tiverem a oportunidade de se tratar, melhor. Melhor para a saúde do paciente e melhor, evidentemente, para a saúde pública como um todo. No dia 15 de junho, estreou no mercado a Ozivy, a semaglutida da EMS, que se diferencia das demais por dois pontos: primeiro, por ser brasileira e de produção nacional; segundo, por ser sintética, e não biológica como as anteriores. A estratégia comercial da EMS, anunciando preços tão baixos quanto R$ 297, pode inaugurar uma nova era de acessibilidade ao tratamento antiobesidade no nosso país. E vem mais por aí… Recentemente, a Anvisa também aprovou a fabricação de semaglutida pelo laboratório Cristália, com previsão de chegada ao mercado possivelmente em agosto. Então, muito provavelmente, teremos vários novos medicamentos à base de semaglutida no mercado brasileiro até o final do ano, com custos presumivelmente decrescentes, dada a competição. Mas aí é que está: apenas tomar remédio não emagrece — pelo menos não emagrece de forma saudável. A mudança de hábitos alimentares, o estilo de vida, o acompanhamento médico, a avaliação por bioimpedância e os exames laboratoriais continuam sendo de suma importância. Eu costumo brincar com os meus pacientes que a cadeira do meu consultório é “mágica”. Só de sentar na cadeira do meu consultório, eles já emagrecem, porque praticamente a quase totalidade dos meus pacientes perde peso. Mas os que ficam magros são aqueles que realmente mudam hábitos, conseguem rever comportamentos e sustentar essa mudança. Emagrecer e “tornar-se magro” são dois tratamentos distintos, que ocorrem em paralelo. Mas, infelizmente, uma boa parte dos pacientes alcança apenas um. Esse é o grande desafio que temos no dia a dia do consultório. Qual é a melhor “caneta emagrecedora”? Na medicina, como em quase tudo na vida, a resposta para essa questão é um inequívoco: “depende”. Sim, depende do peso, da composição corporal, da presença ou não de diabetes, da hemoglobina glicada, da presença ou não de gordura no fígado, dos medicamentos já em uso, se o paciente já fez ou não alguma medicação para emagrecer, da acessibilidade em termos de custo e da tolerância aos efeitos gastrointestinais. A melhor caneta não é necessariamente a mais famosa, nem a “última do mercado”, nem a mais cara. É a mais adequada àquele paciente, naquele momento, com aquele objetivo. Por isso, a pergunta mais certa geralmente não é: qual é a melhor caneta? A pergunta mais certa é: qual é a melhor estratégia para mim? Dr. Noé Alvarenga é médico nutrólogo no Rio de Janeiro, com foco em obesidade, emagrecimento e longevidade. Escreve sobre metabolismo, GLP-1 e hábitos de vida saudáveis, sempre com base nas evidências científicas mais atuais. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. 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Pleno News 20/06/2026 21:14

A mentira tem perna curta

Marco Feliciano - 20/06/2026 21h14 Foto de família da Cúpula do G7 ampliada Foto: Ludovic Marin / Pool / AFP Diz o ditado popular: “Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo”. A Bíblia também afirma, em João 8:44, que o diabo é o pai da mentira. Digo isso, porque o que o mundo viu na França, durante o encontro de Cúpula do G7, para o qual Lula foi convidado, foi um festival de mentiras assacadas pelo incômodo convidado. Também, todos nós vimos o presidente brasileiro ser ignorado com seu chapeuzinho e ter de se acomodar quase fora da foto oficial dos líderes mundiais. E sim, por ser caricato, chamou a atenção de todos ao afirmar perante a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, e o chanceler alemão Friedrich Merz — sem perceber que os microfones estavam ligados — que nunca foi de esquerda. Foi mais infeliz ainda quando disse que, nas eleições de 1989, foi o segundo colocado; em 1994 e em 1998 também. Aí, quando o Brasil adotou a urna eletrônica foi o primeiro em 2002, o primeiro em 2006. Na verdade, o PT foi o primeiro em 2010, o primeiro em 2014, o segundo em 2018 e o primeiro em 2022, tudo pelo voto eletrônico. Lula ficou ali, dando uma aula para líderes mundiais do Primeiro Mundo… será que ele pensa que acreditam nele? O que menos sabia naquela reunião sabe muito mais do que ele… Agora, se o STF analisar essas declarações de Lula, ele poderá ser processado por lançar dúvidas sobre as urnas eletrônicas. Finalizo agradecendo a Deus por impedir que mentiras continuem sendo lançadas impunemente por aqueles que representam os anseios de toda uma nação. E peço que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre o verdadeiro povo brasileiro. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Lula ataca Flávio ao comentar carta sobre tarifas dos EUA Garotinho desmente Daniela Lima sobre 'festa das astronautas' Gestão Lula e PT lideram gastança na Meta nos últimos três meses Valdemar: 'Michelle não quer participar da campanha de Flávio' Pneumo 20 no SUS: O que você precisa saber sobre a nova vacina WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 19/06/2026 17:03

Lula comporta-se como bobo da corte

Renato Vargens - 19/06/2026 17h03 (Imagem gerada por Inteligência Artificial) Imagem gerada por Inteligência Artificial Já não é de hoje que o presidente do Brasil reúne em torno de si petistas e simpatizantes que riem de suas falas sem graça. Como bobo da corte, Lula costuma destinar o seu precioso tempo para falar o que não deve. A última do mandatário brasileiro foi desdenhar de Neymar, afirmando que ele é o primeiro jogador “home office do mundo”. Ora, claro que a piada foi sem graça. No entanto, o bobo da corte tupiniquim, levou a plateia a rir da frase dita. Ademais, a piada, além de desrespeitosa, foi feita na frente de uma criança; apontando claramente para a falta de noção do presidente, que usou da fala sincera do menor para debochar de um desafeto político. Mas, sabe o que é o pior disso tudo? Lula usou um evento oficial do governo, pago com dinheiro público, dedicado à saúde de pessoas que lutam contra o câncer para promover sua politicagem barata. Lamentavelmente, em vez de manter o foco naquilo que realmente importa para a população, o presidente promoveu o deboche comum a bobos da corte, desdenhando da sinceridade de uma criança que, como qualquer torcedor brasileiro, torce pelo Brasil. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governador da BA se envolve em confusão com manifestante; veja Jaques Wagner é vaiado em ato na Bahia: “Jaques Master” Lula ataca Flávio ao comentar carta sobre tarifas dos EUA Garotinho desmente Daniela Lima sobre 'festa das astronautas' Gestão Lula e PT lideram gastança na Meta nos últimos três meses WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 19/06/2026 16:15

Empresa pode ter que liberar funcionário para cuidar de filho doente

Thassya Prado - 19/06/2026 16h15 Mãe cuida de filho doente (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels A Câmara dos Deputados aprovou, na última segunda-feira (16), o Projeto de Lei 4913/25, que obriga empresas a liberarem empregados para acompanhar filhos menores de 12 anos durante doenças que exijam assistência direta. A proposta segue para análise do Senado. O projeto prevê a emissão obrigatória de atestado médico contendo o período de repouso recomendado, a declaração expressa da necessidade de acompanhamento e, salvo impedimento ético-médico, o diagnóstico da criança. Quando não for possível conciliar o cuidado com o trabalho por meio de teletrabalho ou compensação de jornada, o empregado terá direito a até 14 dias de licença por ano, consecutivos ou não, sem desconto em salário ou férias. As empresas serão prejudicadas com esse projeto? Precisamos ser realistas. A falta ao trabalho nesses casos já acontece. Mães que não têm rede de apoio se veem divididas entre cuidar do filho doente e manter o emprego, e essa tensão já gera ausências não planejadas e queda de produtividade. Ter uma regulamentação nesse sentido é acompanhar uma realidade que as empresas já enfrentam no dia a dia, agora com regras claras para ambos os lados. De toda forma, o ponto central do projeto traz um equilíbrio importante: o afastamento do ambiente de trabalho não equivale, automaticamente, a uma folga. O teletrabalho e a compensação de jornada são colocados como alternativas prioritárias antes de qualquer licença ser concedida. Essa hierarquia importa. Ela indica que o legislador não ignorou o impacto operacional sobre as empresas ao desenhar a norma. A licença de 14 dias existe como último recurso, não como ponto de partida. O que o projeto determina para empresas e empregados O texto aprovado pela Câmara traz determinações que já merecem atenção: • O atestado emitido nesse contexto terá validade legal para justificar ausências. Recusá-lo sem fundamento pode gerar passivo trabalhista. • O teletrabalho e a compensação de jornada precisam ser considerados antes da concessão da licença, e essa ordem deve estar documentada internamente. • Os 14 dias são contados a partir do primeiro afastamento dentro de um período de 12 meses. • Convenções e acordos coletivos poderão detalhar ou ampliar as condições previstas no projeto. O texto ainda depende de aprovação pelo Senado para entrar em vigor. De toda forma, na minha visão, é um projeto que não pode ser ignorado, uma vez que é uma realidade para empresas e um problema que precisa, sim, ser debatido e regulamentado. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Mulheres de direita vão mover ação contra "gabinete do ódio" Deltan Dallagnol expõe decisões do Supremo Tribunal Federal Atlas: Pesquisa mostra brasileiros divididos entre Michelle e Flávio Bia Kicis lança ex-assessor como pré-candidato à Câmara do DF Michelle abriu mão de salário ao deixar PL Mulher. Saiba valor! WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 19/06/2026 13:34

Os objetivos divergentes de EUA e Israel no acordo com o Irã

Lawrence Maximus - 19/06/2026 13h34 Netanyahu e Trump em encontro na cidade de Miami, em 2025 Foto: EFE/Oficina del primer ministro (GPO) A recente formalização de um Memorando de Entendimento (MoU) de 14 pontos entre os Estados Unidos e o Irã foi envolta na retórica oficial como a aurora de uma nova estabilidade no Oriente Médio. Contudo, sob a lente da ciência política e de uma cosmovisão que não ignora a natureza decaída das estruturas de poder, o que se desenha não é um triunfo da alta política (statecraft), mas um perigoso exercício de apaziguamento. O que verdadeiramente jaz nas entranhas desse suposto “acordo de paz” é uma fratura estratégica e profunda entre Washington e Jerusalém. Para compreender a fragilidade intrínseca desse arranjo, é imperativo dissecar a assimetria dos objetivos de guerra que hoje separam a Casa Branca de Jerusalém. Como apontam as recentes análises geopolíticas, Donald Trump e Benjamin Netanyahu, embora historicamente alinhados, operam sob lógicas estratégicas e relógios políticos distintos. Para a administração americana, a prioridade é a obtenção de uma vitória diplomática rápida e transacionável — materializada na reabertura do Estreito de Ormuz e na prorrogação do cessar-fogo — com o fim único de estancar os custos econômicos e políticos. Já para Israel, a guerra contra o Irã e seu eixo de proxies não é uma questão de conveniência geopolítica, mas um imperativo categórico de sobrevivência existencial. Para a opinião pública e a elite de segurança israelense, o memorando soa não como paz, mas como capitulação. A recusa de Netanyahu em abandonar as zonas de segurança no sul do Líbano, na Síria e em Gaza, em contraste com a franca hostilidade verbal de Trump em relação ao premier israelense, escancara um abismo intransponível: os EUA buscam um deal a qualquer custo, enquanto Israel busca a neutralização de ameaças a qualquer custo. Em síntese, o acordo, ao aliviar as sanções, atua como um mecanismo de financiamento involuntário do terrorismo. O senador Tom Cotton calcula que o alívio sancionatório injetará cerca de 200 milhões de dólares diários nos cofres da Guarda Revolucionária. Esse capital não servirá ao bem-estar do povo iraniano, mas à reconstrução de estoques de drones e ao financiamento do Hamas e do Hezbollah. A história é implacável ao nos advertir que a paz não pode ser construída sobre a areia movediça do apaziguamento. Este acordo não extingue a crise; apenas a coloca em compasso de espera. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Mulher de Moraes encaminhou contrato milionário a Vorcaro Miss venezuelana é encontrada morta sob escombros Renan Santos anuncia tenente-coronel da PM como vice de chapa Pastor Marcio Poncio é preso em operação da Polícia Federal Diarista suspeita de matar casal de idosos a facadas é presa WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 19/06/2026 11:17

Lula, um liberal disfarçado de esquerdista… Quem acredita?

Magno Malta - 19/06/2026 11h17 Presidente Lula, na Cúpula do G7 Foto: Ricardo Stuckert / PR O tempo tem o hábito de desmontar narrativas. E, às vezes, faz isso pela boca de quem as construiu. Na Cúpula do G7, na França, Lula deixou escapar uma frase curiosa: “Eu nunca fui esquerdista”. A declaração, ainda que informal, expõe uma contradição difícil de ignorar. Durante décadas, Lula foi “vendido” como o grande símbolo da esquerda latino-americana. Fundador de alianças ideológicas, defensor de governos autoritários sob o pretexto de justiça social e porta-voz de uma retórica baseada na luta de classes. Agora, no entanto, tenta se reposicionar como alguém distante desse campo político? Lula seria um liberal, então? Mas essa tentativa esbarra em um problema básico, pois o liberalismo não é um rótulo conveniente, é uma tradição política fundada na limitação do poder, na defesa das liberdades individuais, na segurança jurídica e na livre circulação de ideias. Como argumentava John Locke, a liberdade existe justamente para conter os excessos do Estado. E é aqui que a incoerência aparece. Onde está o Lula liberal quando seu governo pressiona plataformas digitais, flerta com mecanismos de regulação da informação e relativiza a liberdade de expressão? Onde está esse suposto apreço pelas liberdades quando o discurso oficial trata a divergência como ameaça? A verdade é que o episódio do G7 parece menos uma revelação ideológica e mais uma operação de reposicionamento. Lula percebeu que a esquerda tradicional perdeu força no mundo, que o discurso revolucionário envelheceu e que o pragmatismo eleitoral exige novas roupas. Além disso, parecia deslocado no encontro, como quem precisava forçar uma aproximação com Donald Trump em meio às crescentes tensões institucionais entre Brasil e Estados Unidos. Havia ali um desconforto visível, talvez impulsionado pelo desgaste neste ano eleitoral ou por preocupações mais profundas. Não se sabe se isso guarda relação com a recente decisão americana de enquadrar facções como o PCC e o Comando Vermelho em listas de organizações terroristas, mas chama atenção o fato de Lula aparentar mais inquietação com os “bandidos” do que com as próprias taxações impostas pelos Estados Unidos (de novo). George Orwell dizia que a linguagem política serve muitas vezes para fazer mentiras parecerem verdades. No caso de Lula, ela parece servir para adaptar velhas convicções a novas conveniências. Ironia à parte, sabemos que Lula nunca foi liberal, assim como jamais foi o revolucionário que dizia encarnar. Sempre foi, antes de tudo, um político moldado pela conveniência de cada momento. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Mulher de Moraes encaminhou contrato milionário a Vorcaro Miss venezuelana é encontrada morta sob escombros Renan Santos anuncia tenente-coronel da PM como vice de chapa Pastor Marcio Poncio é preso em operação da Polícia Federal Diarista suspeita de matar casal de idosos a facadas é presa WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 18/06/2026 17:49

A soberania nacional e o terrorismo

Ives Gandra Martins - 18/06/2026 17h49 Exército brasileiro Foto: Capitão Edvaldo da Silva / CCOMSEx O presidente Donald Trump definiu o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Diante disso, surgiu argumento de que tal medida feriria a soberania brasileira. Pretendo analisar, sob a ótica do Direito Constitucional, como essa classificação estrangeira não sofre, em nenhum momento, violação da nossa soberania nacional. Vou mais longe. Se tomarmos a Venezuela como exemplo — onde o governo norte-americano definiu o regime como narcotraficante e, posteriormente, ofereceu uma recompensa pela captura do presidente Nicolás Maduro —, vemos que o cenário é completamente diferente do que ocorre no Brasil, pois o regime de Maduro era uma ditadura. Nós temos um presidente, em quem não votei, mas que foi eleito pelo povo brasileiro. Temos uma nação que possui o décimo maior PIB do mundo. E temos Forças Armadas que, apesar dos preconceitos que alguns possam nutrir contra elas, são formadas tecnicamente. Falo com conhecimento de causa, pois como professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército por 33 anos — onde recebi em 1994 o título de professor emérito —, conheço a fundo sua preparação técnica. O Brasil, no meu tempo (1990 a 2022), tinha em torno de 140 generais; a Venezuela, por sua vez, contava com 3 mil. Lá, tratava-se de uma tropa de políticos que buscavam sustentar um ditador, mas que agora, sob a liderança da nova presidente, enfrentam um processo de adaptação. Espera-se, realmente, que o país retome a democracia. Nós, pelo contrário, somos uma democracia. Estou convencido de que nunca passou pela cabeça do presidente Trump intervir, invadir ou prender as autoridades do nosso país. Agora, quando se trata dos criminosos, a situação é completamente diferente. O cerne da questão, portanto, reside na distinção conceitual: se a conduta deve ser enquadrada como crime ordinário ou como crime de terrorismo. Como se define o terrorismo? O terrorismo é caracterizado por ações de indivíduos que utilizam a violência e o crime para desestabilizar e derrubar instituições legítimas. Assim, contra governos democraticamente eleitos, são perpetrados atos terroristas com o propósito de destruir ou enfraquecer o poder público constituído. No Brasil, infelizmente, somos obrigados a constatar a triste realidade de que há determinadas áreas do nosso território nas quais nem mesmo a polícia consegue entrar. São regiões que, hoje, pertencem ao crime organizado e não ao poder público ou ao povo brasileiro. É inadmissível observar que, enquanto nações estrangeiras identificam com clareza o perigo geopolítico que essas facções representam, o governo brasileiro insiste em tratar o problema com leniência jurídica e retórica de soberania de fachada. A soberania real de um país se mede pela sua capacidade de impor a lei e a ordem dentro de suas próprias fronteiras. Ao recuar diante do avanço do crime organizado e permitir que estados paralelos governem favelas e periferias, os poderes constituídos falham em seu dever mais básico e o Estado se torna cúmplice, por omissão, do desmantelamento da própria autoridade. Sob o prisma do ordenamento jurídico pátrio, qualquer tentativa de enquadrar o PCC como organização terrorista hoje esbarra, inevitavelmente, na garantia fundamental da estrita legalidade penal (Art. 5º, XXXIX, CF/88), a qual exige lei em sentido estrito para a tipificação de condutas. Embora a Carta Magna ordene o repúdio ao terrorismo (Art. 5º, XLIII), a legislação ordinária brasileira falhou gravemente ao tipificar o crime: o artigo 2º, caput, da Lei nº 13.260/2016 restringiu o terrorismo a atos motivados estritamente por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião. Como a finalidade dessas facções é o lucro e o domínio territorial, as condutas não preenchem os requisitos taxativos e cumulativos da lei vigente. Essa lacuna escancara a omissão do Congresso Nacional. A passividade governamental, fantasiada de diplomacia defensiva, apenas escancara a incompetência em desenhar uma política de segurança pública robusta e integrada. Quando o Estado se apequena, o terrorismo doméstico se agiganta. A soberania nacional não sofre violação pelo olhar atento e preocupado dos Estados Unidos, mas sim pela negligência crônica de Brasília, que assiste de braços cruzados às nossas fronteiras virarem corredores livres para o narcotráfico e às nossas capitais se transformarem em reféns do medo. Ora, o crime organizado brasileiro atua em diversos outros países. É evidente, portanto, que o governo americano tem o direito de agir de acordo com a sua legislação, visando combater aquilo que possa, em determinado momento, prejudicar os Estados Unidos, sem que isso atinja a soberania brasileira. Afinal, a verdadeira afronta não vem de fora, mas da nossa própria incapacidade de reagir. Invocar a soberania nacional para camuflar essa impotência diante do crime não é diplomacia, é capitulação; cabe ao Estado brasileiro assumir suas responsabilidades em vez de criticar quem decide proteger as próprias fronteiras. Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 18/06/2026 12:52

4 razões porque o esquerdismo é idólatra

Renato Vargens - 18/06/2026 12h52 Estrela, foice e martelo – símbolos do comunismo e socialismo, ideologias de esquerda Foto: Pixabay Não quero ser simplista, até porque existem outras razões que apontam efetivamente para a incompatibilidade entre o cristianismo e o esquerdismo; todavia, visando ajudar a elucidar o mal que o esquerdismo tem feito à Igreja brasileira, resolvi escrever 4 razões porque ele é idólatra. 1. Esquerdistas colocam no Estado sua esperança, fé e submissão irrestrita. Os cristãos, ao contrário, estão submissos à Palavra de Deus, crendo que há um único Senhor, Todo-Poderoso, a quem devemos nos submeter integralmente. 2. Esquerdistas comportam-se como súditos do Estado. Já os cristãos não são súditos de leviatã, mas, sim do Soberano Rei dos reis e Senhor dos senhores. Por causa disso, os cristãos não dividem sua lealdade com um Estado que requer “fidelidade partidário-religiosa”, mesmo porque, cristãos sabem que a lealdade em questão, segundo as Escrituras, é uma forma acintosa de idolatria, uma quebra do primeiro mandamento. 3. Esquerdistas fazem de suas ideologias o fundamento da sua crença, cujos pressupostos são praticamente inquestionáveis. Em oposição, os cristãos acreditam que o Estado quando quer ser maior do que Deus, transforma-se “na besta” cuja autoridade vem exclusivamente do dragão (Ap 13.1-18). 4. Esquerdistas relativizam o senhorio de Cristo, pondo em xeque as verdades das Escrituras, optando por seguir as percepções subjetivas de um sistema que minimizou os efeitos e consequências do pecado. Já os cristãos acreditam que Deus é o único Rei e Senhor absoluto. Dessa forma, cristãos não devem entregar sua lealdade a um Estado autoritário ou totalitário, cujos pressupostos afrontam de forma veemente as inequívocas verdades do Evangelho. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Fazenda gasta R$ 7,5 mi em TI e móveis com 56% em home office Incêndio em edifício residencial na Bélgica mata cinco pessoas Em evento com mulheres, Flávio elogia Michelle: "Respeito demais" Filha de Cassiane, Jay Santana anuncia estar grávida do 1° filho Paris Filmes rejeita distribuir filme sobre Jair Bolsonaro WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 18/06/2026 10:47

Mendonça versus Gilmar

André Marsiglia - 18/06/2026 10h47 À frente, ministro André Mendonça e, ao fundo, ministro Gilmar Mendes Foto: Rosinei Coutinho/STF O resultado mais importante do julgamento da última terça-feira (16) não foi a manutenção das prisões do pai e do primo de Daniel Vorcaro. O que realmente importou foi a demonstração de força do ministro André Mendonça dentro da Segunda Turma do STF. Até poucas horas antes da sessão, havia uma dúvida central: qual seria a posição de Nunes Marques? Se acompanhasse a escancarada divergência de Gilmar Mendes, haveria um empate de dois a dois contra os votos já conhecidos de André Mendonça e Luiz Fux. E, em matéria penal, o empate favorece os investigados. Nesse cenário, o clã Vorcaro deixaria a prisão e as portas estariam abertas para a saída do próprio Daniel Vorcaro. Nos veríamos diante de um progressivo enfraquecimento das investigações do caso Master. Portanto, não estava em jogo apenas a situação jurídica de dois investigados. Discutia-se a sobrevivência ou o desmantelamento da mais importante investigação atualmente em curso no Supremo. Nesse contexto, o protagonismo de André Mendonça, mais do que garantir o resultado da votação, fez o caso Master respirar. Ninguém quer um juiz herói. Mas um ministro que hoje se coloca em confronto dentro do STF com a ala representada por Gilmar Mendes assume uma postura que merece reconhecimento. Ao repelir de cabeça erguida as comparações feitas por Gilmar Mendes entre o caso Master e a Lava Jato, ao sustentar com firmeza que o Master se aproxima de uma verdadeira estrutura mafiosa, ao rejeitar insinuações de que sua condução reproduziria erros do passado e ao defender de forma incisiva a legitimidade de sua relatoria, Mendonça demonstrou que compreendeu o jogo político da Corte e assumiu seu papel de protagonista no tabuleiro. De quebra, um constrangido Nunes Marques acompanhou o voto da maioria, manteve as prisões e isolou Gilmar. Volto a dizer: o principal resultado da semana não foi a manutenção das prisões, mas a demonstração de que o caso Master tem hoje um relator disposto a sustentar suas convicções com firmeza, diante das pressões internas e externas à Corte. Após a sessão de terça-feira, Mendonça entra definitivamente no jogo, faz Gilmar recuar e dá novo fôlego às investigações do caso Master.   * Texto originalmente publicado no Poder360. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo bate recorde e arrecada R$ 2 trilhões antes do meio do ano STF decreta ponto facultativo no dia do jogo do Brasil MG: Gerente chinês é acusado de agredir funcionário em fábrica MP notifica escola católica contra atividades religiosas obrigatórias Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para a Papudinha WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 17/06/2026 17:25

Eduardo Bolsonaro e o preço de uma convicção

Marisa Lobo - 17/06/2026 17h25 Eduardo Bolsonaro Foto: EFE/Andre Borges A história costuma ser implacável com aqueles que escolhem enfrentar estruturas de poder. E é impossível negar que Eduardo Bolsonaro se tornou um dos personagens mais emblemáticos da direita brasileira contemporânea. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo cresceu acompanhando a trajetória política do pai e decidiu seguir o mesmo caminho. Como milhões de brasileiros testemunharam ao longo dos anos, Eduardo construiu sua identidade pública defendendo pautas conservadoras, valores familiares, liberdade econômica e uma visão de Brasil que encontrou respaldo em uma grande parcela significativa da população e eu acompanhei esse crescimento bem de perto. Mas a política cobra um preço alto. Por trás dos discursos, das entrevistas, das votações e das disputas ideológicas, existem pessoas reais. Existem pais, filhos, esposas e famílias que convivem diariamente com as consequências das escolhas feitas na vida pública. Ao observar a trajetória recente de Eduardo Bolsonaro, o que me chama a atenção não é apenas o embate jurídico ou político. É o aspecto humano dessa história. Vejo um homem que deixou para trás sua rotina, seu país e a convivência diária com familiares para seguir aquilo que acreditava ser uma missão. Vejo um filho distante de seu pai em um dos períodos mais difíceis da vida familiar. Vejo um marido e pai que assumiu os riscos de uma exposição internacional em defesa de convicções que considera legítimas. Seus críticos enxergam excessos. Seus apoiadores enxergam coragem. Mas ninguém pode negar que houve e há muito sacrifício. Em uma época em que muitos preferem o silêncio para evitar perseguições, desgastes ou cancelamentos, Eduardo escolheu continuar falando. E essa decisão teve consequências profundas. A recente condenação reforça um sentimento que preocupa muitos brasileiros: a percepção de que o espaço para divergência política está se tornando cada vez mais estreito. Em uma democracia, é legítimo questionar se estamos preservando adequadamente os princípios do contraditório, da ampla defesa e da confiança da sociedade nas instituições. A democracia não se fortalece apenas quando pune. Ela se fortalece quando convence. Nenhuma nação se torna mais livre quando seus cidadãos passam a ter medo de expressar opiniões políticas. Nenhuma democracia amadurece quando o adversário deixa de ser visto como alguém que pensa diferente e passa a ser tratado como alguém que precisa ser eliminado da vida pública. O Brasil atravessa um dos períodos mais polarizados de sua história recente. E, justamente por isso, a maturidade democrática exige que saibamos distinguir discordância de perseguição, oposição de hostilidade e debate de silenciamento. Mais do que discutir um nome específico, precisamos refletir sobre o país que estamos construindo para as próximas gerações. Hoje é Eduardo Bolsonaro. Amanhã poderá ser qualquer voz que desafie o pensamento predominante de sua época. Como cidadã, psicóloga e observadora da vida pública brasileira, manifesto minha preocupação com qualquer cenário em que a divergência política seja percebida como uma ameaça a ser combatida, e não como uma expressão natural da democracia. O Brasil precisa de equilíbrio, segurança jurídica e liberdade. Porque quando uma sociedade perde a capacidade de ouvir vozes divergentes, ela perde muito mais do que um debate político. Ela perde parte da sua própria liberdade. #ForçaEduardo Marisa Lobo atua como psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo bate recorde e arrecada R$ 2 trilhões antes do meio do ano STF decreta ponto facultativo no dia do jogo do Brasil MG: Gerente chinês é acusado de agredir funcionário em fábrica MP notifica escola católica contra atividades religiosas obrigatórias Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para a Papudinha WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 16/06/2026 10:29

A anatomia de um erro

Juliana Moreira Leite - 16/06/2026 10h29 Corda (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ Noelle Otto A jovem que morreu ao saltar de uma ponte e os helicópteros que colidiram no Rio de Janeiro têm mais em comum do que parece. Não pela natureza dos acidentes, mas pela origem deles. Em ambos os casos, pessoas confiaram que protocolos existiam por uma razão: impedir que o impensável acontecesse. E, em ambos os casos, algo falhou onde não poderia falhar. Há uma tendência de tratar tragédias como fatalidades, como se fossem obra exclusiva do acaso. Mas a verdade costuma ser menos confortável. Acidentes raramente surgem do nada. Eles nascem de falhas, descuidos, excesso de confiança ou da crença de que uma etapa pode ser ignorada porque “sempre deu certo antes”. O que mais assusta nessas histórias é justamente isso. Não a excepcionalidade dos eventos, mas a sua banalidade. Uma verificação que não foi feita. Um procedimento que não foi seguido. Uma responsabilidade que alguém presumiu que fosse de outro. E, de repente, vidas inteiras são interrompidas por erros que jamais deveriam ter acontecido. Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo bate recorde e arrecada R$ 2 trilhões antes do meio do ano STF decreta ponto facultativo no dia do jogo do Brasil MG: Gerente chinês é acusado de agredir funcionário em fábrica MP notifica escola católica contra atividades religiosas obrigatórias Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para a Papudinha WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 15/06/2026 16:06

Correios: 7 mil trabalhadores podem pagar a conta da má gestão

Marco Feliciano - 15/06/2026 16h06 Carteiro trabalhando (Imagem ilustrativa) Foto: Divulgação/Correios Quando um governo sério administra uma nação, seus órgãos públicos tornam-se exemplo para todos. Veja, durante o governo do presidente Jair Messias Bolsonaro, os Correios apresentaram superávit até o fim da gestão, sendo entregues ao sucessor com as contas no azul e bilhões de reais em caixa. Uma estatal de tamanha importância é essencial para atender à enorme demanda pelos serviços inerentes aos Correios. Assim, quando não há desvios de finalidade, os chamados malfeitos administrativos, as contas fecham. No entanto, governos de esquerda, que frequentemente confundem o público com o privado, acabam malversando recursos e provocando rombos de difícil reparação. Não fosse a garantia do Tesouro em financiamentos a aliados, a bancarrota seria inevitável. Tradicionalmente, os funcionários dos Correios contam com estabilidade, até porque são especialistas no que fazem. Por isso, a notícia de que a empresa pretende propor novamente um programa de demissão voluntária para cerca de 7 mil funcionários causou mal-estar em toda a categoria e acendeu um alerta para milhares de famílias. Vale lembrar que o último programa de desligamento voluntário não alcançou a adesão esperada. Finalizo pedindo a Deus que proteja os funcionários dos Correios contra maus administradores que tentam colocar seus devaneios nas costas dos trabalhadores. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos os funcionários dos Correios. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Teresa Leitão: Quem é a nova lider do governo Lula no Senado Foragido há 130 dias, Oruam diz estar com tuberculose grave Lula parabeniza Colômbia pela eleição de Abelardo de la Espriella Governo bate recorde e arrecada R$ 2 trilhões antes do meio do ano STF decreta ponto facultativo no dia do jogo do Brasil WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 15/06/2026 11:17

De “A Órfã” à vida real

Marisa Lobo - 15/06/2026 11h17 Falsa adolescente e filme A Órfã (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Durante anos, o filme A Órfã foi considerado apenas um suspense psicológico. A história parecia absurda demais para ser levada a sério: uma mulher adulta que se passava por criança, enganava adultos, manipulava ambientes e se infiltrava em espaços destinados à infância. Era apenas ficção. Ou pelo menos pensávamos que fosse. Nos últimos dias, o mundo voltou sua atenção para o caso de uma mulher de 38 anos que afirma identificar-se como uma menina de 12 anos. O caso provocou perplexidade, debates e questionamentos. Mas talvez a questão mais preocupante não seja a condição dessa mulher. A questão mais preocupante é a reação da sociedade. Vivemos um momento histórico em que fazer perguntas parece ter se tornado mais perigoso do que aceitar qualquer resposta. Como psicóloga, a primeira pergunta que me ocorre não é política. É clínica. O que leva um adulto a rejeitar sua idade biológica e construir uma identidade infantil? Essa pergunta não é ofensiva. Ela é necessária. A psicologia existe justamente para investigar fenômenos humanos complexos, compreender sofrimentos psíquicos, identificar mecanismos de defesa e analisar comportamentos que fogem ao desenvolvimento esperado. Entretanto, parece que estamos entrando em uma era em que a investigação é vista como agressão e o questionamento é confundido com intolerância. Acolher alguém não significa abandonar a análise crítica. Pelo contrário. Quanto mais incomum o fenômeno, maior deveria ser nosso interesse em compreendê-lo. O problema é que o caso ultrapassa a esfera individual. Ele nos obriga a discutir uma questão cultural muito maior. Nas últimas décadas, determinadas correntes ideológicas passaram a defender que a identidade subjetiva deve ocupar posição superior à realidade objetiva. A experiência interna passou a ser considerada, por muitos, mais importante do que critérios biológicos, históricos ou observáveis. Não estamos mais discutindo apenas como uma pessoa se sente. Estamos discutindo se a percepção individual pode redefinir categorias fundamentais da realidade. E é aqui que surgem perguntas difíceis. Se uma pessoa biologicamente adulta pode ser socialmente reconhecida como criança, quais são os limites? Quem define esses limites? Quais critérios permanecem objetivos? A infância não é apenas uma percepção. A infância é uma fase do desenvolvimento humano reconhecida pela biologia, pela psicologia, pelo direito e pela neurociência. Crianças possuem proteção especial porque possuem vulnerabilidades especiais. Por essa razão, qualquer situação que envolva adultos ocupando espaços, papéis ou identidades associadas à infância deveria despertar prudência, não celebração automática. Isso significa que essa mulher representa algum risco? Não necessariamente. Não existe evidência pública que autorize tal conclusão. Mas essa também não é a pergunta central. A pergunta correta é outra: uma sociedade responsável deve abandonar seus mecanismos de avaliação e proteção apenas porque alguém reivindica determinada identidade? A criminologia ensina que indivíduos manipuladores raramente se apresentam como ameaça. Predadores costumam explorar justamente aquilo que existe de melhor em nós: empatia, compaixão, desejo de inclusão e confiança. Foi assim em inúmeros casos de abuso infantil, exploração emocional e manipulação psicológica ao longo da história. Não porque toda pessoa diferente seja perigosa. Mas porque pessoas perigosas frequentemente aprendem a utilizar discursos emocionalmente poderosos para desarmar questionamentos. O grande problema do nosso tempo é que o medo de parecer preconceituoso está começando a superar o dever de proteger os vulneráveis. E quando isso acontece, a sociedade perde uma de suas funções mais importantes: o discernimento. Talvez por isso o filme A Órfã continue tão perturbador. Não por causa do terror. Mas porque ele nos lembra de uma verdade desconfortável: aparência não é realidade. Narrativa não é realidade. Autopercepção não é necessariamente realidade. A função de uma sociedade madura não é ridicularizar quem pensa diferente. Também não é aceitar qualquer afirmação sem questionamento. A verdadeira maturidade está em conseguir acolher sem abandonar a verdade, incluir sem abandonar a prudência e respeitar sem abrir mão do senso crítico. Porque quando uma cultura perde a coragem de fazer perguntas óbvias, ela não se torna mais humana. Ela apenas se torna mais vulnerável. E toda vez que a proteção das crianças deixa de ser prioridade absoluta, estamos diante de um alerta que não pode ser ignorado. Marisa Lobo atua como psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 15/06/2026 09:58

Canetas emagrecedoras mais baratas: O fim do apartheid?

Noé Alvarenga - 15/06/2026 09h58 Ozivy®, a nova caneta à base de semaglutida de fabricação nacional (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Canva Nesta segunda-feira (15), chega ao mercado a Ozivy®, uma nova caneta à base de semaglutida de fabricação nacional. Essa novidade sinaliza um ano promissor com novas opções terapêuticas após a queda da patente da semaglutida, em 20 de março deste ano. Segundo a Anvisa, em março de 2026, existiam 17 solicitações envolvendo medicamentos à base de semaglutida em tramitação na agência. Antes já haviam chegado ao mercado, com pouco alarde, as canetas Poviztra® e Extensior®, também à base de semaglutida e bem mais acessíveis. Sabemos que a obesidade acomete mais as classes sociais vulneráveis. Isso acontece por vários motivos: da pior qualidade da alimentação ao menor acesso a recursos médicos e terapêuticos. No Brasil, evidências mostram que a obesidade se distribui de forma desigual segundo renda, escolaridade e condições de vida, e que a população de menor renda tende a ficar mais exposta a alimentos mais baratos, mais calóricos e de pior qualidade nutricional. Na prática do dia a dia do consultório, uma mudança do perfil dos pacientes já começa a ser percebida. Pessoas que nunca antes tinham cogitado tratar a obesidade por causa do preço das medicações já se mostram mais abertas quando tomam conhecimento dos novos valores das canetas. E pacientes que sempre resistiram à introdução de medicação no tratamento agora vêm espontaneamente ao consultório buscá-la. Tenho acolhido de volta pacientes de 2022, 2023 e 2024 que, naquela época, recusaram o tratamento medicamentoso, mas que agora, de livre vontade, estão voltando para retomar o cuidado. Isso mostra que o problema nunca foi apenas falta de consciência ou de informação. Muitas vezes, o obstáculo real era econômico. Segundo um grande estudo que acompanhou mais de 176 mil indivíduos com obesidade entre 2004 e 2014 no Reino Unido, a probabilidade de um homem obeso grau 1 voltar ao peso normal em um ano apenas com dieta e atividade física é de 1 para 210. Entre as mulheres na mesma situação, é de uma a cada 124. Quando o nível de obesidade é grau 3, esse número cai ainda mais: para 1 em 1.290 homens e 1 em 677 mulheres. Ou seja: o emagrecimento sem ajuda medicamentosa, uma vez instaurada a doença obesidade, é algo muito raro e excepcional (embora sempre apareça alguém dizendo que a prima da conhecida da vizinha perdeu 30 quilos só com dieta em um ano). Portanto, tratar obesidade sem medicamento, em muitos casos, é quase a mesma coisa que querer tratar hipertensão, diabetes, depressão, asma e outras doenças crônicas sem medicamento. Não porque mudança de estilo de vida não seja essencial, mas porque ela, isoladamente, muitas vezes — a mudança de hábitos —não basta diante de uma doença crônica que já criou raízes profundas no indivíduo. Dr. Noé Alvarenga é médico nutrólogo no Rio de Janeiro, com foco em obesidade, emagrecimento e longevidade. Escreve sobre metabolismo, GLP-1 e hábitos de vida saudáveis, sempre com base nas evidências científicas mais atuais. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Técnico da seleção do Haiti nunca esteve no país; entenda o motivo NY Times elege hino do Brasil como o mais bonito da Copa SP: Suspeitos de tentar sequestrar criança são encontrados mortos Moraes autoriza depoimento de Bolsonaro sobre arma apreendida PT tenta censurar vídeo da pré-campanha de Flávio Bolsonaro WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 12/06/2026 14:06

Pobreza não é sinônimo de desonestidade

Marco Feliciano - 12/06/2026 14h06 (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Nossa sociedade é cosmopolita. Temos de tudo em nosso espectro social e sabemos, sobejamente, que a maioria da população é composta por pessoas de bem, honestas e de boa índole. Esse é o verdadeiro extrato do nosso povo. Quando um presidente da República se refere aos seus cidadãos com aleivosias imperdoáveis, como ao afirmar, aos quatro ventos, que pobre gosta de moleza e, por isso, compra celulares roubados, o senhor Lula da Silva acaba generalizando, de forma odiosa, os cidadãos deste país. Acertou quando disse que rico não compra objeto roubado. Mas, faltou completar: pobre também não. Exceto, talvez, alguns poucos influenciados por discursos abjetos de influenciadores de massas. Finalizo pedindo a Deus que nos conceda representantes dignos de servir de exemplo aos mais jovens, cujas mentes, verdadeiras tábulas rasas, à mercê de cabeças doentias. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos os brasileiros. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Nada nem ninguém me aborrece, diz Flávio Bolsonaro em live MJ investiga Cazé TV por suposta propaganda abusiva de bets Fachin quer plano de reforma do Judiciário pronto até novembro Saiba quais foram as três vagas pedidas por Michelle ao Senado Tarcísio rebate Haddad sobre a Sabesp: "Ele precisa estudar" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 12/06/2026 13:29

Breve anatomia do novo cessar-fogo entre EUA e Irã

Lawrence Maximus - 12/06/2026 13h29 Benjamin Netanyahu e Donald Trump Foto: EFE/EPA/JIM LO SCALZO / POOL O presidente Donald Trump anunciou a suspensão dos ataques militares programados para a noite desta quinta-feira (11) contra o Irã, citando a conclusão de um memorando de entendimento (MOU). Segundo o presidente, o documento foi aprovado “tanto em conceito quanto em grande detalhe” por uma coalizão regional que inclui EUA, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e outros atores do Oriente Médio. O texto revela mecanismos de contenção robustos: — Extensão temporal e geográfica: O cessar-fogo é estabelecido por 60 dias, com aplicação explícita também ao Líbano, visando neutralizar a escalada por procuração. — Arquitetura nuclear: O documento estabelece uma estrutura preliminar para abordar o estoque de urânio enriquecido do Irã, condicionando o alívio de tensões a verificações futuras. — Alavancagem contínua: Trump foi categórico ao afirmar que o bloqueio permanecerá rigorosamente em vigor até a finalização do acordo. A declaração de que uma operação militar contra a Ilha Kharg está “fora de questão por enquanto” não deve ser lida como desarmamento estratégico, mas como uma pausa tática calculada. A manutenção do bloqueio garante que os EUA retenham a alavanca de coerção econômica e militar, preservando a credibilidade da ameaça de força. A dinâmica EUA-Israel A reportagem da CNN corroborou que o anúncio presidencial pegou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de surpresa durante sua conversa na noite desta quinta-feira. Longe de um desentendimento, Netanyahu expressou “apreciação pelo comprometimento de Trump” com um cessar-fogo condicionado a demandas máximas, como a remoção de material nuclear enriquecido. Em última análise, é importante destacar que Israel não faz parte do memorando de entendimento dos EUA com o Irã. Essa exclusão formal não é uma falha diplomática, mas uma preservação deliberada da autonomia estratégica israelense. Ao não assinar o MOU, Israel mantém sua liberdade de ação e seu direito inerente à legítima defesa, garantindo que sua segurança não seja terceirizada nem subordinada a cronogramas diplomáticos que o regime iraniano possa manipular. O acordo terá êxodo? Não sabemos, devido à alta complexidade entre as partes. Vejamos os próximos movimentos. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Nada nem ninguém me aborrece, diz Flávio Bolsonaro em live MJ investiga Cazé TV por suposta propaganda abusiva de bets Fachin quer plano de reforma do Judiciário pronto até novembro Saiba quais foram as três vagas pedidas por Michelle ao Senado Tarcísio rebate Haddad sobre a Sabesp: "Ele precisa estudar" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 12/06/2026 12:32

“Namorados que se masturbam, cometem pecado?”

Renato Vargens - 12/06/2026 12h32 (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ Cottonbro Studio “Eu nunca fui para a cama com o meu namorado. Nós não fazemos sexo com penetração, o problema é que as vezes nós nos masturbamos. Por acaso, será isso um pecado?” Por mais incrível que possa parecer, essa tem sido a pergunta de muitos jovens cristãos. Na verdade, nossas igrejas estão repletas de jovens que se masturbam mutuamente acreditando que com isso não estão pecando contra Deus. Eu mesmo já ouvi algumas pessoas dizendo que se não houver penetração, vale qualquer coisa. Caro leitor, ainda que as Escrituras em nenhum momento tratem da masturbação, por razões claras e obvias todos aqueles que se masturbam pecam contra o Senhor, isto porque, a prática de estimular o próprio órgão sexual ou do namorado afronta o padrão de moralidade e decência estabelecido pelo Criador. Ora, a Bíblia é extremamente clara em afirmar que o prazer do sexo pertence exclusivamente aos casados e que aqueles que desfrutam de relacionamentos sexuais fora do casamento pecam contra Deus. Outro fato importante é que nunca soube de ninguém que se masturbasse sem que contudo cobiçasse outra pessoa. Prezado amigo, cobiçar o namorado ou a namorada constitui pecado e imoralidade. Se não bastasse isso, o namorado que estimula sexualmente a namorada e vice-versa, defrauda o seu irmão em Cristo tomando para sim algo que ainda não lhe pertence. Isto posto, afirmo sem titubeios que toques, intimidades e liberdades sexuais, segundo as Escrituras, são direitos exclusivos dos casados. Portanto, se você é daqueles que ultrapassa os limites estabelecidos por Deus em sua Palavra, desobedece as orientações do Senhor trazendo sobre si a condenação. Compartilho, na sequência, alguns versos bíblicos que tratam sobre a imoralidade sexual: “…mas, por causa da imoralidade, cada um deve ter sua esposa e cada mulher o seu próprio marido” (1 Coríntios 7:2). “Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos” (Efésios 5:3). “Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria” (Colossenses 3:5). “Também não se arrependeram dos seus assassinatos, das suas feitiçarias, da sua imoralidade sexual e dos seus roubos” (Apocalipse 9:21). “Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus” (1 Coríntios 6:9,10). “Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem…” (Gálatas 5:19). “Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos. Não haja obscenidade, nem conversas tolas, nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ações de graças. Porque vocês podem estar certos disto: nenhum imoral, ou impuro, ou ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus” (Efésios 5:3-5). “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa…” (1 Tessalonicenses 4:3,4). “Amados, peço-vos, que abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma; tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que glorifiquem a Deus pelas obras que em vós observem” (1 Pedro 2:11). Pense nisso! Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Janja diz que só é demandada por imprensa de fora do Brasil EUA matam líder de alto escalão do Estado Islâmico, diz Exército Gilmar envia à AGU garantias para extradição de Zambelli Escobar explica mal-estar ao vivo: "Deu ruim segundos antes" Trump diz que negociações com Irã podem acabar; entenda WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 12/06/2026 11:47

Por que o Brasil precisa reduzir a maioridade penal

Marisa Lobo - 12/06/2026 11h47 O Brasil precisa rever a maioridade penal (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Kindel Media Toda vez que um adolescente participa de um crime bárbaro, o Brasil revive um debate que deveria ter sido resolvido há muito tempo: a redução da maioridade penal. Infelizmente, enquanto especialistas discutem teorias em gabinetes confortáveis, famílias enterram seus filhos, mães choram diante de caixões e vítimas carregam traumas que jamais serão apagados. A pergunta que precisa ser feita não é se devemos proteger os adolescentes. Claro que devemos. A verdadeira pergunta é: até quando vamos ignorar as vítimas em nome de uma falsa compaixão com criminosos? Vivemos em um país onde um jovem de 16 anos pode votar para presidente da República, influenciar os rumos da economia, da educação e da segurança pública. Pode acessar informações instantaneamente, utilizar tecnologia avançada, compreender perfeitamente as consequências de seus atos e tomar decisões complexas sobre sua própria vida. Mas, quando esse mesmo jovem comete um homicídio, um estupro, um latrocínio ou participa do crime organizado, surge imediatamente o discurso de que ele “não tinha maturidade suficiente para entender o que estava fazendo”. Essa contradição não faz sentido. A verdade é que muitos adolescentes envolvidos em crimes graves sabem exatamente o que estão fazendo. Sabem o que é certo e o que é errado. Sabem que estão tirando uma vida, destruindo uma família ou causando sofrimento irreparável. Em muitos casos, planejam o crime, ocultam provas e até utilizam a própria condição de menor de idade como escudo contra uma punição mais severa. O Estatuto da Criança e do Adolescente foi criado para proteger jovens em situação de vulnerabilidade, não para servir como instrumento de impunidade para criminosos violentos. Precisamos ter coragem de dizer aquilo que milhões de brasileiros pensam, mas muitos têm medo de afirmar: existem adolescentes que cometem crimes com grau de consciência e crueldade semelhantes aos de adultos. E quando isso acontece, a resposta do Estado não pode ser a mesma reservada a um ato infracional de menor gravidade. A sociedade brasileira desenvolveu uma perigosa inversão de valores. O criminoso tornou-se o centro das preocupações, enquanto as vítimas foram empurradas para o esquecimento. Pouco se fala da mãe que nunca mais verá o filho voltar para casa. Pouco se fala da criança abusada que carregará marcas emocionais por toda a vida. Pouco se fala do trabalhador assassinado por causa de um celular ou de uma carteira. Pouco se fala da família que terá uma cadeira vazia na mesa para sempre. Direitos humanos não podem ser seletivos. Eles precisam alcançar, em primeiro lugar, aqueles que tiveram seus direitos violados. Defender a redução da maioridade penal para 16 anos, especialmente em casos de crimes hediondos e delitos violentos, não significa abandonar a recuperação do adolescente. Também não significa desistir da educação, da prevenção ou das políticas sociais. Significa apenas reconhecer uma realidade que está diante dos nossos olhos. Não existe justiça quando alguém é suficientemente maduro para destruir uma vida, mas é considerado imaturo demais para responder por seus atos. O Brasil precisa parar de tratar esse debate como um tabu ideológico. Não se trata de vingança. Trata-se de responsabilidade. Uma sociedade madura educa seus jovens, protege suas crianças e cria oportunidades para todos. Mas também estabelece limites claros para aqueles que escolhem conscientemente ultrapassar todas as fronteiras da convivência humana. A impunidade nunca salvou uma geração. A ausência de consequências nunca educou ninguém. E a justiça não pode continuar fechando os olhos para a dor das vítimas. Reduzir a maioridade penal não resolverá sozinho o problema da violência. Mas continuará sendo impossível enfrentá-lo enquanto insistirmos em negar uma realidade que a população brasileira vê todos os dias. Quem tem idade para decidir os rumos do país deve ter idade para responder pelos atos que destroem a vida de seus cidadãos. Chega de romantizar a criminalidade. Chega de esquecer as vítimas. Chega de impunidade! Marisa Lobo atua como psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 12/06/2026 10:58

Lula quer nos calar?

Magno Malta - 12/06/2026 10h58 Querem tirar nossa liberdade de expressão? (Imagem ilustrativa) Foto: Canva/Pexels/Mockups A liberdade de expressão sempre foi um dos pilares da democracia. Por isso, acompanho de perto o debate sobre a regulamentação das plataformas digitais e das chamadas Big Techs através de decretos pelo governo. Isso porque, combater crimes na internet é uma necessidade inquestionável. Ninguém discorda disso. O problema surge quando esse argumento passa a ser utilizado como justificativa para ampliar o controle estatal sobre a circulação de ideias e opiniões. O governo Lula escolheu um caminho preocupante ao regulamentar temas sensíveis por meio de decretos, contornando o Congresso Nacional e enfraquecendo o debate democrático. Questões que afetam milhões de brasileiros, a liberdade nas redes e o próprio ambiente digital não podem ser definidas por atos unilaterais do Poder Executivo. A Constituição estabelece claramente as competências de cada Poder, e mudanças dessa magnitude exigem discussão pública, transparência e a participação dos representantes eleitos pelo povo. Foi diante dessa preocupação que apresentei os PDLs 460/2026 e 466/2026, com o objetivo de sustar os decretos editados pelo governo. O que está sendo imposto não é apenas a regulamentação das plataformas digitais. Trata-se de “atropelo” das prerrogativas do Poder Legislativo. Ao mesmo tempo, o Supremo Tribunal Federal avança no julgamento sobre a responsabilização das plataformas digitais. O combate a conteúdos criminosos é indispensável, mas não podemos permitir que decisões judiciais ou decretos substituam o papel do Congresso Nacional. Em uma democracia, regras estruturais sobre comunicação, liberdade de expressão e ambiente digital devem nascer do debate legislativo, e não da concentração de poder nas mãos de poucos. Nos bastidores de Brasília, já se fala em resistência e em manobras para retardar a tramitação desses “PDLs anticensura”. Não surpreende. Estamos em ano eleitoral, e as redes sociais se consolidaram como um dos principais espaços de formação da opinião pública. Talvez isso explique a pressa de alguns em criar novos mecanismos de controle e a lentidão quando o assunto é estabelecer limites para a atuação do Estado. A história ensina que a censura raramente se apresenta com esse nome. Muitas vezes, ela surge disfarçada de proteção, regulação ou combate à desinformação. Por isso, toda iniciativa que amplia o poder de controlar discursos deve ser examinada com máxima cautela. Afinal, o governo Lula quer apenas combater crimes ou está criando instrumentos que poderão ser utilizados para restringir opiniões e influenciar o debate público em períodos eleitorais? Essa é uma reflexão que os brasileiros precisarão fazer. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Técnico da seleção do Haiti nunca esteve no país; entenda o motivo NY Times elege hino do Brasil como o mais bonito da Copa SP: Suspeitos de tentar sequestrar criança são encontrados mortos Moraes autoriza depoimento de Bolsonaro sobre arma apreendida PT tenta censurar vídeo da pré-campanha de Flávio Bolsonaro WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 11/06/2026 12:14

Quando o namoro vira um deus

Renato Vargens - 11/06/2026 12h14 Namorados (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Anna Pou Na minha experiência pastoral tenho visto inúmeros jovens fazendo do seu namoro um tipo de deus. Outro dia, aconselhei um rapaz que compartilhou que a coisa mais importante da vida dele era a sua namorada. Na conversa, o rapaz chegou a me dizer que a moça com a qual se relacionava era quem ele mais amava no mundo, e que não conseguia se imaginar vivendo sem ela. Pois é, assim como esse rapaz um número significativo de cristãos têm feito de seus namorados e namoradas pequenos deuses. Nessa perspectiva, é comum encontrar moças e rapazes colocando os seus namoros num patamar acima da sua relação com o Criador. Ora, os que agem desta forma sem que percebam comportam-se como idólatras, isto porque, permitem que seus namoros ocupem um lugar que deveria pertencer exclusivamente ao Senhor. Caro leitor, sem sombra de dúvida ouso afirmar que aqueles que colocam suas relações afetivas acima da sua relação com o Senhor, fazem do seu namoro um verdadeiro inferno, isto porque, cobram do namorado ou namorada, aquilo que eles jamais poderiam dar. Se não bastasse isso, é comum percebermos naquele que foi transformado em foco de adoração uma enorme angustia, mesmo porque, ninguém, por melhor que seja, pode preencher aquilo que somente o Senhor tem poder ou condição de fazê-lo. Idolatrar alguma coisa ou alguém é pecado e aqueles que fazem dos seus namoros um tipo de deus, além de se frustarem, dão passos significativos à destruição do relacionamento. Isto posto, pergunto: e você? Será que você tem considerado o seu namorado mais importante que Deus? Será que tem feito do seu relacionamento um deus o qual devota toda a sua expectativa? Prezado amigo, se assim tem feito, convido-o ao arrependimento e a destruição desse ídolo, mesmo porque, ao agir de forma diferente, você sufocará sua relação, levando-a a curto prazo ao mais profundo caos. Pense nisso! Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Vitória da direita na Colômbia amplia virada na América Latina Colômbia: Derrotado, Cepeda diz que aguardará resultado oficial Político de direita vence eleição presidencial na Colômbia Pré-candidato do PSDB desiste de disputar Governo de São Paulo Morre Ramiro Valdés, ex-vice-presidente de Cuba, aos 94 anos WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 11/06/2026 10:56

TST vai decidir sobre ida de funcionários ao banheiro

Thassya Prado - 11/06/2026 10h56 Banheiro (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Kidong Kim O Tribunal Superior do Trabalho convocou audiência pública para o dia 25 de agosto de 2026 com o objetivo de debater uma questão que divide empresas e trabalhadores: o empregador pode controlar quando e com que frequência o funcionário vai ao banheiro durante a jornada de trabalho? O tema tramita sob o Incidente de Recursos Repetitivos (IRR 0000133-52.2023.5.05.0008), e a tese que for fixada servirá de orientação para toda a Justiça do Trabalho brasileira. Três questões estão em julgamento: se o controle do uso do banheiro configura prática ilícita, se o dano moral deve ser reconhecido de forma automática nesses casos e se atividades que exigem substituição no posto de trabalho justificam tratamento diferenciado. O debate ganhou força com casos concretos que chegaram ao Judiciário. Em janeiro deste ano, a 6ª Vara do Trabalho de Aracaju condenou uma empresa cujos operadores de caixa precisavam entrar em lista de espera para usar o sanitário. A espera durava entre uma hora e uma hora e 20 minutos. A trabalhadora que moveu a ação relatou ter desenvolvido infecções urinárias recorrentes durante o período em que esteve na empresa. A empresa negou as restrições, mas a negativa genérica não foi suficiente diante do relato detalhado da testemunha. O juiz Ariel Salete de Moraes Junior concluiu que ficou comprovada a restrição excessiva e imoderada ao uso do banheiro. A convocação da audiência pública revela a dimensão do problema. O TST não convoca audiência pública para temas periféricos. Isso indica que a corte reconhece que existe conflito entre o poder diretivo do empregador e direitos fundamentais do trabalhador, e que os tribunais regionais estão decidindo de formas diferentes. A audiência reunirá especialistas em medicina do trabalho, representantes de entidades patronais e sindicais e juristas. Entre os pontos que serão debatidos estão os efeitos da contenção prolongada de necessidades fisiológicas, tema que se agrava em situações de gravidez, doenças gastrointestinais, incontinência urinária, uso de medicamentos, deficiência e idade avançada. Também entram na discussão os mecanismos adotados pelas empresas para organizar pausas, como exigência de comunicação prévia, autorização, substituição de trabalhadores e controle de fluxo, e os impactos dessas medidas sobre a operação. O ponto mais sensível do julgamento está na questão do dano moral automático. Se o TST decidir que qualquer forma de controle já gera direito à indenização, o efeito prático alcança setores como varejo, teleatendimento, logística e linhas de produção industrial, nos quais a coordenação de pausas faz parte da gestão operacional cotidiana. A decisão do TST precisará distinguir o que é organização legítima do que extrapola o poder diretivo. A pergunta que a corte precisa responder com clareza é: “Onde está a linha entre gestão razoável e ofensa à dignidade do trabalhador?” Se o TST fixar a tese de dano moral automático, as empresas precisarão ir além da boa intenção. Não bastará afirmar que nunca houve proibição. O que vai pesar na Justiça do Trabalho é o que estiver documentado: política escrita sobre pausas, registro de como a substituição de postos é organizada, treinamento de gestores. O caso de Aracaju mostrou com precisão o que acontece quando a empresa só tem a negativa genérica para apresentar. A prevenção, nesse tema, vale mais do que qualquer defesa construída depois do processo instaurado. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Vitória da direita na Colômbia amplia virada na América Latina Colômbia: Derrotado, Cepeda diz que aguardará resultado oficial Político de direita vence eleição presidencial na Colômbia Pré-candidato do PSDB desiste de disputar Governo de São Paulo Morre Ramiro Valdés, ex-vice-presidente de Cuba, aos 94 anos WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 10/06/2026 20:04

Um react ao equívoco de Steven Spielberg

Renato Vargens - 10/06/2026 20h04 Steven Spielberg causou polêmica ao afirmar que seu novo filme pode gerar dúvidas teológicas entre os cristãos. A película denominada Dia D (Disclosure Day) conta a história de uma meteorologista e um especialista em cibersegurança que expõem como o governo escondeu segredos sobre a existência de extraterrestres. A questão é que, durante participação no programa CBS News Sunday Morning, Spielberg afirmou que o filme abalaria pessoas religiosas. Na verdade, o diretor de Hollywood vai além ao dizer que, se o governo anunciasse a “verdade” sobre extraterrestres, muita gente seria afetada. Ora, as ilações de Spielberg são extremamente equivocadas, mesmo porque, para os cristãos, a Bíblia é a única e exclusiva regra de fé, e ela nos ensina que qualquer tipo de vida só é possível mediante uma ação soberana de Deus. Ademais, mesmo que, no universo composto por milhões de galáxias, existam planetas semelhantes à Terra, não seria possível a existência de vida se Deus não o tivesse determinado assim. Além disso, não encontramos nas Escrituras nenhuma menção, orientação, afirmação ou ensino de que exista vida em outros planetas. Nosso Senhor, por exemplo, sequer deu a entender que haveria a possibilidade de criaturas em outros sistemas solares. Assim, não existe a menor possibilidade de cristãos verdadeiros e conhecedores das Escrituras serem abalados por ficções, ilações ou mesmo ideologias contrárias às verdades reveladas pela inerrante Palavra de Deus. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Vitória da direita na Colômbia amplia virada na América Latina Colômbia: Derrotado, Cepeda diz que aguardará resultado oficial Político de direita vence eleição presidencial na Colômbia Pré-candidato do PSDB desiste de disputar Governo de São Paulo Morre Ramiro Valdés, ex-vice-presidente de Cuba, aos 94 anos WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 10/06/2026 18:00

Como arrumar um namorado em tempo recorde?

Renato Vargens - 10/06/2026 18h00 Casal (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Katerina Holmes O dia dos namorados se aproxima e com ele a angústia daqueles que por motivos diversos se encontram sozinhos. Volta e meia, eu ouço de alguém a seguinte pergunta: “Pastor, o Dia dos Namorados está quase chegando, de que maneira eu posso arrumar um namorado em tempo recorde?” Pois é, esse tipo de pergunta se repete aos borbotões por jovens extremamente angustiados por não estarem namorando. Para estes, o fato de passarem o Dia dos Namorados desacompanhados implica necessariamente num tempo de sofrimento, ansiedade e depressão. Em virtude disso, e querendo evitar o rótulo de “solteirão”, um bocado de gente, tem procurado nos sites de relacionamento gospel a sua cara-metade. Todavia, como não poderia deixar de ser, o fato de teclar com uma pessoa que nunca se viu, tem proporcionado tanto a adolescentes como a jovens o surgimento de inúmeros e graves problemas. Lamentavelmente não são poucos aqueles que ao começar um namoro pela internet compram gato por lebre e que, em virtude disso, sofrem atentados físicos contra suas vidas e familias. Caro leitor, ainda que eu saiba da existência de alguns casos de namoro que deram certo pela internet, particularmente, não acredito que esse seja o melhor método para se arrumar um namorado. Na minha perspectiva, o namoro acontece! Sim! Isso mesmo! Ele acontece! Ele brota através dos olhares que se trocam, das palavras gentis que emitem, da espontaneidade da vida, da informalidade do dia a dia. Isto posto, afirmo sem titubeios que a ansiedade, a forçação de barra, ou até mesmo o desespero de se arrumar alguém só trazem problemas. Salomão em sua grande sabedoria afirmou: “Existe um tempo determinado para todas as coisas na vida” (Ec 3). Sim, isso mesmo, na vida existe momentos pra tudo! Há tempo de plantar e tempo de colher, há tempo para abraçar e deixar de abraçar; em outras palavras, isso significa dizer que existe um tempo determinado por Deus para desfrutarmos de um relacionamento saudável. Em contrapartida, isso significa dizer também que existem momentos na vida nos quais somos chamados a um momento de reclusão, em que outros valores necessários a uma existência plenificada são trabalhados em nós. Diante disto, tenho plena convicção que vale a pena esperar o tempo e o momento certo para desfrutar do prazer de namorar. E que o melhor jeito para isso acontecer é o mesmo que levaram nossos avós, pais e amigos a encontrarem seus namorados: a espontaneidade! Pense nisso! Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Técnico da seleção do Haiti nunca esteve no país; entenda o motivo NY Times elege hino do Brasil como o mais bonito da Copa SP: Suspeitos de tentar sequestrar criança são encontrados mortos Moraes autoriza depoimento de Bolsonaro sobre arma apreendida PT tenta censurar vídeo da pré-campanha de Flávio Bolsonaro WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 10/06/2026 12:07

Quando a força cala a razão, a democracia perde

William Douglas - 10/06/2026 12h07 Filósofo e reitor Miguel de Unamuno (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Estive em João Pessoa participando do 24º Congresso Internacional de Direito Constitucional, promovido pela Escola Brasileira de Estudos Constitucionais (EBEC), sob a coordenação do professor Jorge Salomão. Tive a honra de dividir a programação com grandes nomes do Direito brasileiro. A palestra que antecedeu a minha foi proferida pelo professor José Eduardo Cardozo, advogado, professor, ex-ministro da Justiça e uma das figuras mais conhecidas e respeitadas do cenário jurídico nacional. Durante sua exposição, ele fez referência a um episódio histórico que considero oportuno compartilhar com meus amigos, eleitores e alunos. Em 12 de outubro de 1936, em plena Guerra Civil Espanhola, a Universidade de Salamanca sediava uma cerimônia oficial. O ambiente estava carregado pela polarização e pela violência que já tomavam conta do país. Entre os presentes estava o filósofo e reitor Miguel de Unamuno. Também participavam militares e líderes ligados ao movimento nacionalista liderado por Francisco Franco. Durante os discursos, surgiram palavras de ordem que exaltavam a guerra e a eliminação dos adversários. Uma das mais conhecidas era ”¡Viva la Muerte!” (“Viva a Morte!”), lema associado à Legião Espanhola e ao general José Millán-Astray. Em determinado momento, também foram ouvidos ataques a intelectuais e opositores políticos. Unamuno ficou profundamente incomodado. Para ele, uma civilização não poderia ser construída sobre o culto à morte nem sobre a destruição daqueles que pensavam diferente. Segundo os relatos mais conhecidos, respondeu que aquele local era um templo da inteligência e que estava sendo profanado. Então fez a observação que se tornaria histórica. Dirigindo-se aos defensores da violência política, afirmou que eles poderiam vencer a guerra pela força das armas, mas não conquistariam os corações e as mentes das pessoas: Vencerão, mas não convencerão. A frase era uma resposta direta à ideia de que bastava eliminar, silenciar ou esmagar os adversários para resolver os conflitos políticos. Unamuno argumentava que a força pode impor obediência, mas não produz convicção genuína. É possível derrotar um oponente; mais difícil é persuadi-lo. Miguel de Unamuno teve que sair escoltado da Universidade, queriam linchá-lo por causa do discurso. Foi destituído do cargo de reitor e, poucas semanas depois, morreu. O episódio transformou-se em um símbolo da defesa da liberdade intelectual contra o fanatismo. Independentemente das discussões históricas sobre as palavras exatas pronunciadas naquele dia, a mensagem central permanece atual: uma sociedade que celebra o silenciamento dos adversários corre o risco de vencer batalhas momentâneas, mas perder a capacidade de convencer, dialogar e construir legitimidade. Talvez seja uma reflexão útil para os tempos que estamos vivendo. Afinal, a democracia depende não apenas do direito de falar, mas também da disposição de ouvir, argumentar e convencer. A força pode impor o silêncio. A razão, porém, continua sendo o melhor caminho para conquistar consciências. William Douglas é professor de Direito Constitucional, pastor batista, escritor e mestre em Direito. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Operação contra Wagner pegou governo de surpresa, diz jornal Casal pega 300 anos de prisão por exploração sexual de menores Master: Após operação da PF, Lula diz que confia em Jaques Wagner Alcolumbre sai em defesa de Jaques Wagner após ação da PF Jogador sul-coreano deixou o ateísmo e abraçou a fé cristã WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 10/06/2026 09:47

A Porsche ou o Porsche? Entenda o gênero dos carros

Verônica Bareicha - 10/06/2026 09h47 Porsche (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ Quentin Martinez Esta semana, uma postagem em nosso Instagram dizia: “Fisiculturista Fábio Giga perde controle de sua Porsche em São Paulo”. E alguns leitores questionaram que o correto seria “seu Porsche”. Logo, minha presença foi solicitada para dar luz à questão. O detalhe? Eu estava em horário de almoço. Assim, quando voltei, várias mensagens me aguardavam. Em uma delas, a editora-chefe sugeria: “Verônica, este é um bom tema para a coluna da semana”. Confesso que fui pega de surpresa. É engraçado como essas questões do nosso bom português aparecem justamente nas coisas mais simples. Por isso, fui pesquisar. Encontrei respostas que batiam com o que eu já sabia, mas queria entender a lógica por trás da explicação. Sabe aquela coisa de “a regra é clara, Arnaldo”? Pois é. Sou dessas. Só que, desta vez, a tal regra não aparecia escrita de forma tão clara. Havia muitas boas explicações, mas eu queria o escrito mesmo. Ainda assim, tudo fazia sentido com aquilo que eu já conhecia da língua. Então, vamos ao ponto. Quando falamos de carro, automóvel ou veículo, estamos lidando com substantivos masculinos. Portanto, ao nos referirmos ao modelo do carro, usamos o masculino também. Assim, o correto é dizer: o Porsche 911, o HB20, o Corolla, o Compass, o Civic, o Nivus. E por quê? Porque a lógica é simples: existe um substantivo oculto ali. Não estamos falando apenas “Porsche” ou “HB20”; estamos falando de o carro Porsche, o automóvel HB20, o veículo Corolla. E, convenhamos, ninguém diz “a carro” ou “a automóvel”, certo? Mas então por que ouvimos tantas vezes alguém dizer “a Porsche”? Aí está: quando nos referimos à empresa ou à marca, o gênero muda. Afinal, “empresa”, “fabricante” e “marca” são substantivos femininos. Nesse caso, o correto passa a ser: a Porsche, a Fiat, a Hyundai, a Toyota, a BMW. Perceba a diferença: você pode comprar o Porsche 911, mas quem fabrica esse carro é a Porsche. Sendo assim, quando falamos genericamente, pela marca, cabe a frase: “Fisiculturista Fábio Giga perde controle de sua Porsche em São Paulo”. Captou? Agora vem o pulo do gato: nem todo veículo é masculino. Isso porque nem sempre estamos falando de um carro ou automóvel. Existem categorias de veículos cujo substantivo é feminino, e o nome acompanha essa lógica. Por exemplo: picape, van, perua e até minivan são palavras femininas. Assim, é natural dizer a Hilux, a Rampage, a Spin ou a Sprinter. Já os SUVs costumam gerar confusão. Muita gente pensa que seriam femininos, mas, na prática, a referência continua sendo ao automóvel ou ao utilitário esportivo, ambos masculinos. Portanto, o mais adequado é dizer o Compass, o Renegade, o HR-V, o Creta. E há ainda um detalhe curioso: talvez você ache estranho dizer “o Ferrari” ou “o Lamborghini”. Afinal, quase todo mundo fala “uma Ferrari”. Isso acontece muito pela influência do italiano. Até porque, italianos costumam se referir ao carro como la macchina e não como il auto. Mas, no português formal, a lógica continua sendo usar o masculino: o Ferrari, o Lamborghini. No fim das contas, a regra é menos complicada do que parece: basta descobrir qual substantivo está escondido na frase. É carro? Masculino. É marca? Feminino. É picape ou van? Feminino também. De verdade, gostei desse tema de hoje, porque uma simples dúvida gerou uma viagem fantástica dentro do português. Então, se tiver alguma dúvida, mande pra nós; será um prazer esclarecer. Um abraço e até a próxima! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Jogador sul-coreano deixou o ateísmo e abraçou a fé cristã “Fiz questão de assinar a CPMI do Banco Master”, garante Wagner Militante pró-Lula confirma ter ameaçado Zucco de morte no RS Justiça libera bloqueio hormonal para adolescente trans de 13 anos Associação de delegados repudia falas de Lula sobre policiais WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 08/06/2026 18:28

A incompetência que custa bilhões ao Brasil

Marco Feliciano - 08/06/2026 18h28 Containers parados no porto (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ Samuel Wölfl O governo brasileiro consegue mais uma vez a incrível façanha de se superar na incompetência. A União Europeia acaba de suspender a compra de carne bovina, aves, mel e outros produtos de origem animal do Brasil. A pergunta que nos vem de chofre é: por quê? Simples. Por causa da incompetência e da mania de se sentir mais importante do que realmente é. Em um mercado competitivo, quem fornece não impõe regras; antes, cumpre exigências. Nota: o Brasil foi o único país a sair da lista de exportadores para a UE por não apresentar as informações exigidas pelo bloco, entre os 21 países fornecedores. Por isso, a União Europeia removeu o Brasil da lista dos que cumprem regras contra o uso de antimicrobianos na pecuária. Todas as exigências foram antecipadamente comunicadas às autoridades sanitárias brasileiras, mas sem o devido retorno. Finalizo lembrando que o prejuízo do país, por esse deslize, é de vários bilhões de dólares, causando transtornos para uma economia combalida, com reflexos em toda a população, principalmente a mais vulnerável. Peço que Deus proteja nosso povo dos maus governantes e derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o povo brasileiro. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes PF: Policial da milícia de Vorcaro tinha arma irrastreável Em ano eleitoral, Lula aumenta alcance do Bolsa Família MPF quer suspensão de concurso para professor no Colégio Militar Zelensky: “Se a Ucrânia queimar, sua Moscou vai queimar" Caso Master: PF faz buscas contra líder do governo no Senado WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 08/06/2026 12:34

Vacina contra herpes-zóster pode ajudar no Alzheimer?

Noé Alvarenga - 08/06/2026 12h34 Vacina (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Nataliya Vaitkevich Cada vez mais pacientes vêm me procurando com uma solicitação bastante inusitada: saber se podem tomar a vacina contra herpes-zóster, conhecida comercialmente como Shingrix®. Quando eu pergunto o motivo dessa súbita – e inédita – vontade de se vacinar, a resposta costuma ser a mesma: muitos leram reportagens ou assistiram a vídeos comentando estudos recentes que observaram uma possível associação entre a vacinação contra herpes-zóster e um menor risco de desenvolvimento de demência, incluindo a doença de Alzheimer. A pesquisa mais comentada analisou milhões de registros de saúde e observou que indivíduos vacinados contra herpes-zóster apresentaram aproximadamente 20% menos diagnósticos de demência ao longo de sete anos de acompanhamento quando comparados aos não vacinados. Mas aqui cabe uma observação importante: correlação não significa causalidade. Em outras palavras, o fato de duas coisas acontecerem juntas não significa necessariamente que uma seja a causa da outra. Pessoas que se vacinam costumam, por exemplo, ter maior acesso aos serviços de saúde, realizar mais exames preventivos e adotar hábitos mais saudáveis. Tudo isso pode influenciar os resultados observados pelos pesquisadores. Também, vale a pena destacar que essa não é a primeira vez que pesquisadores observam uma associação entre vacinação e um menor risco de demência. Estudos anteriores já haviam encontrado resultados semelhantes com vacinas como a da gripe e a pneumocócica. Isso levou alguns cientistas a levantar a hipótese de que a proteção cerebral observada possa não estar relacionada apenas à prevenção de uma doença específica, mas também aos efeitos mais amplos da vacinação sobre o sistema imunológico e a inflamação ao longo da vida. Ainda é importante lembrar que, a vacina contra o herpes-zóster já é recomendada principalmente para pessoas com 50 anos ou mais e para determinados grupos populacionais com maior risco de complicações relacionadas ao herpes-zóster. Isso significa que, mesmo que futuramente se descubra que não existe efeito protetor contra a demência, a vacinação continua trazendo benefícios importantes dentro das indicações já reconhecidas. E, caso estudos futuros confirmem uma proteção adicional para o cérebro, esse seria um benefício extra – um “plus a mais”, por assim dizer. Por fim, enquanto aguardamos os resultados dos estudos, eu, que estou próximo a completar 58 primaveras, já me vacinei – e você? Dr. Noé Alvarenga é médico nutrólogo no Rio de Janeiro, com foco em obesidade, emagrecimento e longevidade. Escreve sobre metabolismo, GLP-1 e hábitos de vida saudáveis, sempre com base nas evidências científicas mais atuais. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo estuda demolição de ponte onde jovem morreu em SP Reitor de federal "passa pano" em corte de Lula, dispara Satiê Porta-voz de Israel é chamado de 'nazista' durante evento em Goiás Rapaz de 22 anos morre 10 meses após intoxicação por metanol Brunno Danese encontra Bíblia intacta em quarto após incêndio WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 08/06/2026 11:42

O Brasil corre perigo: A ruptura silenciosa da diplomacia brasileira

Amplifica - 08/06/2026 11h42 Palácio do Itamaraty, em Brasília, sede do Ministério das Relações Exteriores Foto: Werner Zotz O Brasil sempre cultivou uma diplomacia respeitada. Desde o Império, o país construiu uma política externa marcada por prudência, negociação e equilíbrio. Foi assim com José Bonifácio na busca pelo reconhecimento internacional após a independência. Foi assim com o Barão do Rio Branco, que resolveu praticamente todas as disputas territoriais brasileiras sem guerras. E foi assim ao longo de dois séculos de Itamaraty profissional: autonomia, multilateralismo e distância de conflitos ideológicos. Essa tradição está hoje sob risco. Para entender o tamanho da mudança, é preciso voltar a 1979. Naquele ano ocorreu a Revolução Islâmica no Irã. O regime do xá Reza Pahlavi, aliado dos Estados Unidos, caiu após uma revolta popular que uniu grupos religiosos e setores da esquerda revolucionária. O líder religioso Ruhollah Khomeini assumiu o poder e transformou o país numa teocracia xiita governada por aiatolás. A partir daí, o Irã passou a definir sua política externa com base em um eixo central: hostilidade declarada ao Ocidente, especialmente aos Estados Unidos e a Israel. Curiosamente, desde o início, essa revolução contou com apoio de setores da esquerda mundial. Comunistas do Partido Tudeh e guerrilhas marxistas ajudaram a mobilizar as ruas contra o xá, acreditando que o novo regime seria um aliado na luta contra o “imperialismo americano”. Depois de consolidar o poder, Khomeini eliminou esses mesmos aliados e reprimiu violentamente a esquerda iraniana. Mesmo assim, a retórica antiocidental do regime manteve uma curiosa sinergia com parte da esquerda internacional. Essa aproximação se consolidou ao longo das décadas seguintes. Para muitos movimentos progressistas no Ocidente, o Irã passou a ser visto como um ator “anti-hegemônico”, capaz de desafiar a influência americana no Oriente Médio. O fato de o regime ser teocrático, reprimir mulheres, perseguir minorias e executar opositores foi frequentemente relativizado em nome de uma narrativa maior: a luta contra o imperialismo ocidental. Essa lógica também explica a relação crescente entre governos de esquerda latino-americanos e Teerã. Países como Venezuela, Bolívia e Nicarágua firmaram acordos econômicos e políticos com o regime iraniano. O padrão é semelhante: sanções internacionais isolam o Irã, que busca parceiros dispostos a ignorar essas restrições. Em troca, esses governos recebem comércio, cooperação e apoio diplomático. No Brasil, essa aproximação tem raízes antigas dentro do próprio Partido dos Trabalhadores. Documentos do período do regime militar indicam que, nos anos 1980, autoridades brasileiras investigaram contatos de dirigentes petistas com representantes do regime iraniano recém-instalado. Relatórios do SNI apontavam a existência de um núcleo dentro do partido interessado em apoio financeiro e estratégias de mobilização inspiradas na revolução islâmica. Quando Lula chegou ao poder, essa relação ganhou dimensão oficial. Em 2009, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad visitou o Brasil, numa viagem cercada de polêmicas internacionais. No ano seguinte, Lula foi a Teerã para intermediar, ao lado da Turquia, um acordo sobre o programa nuclear iraniano. O chamado “Acordo de Teerã” previa a transferência de urânio iraniano para território turco em troca de combustível nuclear para uso médico. A iniciativa foi rejeitada pelos Estados Unidos e por potências europeias, que consideraram o acordo insuficiente para conter o avanço nuclear do regime. A aproximação não terminou ali. Em 2023, já no terceiro mandato, o governo brasileiro autorizou a atracação de dois navios de guerra iranianos no Porto do Rio de Janeiro, mesmo após pressão diplomática dos Estados Unidos para cancelar a visita. O gesto foi interpretado por analistas internacionais como sinal de alinhamento político com Teerã em meio a tensões globais. O passo mais simbólico, porém, ocorreu no âmbito dos Brics. Sob impulso direto do governo Lula, o Irã foi convidado a integrar o bloco durante a Cúpula de Joanesburgo em 2023, com entrada efetiva em 2024. A decisão ampliou o grupo para dez membros e aproximou ainda mais o bloco de regimes claramente hostis ao Ocidente, como Rússia e China. Analistas apontam que a inclusão foi motivada mais por afinidade ideológica do que por critérios econômicos ou estratégicos. A nova orientação ficou ainda mais clara em 2025, quando o Brasil presidiu o encontro do Brics no Rio de Janeiro. Na ocasião, a declaração final do bloco condenou ataques ao Irã sem mencionar explicitamente os responsáveis. O próprio Lula afirmou que “ninguém vai pedir para o Irã mudar de posição sobre Gaza”, relativizando o fato de que o regime iraniano defende abertamente a destruição de Israel. Isso sem falar na situação mais recente e ostensiva. Após os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro de 2026, o governo Lula condenou a operação e falou em violação da soberania iraniana, defendendo solução diplomática para a crise. A posição foi agradecida publicamente pelo embaixador do Irã no Brasil. Para Estados Unidos e Israel, qualquer alinhamento com Teerã é visto como risco geopolítico direto. O Irã é considerado um dos principais patrocinadores de grupos armados no Oriente Médio, como Hezbollah e Hamas, além de manter um programa nuclear que há anos preocupa as potências ocidentais. Não por acaso, Washington mantém sanções severas contra o regime e pressiona aliados a evitar cooperação estratégica com Teerã. É nesse contexto que a mudança da diplomacia brasileira se torna preocupante. Ao abandonar a tradição de neutralidade pragmática do Itamaraty e assumir uma postura ideologicamente alinhada ao eixo antiocidental, o Brasil corre o risco de comprometer sua credibilidade internacional. Mais grave ainda: pode acabar associado a regimes autoritários que violam sistematicamente direitos humanos. Durante dois séculos, a política externa brasileira foi reconhecida pela capacidade de dialogar com todos sem se submeter a nenhum. Esse equilíbrio permitiu ao país mediar conflitos, ampliar comércio e manter prestígio global. Transformar essa tradição em instrumento de militância ideológica não fortalece o Brasil. Apenas o coloca no lado errado da história. Ainda há tempo para corrigir a rota. O país precisa recuperar a diplomacia profissional que sempre o distinguiu: baseada em interesses nacionais, não em afinidades ideológicas. O Brasil é grande demais para se tornar satélite de qualquer bloco geopolítico. E sua tradição diplomática é valiosa demais para ser desperdiçada em aventuras ideológicas. Zizi Martins é advogada pública, comentarista política, estudante de jornalismo, com mestrado em direito, doutorado em educação e pós-doutorado em política, comportamento e mídia. Zizi é fellow do Instituto Amplifica. Amplifica é um instituto que dá voz a jovens lideranças comprometidas com as ideias de liberdade. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 08/06/2026 11:01

Minha indignação com o perdão judicial a Monique Medeiros 

Marisa Lobo - 08/06/2026 11h01 Monique Medeiros Foto: Brunno Dantas - TJRJ Confesso que recebi com profunda indignação a notícia do perdão judicial concedido a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, brutalmente assassinado em um dos crimes que mais chocaram o Brasil. Enquanto o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, foi condenado a uma pena severa, bem merecida, a decisão que absolve judicialmente a mãe da criança levanta questionamentos legítimos sobre a mensagem que estamos transmitindo à sociedade. Vivemos em um país onde milhares de crianças são vítimas de abuso, violência e negligência. Todos os dias profissionais da saúde, psicólogos, assistentes sociais, conselheiros tutelares e defensores da infância lutam para conscientizar a população sobre a responsabilidade dos adultos em proteger aqueles que não podem se defender sozinhos. O pequeno Henry Borel não morreu de forma repentina ou imprevisível. O processo apontou um histórico de agressões e sinais de violência. Por isso, é impossível não refletir sobre o dever de proteção que recai sobre pais e responsáveis. A Justiça deve ser técnica, imparcial e comprometida com os fatos. Quando decisões judiciais passam a ser justificadas por argumentos que parecem mais próximos de militância ideológica do que da necessária proteção integral da criança, a sociedade tem o direito de questionar. O debate público não pode ser interditado quando se trata da defesa da infância. O sofrimento de uma mãe que perde um filho é inegável. Porém, a dor não pode automaticamente apagar a discussão sobre responsabilidades. Se queremos uma sociedade que realmente proteja crianças, precisamos afirmar com clareza que o dever de cuidado é um dos pilares mais importantes da maternidade e da paternidade. A sensação que fica para muitos brasileiros é a de que Henry foi novamente esquecido. E isso é particularmente doloroso para todos aqueles que dedicam suas vidas à proteção da infância. Nenhuma ideologia, nenhuma narrativa e nenhuma interpretação subjetiva pode estar acima do princípio fundamental de que toda criança tem direito à proteção integral. Que a memória de Henry continue nos lembrando daquilo que jamais podemos relativizar: a defesa das crianças deve estar acima de qualquer interesse político, ideológico ou circunstancial. Marisa Lobo atua como psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo estuda demolição de ponte onde jovem morreu em SP Reitor de federal "passa pano" em corte de Lula, dispara Satiê Porta-voz de Israel é chamado de 'nazista' durante evento em Goiás Rapaz de 22 anos morre 10 meses após intoxicação por metanol Brunno Danese encontra Bíblia intacta em quarto após incêndio WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 08/06/2026 09:29

A corrupção não tem partido. Tem CPF

Juliana Moreira Leite - 08/06/2026 09h29 A corrupção compra tudo (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT A corrupção brasileira tem um talento raro: ela muda de discurso como quem troca de roupa, mas nunca muda de hábito. Veste vermelho, azul, verde, amarelo, fala em povo, mercado, justiça social ou liberdade econômica. No fim, continua sendo a mesma velha compulsão por transformar o que é público em patrimônio privado. Corrupção não é uma ideologia. É uma deformação de caráter. Existe uma ingenuidade quase infantil em acreditar que a desonestidade escolhe lado. Ser de esquerda ou de direita é uma visão de mundo. Ser corrupto é uma escolha moral. Há gente íntegra e gente desonesta em todos os campos políticos. A diferença é que os honestos defendem ideias; os corruptos defendem interesses. E interesses costumam ser muito mais flexíveis do que convicções. Daniel Vorcaro entrou nessa história como um lembrete inconveniente dessa verdade. Dinheiro não pergunta em quem você vota antes de abrir portas. Quando alguém passa a impressão de estar comprando influência em Brasília, não está revelando uma falha da esquerda ou da direita. Está revelando algo muito mais antigo e muito mais brasileiro: a crença de que algumas pessoas acham que tudo tem preço. Inclusive aquilo que jamais deveria estar à venda. Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo estuda demolição de ponte onde jovem morreu em SP Reitor de federal "passa pano" em corte de Lula, dispara Satiê Porta-voz de Israel é chamado de 'nazista' durante evento em Goiás Rapaz de 22 anos morre 10 meses após intoxicação por metanol Brunno Danese encontra Bíblia intacta em quarto após incêndio WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 07/06/2026 12:34

7 de Junho: Dia Nacional da Liberdade de Imprensa

William Douglas - 07/06/2026 12h34 Liberdade de imprensa (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ Caio Mantovani Hoje celebramos o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, data que remete ao manifesto divulgado em 7 de junho de 1977, quando milhares de jornalistas se posicionaram contra a censura e em defesa do direito de informar. A data é um convite à reflexão sobre um dos pilares da democracia: a livre circulação de ideias, opiniões e informações. A imprensa precisa ser livre. Livre para investigar, denunciar, elogiar, criticar, questionar e informar. Não cabe ao governo, a tribunais, a partidos políticos, a grupos econômicos, a big techs ou a qualquer outra instituição decidir previamente o que pode ou não ser dito, publicado ou debatido. Nenhuma autoridade possui o monopólio da verdade. Nenhum governo, empresa ou instituição pode se colocar na posição de árbitro definitivo do que é verdadeiro ou falso para toda a sociedade. Em uma democracia, a verdade é buscada por meio do debate livre, da confrontação de argumentos, da apresentação de fatos e da capacidade crítica dos cidadãos. É direito de cada pessoa ter acesso às informações disponíveis, analisar, comparar versões, verificar evidências e formar suas próprias conclusões. Uma sociedade madura não depende de tutores para pensar por ela. Isso não significa que a liberdade de imprensa ou a liberdade de expressão sejam absolutas. Como qualquer direito, elas convivem com responsabilidades. Calúnia, difamação, injúria, fraude, danos e outros abusos podem e devem ser apurados e punidos na forma da lei. Mas há uma diferença fundamental entre responsabilização posterior e censura prévia. A Constituição brasileira admite a primeira e rejeita a segunda. O remédio para uma informação ruim não é menos liberdade. É mais liberdade, mais debate, mais transparência e mais acesso à informação. Neste 7 de junho, vale reafirmar um princípio simples: uma imprensa livre e uma sociedade livre caminham juntas. Quando se enfraquece uma, inevitavelmente se enfraquece a outra. Viva a liberdade de imprensa.! Viva a liberdade de expressão! William Douglas é professor de Direito Constitucional, pastor batista, escritor e mestre em Direito. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Para Alcolumbre, texto que o liga a Vorcaro é "ataque ao Senado" Mendonça reage a Gilmar: "Não me presto a trabalhos abjetos” Flávio Bolsonaro lamenta ataque a vereador do PL em Mossoró Vorcaro tentou acionar chefes da PF e da PGR antes de prisão Polilaminina: Anvisa autoriza uso em vítima de acidente no Paraná WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 05/06/2026 14:27

Entre crime organizado e terrorismo: Os critérios adotados pelos EUA

Lawrence Maximus - 05/06/2026 14h27 Bandeira dos Estados Unidos (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay/Hinotoriko A definição de “grupo terrorista” pelos Estados Unidos da América não constitui meramente uma construção retórica ou moral, mas sim um instrumento jurídico-burocrático preciso, desenhado para ativar mecanismos específicos de política externa, sanções econômicas e jurisdição penal. Sob a ótica da ciência política, analisar essa definição exige afastar juízos de valor e focar nos padrões observáveis de como o Estado categoriza atores não estatais, influenciando diretamente a política externa norte-americana e a cooperação internacional em matéria de segurança. O conceito norte-americano de terrorismo Segundo a legislação dos Estados Unidos, o terrorismo é geralmente compreendido como o uso premeditado da violência, ou da ameaça de violência, por atores não estatais contra civis ou alvos não combatentes, com o objetivo de influenciar governos, populações ou decisões políticas. A definição enfatiza cinco elementos centrais: — Uso intencional da violência; — Motivação política, religiosa ou ideológica; — Planejamento prévio; — Intimidação psicológica além do dano físico imediato; — Busca de efeitos políticos ou estratégicos. Sob essa perspectiva, o terrorismo não é analisado apenas pelos atos praticados, mas também pela finalidade estratégica que orienta tais ações, evitando interpretações exclusivamente ideológicas ou normativas. A classificação de organizações terroristas estrangeiras O principal mecanismo de designação utilizado pelos Estados Unidos é a lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (Foreign Terrorist Organizations – FTO), mantida pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Para que uma organização seja formalmente classificada como terrorista, geralmente são observados três critérios fundamentais: 1. Natureza estrangeira da organização Deve ser uma organização estrangeira; ou seja, não domiciliada nos EUA. 2. Envolvimento em atividades terroristas Devem existir evidências de participação, planejamento, financiamento, apoio logístico ou incentivo a atividades enquadradas como terrorismo segundo a legislação norte-americana. 3. Ameaça à segurança nacional As atividades do grupo devem representar risco aos cidadãos norte-americanos, aos interesses estratégicos dos Estados Unidos ou à sua segurança nacional. A combinação desses fatores constitui a base jurídica para a designação oficial. Em última análise, entra em vigor nesta sexta-feira (5) a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Ao anunciar a medida em 28 de maio, o secretário de Estado, Marco Rubio, destacou o elevado potencial de violência, intimidação e desestabilização social dessas organizações. Segundo o governo norte-americano, o PCC possui atividades monitoradas em 12 estados dos EUA, fator que reforça sua caracterização oficial como uma ameaça transnacional que ultrapassa os parâmetros tradicionais do crime organizado. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Para Alcolumbre, texto que o liga a Vorcaro é "ataque ao Senado" Mendonça reage a Gilmar: "Não me presto a trabalhos abjetos” Flávio Bolsonaro lamenta ataque a vereador do PL em Mossoró Vorcaro tentou acionar chefes da PF e da PGR antes de prisão Polilaminina: Anvisa autoriza uso em vítima de acidente no Paraná WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 05/06/2026 13:45

Caso Henry Borel: A omissão também mata

Marco Feliciano - 05/06/2026 13h45 Juíza Elizabeth Louro que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, na morte do filho Henry Borel Foto: TJRJ Cinco anos após o assassinato do menino Henry Borel pelo namorado de sua mãe, o ex-médico Jairo Souza, enfim ocorreu o julgamento pelo Tribunal do Júri, que o condenou a 43 anos de prisão, após dez dias de julgamento. No entanto, o que causou comoção em todos que aguardaram esse julgamento foi o perdão judicial concedido à mãe, Monique Medeiros, cúmplice do assassinato pela omissão. A sentença proferida pela juíza Elizabeth Machado Louro foi recheada de conotação ideológica, com a citação de que os que defendiam sua condenação estariam agindo por misoginia. E que, se, ao invés da mãe, fosse o pai o acusado, sequer seria processado. Trago esse assunto à tona para que responsáveis por crianças, ao entregá-las aos cuidados de terceiros, sejam parentes ou não, procurem indagar como tem sido o tratamento e denunciem, ao menor indício de maus-tratos, a fim de evitar casos como o do menino Henry. Finalizo pedindo a Deus que olhe pelas nossas crianças nos momentos em que não podem estar aos cuidados de pessoas responsáveis. Ele mesmo diz, em sua Palavra: “Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos céus” (Mateus 19:14). E que Ele derrame Suas mais escolhidas bênçãos celestiais sobre Seus pequeninos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Casa de Regis Danese pega fogo e cantor pede orações AGU entra em ação nos EUA para defender Moraes no caso Rumble Adrilles protocola notícia-crime no MP após invasão na USP SP: Homem viu funcionário pegar câmera de jovem morta em salto Durigan: Lula deve ou mandar uma carta, ou ligar para Trump WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 05/06/2026 11:28

Lula e sua teoria sobre o receptador

Magno Malta - 05/06/2026 11h28 Lula durante cerimônia no SESC Aracruz, no Espírito Santo Foto: Ricardo Stuckert / PR Senta que lá vem mais uma história para boi dormir de Lula. Recentemente, ele esteve no Espírito Santo, em Aracruz, e voltou a expor uma visão de mundo que tem marcado muitos de seus discursos Brasil afora. Ao comentar a recuperação de celulares roubados, demonstrou preocupação não apenas com a vítima do crime, mas também com quem adquiriu o aparelho das mãos de um criminoso. Sério isso? Sim. Segundo o presidente, não seria justo simplesmente recolher o celular de quem o comprou sem oferecer algum tipo de compensação. O argumento é que muitas pessoas teriam adquirido esses aparelhos de boa-fé e, por isso, não poderiam ser penalizadas. A questão é que essa lógica ignora um princípio fundamental que a receptação é parte indispensável da cadeia criminosa. Afinal, se ninguém comprasse produtos roubados, o crime se tornaria muito menos lucrativo. Quem adquire um celular por um valor muito abaixo do mercado, sem se preocupar com sua origem, contribui para manter esse sistema funcionando. O que mais chama atenção não é apenas o discurso em si, mas a inversão de prioridades que ela revela. A preocupação central deveria ser a vítima. É ela quem perdeu seu patrimônio para a ação de um criminoso. No entanto, o discurso presidencial dedica uma dose considerável de compreensão à situação de quem comprou o produto roubado. É uma inversão de valores que, para muitos, reflete a visão da esquerda sobre o tema ou narrativa eleitoreira visando agradar quem pratica isso. Não se trata de falta de humanidade, mas de reconhecer que toda escolha tem consequências. Quem compra um bem de origem suspeita assume um risco e ajuda a alimentar um mercado que existe justamente à custa do prejuízo de pessoas honestas. Quando Lula passa pano para o receptador, acaba transmitindo uma mensagem preocupante: a de que sempre há uma justificativa para quem participa da engrenagem do crime. E aí voltamos a uma discussão que ganhou força nos últimos dias: por que facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho passaram a ser alvo de crescente atenção internacional? Só não vê quem não quer. Lula demonstra “complacência” com tudo o que é errado e, com posturas como essa, contribui para o agravamento da crise na segurança pública brasileira. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Casa de Regis Danese pega fogo e cantor pede orações AGU entra em ação nos EUA para defender Moraes no caso Rumble Adrilles protocola notícia-crime no MP após invasão na USP SP: Homem viu funcionário pegar câmera de jovem morta em salto Durigan: Lula deve ou mandar uma carta, ou ligar para Trump WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 05/06/2026 10:51

A captura ideológica de parte do Judiciário

Rafael Satiê - 05/06/2026 10h51 Juíza Elizabeth Louro que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, na morte do filho Henry Borel Foto: Brunno Dantas -TJRJ O perdão judicial concedido a Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, expôs de forma cristalina o grau de captura ideológica que parte do Judiciário brasileiro alcançou nos últimos anos. Em junho de 2026, após o júri desclassificar sua conduta de homicídio doloso para culposo, a juíza responsável decidiu extinguir a pena da ré. O motivo apresentado não foi a ausência de provas nem a comprovação de que ela desconhecia as agressões. Foi a alegação de que a sociedade teria agido de forma “misógina” e “patriarcal” ao cobrar dela, como mãe, um mínimo de responsabilidade pela proteção do próprio filho. O que deveria ser um julgamento sobre a vida e a morte de uma criança de 5 anos transformou-se em mais um capítulo da aplicação seletiva da lei conforme o gênero da acusada. Essa decisão não é um caso isolado nem um erro pontual de interpretação. Ela representa a consolidação de uma tendência perigosa: a de que mulheres, especialmente mães, passam a contar com um tratamento privilegiado dentro do sistema de Justiça sempre que são acusadas de crimes contra crianças ou de grave omissão. O que era para ser um instrumento de proteção contra discriminação — o chamado “julgamento com perspectiva de gênero” — tornou-se, na prática, uma licença para relativizar deveres legais básicos, como o dever de proteger o próprio filho de agressões conhecidas. O resultado é a criação de uma impunidade de gênero que fere de morte o princípio da igualdade perante a lei. O argumento usado pela juíza para perdoar Monique Medeiros foi de que a cobrança social sobre ela teria sido excessiva porque a sociedade ainda exige das mulheres o papel da “mãe perfeita”. Segundo a sentença, se fosse o pai na mesma situação, ele provavelmente nem teria sido processado. Esse raciocínio revela o tamanho da distorção: em vez de analisar a conduta concreta da ré — que, segundo as provas, sabia das agressões e nada fez —, o julgamento priorizou uma narrativa ideológica sobre o papel histórico da mulher. A posição de garante, que toda mãe exerce sobre os filhos menores, prevista no artigo 13 do Código Penal, foi simplesmente colocada de lado em nome de uma suposta vulnerabilidade estrutural. Essa forma de raciocínio vem se repetindo em diversos tribunais do país. Mulheres que omitem abusos sexuais ou físicos cometidos por companheiros contra os próprios filhos têm conseguido absolvições ou reduções de pena com base em argumentos semelhantes: “Ela também era vítima”, “sofreu pressão social” ou “a sociedade cobra mais das mães”. Enquanto isso, pais que cometem as mesmas omissões raramente recebem qualquer tipo de benevolência. O Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, imposto pelo Conselho Nacional de Justiça, funciona como uma diretriz que orienta os magistrados a enxergar a mulher sempre como potencial vítima, mesmo quando ela é a responsável por deixar uma criança ser torturada até a morte. O problema se agrava quando se observa o outro lado da moeda. O mesmo sistema que facilita medidas protetivas quase automáticas com base na palavra de uma mulher tem enorme dificuldade em punir denúncias falsas ou omissões graves cometidas por mulheres. A Lei Maria da Penha, que deveria proteger vítimas reais, foi convertida em instrumento de assimetria jurídica. Hoje, no Brasil, é muito mais fácil arruinar a vida de um homem com uma acusação do que responsabilizar uma mãe que deliberadamente fechou os olhos para a violência contra seu filho. Essa distorção não é falha de aplicação. É consequência direta de uma ideologia que transformou o sexo biológico em critério de culpabilidade. Casos como o de Henry Borel mostram que essa lógica já saiu do campo teórico e está produzindo resultados concretos e trágicos. Uma criança foi espancada até a morte. O autor material foi condenado a mais de 43 anos de prisão. A mãe, que segundo o processo tinha conhecimento das agressões e nada fez para impedir, recebeu perdão judicial com o argumento de que a sociedade foi dura demais com ela. Se esse precedente se consolidar, o recado para outras mães em situações semelhantes é extremamente perigoso: o Estado pode punir o agressor, mas você, por ser mulher, provavelmente será poupada. A direita brasileira não pode continuar tratando esse tema como uma questão secundária ou “polêmica”. A captura ideológica de parte do Judiciário por meio de protocolos de “perspectiva de gênero” está produzindo uma justiça de duas velocidades, na qual o sexo da pessoa influencia diretamente o grau de responsabilidade que lhe é atribuído. Enquanto não houver reação clara e organizada contra essa deformação — incluindo a revisão do Protocolo do CNJ, o fim da aplicação automática de atenuantes baseados em gênero e a defesa firme do princípio de que todo cidadão responde por seus atos independentemente do sexo —, casos como o de Monique Medeiros continuarão se multiplicando. O combate a essa forma de impunidade seletiva não é uma pauta de costumes nem uma disputa ideológica secundária. É uma questão central para quem defende leis funcionais. Quando o sistema de Justiça passa a perdoar mães que falham em proteger seus filhos em nome de uma narrativa de gênero, não está apenas distorcendo a lei. Está abandonando as crianças mais vulneráveis e abrindo caminho para que a ideologia se sobreponha à proteção da vida. Rafael Satiê é vereador pelo Rio de Janeiro e presidente da Comissão de Combate ao Racismo. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. 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Pleno News 04/06/2026 13:43

Lula está encurralado pelas tarifas de Trump

André Marsiglia - 04/06/2026 13h43 Lula está encurralado pelas tarifas de Trump (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT A possível imposição de novas tarifas norte-americanas contra produtos brasileiros recolocou no centro do debate a responsabilidade política pelo desastre que tem sido a política externa do Brasil com os Estados Unidos. O governo Lula, apoiado por boa parte da velha imprensa, não abre mão de sustentar a narrativa de que as tarifas decorrem de uma articulação antipatriótica da direita brasileira, especialmente de atores políticos ligados ao bolsonarismo, que teriam buscado apoio externo para constranger o governo brasileiro. Trata-se de uma narrativa que desloca o foco das críticas feitas pelos americanos para a identidade de quem teria contribuído para levá-las ao conhecimento das autoridades dos Estados Unidos. É como culpar a testemunha pelo assalto que ela denunciou. Esse argumento pode fazer sentido na máfia, mas, em uma democracia, o denunciante deve ser elogiado e protegido. Talvez essa lógica possa também seduzir o eleitorado de Lula, mas não explica o problema real nem resolve o entrave prático com os EUA. Por óbvio, governos estrangeiros não impõem medidas comerciais relevantes apenas porque um grupo político lhes pede que o façam. Medidas dessa natureza decorrem de interesses estratégicos, econômicos e institucionais próprios. E o mais importante: quando um governo estrangeiro apresenta justificativas formais para uma medida, é sobre essas justificativas que qualquer negociação futura precisará ocorrer. Como as tarifas decorrem da aplicação da Seção 301, instrumento juridicamente mais robusto do que os anteriormente utilizados, Lula não poderá simplesmente barganhar sua retirada da mesma forma que fez no passado. Não bastará a Lula discursar para a claque, para seus eleitores. O governo terá de discutir as razões apresentadas por Washington. Lula terá de lidar com o mérito da questão: os abusos atribuídos a decisões do STF, especialmente aqueles relacionados às redes sociais. As razões apontadas pelos Estados Unidos se concentram em violações de princípios relacionados à liberdade de expressão, à segurança jurídica e ao tratamento dispensado a empresas americanas que operam plataformas digitais. O governo pode concordar ou discordar dessa avaliação, considerar que ela seja justa ou injusta, mas não poderá negociar sem reconhecê-la. É por isso que o discurso da soberania, embora eficiente para mobilizar militantes e produzir manchetes favoráveis, é insuficiente como estratégia diplomática. O desconforto de Lula em encarar o problema de frente, assumindo que as críticas dos EUA se dirigem a decisões judiciais, especialmente oriundas do Supremo Tribunal Federal, decorre do forte alinhamento entre governo e Supremo. Reconhecer as críticas dirigidas ao STF, em alguma medida, é assumir os abusos atribuídos ao próprio Executivo. Nesse contexto, Lula está encurralado. Se aceitar a premissa negocial apresentada pelos Estados Unidos, terá de admitir que existe uma discussão legítima sobre abusos do STF, o que cria atritos com a Corte. Se rejeitar essa premissa, reduz drasticamente suas chances de obter uma solução para as tarifas. E, se insistir apenas no discurso da soberania, apontando o dedo para Trump, Rubio e para a oposição brasileira, corre o risco de assistir à ocupação desse espaço político por Flávio Bolsonaro e outros líderes da direita, que passarão a se apresentar como interlocutores alternativos junto ao governo dos Estados Unidos. Em qualquer cenário, Lula está nas cordas. * Texto originalmente publicado no Poder360. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Copa 2026 reúne 14 países onde cristãos enfrentam perseguição "É muito difícil tratar do povo pobre", diz Lula em discurso "Dono de TV revirou vida de Bolsonaro e não achou corrupção" Fachin responde Itália após país acusar STF de ser parcial Lula diz que rico não compra celular roubado, mas pobre sim WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 04/06/2026 10:08

Dois livros em prol da cidadania

Ives Gandra Martins - 04/06/2026 10h08 Livro (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay O cientista político Luiz Felipe D’Avila, o economista Marcos Cintra, o diretor da Faculdade Brasileira de Tributação, Filipe Silva, e eu preparamos dois livros em prol da cidadania. As obras contam com a colaboração de mais de 40 dos mais importantes juristas e professores do Brasil, especialistas em suas respectivas áreas de atuação, para tentar, de forma científica e racional, auxiliar todos os segmentos da sociedade a pensar sobre o nosso atual cenário político, econômico e social, bem como sobre o futuro do país. O primeiro livro, Trincheira da liberdade, sob a coordenação de Luiz Felipe D’Avila e minha, analisa a importância de uma democracia baseada na liberdade de expressão — considerando que a palavra é a grande arma de uma sociedade democrática —, na liberdade de empreendimento — essencial para permitir o desenvolvimento, como ocorre nas grandes nações —, e na liberdade religiosa. Defendemos que aqueles que acreditam em Deus não podem ser escanteados sob a alegação de um termo que sequer existe na Constituição: o “Estado laico”. O que a Carta Magna estabelece, em seu artigo 19, é que as instituições públicas e as religiosas são esferas diferentes, cada uma com seu próprio estatuto. Isso não significa que o cidadão de fé esteja impedido de opinar e manifestar suas convicções de ordem moral, ética, familiar e profissional para o bem da nação. Trata-se da liberdade na sociedade, a ser respeitada pelos Poderes para que — após a histórica luta que travamos na OAB de 1979 a 1984, período em que fui conselheiro da instituição para restabelecer uma autêntica democracia no Brasil — não vejamos a liberdade manietada com a banalização de prisões e o receio das pessoas em falar. O nosso Trincheira da Liberdade objetiva, por meio de grandes autores, empresários, economistas, juristas e jornalistas, reunir aqueles que desejam que o Brasil volte a ser a democracia sonhada na Constituição Federal de 1988 (como declara seu relator senador Bernardo Cabral), a qual Ulysses Guimarães chamou de “Cidadã”. O propósito é termos novamente, aqui no país, uma democracia na qual as ideias de esquerda e de direita sejam apresentadas em um debate elevado, e não sob o pálio do discurso do ódio. O título do segundo livro é Equívocos e Fragilidades da Reforma Tributária do Consumo. Este eu coordeno com o economista Marcos Cintra e com Filipe Silva. A obra reúne mais de uma trintena de autores, todos abordando os enganos e erros que estamos detectando no atual texto da reforma tributária. Os artigos apontam como teríamos de corrigir determinados pontos e discutem o amesquinhamento da federação em um cenário no qual ela será reduzida e dominada por um conselho gestor em Brasília. A análise rigorosa da ordem jurídica e tributária não constitui mero exercício acadêmico, mas necessidade urgente para salvaguardar a segurança jurídica e a autonomia dos entes federativos. Sem diretrizes técnicas claras, as reformas estruturais correm o risco de desfigurar os pilares que sustentam o equilíbrio entre os Poderes e a livre iniciativa. Propomos, por meio desta união de mentes brilhantes, resgatar o espírito de conciliação nacional, essencial para o fortalecimento das nossas instituições. A verdadeira maturidade política de uma nação se manifesta quando o conhecimento especializado serve de farol para iluminar as decisões coletivas, superando radicalismos e paixões partidárias efêmeras. Nossa meta é ter os dois livros publicados ainda em agosto, antes do período eleitoral, para permitir que o eleitor e todos aqueles que se interessam por esses temas possam ler as diversas posições de múltiplos autores e, assim, tomar uma decisão consciente entre as propostas que os candidatos apresentarão para o pleito de outubro, que elegerá o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Esperamos, dessa forma, junto a todos os nossos amigos e coautores, dar uma sólida contribuição de cidadania para pensarmos o Brasil de forma racional, técnica e soberana. O objetivo é buscar a melhoria real do país, independentemente de disputas que visem meramente ter poder. Trata-se de uma proposta de cidadãos, e não daqueles que almejam apenas conquistar o governo. Afinal, a função do cidadão é lutar por seu país para consolidar a verdadeira democracia, que é o que de fato constrói uma grande nação. Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 03/06/2026 10:36

“A fome é irmã de Satanás”

Renato Vargens - 03/06/2026 10h36 Protesto em Luanda, Angola, por causa da fome Foto: EFE/EPA/AMPE ROGERIO Vi essa frase “A fome é irmã de Satanás” aqui em Luanda, Angola; o que resume de forma explícita a luta do cidadão angolano para sobreviver. Ao andar pelas ruas e vias da capital de Angola foi inevitável não ver a luta das pessoas pelo pão nosso de cada dia. Para minha tristeza, as ruas estavam lotadas de mulheres e crianças vendendo banana, tomate ou mesmo alguma hortaliça na expectativa de comprar alguma coisa para jantar com seus filhos e família. Ainda que Angola seja um país rico, a fome é a realidade da maioria da população que, governada por um governo comunista, experimenta dor e sofrimento. Senão bastasse isso, a saúde pública é precária, onde percebe-se um alto índice de mortalidade infantil em virtude da malária. Caro leitor, o comunismo é uma desgraça: ele propõe esperança e traz desespero; defende igualdade, mas proporciona desigualdade; fala de sustentabilidade, mas instala a fome; se diz democrático, mas é uma ditadura maldita. Triste saber que um país tão belo, com um povo tão hospitaleiro, tem uma população que luta pra comer e sobreviver. Definitivamente os angolanos estão certos, a fome é irmã de Satanás, que é pai do comunismo, detentor da dor e da miséria. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Em Nova Iorque, Nikolas ganha camisa do neto de Pelé; vídeo! Chicago Bulls contrata brasileiro como novo treinador principal Em meio à guerra, Ucrânia inicia negociações para entrar na UE MP do Frete: Zé Trovão apresenta relatório final ao setor Lula e Emmanuel Macron têm encontro durante cúpula do G7 WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 03/06/2026 09:53

Feriado: A curiosa origem da palavra que todo mundo ama

Verônica Bareicha - 03/06/2026 09h53 Tapete em comemoração ao Corpus Christi Foto: Mike McBey/ Wikimedia CCA 2.0 Nesta quinta-feira (4), será dia de Corpus Christi, conhecido por muitos como feriado. E, quando penso em feriado, confesso: me vem à mente a época da escola. Eu era daquelas que começavam o ano olhando o calendário e marcando todos os dias de folga. Sim… eu já fiz isso. Depois, bem mais tarde, trabalhei em uma grande editora que funcionava com banco de horas. Particularmente, eu achava o máximo, porque íamos “diluindo” as horas extras dos feriadões ao longo do ano. Isso queria dizer que, se o feriado caísse numa quinta-feira, a sexta, quase que “automaticamente”, virava folga também. Logo, se eu ainda trabalhasse lá, provavelmente estaria aproveitando o feriadão. Hoje, sendo autônoma, empreendedora ou, como alguns chamam, CEO de MEI, o feriado fica por minha conta mesmo. E claro: em tempos nos quais se discute a escala 6×1 e o direito ao descanso do trabalhador, que sim, é sagradíssimo, me pergunto quantas pessoas terão folga amanhã. Mas, para os fins desta coluna, a pergunta que realmente importa é outra: você sabe o que a palavra feriado significa? Pois é. O português tem dessas coisas deliciosas: palavras que carregam histórias escondidas dentro delas. “Feriado” vem do latim “feriatus” e também de “feria”. Feriatus significa que se está em festa, dias feriados, dias de vaga, de descanso. Então, isso já temos acertado. Mas quero me deter na palavra feria da qual evoluem muitas outras que conhecemos. Um dos significados de feria está ligado ao ganho diário. Bem antigamente, falava-se em “fazer a féria”, que nada mais era do que receber o valor do dia trabalhado ou do serviço prestado. Aliás, ela também aparece nos dias da semana. Quando falamos “segunda-feira”, “terça-feira” ou “sexta-feira”, esse “feira” vem justamente de feria, no sentido de dia comum ou dia útil. Mas a história vai além. No latim, feria,como já disse, também estava associada a dias de repouso dedicados ao sagrado, momentos nos quais o trabalho era interrompido para que a atenção se voltasse às obrigações religiosas. Até por isso, se você já prestou atenção, vai perceber que a maior parte dos feriados de nosso calendário é de comemorações instituídas pela Igreja Católica. E aí, curiosamente, a palavra feira tem parentesco com essa mesma origem; porque, nas festas religiosas era comum se montar barracas para vender comidas, bebidas e produtos. Com o tempo, o espaço de comércio acabou herdando esse nome. Já sobre o Corpus Christi: esse dia não é um feriado nacional. Embora das 27 capitais brasileiras, 20 tenham decretado feriado, seis adotaram como ponto facultativo e uma até mudou o dia da comemoração. Então, pode ser que na sua cidade não seja feriado nesta quinta. Mas independentemente de você ter folga amanhã ou não, fica a curiosidade: talvez o feriado seja mais do que apenas um dia sem trabalhar. Talvez ele carregue, escondido no próprio nome, a lembrança de que descansar também é necessário. Um abraço e até a próxima! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Copa 2026 reúne 14 países onde cristãos enfrentam perseguição "É muito difícil tratar do povo pobre", diz Lula em discurso "Dono de TV revirou vida de Bolsonaro e não achou corrupção" Fachin responde Itália após país acusar STF de ser parcial Lula diz que rico não compra celular roubado, mas pobre sim WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 02/06/2026 13:55

ONU é financiada por China, Rússia e Catar para atacar EUA e Israel

Lawrence Maximus - 02/06/2026 13h55 Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, discursa no Conselho de Direitos Humanos Foto: EFE/EPA/VALENTIN FLAURAUD Venho escrevendo, nos últimos anos, que a ONU travestiu-se em uma prostituta de ditaduras e tiranos. Sob o disfarce dos “direitos humanos”, evidenciamos uma plataforma de politicagem e interesses de políticas progressistas antiocidentais vinculadas ao Eixo do Mal. A nova investigação da UN Watch, From Watchdogs to Ideologues (De Vigilantes a Ideólogos), conclui que os principais especialistas em direitos humanos das Nações Unidas abandonaram o papel de monitores independentes e estão promovendo agendas politizadas que corroem a credibilidade do sistema internacional de direitos humanos. O relatório sustenta que diversos especialistas independentes da ONU teriam recebido financiamento de governos autoritários, incluindo China, Rússia e Catar, ao mesmo tempo em que produziram relatórios e declarações fortemente críticas aos Estados Unidos, a Israel e a outras democracias ocidentais. O documento descreve 13 Relatores Especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU, representando mais de um quinto dos 59 mandatos temáticos ou específicos por país para relatar questões de direitos humanos, e identifica um padrão de propaganda ideológica e conflitos de interesse. De acordo com a organização, a preocupação não reside apenas na existência dos financiamentos, mas na correlação observada entre os recursos recebidos e os posicionamentos públicos adotados por esses especialistas. O relatório sustenta ainda que eles direcionaram atenção desproporcional às ações de países ocidentais, particularmente dos Estados Unidos e de Israel, enquanto teriam dedicado menor atenção ou emitido críticas mais moderadas a governos frequentemente acusados de graves violações de direitos humanos, como China, Rússia, Irã e Catar. O documento afirma que esse padrão evidencia não apenas o viés ideológico, mas também um problema estrutural mais profundo dentro do sistema internacional de direitos humanos. Quando especialistas responsáveis por fiscalizar governos mantêm vínculos financeiros com ditaduras e tiranias, a confiança em suas conclusões fica comprometida. Nos últimos anos, diversos governos ocidentais têm criticado o Conselho de Direitos Humanos da ONU por aquilo que consideram um foco excessivo em Israel. O Estado israelense, por exemplo, denuncia há décadas que é submetido a um nível de escrutínio desproporcional em comparação com outras nações envolvidas em conflitos armados ou acusadas de violações sistemáticas de direitos humanos. Em síntese, o relatório reforça a importância da transparência, da prestação de contas e da independência institucional para a preservação da credibilidade do sistema global de proteção dos direitos humanos. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Copa 2026 reúne 14 países onde cristãos enfrentam perseguição "É muito difícil tratar do povo pobre", diz Lula em discurso "Dono de TV revirou vida de Bolsonaro e não achou corrupção" Fachin responde Itália após país acusar STF de ser parcial Lula diz que rico não compra celular roubado, mas pobre sim WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 01/06/2026 14:18

A quem incomoda chamar o crime pelo nome?

Marco Feliciano - 01/06/2026 14h18 Lula Foto: Ricardo Stuckert / PR Após a classificação, pelo governo americano, das facções criminosas brasileiras PCC e CV como organizações terroristas, a gritaria contra foi geral. Nunca se viu defesa tão feroz como essa por grande parte de nossas autoridades. Agora, como é possível defender o indefensável? O povo vive aterrorizado em suas comunidades, com homens portando fuzis, intimidando cidadãos de bem, ditando normas e exercendo controle total, sem a presença do Estado, que foi impedido de subir o morro no Rio de Janeiro por decisão de ministro do Supremo. Os foras da lei impõem regras e mantêm tribunais do crime, executando pessoas com a naturalidade impressionante que constatamos em vídeos visualizados no mundo todo, nos comparando a republiqueta de bananas, e não podemos contestar essa triste realidade. Condenar a recente medida do governo americano em classificar o crime organizado brasileiro como organização terrorista é uma defesa do indefensável. Até porque medidas como esta foram aplaudidas pela maioria das pessoas de bem do nosso país, que já não aguentam mais viver oprimida e prisioneira em suas próprias casas. Finalizo agradecendo a Deus por ter levantado homens como o presidente Donald Trump, que restaurou as tradições judaico-cristãs do mundo ocidental contra o socialismo ateísta, que quase dominou o mundo, juntamente com o fundamentalismo que não quer a convivência, mas sim a exterminação de quem pensa o contrário. E que o Altíssimo derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Trabalhadores denunciam contaminação com material radioativo PMs arrombam porta e prendem outra vez ex-auditor da Fazenda Princesa da Tailândia morre aos 47 anos após 3 anos hospitalizada Randolfe ignora MP e tem evento de pré-candidatura suspenso Menina de 4 anos é abusada no Palmeiras: 'Vovô colocou a mão lá' WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 01/06/2026 12:32

Gracyanne Barbosa expõe frustração com Mounjaro

Noé Alvarenga - 01/06/2026 12h32 Gracyanne Barbosa Foto: Webert Belecio / AgNews Gracyanne Barbosa, em recente entrevista, revelou que utilizou o Mounjaro com o propósito de perder 10 quilos para um papel, mas acabou emagrecendo “apenas 4 quilos” e que, com isso, terminou perdendo o papel. Eu achei esse tema muito interessante porque ele reacende o debate sobre a indicação e, principalmente, sobre as expectativas diante desses tratamentos individualizados com as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro, Wegovy e outras. Antes de mais nada, tenho que dizer com absoluta clareza: eu não tenho a menor possibilidade, enquanto médico, de avaliar se a utilização do Mounjaro pela Gracyanne era indicada ou não. Para isso, eu precisaria tê-la atendido, ter acesso aos seus dados, seu histórico de saúde e, principalmente, à sua bioimpedância, para saber exatamente qual é o seu percentual de gordura e a sua composição corporal. Como médico, eu sou proibido de fazer diagnóstico com base em achismo. Só com os dados do paciente na mão eu consigo ter algum posicionamento. Isto posto, vamos ser muito sinceros: para uma grande parte da população brasileira, perder 4 quilos já é muita coisa! Tem muita gente lendo essa reportagem sobre a Gracyanne e pensando: “Puxa, eu queria perder 4 quilos, já estaria feliz”. Só que, para a Gracyanne, esse resultado gerou frustração, porque a expectativa dela era outra: a de perder 10 quilos! Ora, perder 4 ou 5 quilos por mês é algo do dia a dia do consultório. O resultado dela está bem dentro da média. Então, a princípio, não deveria ser motivo de frustração, mas sim de comemoração, penso eu, para uma boa parte dos brasileiros que estão acima do peso. Existe, claro, uma grande margem de variabilidade individual no uso dos remédios. Na semana que passou, houve paciente que perdeu 2 quilos e estava muito feliz e satisfeita. E teve paciente que perdeu 12 quilos e estava com um sorriso de orelha a orelha. Mas o mais importante não é simplesmente perder peso na balança. O mais importante é saber: essa perda foi saudável? E, por saudável, entenda-se: é sustentável no médio e longo prazo? Isso depende muito do próprio paciente ser capaz de usar o tempo do remédio, o tempo da medicação, para reestruturar hábitos. E, mais do que tudo, incorporar a atividade física à sua rotina, à sua prática do dia a dia. Quando eu digo que a paciente que perdeu 2 quilos estava feliz, existe um contexto claro aí. A “lei da vida”, como eu digo para os meus pacientes, é engordar. Então, se perdeu peso, é sinal de que o remédio já está fazendo efeito, já está gerando alguma modificação no organismo da pessoa. Porque, se deixar abandonado, o paciente com sobrepeso/obesidade naturalmente engorda, pois o organismo dele já está metabolicamente condicionado a engordar. Algo que me chamou muita atenção no relato da Gracyanne foi o fato de ela mencionar que o remédio não tirou a sua fome. A despeito disso, ela eliminou 4 quilos. Aí existe uma questão importante: nenhuma dessas canetas tira a fome. A pessoa se alimenta normalmente. Esses medicamentos são sacietógenos, ou seja, aumentam a saciedade. O que isso significa na prática? Significa que a pessoa come e se sente satisfeita mais rápido. Eles são diferentes dos medicamentos antigos, que funcionavam mais como inibidores de fome. Fome é procurar comida; saciedade é se sentir satisfeito com a comida que se tem. Então, a despeito de o medicamento não ter “tirado a fome”, os 4 quilos “evaporaram”. Isso é sinal de que houve alguma ação do medicamento sim, embora talvez não percebida por ela da forma como esperava, ou talvez uma ação que não correspondeu à idealização que ela tinha a respeito do medicamento. O episódio de Gracyanne tem muito a nos ensinar sobre a maneira como nos relacionamos com o peso, com as expectativas que depositamos nos tratamentos e com o papel das novas medicações antiobesidade. Nas palavras de um professor muito querido, hoje já falecido: “Remédio é para ser prescrito por quem sabe e usado por quem precisa”. Simples assim. Dr. Noé Alvarenga é médico nutrólogo no Rio de Janeiro, com foco em obesidade, emagrecimento e longevidade. Escreve sobre metabolismo, GLP-1 e hábitos de vida saudáveis, sempre com base nas evidências científicas mais atuais. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 29/05/2026 12:54

“Pessoa que gesta”: A ideologia acima da maternidade

Marco Feliciano - 29/05/2026 12h54 Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com a Caderneta da Brasileira da Gestante 2026 Foto: Rafael Nascimento/Ministério da Saúde Qualquer governo legítimo e preocupado com o bem-estar do povo trata seus cidadãos com dignidade, sem coloração ideológica, principalmente as mulheres, por se tratarem da parte mais importante do extrato social; pois são elas que trazem novas vidas ao mundo: as mães. Mas o governo de cunho socialista que aí está trata as mulheres como seres sem identidade… Em seu programa de atendimento às gestantes, ou àquelas que trarão a continuidade da nação com novas vidas, traz uma cartilha de acompanhamento da nova mãe, denominada Caderneta Brasileira da Gestante. Esse material deveria ser a bússola da mãe, um guia a ser guardado com todo empenho pela nova mãezinha. Mas os ideólogos do regime não perderam a oportunidade de lacrar e, em vez de enfatizarem a figura da mãe, fizeram questão de, repetidas vezes, usar a expressão “pessoa que gesta”, termo inusual no trato diário, a não ser por pessoas militantes de movimentos contrários aos nossos costumes. E olhe só: estranhamente, numa caderneta propositiva da gestação, aborda-se o tema da gravidez indesejada, oferecendo opções de interrupção da gravidez. Finalizo pedindo a Deus que nos livre desses falsos defensores das mulheres e que voltemos a valorizar a sagrada figura da mãe, que dá vida a todos nós. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos sobre todas as mamães do Brasil. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Trabalhadores denunciam contaminação com material radioativo PMs arrombam porta e prendem outra vez ex-auditor da Fazenda Princesa da Tailândia morre aos 47 anos após 3 anos hospitalizada Randolfe ignora MP e tem evento de pré-candidatura suspenso Menina de 4 anos é abusada no Palmeiras: 'Vovô colocou a mão lá' WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 29/05/2026 11:34

Lulopetismo prioriza o criminoso em detrimento da proteção das vítimas

Lawrence Maximus - 29/05/2026 11h34 Lula Foto: Ricardo Stuckert / PR Thomas Sowell, o economista que insiste em ver o mundo como ele é e não como os manuais petistas gostariam que fosse, disse certa vez uma frase que parece ter sido escrita especialmente para o Brasil de 2026: Uma das tragédias da nossa época é que a esquerda prefere entender o criminoso a proteger a vítima. Nunca essa frase esteve tão atual. Enquanto mães enterram filhos assassinados por facções, enquanto ônibus são queimados, enquanto o PCC expande seu “negócio” para além das fronteiras, controla presídios como se fossem filiais e domina rotas de drogas que chegam até a América do Norte, o governo lulopetista dedicava sua diplomacia a uma causa nobre e humanitária: impedir que os Estados Unidos classificassem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O governo Trump ignorou os apelos emocionados do Planalto e declarou as duas maiores facções criminosas do país como organizações terroristas estrangeiras. O Palácio do Planalto reagiu como quem viu um fantasma: “Isso pode abrir margem para intervenções americanas!”. Sim, caros leitores. O grande temor não é o criminoso que decapita, extorque e domina favelas. O grande temor é que o Tio Sam, com seu imperialismo arrogante, venha atrapalhar o delicado trabalho social que o Estado brasileiro vem fazendo com os “irmãos”. Quase um empreendedorismo de periferia, né? É o famoso Bandidismo-Estado: um culto quase religioso onde o criminoso tem sempre “raízes sociais” a serem compreendidas, enquanto a vítima honesta é tratada como estatística inevitável do “modelo excludente”. O bandido merece seminário, cota, bolsa, “ressocialização” e, principalmente, não ser chamado de terrorista. Já o cidadão comum que paga impostos e quer chegar vivo em casa? Esse que se vire. Mas, claro, chamá-los de terroristas seria “estigmatizante”. Thomas Sowell, mais uma vez, acerta em cheio. A tragédia da nossa época não é só a violência. É a inversão de valores que transformou o criminoso em vítima romântica e a vítima honesta em problema secundário. O mundo tem agora a possibilidade de reconhecer o óbvio: que facções criminosas que controlam territórios no Brasil, matam civis, desafiam autoridades e aparelham o Estado, monopolizando a violência de forma terrorista! Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Irã e Israel negam existência de um acordo finalizado com os EUA Servidores poderão ter dispensa até 3h antes de jogos do Brasil Vítima de falsa adolescente tatuou nome usado pela suspeita Deputado explica veto à resolução do Conanda sobre aborto Ex-ministro de Lula defende que PCC e CV são grupos terroristas WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 29/05/2026 10:54

PCC e CV na lista do terror

Magno Malta - 29/05/2026 10h54 Destroços em uma comunidade, do Rio de Janeiro, em que o Comando Vermelho domina Foto: EFE/ Antonio Lacerda A decisão do governo norte-americano de tratar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas vai muito além do simbolismo político. Trata-se de uma mudança jurídica, financeira e geopolítica capaz de alterar a relação internacional com o crime organizado brasileiro. A medida também não surgiu isoladamente. Nesta semana, o senador Flávio Bolsonaro esteve com o presidente Donald Trump e levou ao governo americano a preocupação com o avanço das facções brasileiras, defendendo o enquadramento de PCC e CV como organizações terroristas. O tema também foi tratado com integrantes da área de segurança e política externa dos Estados Unidos. Dias depois, o assunto passou a ganhar força dentro da agenda estratégica de segurança hemisférica americana. O ponto central é compreender que os Estados Unidos não utilizam a classificação de terrorismo apenas como instrumento penal, mas também como mecanismo de segurança nacional e política externa. Na prática, organizações enquadradas como terroristas passam a integrar estruturas globais de combate à lavagem de dinheiro, financiamento ilícito, movimentações transnacionais e ameaças estratégicas. E isso produz efeitos concretos. Instituições financeiras internacionais tendem a ampliar mecanismos de rastreamento e bloqueio de ativos. Operações em dólar passam a ser monitoradas com maior rigor. Empresas, bancos, operadores financeiros e indivíduos ligados direta ou indiretamente às facções podem sofrer sanções econômicas, restrições comerciais e investigações internacionais. O impacto também atinge a imagem institucional do Brasil, que passa a ser identificado como território de atuação consolidada de grupos classificados como terroristas por uma das maiores potências do mundo. Há ainda um aspecto jurídico relevante. A legislação brasileira possui uma definição restritiva para terrorismo, prevista na Lei nº 13.260/2016. Historicamente, o Brasil resistiu ao enquadramento de facções criminosas nessa categoria, tratando-as sob a ótica do crime organizado. Setores da esquerda brasileira historicamente resistem ao enquadramento dessas facções como organizações terroristas, insistindo em tratá-las apenas como crime organizado comum. O problema é que essa visão não enfrentou a raiz da ameaça e enquanto o debate ideológico se arrasta, o crime avança silenciosamente, infiltrando-se em diferentes estruturas e segmentos do Estado. Já o modelo norte-americano adota critérios mais amplos, especialmente após os ataques de 11 de setembro. A análise considera capacidade de intimidação coletiva, domínio territorial, violência sistemática, financiamento ilícito internacional e ameaça à estabilidade institucional. E é exatamente nesse ponto que PCC e CV passam a ocupar essa categoria do “terror”. As facções brasileiras deixaram há muito tempo de atuar apenas no tráfico de drogas. Atualmente, exercem controle territorial, influência econômica, domínio armado, infiltração logística transnacional e capacidade de intimidação em larga escala. Outro aspecto pouco debatido é o impacto diplomático da decisão. Ao nomear grupos estrangeiros como terroristas, os Estados Unidos ampliam a legitimidade internacional para cooperação de inteligência, compartilhamento de dados financeiros, sanções multilaterais e operações conjuntas de combate ao crime transnacional. Na prática, PCC e CV deixam de representar apenas um problema doméstico de segurança pública e passam a integrar oficialmente a agenda internacional de segurança hemisférica. Quando uma facção criminosa passa a ser tratada como ameaça terrorista internacional, muda-se não apenas a forma de combatê-la. Muda-se a posição do próprio país dentro do tabuleiro global de segurança. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Irã e Israel negam existência de um acordo finalizado com os EUA Servidores poderão ter dispensa até 3h antes de jogos do Brasil Vítima de falsa adolescente tatuou nome usado pela suspeita Deputado explica veto à resolução do Conanda sobre aborto Ex-ministro de Lula defende que PCC e CV são grupos terroristas WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 28/05/2026 13:31

Estão aqui? Jornais americanos alertam sobre aliens 

Vinícius Lana - 28/05/2026 13h31 Imagens de UAPs obtidas por um sensor infravermelho, de uma plataforma militar dos EUA Foto: Departamento de Guerra dos EUA Pela primeira vez na história, grandes emissoras dos Estados Unidos estão falando abertamente sobre aliens e possíveis espécies extraterrestres em rede nacional. Durante décadas, falar sobre esses assuntos era motivo de piada. Mas agora o cenário mudou completamente. A Fox News, por exemplo, tratou o assunto em rede nacional e exibiu entrevistas explosivas sobre supostas “quatro espécies alienígenas” que já vivem entre nós. O mais impressionante é que o tema deixou de ficar restrito aos teóricos da conspiração e já está inserido em diversos setores importantes da sociedade. Congressistas americanos, militares aposentados, cientistas e ex-agentes de inteligência começaram a pressionar o governo por mais “transparência” sobre os chamados UAPs, os fenômenos aéreos não identificados. Enquanto isso, documentos secretos continuam sendo liberados e aumentando ainda mais o clima de mistério que domina a população mundial. Além disso, começaram a surgir relatos de que pastores e líderes religiosos estariam sendo orientados pelo governo americano a preparar os fiéis para um possível anúncio oficial envolvendo extraterrestres. Segundo essas alegações, haveria uma preocupação crescente das autoridades com o impacto espiritual e psicológico que essa revelação poderia causar na população global. Para os cristãos atentos às profecias bíblicas, tudo isso acende um alerta espiritual assustador. A Bíblia já avisava que nos últimos tempos o mundo seria abalado por enganos em massa e manifestações capazes de impressionar até os mais céticos. Enquanto bilhões olham para o céu em busca de respostas, muitos acreditam que a humanidade pode estar sendo preparada para o maior engano espiritual da história antes dos acontecimentos finais do Apocalipse. Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes EUA disparam contra mais um petroleiro no Golfo de Omã Trump anuncia que EUA tomarão indústria petrolífera do Irã Lula aponta que déficit de 0,20% do PIB não faz o mundo cair Senador Cleitinho rebate rumores sobre candidatura em MG Em evento do PT, Janones ensina militantes a criar versão dos fatos WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 28/05/2026 11:22

Quem são os cruéis?

William Douglas - 28/05/2026 11h22 Quem são os cruéis (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Há uma narrativa ideológica que tenta colocar os brancos como sendo todos racistas e os pretos como sendo todos vítimas. Esse discurso é racista. Veja a definição de racismo do Decreto nº 10.932/2022, Artigo 1º, item 4, que promulgou a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância: Racismo consiste em qualquer teoria, doutrina, ideologia ou conjunto de ideias que enunciam um vínculo causal entre as características fenotípicas ou genotípicas de indivíduos ou grupos e seus traços intelectuais, culturais e de personalidade, inclusive o falso conceito de superioridade racial. Dizer que “todo branco é racista” é racismo. Assim como imputar o racismo a uma etnia ou cor da pele não só é racismo como também é uma deslavada mentira e uma grande desonestidade intelectual e histórica. Historicamente, a escravidão não foi uma prática exclusiva de europeus contra africanos. Ela existiu em praticamente todas as grandes civilizações humanas durante milênios. A palavra “escravo” deriva de “eslavo”, povo amplamente escravizado na Idade Média por germanos, bizantinos, árabes e otomanos. Antes do tráfico atlântico africano atingir grande escala, já havia intenso comércio de europeus escravizados, especialmente entre os séculos 9 e 15. Também houve escravidão em larga escala de europeus no Mediterrâneo e no norte da África. Entre os séculos 16 e 19, corsários da Barbária capturaram europeus em Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Irlanda, França e Inglaterra. Outro fato histórico importante: africanos também participaram ativamente do tráfico negreiro africano. Diversos reinos, elites locais e comerciantes africanos capturavam ou compravam prisioneiros de guerra e os vendiam a traficantes europeus e árabes. Em muitos casos, eram povos rivais derrotados em guerras tribais. Há registros históricos de negociações envolvendo armas, tecidos, metais, tabaco e até cachaça produzida no Brasil colonial. Também houve reis africanos que mantiveram relações diplomáticas e comerciais visando ampliar ou preservar participação nesse comércio. Ao mesmo tempo, também é verdade que foram as potências coloniais europeias que transformaram esse sistema em uma gigantesca estrutura econômica transatlântica baseada em escravidão racial hereditária. As duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo. O tráfico atlântico foi o maior e mais racializado sistema escravista da era moderna. Estima-se que cerca de 12 milhões de africanos tenham sido transportados, e milhões morreram antes mesmo de chegar às Américas. O Brasil foi o maior destino do mundo. O mundo árabe e islâmico também manteve enormes sistemas escravistas por muitos séculos, inclusive antes do tráfico europeu. Milhões de africanos foram escravizados no norte da África, Oriente Médio e Império Otomano. A escravidão também existiu na China, Japão, Coreia, Índia e em diversos impérios asiáticos. Houve escravidão interna no Japão, tráfico humano e venda de japoneses para portugueses no século 16. Então, honesta e historicamente: — A escravidão foi uma prática humana quase universal; — Não foi inventada por europeus; — Não foi exclusiva contra negros; — Houve europeus escravizados; — Houve africanos escravizadores; — Houve africanos escravizados; — Houve árabes escravizadores; — Houve asiáticos escravizadores; — Houve asiáticos escravizados. Também é historicamente correto afirmar que muitos europeus não entravam no interior da África para capturar diretamente escravos. Em grande parte do tráfico atlântico, os escravizados eram capturados por africanos e vendidos nos portos a comerciantes europeus e árabes. Isso não absolve moralmente os compradores europeus, que financiaram e ampliaram brutalmente o sistema. Mas impede uma narrativa simplista segundo a qual apenas europeus foram agentes ativos e africanos apenas vítimas passivas. Se alguém quiser discutir reparação histórica com honestidade intelectual, terá de reconhecer também a participação de elites africanas e reinos africanos na captura e venda de outros africanos. Ao mesmo tempo, o tráfico atlântico teve características particularmente massivas, econômicas e racializadas que o tornaram singular na história moderna. As duas coisas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo sem distorção ideológica: — A escravidão foi amplamente praticada ao longo da história humana; — E o tráfico atlântico teve dimensão e impacto excepcionais. A história fica mais séria quando abandona slogans e encara os fatos completos. Transformar todos os brancos em “culpados hereditários” e todos os pretos em “vítimas eternas” não combate o racismo. Apenas cria um novo racismo. Quem quiser conversar de forma honesta e séria sobre esses temas precisa respeitar a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a realidade histórica. A solução civilizatória continua sendo a mesma da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Constituição Federal e do próprio Decreto nº 10.932/2022: igualdade de dignidade entre todos os seres humanos, sem espaço para hostilidade racial contra ninguém. William Douglas é professor de Direito Constitucional, pastor batista, escritor e mestre em Direito. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 28/05/2026 10:38

Fim da escala 6×1: Aprovada na Câmara às vésperas das eleições. Quem pagará a conta depois?

Thassya Prado - 28/05/2026 10h38 Deputados comemoram o fim da Escala 6×1 Foto: Lula Marques/Agência Brasil A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e abre caminho para o fim da escala 6×1. Foram 461 votos a favor e 19 contra no segundo turno. O texto segue agora para o Senado, onde precisará de 49 votos para ser promulgado. O placar expressivo diz muito sobre o apelo político do tema, mas pouco sobre o que acontece depois. Quem olha genuinamente para o trabalhador quer que ele descanse. Dois dias de folga por semana, mais tempo com a família, menos adoecimento, menos esgotamento. Isso é excelente e nenhum empresário que cuida dos seus colaboradores discorda disso. O ponto que o debate político insiste em ignorar é que querer o bem do trabalhador e garantir o bem do trabalhador são coisas completamente diferentes, e a diferença entre as duas mora exatamente no que ninguém está discutindo com profundidade: a execução. Uma mudança dessa magnitude mexe em toda a estrutura das relações de trabalho no Brasil. Cada empresa que hoje opera na escala 6×1 tem contratos firmados dentro das regras vigentes, turnos organizados, equipes dimensionadas e convenções coletivas negociadas com base na jornada atual. Quando a Constituição muda, esses contratos precisam ser revistos, não adaptados por boa vontade, mas revistos formalmente, com segurança jurídica para ambos os lados. Revisão de contratos em massa dentro de um prazo exíguo, sem clareza sobre como cada setor deve proceder, é território fértil para litígio e para o tipo de insegurança jurídica que o país já conhece bem demais. O texto aprovado prevê a redução em duas etapas: as primeiras duas horas em até 60 dias após a promulgação da PEC e as quatro horas completas em até 12 meses após essa primeira redução, totalizando 14 meses de transição. Para os setores de varejo, saúde, segurança, transporte e serviços reorganizar turnos, recalcular custos e revisar instrumentos coletivos nesse intervalo é um desafio operacional, especialmente para pequenas e médias empresas que não têm estrutura jurídica interna. Há ainda um dado que o debate político raramente menciona com honestidade: quando o custo operacional sobe sem que a receita acompanhe, as empresas fazem escolhas. Algumas demitem, outras informalizam, outras simplesmente reduzem contratações futuras. O trabalhador que a PEC quer proteger pode ser exatamente o mais vulnerável diante dessas escolhas, especialmente aquele que ainda não tem carteira assinada e que seria o primeiro beneficiado por uma formalização bem planejada. Discussões estruturais dessa relevância não deveriam ocorrer sob pressão de calendário eleitoral. Dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa em outubro e o apelo popular da proposta é conhecido por todos os parlamentares. Uma reforma que vai reorganizar as relações de trabalho de milhões de brasileiros merece o tempo e o cuidado que o momento político claramente não está disposto a dar. O Senado ainda vai votar, portanto, juridicamente, nada está definido. O que está definido é que uma mudança constitucional dessa envergadura, conduzida em ritmo acelerado e sem regulamentação setorial clara, cria mais dúvidas do que respostas. Em resumo, o problema nunca foi reduzir a jornada. O problema é fazer isso sem o planejamento, a transição e a segurança jurídica que uma reforma dessa magnitude exige. Afinal, quando esses elementos faltam, quem paga o preço não é o calendário eleitoral. São os trabalhadores e as empresas que precisarão conviver com as consequências muito depois que as eleições acabarem. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Randolfe critica PEC do horário flexível e fala em "escravidão" Povo da Irlanda do Norte protesta após ataque à faca de estrangeiro Zanatta vai ao TCU contra campanha pelo fim da escala 6x1 Nikolas: "Esquerda só defende prisão para opositor político" Homem refugiado é preso após forte ataque com faca a irlandês WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 27/05/2026 12:36

O vale-tudo de Lula e a banalização do absurdo

Marco Feliciano - 27/05/2026 12h36 Lula Foto: Ricardo Stuckert / PR Os vídeos promocionais eleitoreiros do senhor presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, transformam toda uma sociedade em robôs descerebrados, que parecem sem pensamento próprio e aplaudem qualquer micagem do pierrot-mor da nação. Entre tantos vídeos postados pela campanha do defensor das facções que, para ele, não podem ser qualificadas como terroristas, destaco um em que o esposo da Janja conclama os 2 milhões e meio de portadores de celulares roubados a devolvê-los, pura e simplesmente, como se não houvesse crime de roubo e receptação, numa descontração digna de uma relação pueril, sem formalidades. Essa campanha do presidente Lula parece estar envolta numa aura de vale-tudo institucional, na qual as respostas ficarão para o ano que vem. Espero que, com um novo grupo no poder e essa esquerda corrupta longe do povo e dentro da cadeia, possamos traçar novos rumos para um novo país, alinhado com as verdadeiras democracias do mundo cristão conservador. Finalizo pedindo a Deus força para suportarmos essa avalanche de irresponsabilidades de um governo que brinca de governar, afundando o país numa crise esperada em um futuro próximo. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Bruna e Nick Moretti falam sobre fé, casamento e desafios de casal Aniversário: Mulher que fingiu ter 12 anos faz 38 nesta quarta Wesley Safadão é denunciado por propaganda eleitoral em show CCJ da Câmara aprova redução da maioridade penal para 16 anos Magno Malta aciona PGR contra mostra com apologia ao crime WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 27/05/2026 11:49

O Brasil na antessala da Venezuela 

Thiago Manzoni - 27/05/2026 11h49 O Brasil na antessala da Venezuela (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Após perder a batalha nas trincheiras do Legislativo, tentando aprovar o projeto das fake news, Lula não se deu por vencido e continuou sua luta pela censura. Na última semana, Lula assinou um pacote de decretos que, na prática, tenta silenciar os brasileiros e determina que as chamadas “big techs” funcionem como verdadeiros vigias da opinião pública. Uma vergonha! Os decretos impõem às big techs, por exemplo, a obrigação de enviar reportes à chamada Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O problema é que a ANPD tem a função original de proteger dados pessoais e não de decidir conflitos de opiniões na praça pública moderna, que são as redes sociais e a internet. Pior: agora, a AGU tem poderes para notificar e intimidar pessoas ou entidades que ela entender que estejam criando ou disseminando informações ou publicidade abusiva, enganosa ou desinformativa. Um monte de burocratas indicados pelo presidente com poderes para perseguir e punir seus oponentes. Parece certo?! O resultado da ação do governo é óbvia: uma mordaça e o desestímulo ao debate por parte da população e de entidades que emitam opiniões políticas, com medo de serem previamente penalizadas a toque de caixa, em uma canetada. E, adicionalmente, as próprias plataformas digitais também passam a ter incentivos ao se anteciparem e remover conteúdo com divergência e com apelo mais crítico para evitar problemas de responsabilização no futuro. Elas próprias foram encurraladas para serem a primeira linha da censura. É o fim oficial da liberdade de expressão. Tudo muito semelhante a Cuba e Venezuela. Estamos na antessala do que eles viveram e vivem. Falta pouco ou quase nada. Haverá alguma reação do povo brasileiro? Amanhã pode ser muito tarde. Thiago Manzoni é deputado distrital, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e Secretário-Geral do Partido Liberal/DF. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Bruna e Nick Moretti falam sobre fé, casamento e desafios de casal Aniversário: Mulher que fingiu ter 12 anos faz 38 nesta quarta Wesley Safadão é denunciado por propaganda eleitoral em show CCJ da Câmara aprova redução da maioridade penal para 16 anos Magno Malta aciona PGR contra mostra com apologia ao crime WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 27/05/2026 09:56

Retatrutida: O fim da bariátrica?

Noé Alvarenga - 27/05/2026 09h56 Aplicação de remédio para controle de peso, com caneta (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Pavel Danilyuk Na semana passada, a grande notícia para quem luta contra o peso a vida toda foi que a Eli Lilly, a mesma fabricante do Mounjaro, divulgou os resultados do estudo de fase 3 da retatrutida: o estudo TRIUMPH-1, o que por si só já é um nome bastante auspicioso: “TRIUNFO”. Quase a metade dos pacientes — 45,3% — utilizando a dose máxima de 12 mg, teve uma redução de pelo menos 30% do peso corporal em 80 semanas. Esse resultado supera todas as medicações conhecidas e aprovadas atualmente para a obesidade, com resultados que se aproximam dos efeitos observados após uma cirurgia bariátrica. Mas existe um dado importante aqui, muitas vezes pouco mencionado: uma parte expressiva das pessoas (11,3%) que utilizaram a dose mais alta, de 12 mg, precisou interromper o tratamento por causa dos efeitos colaterais. Agora, o interessante é que, mesmo na dose mínima da retatrutida, de 4 mg, os participantes tiveram uma redução média de 19% do peso corporal. Esse resultado, por si só, já supera muito do que vemos com várias opções atualmente disponíveis. E isso mostra algo muito importante no dia a dia do consultório: nem sempre as pessoas precisam chegar na dose máxima para ter todo o benefício da medicação. Ou seja, a escolha correta do medicamento seguida da titulação progressiva, segura e com acompanhamento médico continua sendo sempre a melhor abordagem. Aviso importante: a retatrutida ainda não foi aprovada nem pelo FDA (americano), nem pela Anvisa, nem por nenhuma agência reguladora do mundo. Ela continua sendo um medicamento experimental e não é vendida em farmácias e muito menos pelo seu muambeiro “de confiança”. Não se deixe enganar! Dr. Noé Alvarenga é médico nutrólogo no Rio de Janeiro, com foco em obesidade, emagrecimento e longevidade. Escreve sobre metabolismo, GLP-1 e hábitos de vida saudáveis, sempre com base nas evidências científicas mais atuais. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Pr. Silas Malafaia rebate acusação contra sua esposa: "Mentirosos!" Menino atacado por tubarão está isolado pelo risco de infecção União Europeia veta carne do Brasil a partir de setembro Luto: Cantora gospel morre aos 38 anos e gera comoção Colômbia: Filha de Petro posta mensagem para James Rodríguez WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Painel Admin 26/05/2026 16:24

Julia Vitória apresenta o álbum “Ao Vivo na Ópera de Arame” em edição especial

O trabalho reúne 11 faixas e tem a participação de Nívea Soares, Eli Soares e Marcelo Markes A atmosfera vivida durante a gravação do projeto “Ao Vivo na Ópera de Arame”, de Julia Vitória, agora poderá ser conferida na íntegra no lançamento do álbum em edição especial. Após trazer, mês a mês, nove músicas do trabalho, a cantora disponibiliza nas plataformas de streaming, a partir desta terça-feira (26), o registro completo da noite em Curitiba (PR), incluindo versões estendidas e momentos inéditos. Conteúdos exclusivos que ainda não haviam sido divulgados, como a abertura do espetáculo e o bonus track “Seu Amor Dura Para Sempre” são alguns dos diferenciais preparados para o público. Sem fades entre as faixas, o álbum proporciona a mesma experiência imersiva de quem esteve presente no maior projeto do ministério de Julia Vitória até aqui. “Esse trabalho é o cumprimento das promessas de Deus sobre a minha vida, um sonho realizado. Até hoje, quando eu fecho os meus olhos eu consigo reviver aquele dia sobrenatural, em que nos unimos em uma só voz adorando ao Senhor”, declara a cantora, compartilhando que, em breve, o DVD também poderá ser assistido de maneira contínua no YouTube. Encerrando essa fase tão importante, “Seu Amor Dura Para Sempre” ocupa um lugar especial dentro do repertório e foi inspirada no Salmo 136. “Quando escrevi essa letra, eu estava vivendo um momento em que pude perceber nitidamente o cuidado e o amor de Deus por mim, de uma maneira que eu nunca tinha visto. E não saía da minha cabeça esse refrão: ‘Provei e vi que Tu és bom, provei e vi do Teu amor’”, conta Julia. Vale lembrar que mesmo antes do lançamento do álbum, os louvores já apresentados somam mais de 70 milhões de plays. O projeto reúne participações especiais de outros grandes nomes do gospel, como Nívea Soares em “Canção dos Redimidos”, Eli Soares em “Segurança / Canta Minh’alma” e Marcelo Markes em “Vamos Cantar”. O setlist inclui ainda “Maravilhosa Graça”, “Restaura o Teu Altar”, “Princípio e Fim” e “Jesus, Meu Amigo, Meu Salvador”, além dos demais medleys “João Viu / Além do Rio Azul” e “Amor Infinito / A Mensagem da Cruz”. Intérprete de hits como “De Dentro Pra Fora”, “Começo, Meio e Fim” e “Esperança”, Julia Vitória vive uma das fases mais marcantes de sua trajetória. Atualmente, acumula mais de 2 bilhões de streams, ultrapassa os 2 milhões de seguidores nas redes sociais e soma mais de 16 milhões de ouvintes mensais nas plataformas digitais, consolidando sua relevância como um dos principais nomes da música cristã no Brasil. Assista “Seu Amor Dura Para Sempre”: https://swiy.co/assista-seuamorduraparasempre Fonte: Assessoria de Imprensa Musile Records

Pleno News 26/05/2026 09:49

Sou eu que agradeço ou sou eu quem agradece?

Verônica Bareicha - 26/05/2026 09h49 Dúvida (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/AI25.Studio Dia desses, lembrei que, assim que me formei em Letras, um amigo meu sempre me perguntava: “Verô, usamos que ou quem? Fui eu que falei? Ou fui eu quem falou?” Naqueles primeiros dias, eu tremia e suava diante de perguntas assim. Na verdade, considerava um verdadeiro abuso. “Eu tenho que saber só porque me formei em português?”, pensava… Mas é claro que, para um amigo, eu não ia responder grosseiramente, não é? E hoje, pensando em tudo isso, de verdade, espero ter respondido corretamente naquela época. Mas me recordei desses questionamentos porque, semana passada, agradeci a alguém e essa pessoa me respondeu: “De nada; sou eu quem agradeço”. E aí eu pergunto: o certo é “sou eu que agradeço” ou “sou eu quem agradeço”? Qual é a forma correta de dizer e escrever? Você sabe? A boa notícia é: as duas formas estão corretas. No entanto, há alguns detalhezinhos que podem nos ajudar a usar que e quem sempre corretamente. Preste atenção, sim? Quem é um pronome que gosta de pessoas. Guarde a dica: quem ama pessoas. Sempre que aparece, ele se refere a alguém. Veja só: “Quem chegou?”. Claro que a resposta será relativa a uma pessoa, certo? “Quem chegou foi Joana”. Sendo assim, podemos dizer: Sou eu quem agradeço. É ele quem agradece a gentileza. Somos nós quem agradecemos o convite. Captou? Agora, um detalhe importante: com quem, o verbo também pode permanecer na 3ª pessoa do singular. Dessa forma, também estão corretas frases como: Sou eu quem agradece. É ele quem agradece. Somos nós quem agradece o convite. E o pronome que? Como usamos? Use que quando ele se referir a coisas, lugares, ideias ou pessoas. Por exemplo: “Está aqui o livro que eu li”. Ou: “Foi naquele parque que o encontrei pela primeira vez”. Ainda: “O projeto que você apresentou é fantástico!”. E, por fim: “O rapaz que estava comigo na igreja ontem é meu namorado”. No fim das contas, não é tão complicado assim, vai? Para acertar sempre, basta lembrar que o quem gosta de pessoas e que o que é mais versátil, podendo aparecer em outros contextos. Agora me conte: você também tinha essa dúvida ou sou eu quem exagera nas paranoias do português? Um abraço e até a próxima! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes UERJ usa sátira sobre atuação de Trump em Gaza no vestibular EUA inclui Alibaba e BYD em lista ligada ao Exército chinês "Liberou geral": Flávio critica ato de Lula que beneficia as facções Proposto por Kicis, tratamento para 'pior dor do mundo' vira lei Questão da UERJ cita fala de Sóstenes sobre PEC da escala 6x1 WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 25/05/2026 18:28

“Fogo nos racistas”?

William Douglas - 25/05/2026 18h28 Não ao racismo (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ Cottonbro Studio Leio, muitas vezes, a expressão “fogo nos racistas”. Quem defende esse tipo de frase acaba validando e retroalimentando discursos de ódio e violência. Quem não deseja violência contra si também não deveria defender violência contra os outros. Ou se defende a legalidade, ou se defende uma guerra de tribos. Eu sou a favor da legalidade. Sou contra qualquer discurso de ódio — e “fogo nos racistas” é exemplo disso. Não defendo colocar fogo em ninguém. Esse discurso de “fogo em A” ou “fogo em B” apenas substitui um extremismo por outro e contribui para aumentar a radicalização, a desumanização e a lógica da vingança. Os militantes tentam dizer que não é bem assim. Eis uma fala bem recorrente: “O fogo nos racistas não é uma expressão literal. Do ponto de vista social, reflete, mais ou menos, uma postura que a vítima deve ter diante da violência. Pode-se reagir à violência de várias formas. Inclusive repelindo a agressão sendo agressivo.” A tentativa de relativizar esse tipo de frase, dizendo que ela “não é literal”, também revela um problema perigoso. Discursos violentos raramente começam de forma literal. Quase sempre surgem primeiro como metáfora, slogan, catarse emocional ou licença moral para hostilidade. O ponto central não é saber se alguém realmente pretende colocar fogo em outra pessoa. O problema é a normalização de uma linguagem que transforma seres humanos em alvos morais aceitáveis de agressão, humilhação ou eliminação simbólica. Quando uma sociedade passa a tolerar esse tipo de retórica porque o alvo “merece”, ela abre espaço para que qualquer grupo faça exatamente o mesmo contra seus adversários. Além disso, a justificativa usada para defender “fogo nos racistas” poderia ser usada para relativizar praticamente qualquer frase extremista. Imaginem agora a expressão “bandido bom é bandido morto”. Imaginem alguém dizendo: “O ‘bandido bom é bandido morto’ não é uma expressão literal. Do ponto de vista social, reflete, mais ou menos, uma postura que a vítima deve ter diante da violência. Pode-se reagir à violência de várias formas, inclusive repelindo a agressão sendo agressivo.” Percebem o problema? Quase todo discurso agressivo pode alegar que é “metafórico”, “emocional”, “social” ou “uma reação à violência”. Mas uma sociedade civilizada precisa justamente impedir que a lógica do ódio seja aceita como linguagem política normal — independentemente de quem a utilize. Alguns poderão acusar este texto de falsa equivalência. Não é disso que se trata. O racismo possui gravidade histórica, moral e social própria. O ponto aqui é outro: nenhuma causa justa se fortalece quando adota a lógica da desumanização e do discurso de ódio. O que defendo para racistas é: 1. Holofote e exposição pública e honesta dos fatos; 2. Investigação policial séria, com igual seriedade, honestidade intelectual e isenção do MP e do Judiciário; 3. Devido processo legal, ampla defesa e contraditório; 4. Aplicação das penas previstas em lei; 5. Reeducação antirracista. Combater o racismo com mais ódio não elimina o problema. Apenas perpetua a lógica da violência. Martin Luther King Jr. compreendia isso profundamente. Foi ele quem disse: “A escuridão não pode expulsar a escuridão; só a luz pode fazer isso. O ódio não pode expulsar o ódio; só o amor pode fazer isso.” Também afirmou: “Devemos desenvolver e manter a capacidade de perdoar. Quem é desprovido da capacidade de perdoar é desprovido da capacidade de amar.” E ainda: “Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não aprendemos a simples arte de viver juntos como irmãos.” No discurso I Have a Dream, ele também alertou: “Não devemos procurar satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da taça da amargura e do ódio.” Talvez uma das maiores tragédias do nosso tempo seja justamente esta: pessoas que dizem combater o preconceito acabam, muitas vezes, reproduzindo a mesma lógica de intolerância que afirmam enfrentar. A luta contra o racismo precisa ser firme, séria e intransigente — mas não pode abandonar a humanidade, a legalidade e os princípios morais que justificam essa própria luta. Que o leitor retire do seu vocabulário — e também da sua alma — ideias de colocar fogo em pessoas, desejar sua morte ou tratar seres humanos como inimigos absolutos. Em lugar disso, que ajude a construir “um Estado Democrático destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida com a solução pacífica das controvérsias”. É assim que começa a Constituição da República Federativa do Brasil. E talvez seja exatamente por aí — pela recuperação da humanidade, da legalidade e da solução pacífica dos conflitos — que possamos começar a reduzir a polarização que está destruindo nosso país. William Douglas é professor de Direito Constitucional, pastor batista, escritor e mestre em Direito. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Datena se filia ao PSB e confirma a aliados candidatura à Câmara Moraes aciona PGR após recurso de Mauro Cid para extinguir pena O que se sabe sobre acidente com o influenciador Fábio Giga Governo Lula determina sigilo de até 100 anos a processos de bets Desembargador e deputado são alvos da PF em Mato Grosso WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 25/05/2026 13:40

A distância entre a fama e o cheiro do povo

Marco Feliciano - 25/05/2026 13h40 Luciano Huck Foto: Reprodução/GShow Como uma pessoa com imensa influência deve se portar diante de assuntos polêmicos? O apresentador Luciano Huck se pronunciou, no 5º Fórum Esfera, sobre o Bolsa Família, com críticas aos programas sociais. Muito fácil falar quando se ganha R$ 5 milhões por mês, pintando-se de bonzinho e simpático aos movimentos de esquerda, mas sem apresentar alternativas práticas ao que aí está. O apresentador, sempre polêmico, critica o programa social mais importante da atualidade, que oferece um escudo protetor contra a miséria absoluta de grande parte da população, alegando que o programa deve ser atualizado. Isso é chover no molhado. Tudo deve ser atualizado, mas de que forma? Jogar a polêmica no ar, pura e simplesmente, não resolve. Só causa mais tumulto numa relação já difícil entre povo e Estado. Pessoas com poder sobre as mídias devem ser assessoradas por especialistas em relações sociais, para não causarem polêmicas desnecessárias e obrigarem desmentidos e explicações que mais confundem do que simplificam os fatos. Finalizo pedindo a Deus que toque no coração de pessoas que vivem numa realidade de contos de fadas, para que calcem as sandálias da humildade e sintam o cheiro do povo que só conhecem de ouvir falar. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos os beneficiários do Bolsa Família, e que possam dispensar o benefício ao alcançarem um status de normalidade social. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Com forte discurso eleitoral, parada LGBT tem urna inflável Moraes suspende ação contra deputado do PL pelos atos de 8/1 O que se sabe sobre morte da filha do vice-presidente do TCE-AC Congresso da Bolívia autoriza presidente a recorrer a militares Bets duplicam faturamento e já igualam agricultura em impostos WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 25/05/2026 09:42

Por que a música “Ah, Jesus / Coração igual ao Teu” tem feito tanto sucesso?

Renato Vargens - 25/05/2026 09h42 Julliany Souza interpretando Ah, Jesus, Coração Igual ao Teu Foto: Reprodução/YouTube Julliany Souza A canção Ah, Jesus, Coração Igual ao Teu; interpretada por Julliany Souza, composta por Leo Brandão e outros; tem feito um enorme barulho entre os evangélicos brasileiros. A letra da música supracitada é uma poderosa oração de confissão, arrependimento e súplica por transformação. Diferentemente das canções triunfalistas, que parte dos evangélicos tem entoado em nossos arraiais, a canção protagonizada por Julliany, além de confrontadora traz à reboque forte ênfase sobre santificação e discipulado. Se não bastasse isso, a música se contrapõe a um cristianismo exterior desprovido de autenticidade e vida. Um exemplo disso é quando a letra diz que alguém recebeu perdão de Deus, sem, entretanto, conseguir perdoar o próximo; denunciando assim uma severa crítica àqueles que aparentam piedade, sem contudo demostrarem transformação interior. Ademais, a canção segue um estilo popular, com melodia simples, repetição intencional comum ao worship, além de forte ênfase congregacional. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Justiça volta a cobrar certidão de casamento de FHC Pedro Pôncio é agredido durante Parada LGBT em São Paulo Apresentador da Globo é atacado por pitbull: "Irresponsabilidade" Na TV, Mayk Leão nega que luzes filmadas sejam de camping Questionado sobre fraude nas eleições, Trump deixa entrevista WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 22/05/2026 16:51

Até quando o crime vai rir da nossa cara?

Marco Feliciano - 22/05/2026 16h51 Até quando o crime vai rir da nossa cara? (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT A situação atual do Brasil mostra como somos resilientes aos acontecimentos. Entre tantos escândalos econômicos, destaco alguns dos mais rumorosos. O desfalque milionário do Banco Master foi a ponta do iceberg, envolvendo bilhões de reais e pessoas da alta cúpula dos Três Poderes da República. Tanta influência acumulada impede até a apuração rigorosa do golpe através de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), com atuação das duas Casas do Congresso, difícil de ser instalada por causa da pressão de todos os lados. Agora, mais um caso de bilhões de reais envolve uma famosa advogada que atua para o crime organizado, com desvio de vultosas quantias que poderiam ser canalizadas para sanar problemas graves do país. Também, recentemente, estourou o caso dos “MCs”, que envolveu bilhões de reais em lavagem de dinheiro para o crime organizado, com demonstração de carros de luxo e joias caríssimas penduradas no pescoço de influenciadores digitais, que não justificam tanto dinheiro exposto de forma a confrontar a sociedade, quando uma pessoa comum teria de trabalhar toda a vida e, mesmo assim, não conseguiria acumular tamanha fortuna. Temos batalhado incansavelmente no Congresso para elaborar leis que tornem a vida dos criminosos mais difícil, mas as esquerdas vivem na contramão, fazendo de tudo para tornar o criminoso uma “vítima” da sociedade, amenizando suas penas e desencarcerando perigosos criminosos. Finalizo pedindo a Deus que olhe por este país abençoado, com um povo ordeiro que só quer trabalhar e viver em paz. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Reduziu: Parada LGBT de SP teve menos patrocinadores e trios Justiça volta a cobrar certidão de casamento de FHC Pedro Pôncio é agredido durante Parada LGBT em São Paulo Apresentador da Globo é atacado por pitbull: "Irresponsabilidade" Na TV, Mayk Leão nega que luzes filmadas sejam de camping WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 22/05/2026 16:06

A fé e as eleições sob a lupa do TSE

Rafael Durand - 22/05/2026 16h06 A fé e as eleições sob a lupa do TSE (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT A recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que manteve a cassação e a inelegibilidade de políticos de Votorantim (SP) — entre eles a ex-prefeita, seu vice e um vereador —, exige da liderança cristã e dos juristas uma análise madura, distante tanto da ingenuidade quanto do vitimismo. Neste sentido, o julgamento acende, simultaneamente, um alerta pedagógico urgente para as igrejas e um farol de vigilância contra os eventuais excessos da justiça eleitoral. Antes de tudo, é preciso restabelecer a verdade: a Corte não ressuscitou a falida e inexistente tese do “abuso de poder religioso”. O que o TSE puniu, neste episódio específico, foi o chamado “abuso de poder econômico e político”, condutas vedadas nos termos da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). De acordo com o acórdão proferido pelo Ministro Relator no Agravo em Recurso Especial Eleitoral (AgR-AREspE) nº 0600354-26.2024.6.26.0220/SP, as provas dos autos teriam configurado a utilização da estrutura religiosa para a promoção das candidaturas. A decisão judicial apontou que, durante um culto, houve o anúncio de um projeto institucional da igreja para eleger 120 vereadores, a convocação do candidato ao púlpito como o “escolhido” e a declaração de que a entidade iria “trabalhar muito” por sua eleição. Somado a isso, o ministro registrou que o poder público municipal (sob a gestão da prefeita, então candidata) concedeu um aumento de aluguel considerado desproporcional para um imóvel locado pela mesma denominação, em pleno ano eleitoral. Diante desse caso o alerta é claro: o altar não é palanque! Pela legislação, os templos são considerados bens de uso comum, sendo vedada a propaganda eleitoral em seu interior. Assim, a igreja tem o direito e o dever de formar a consciência política de seus membros, mas o aparelhamento de sua estrutura física e financeira para um projeto de poder partidário é um ilícito eleitoral. A crítica necessária: O “cavalo de Troia” do ativismo No entanto, se o caso de Votorantim serve como um laboratório do que não fazer, ele também nos obriga a ligar o radar para um perigo iminente. A Justiça Eleitoral exerce um papel vital na democracia, mas caminha sobre uma linha tênue, frequentemente flertando com um ativismo perigoso. Há um risco real de que uma ala mais laicista dos tribunais passe a utilizar as categorias de “abuso econômico” ou “uso indevido dos meios de comunicação” como um verdadeiro “cavalo de Troia”, ou seja, estabelecer uma roupagem jurídica aparentemente legítima para, na prática, calar os púlpitos e criminalizar o sentimento religioso. Deste modo, o ímpeto fiscalizador da Justiça não raras vezes confunde a vivência comunitária natural de uma igreja com abuso eleitoral. Se um pastor apresenta um irmão de congregação aos demais membros, reconhecendo publicamente sua vocação para a vida pública, ou se faz uma oração abençoando sua jornada, isso jamais poderia ser taxado de crime. Ora, a manifestação de simpatia e apoio pessoal de um líder religioso não é abuso de poder, é o mais puro exercício da liberdade de expressão. Neste sentido, o Estado não pode presumir má-fé nas relações eclesiásticas nem tentar ditar, de forma autoritária, como a igreja deve se relacionar com seus membros. Assim, não podemos aceitar que a Justiça Eleitoral utilize decisões contra abusos de poder como jurisprudência para caçar bruxas e silenciar o debate político sadio que nasce nas comunidades de fé. O escudo da conformidade eleitoral (compliance) Diante de um cenário com vigilância máxima e hermenêutica judicial elástica, a ingenuidade custa mandatos, destrói reputações e compromete ministérios. É exatamente por sabermos que há setores dispostos a esticar a lei para nos silenciar que as igrejas e os candidatos cristãos precisam adotar a Conformidade Eleitoral (Compliance) em caráter de urgência. Estar em conformidade não é recuar acovardado, é agir com sabedoria estratégica. É educar líderes e obreiros para separarem a legítima orientação de princípios (permitida e necessária) do pedido explícito de votos ou distribuição de material no recinto sagrado (que são vedados). É garantir, assim, a separação absoluta entre o patrimônio da igreja e a campanha. Como nos ensina a Escritura, precisamos ser “prudentes como as serpentes e simples como as pombas”. Portanto, não podemos distribuir munição legal aos que desejam instaurar um laicismo intolerante. Isto posto, ao unirmos a coragem para denunciar os excessos do ativismo judicial com a inteligência de manter nossas instituições blindadas pelo compliance jurídico, garantiremos que a voz cristã continue influenciando a nação de forma inquestionável, íntegra e relevante! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 22/05/2026 13:44

Como trabalhar menos? Os desafios do debate da escala 6×1

Amplifica - 22/05/2026 13h44 Pescaria (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay/ Pasja1000 Se perguntarmos para um trabalhador quanto tempo de trabalho ele gostaria de ter na semana mantendo a mesma remuneração atual, teríamos algum número que seria entre as 44 horas atuais limitadas pela Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) e zero. Quando a pergunta é feita para um empregador e também considerando a manutenção da remuneração do trabalhador, a resposta tenderá a responder algo entre 44 horas ou mais. Os interesses são difusos, é fato. É coerente o trabalhador buscar menor carga de trabalho e o empresário buscar maior produtividade. Não pretendo propor uma luta de classes, pelo contrário, pretendo buscar neste artigo um ponto de equilíbrio. Conceitualmente, trabalho significa: “Aplicação de esforço físico ou intelectual humano para atingir um objetivo, produzir algo ou satisfazer necessidades, podendo ser remunerado (emprego) ou voluntário”. O modelo de trabalho capitalista envolve a troca do tempo e esforço do trabalhador com a finalidade de produzir bens ou serviços que trarão resultado financeiro para o empreendedor; o empregado por sua vez receberá uma remuneração pelo empregador, que toma o risco do negócio e assume os custos tanto de salários quanto demais envolvidos. Imagine que eu sou um pescador e utilizo uma lança para pescar. Com o meu trabalho consigo pescar três peixes por dia, o suficiente para alimentar a minha família mas não para estocar parte para o dia seguinte. Nesse cenário, todos os dias eu precisarei sair para pescar, de outro modo faltará alimento. Eu não tenho opção de não ir trabalhar. Imagine agora que inventei uma rede de pesca e um anzol, além de aprender a fazer iscas e, com essas novas tecnologias, eu consigo pescar nove peixes por dia. Com essa produção, eu posso optar por trabalhar menos e produzir os mesmos três peixes que antes, posso produzir nove e vender ou estocar o restante, ou chegar em um ponto de equilíbrio em que eu possa trabalhar menos, mas ter ainda assim uma produção maior que anteriormente. Entende onde quero chegar? Quando conseguimos aumentar a produtividade, aumentamos também o excedente de retorno e isso possibilita que eu possa trabalhar menos e que a economia continue crescendo. O desafio proposto na discussão da escala 6×1 é válido, o problema é sair de uma pauta populista (afinal existem mais trabalhadores do que empregadores votando) e entrarmos em uma discussão lógica que invariavelmente envolve a forma como setores, principalmente varejo, vão se reorganizar, e também envolve a produtividade da economia como um todo. De acordo com relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), quando observamos o Produto Interno Bruto (PIB) em dólar dividido pelas horas trabalhadas da população economicamente ativa, o Brasil está no patamar de 21,20 dólares (R$ 106,88, no câmbio de hoje). Quando comparamos com países membros do G7, vemos um patamar superior a 52,70 dólares (R$ 265,69, no câmbio de hoje), que é o caso do Japão, ou superior. Conforme o mesmo relatório, quando comparamos a produtividade do Brasil com os demais países, o Brasil está atrás de Cuba, Argentina, Arábia Saudita, Suriname, Rússia, entre outros, ocupando a posição de 94ª no ranking. A luta por melhores condições de trabalho, melhores escalas ou menor carga horária é necessária; o ponto é discutirmos também quais mudanças são necessárias para que a economia brasileira possa, também, ser mais produtiva. O Brasil já possui alto custo tributário, insegurança jurídica, modelos de relação de trabalho pouco flexíveis, alto custo de capital, políticas públicas ineficientes como a Zona Franca de Manaus, subsídios para setores ineficientes, alto custo de importação de tecnologia e muitos outros pontos a discutir. O trabalhador quer trabalhar em melhores condições, o empregador quer crescer a sua empresa, ter capacidade de lucrar mais e investir mais. Qual é o denominador que atenderá a ambos? Uma economia que priorize PRODUTIVIDADE e consequentemente flexibilize a carga de trabalho. No entanto, o Brasil representa o pescador que pesca apenas três peixes por dia e está considerando reduzir a quantidade de trabalho, ignorando o fato que faltará comida. Germano Laube é sócio da LDC Capital consultoria de investimentos, especialista em planejamento financeiro e fellow do Instituto Amplifica. Amplifica é um instituto que dá voz a jovens lideranças comprometidas com as ideias de liberdade. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Justiça manda prender jornalista perseguido por Zambelli Mãe de menino com câncer terminal critica governo Lula Falsa adolescente já enganou mulheres citando magia negra Prefeito do Rio critica decisão e mantém exoneração de Monique Neymar não viaja com a Seleção e segue em tratamento WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 22/05/2026 13:02

CPMI do Banco Master: A verdade que o Brasil espera 

Magno Malta - 22/05/2026 13h02 Nesta quinta-feira (21), durante sessão no Congresso Nacional, nós, parlamentares, voltamos a cobrar do presidente Davi Alcolumbre a instalação da CPMI do Banco Master. Mais uma vez, porém, essa pauta foi ignorada. O Brasil acompanha, com crescente perplexidade, as denúncias que envolvem o Banco Master, entre elas irregularidades financeiras, operações atípicas e fatos que exigem apuração rigorosa. Diante da gravidade do caso, é dever das instituições agir com transparência e compromisso com o interesse público. Nesse contexto, assinei quatro requerimentos relacionados à criação de CPI e CPMI para investigação desse caso, por compreender que denúncias envolvendo o sistema financeiro exigem rigor. Afinal, não há estabilidade econômica sem confiança pública. Além disso, juntamente com o senador Eduardo Girão, impetrei mandado de segurança no STF questionando a omissão da Presidência do Senado diante do requerimento de CPI apresentado na Casa. O Parlamento não pode se calar diante de fatos que geram insegurança e inquietação na sociedade brasileira. Agora, diante da decisão do senador Davi Alcolumbre de não realizar a leitura de nenhum dos requerimentos, mesmo sem qualquer amparo regimental, cresce entre os parlamentares a expectativa de que o Supremo Tribunal Federal destrave a investigação. O mandado de segurança relacionado à CPMI está sob análise do ministro André Mendonça, enquanto outro pedido semelhante, referente à CPI do Senado, aguarda decisão do ministro Kassio Nunes Marques. O impedimento ao avanço de uma comissão respaldada por assinaturas regimentais apenas amplia a necessidade de esclarecimentos. Em uma democracia madura, investigar não enfraquece as instituições. Por tudo isso, considero fundamental que os brasileiros saibam o que realmente aconteceu no caso Master, quem são os responsáveis e quais interesses estavam envolvidos nos bastidores. Crises de confiança não se superam com obscuridade, mas com a verdade. E é exatamente isso que o Brasil espera. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Falsa adolescente já enganou mulheres citando magia negra Prefeito do Rio critica decisão e mantém exoneração de Monique Neymar não viaja com a Seleção e segue em tratamento Flávio pede orações pelo pai durante a Marcha para Jesus Estimativa da USP aponta 33,8 mil pessoas na Marcha para Jesus WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 22/05/2026 11:16

Quando a mulher se torna apenas “pessoa que gesta”

Marisa Lobo - 22/05/2026 11h16 (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ Glauber Torquato Há algo profundamente preocupante acontecendo quando o próprio Estado começa a apagar a palavra “mãe” de documentos oficiais. A nova caderneta da gestante substituindo “mãe” por “pessoas que gestam” não é apenas uma mudança de vocabulário. É uma mudança cultural, ideológica e simbólica. Durante décadas, mulheres lutaram para que a maternidade fosse reconhecida com dignidade. Lutaram por licença-maternidade, proteção à gestante, combate à violência obstétrica, acolhimento no parto, respeito emocional e valorização da figura materna. Agora, em nome de uma suposta inclusão, a mulher passa a ser reduzida a uma expressão técnica e impessoal. Assim, a mãe deixa de ser mãe. A mulher deixa de ser mulher. E passa a ser apenas “uma pessoa que gesta”. Isso não humaniza. Isso despersonaliza. A gestação não é um fenômeno neutro. Ela envolve corpo, identidade, vínculo emocional, história, feminilidade, maternidade e significado humano profundo. Quando o governo troca a palavra “mãe” por termos genéricos, transmite a ideia de que reconhecer a mulher como mulher se tornou algo inconveniente. E isso gera um paradoxo grave: os mesmos movimentos que durante anos afirmaram defender os direitos das mulheres agora ajudam a dissolver a própria identidade feminina em discursos ideológicos. A consequência disso é perigosa; porque quando a linguagem apaga a mulher, a cultura também começa a apagá-la. E quando a mulher desaparece do discurso público, seus direitos específicos ficam mais frágeis. Como proteger políticas voltadas às mães se a maternidade deixa de ser nomeada? Como defender direitos femininos específicos se tudo passa a ser tratado de forma neutra e abstrata? Além disso, enquanto milhões de mulheres enfrentam abandono, violência, sobrecarga emocional, depressão pós-parto, dificuldades financeiras e falta de apoio real, parte do debate institucional parece concentrado em desconstruir palavras básicas da experiência humana. Isso não melhora a saúde pública. Não protege mulheres vulneráveis. Não fortalece mães. É apenas militância ideológica infiltrada em espaços que deveriam priorizar cuidado, acolhimento e realidade concreta. Mulheres não são “corpos gestantes”. São seres humanos completos, com identidade, história, dignidade e valor próprio. Defender a mulher jamais deveria significar apagar a palavra mulher. Marisa Lobo atua como psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Falsa adolescente já enganou mulheres citando magia negra Prefeito do Rio critica decisão e mantém exoneração de Monique Neymar não viaja com a Seleção e segue em tratamento Flávio pede orações pelo pai durante a Marcha para Jesus Estimativa da USP aponta 33,8 mil pessoas na Marcha para Jesus WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 21/05/2026 10:47

Decretos de Lula para Big Techs afetam lisura das eleições

André Marsiglia - 21/05/2026 10h47 (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Tenho sustentado há semanas — e o fiz em meu último artigo — que está em curso no país um processo silencioso de esvaziamento da Justiça Eleitoral, agora presidida por Nunes Marques e André Mendonça. O movimento começou a ficar evidente quando investigações envolvendo os pré-candidatos da direita Flávio Bolsonaro e Romeu Zema migraram para tribunais dominados pela influência dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Agora, veio o passo seguinte. Lula acaba de assinar dois decretos que implementam um novo modelo de fiscalização das redes sociais e, trocando em miúdos, criam uma polícia política para as redes sociais no período eleitoral. A ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, passa a atuar formalmente no gerenciamento das plataformas, monitorando e fiscalizando se empresas como X, Instagram, Facebook, TikTok e WhatsApp cumprem as diretrizes estabelecidas pelo STF em julgamento de 2025. O Congresso Nacional passou anos debatendo esse tema no chamado PL das Fake News. E o principal ponto de resistência sempre foi exatamente a criação de um órgão centralizado de controle das plataformas ligado ao Executivo. Agora, aquilo que o Congresso recusou surge na marra, por decreto, contornando o debate e empurrando o Legislativo para fora do tabuleiro. Até hoje, pelas regras do Marco Civil da Internet, predominou uma lógica jurídica em que se discutiam postagens, conteúdos e perfis específicos. Mas a partir de agora, o governo quer se arvorar o direito de empreender um gerenciamento sistêmico, genérico e abrangente das plataformas, acompanhado da possibilidade de punições administrativas e sujeito à evidente pressão política, afinal, a iniciativa nasce em ano eleitoral e se estrutura em órgão subordinado a Lula, candidato e interessado direto na disputa presidencial. É o mesmo que permitir uma partida entre Palmeiras e Corinthians mediada por arbitragem vestida com a camisa de um dos times em campo. Quem definirá o que configura “desinformação”, “ato antidemocrático” ou “conteúdo nocivo” será um órgão vinculado ao Ministério da Justiça do governo do candidato à reeleição. STF e governo Lula parecem caminhar em convergência contra adversários da direita e, ao mesmo tempo, em direção ao esvaziamento de uma Justiça Eleitoral que, talvez, ouse, em 2026, com os ministros Mendonça e Nunes Marques à frente, preservar alguma aparência de imparcialidade. Retirar o protagonismo da Justiça Eleitoral e transferir esse poder para a articulação entre Executivo e STF não deixa de ser uma espécie de golpe contra a integridade e transparência das eleições deste ano.   * Texto originalmente publicado no Poder360.   André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Zema ironiza nome escolha de namorada de Toffoli para o TSE Datena diz que candidatura para deputado está 'quase certa' Trump anuncia acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano Romário se opõe ao PL e diz que votará pelo fim da escala 6 X 1 Flávio reage à fala de Lula contra Marco Rubio: “Só atrapalha” WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 20/05/2026 10:47

A questão do uso do banheiro feminino por mulheres trans

Renato Vargens - 20/05/2026 10h47 Banheiro por gênero biológico (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ Tim Mossholder Uma das questões mais debatidas, nos últimos dias, tem sido o uso do banheiro feminino por mulheres não biológicas. Em Niterói, por exemplo, uma vereadora trans tem liderado um movimento de invasão a banheiros femininos afirmando que as mulheres trans possuem o direito de usar esses locais. Os que pensam desta forma afirmam que apesar de homens biológicos, identificam-se como mulheres, portanto, têm o direito de usufruir do banheiro feminino. O banheiro feminino surgiu no século 18 na Europa e se consolidou nos séculos 19 e 20 como uma conquista social e de saúde pública. Nos Estados Unidos, a partir de 1887, começaram a ser aprovadas as primeiras leis estaduais exigindo banheiros separados em locais de trabalho, modelo que se espalhou pelo mundo para dar suporte às mulheres fora de casa. A questão é que permitir que mulheres trans — que são homens biológicos — usem o banheiro feminino, traz a reboque problemas como: segurança e intimidade, visto que pessoas mal-intencionadas ao se identificarem como mulheres para ter acesso a espaços íntimos podem cometer abusos contra mulheres. Outro fator que deve ser levado em consideração é o constrangimento, visto que o sexo biológico pode promover esse tipo de sentimento, ou mesmo o desconforto em meninas por terem que dividir um espaço que deveria ser efetivamente destinado às mulheres. Mais um ponto importante que precisa ser ponderado é o fato de que mais de 80% dos eleitores brasileiros são contrários à presença de trans em banheiros e prisões femininas, visto que isso viola os direitos conquistados pelas mulheres. Penso que a situação é nevrálgica, e que o Estado não pode impor sobre a sociedade uma percepção que fere direitos e liberdade. O banheiro feminino deve ser usado exclusivamente por mulheres biológicas e ninguém que não tenha nascido mulher deve usar esse espaço. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Senado aprova decreto que dificulta aborto em crianças Alcolumbre: "CPMI do Master é para fazer palanque eleitoral" Força Áerea descarta OVNI no Paraná e fala em normalidade Polícia apura ligação entre corpos encontrados e caso MC Kevin Alcolumbre discutirá PEC 6×1 com líderes na próxima semana WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 19/05/2026 18:08

Woke, escola e filhos: Quem educa nossas crianças?

Marco Feliciano - 19/05/2026 18h08 Homeschooling (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ Katerina Holmes O Brasil, chamado de país do futuro, vê suas crianças e adolescentes envolvidos pela famigerada teoria woke, que visa retirar dos pais a educação básica dos filhos, entregando tudo ao Estado. Países desenvolvidos entregam a educação dos filhos aos pais, que podem adotar o homeschooling, educação ministrada por pais, tutores ou professores, com ênfase no ambiente familiar. No entanto, todas as autoridades com viés esquerdista, em diversos patamares da sociedade, no Judiciário, na política e no magistério, são visceralmente contra esse método de educação porque, como nossa sociedade é majoritariamente de formação judaico-cristã, o domínio da educação lhes foge das mãos. Constatamos isso quando assistimos ao juiz da cidade de Jales, dr. Júnior da Luz Miranda, condenando pais à detenção de 50 dias, alegando abandono intelectual. O que vemos como excesso de purismo, pois devemos respeitar a vontade de pais que se preocupam em proporcionar o que acham melhor para seus filhos em um universo no qual milhões de crianças são abandonadas à própria sorte. Temos visto até ministros da Suprema Corte votando contra pais retirarem seus filhos da escola para educá-los em casa e derrubando leis estaduais que autorizavam pais a impedir os filhos de participar de aulas sobre identidade de gênero, ministradas por professores de esquerda, militantes woke. Finalizo declarando, em bom som, que meu mandato será sempre um baluarte contra as imbecilidades que tentam enfiar goela abaixo de nossos jovens e crianças. Que Deus derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos os nossos alunos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Senado aprova decreto que dificulta aborto em crianças Alcolumbre: "CPMI do Master é para fazer palanque eleitoral" Força Áerea descarta OVNI no Paraná e fala em normalidade Polícia apura ligação entre corpos encontrados e caso MC Kevin Alcolumbre discutirá PEC 6×1 com líderes na próxima semana WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 19/05/2026 17:19

O dossiê Mengele: O último mistério do nazista enterrado no Brasil

Lawrence Maximus - 19/05/2026 17h19 Oficiais nazistas: Richard Baer, Josef Mengele (ao centro), Rudolf Hoess, em Auschwitz Foto: Domínio púlico Enquanto a comunidade internacional clamava por justiça, um dos criminosos de guerra mais procurados da história vivia anonimamente sob o Sol brasileiro. Josef Mengele, o infame “Anjo da Morte” de Auschwitz, encontrou no Brasil seu último refúgio — e seu túmulo. Mengele sabia que a Alemanha nazista havia perdido a guerra. Para evitar a captura e o julgamento em Nuremberg, ele rapidamente adotou o pseudônimo de Wolfgang Gerhard. Em 1961, após passagens pela Argentina, Uruguai e Paraguai, Josef Mengele cruzou a fronteira brasileira sob o pseudônimo de Peter Hochbichler. Não foi uma escolha aleatória: o Brasil, com suas vastas áreas rurais e comunidades de imigrantes europeus, oferecia o anonimato perfeito para quem carregava o peso de mais de 1 milhão de mortes nas costas. Por décadas, historiadores como a suíça Regula Bochsler lutaram para acessar arquivos sobre a passagem de Mengele pela Europa — especialmente na Suíça, onde há indícios de que ele tenha passado férias com seu filho, Rolf, nos Alpes, em 1961. Em 2025, após pressão pública e financiamento coletivo, o governo suíço anunciou a liberação parcial dos documentos — embora com censuras justificadas por “segurança nacional”. Especialistas alertam que os arquivos podem revelar não apenas rotas de fuga, mas também conexões financeiras entre nazistas e instituições bancárias “neutras”. Muitos desses especialistas dividem-se sobre o conteúdo esperado. Alguns acreditam que os arquivos mostrarão, em detalhes, a rede de apoio que permitiu Mengele transitar livremente pela Europa enquanto deveria ser um dos homens mais caçados do mundo. Outros apontam que a Suíça teme revelar não apenas sua leniência com nazistas, mas também o papel de seus bancos “neutros” no acolhimento de ouro e dinheiro hitleristas. Há ainda quem compare o caso aos arquivos de Jeffrey Epstein: documentos que, quando divulgados, podem vir pesadamente censurados para proteger instituições e indivíduos poderosos. Independentemente disso, a liberação representa uma vitória para historiadores e para a memória histórica. No Brasil, a abertura de arquivos sobre a presença nazista ainda é tímida. Historiadores apontam a necessidade de investigações mais profundas sobre como criminosos de guerra conseguiram viver impunemente por tanto tempo em território nacional. Em suma, mais do que um relato biográfico, a vida de Mengele no Brasil é um convite à reflexão sobre memória, impunidade e responsabilidade histórica. Enquanto arquivos são abertos e novas evidências emergem, cabe à sociedade garantir que as lições do passado não sejam esquecidas — e que a justiça, mesmo tardia, nunca seja silenciada. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Lula: "Filhos do Bolsonaro são piores do que ele, são traidores" Flávio Bolsonaro afirma que Correios têm de ser privatizados EUA indicam que Pix não está no foco de sanções contra facções Zema ironiza Gilmarpalooza em 7° episódio da série Os Intocáveis Deputado quer vetar entrada no Brasil de apoiadores de facções WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 19/05/2026 09:44

Quem é o mesmo?

Verônica Bareicha - 19/05/2026 09h44 Placa de aviso na porta do elevador Foto: VB Moro em apartamento. Então, todos os dias me questiono: “Quem é o mesmo, mesmo?” Pois é, não sei se acontece com você, mas eu fico encasquetada com a plaquinha que há na porta dos elevadores. Já reparou? “Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado no andar”. Essa minha “encasquetação” não é de hoje. Desde a primeira vez que vi a bendita plaquinha, uma luz se acendeu e passei a questionar quem era o “mesmo”. Um moço bonito talvez? Brincadeiras à parte, a famosa plaquinha do elevador nos dá um ótimo motivo para fazer algo que sempre incentivo: recorrer ao bom e velho dicionário. Sim, ele continua sendo um dos melhores amigos de quem gosta de português e quer escrever melhor. Logo, se você procurar a palavra “mesmo”, descobrirá algo curioso: ela pode pertencer a diferentes classes gramaticais, dependendo do contexto. Ou seja, muda de função conforme a frase. Em muitos casos, “mesmo” funciona como pronome demonstrativo, geralmente com sentido de reforço, equivalente a “próprio”. Veja: “Foi o CEO mesmo quem chamou a atenção do funcionário.” Aqui, “mesmo” significa o próprio CEO. Em outros momentos, “mesmo” é um advérbio, reforçando uma ideia, com sentido de “realmente”, “de fato” ou “até”. Note: “Ele gostou mesmo da surpresa.” Nesse caso, “mesmo” poderia ser substituído por “realmente”. Ou ainda: “Ela estava cansada, mas mesmo assim conseguiu terminar o trabalho.” Também há situações em que “mesmo” aparece como substantivo, indicando algo equivalente ou semelhante. Olhe só: “Trocar café por água às seis da manhã é o mesmo que pedir para meu cérebro entrar em greve.” Dramático? Talvez. Mentiroso? Jamais. E quem nunca usou a expressão “dar no mesmo”? Afinal, em certas situações, escolher uma coisa ou outra leva exatamente ao mesmo resultado. Por exemplo, “Sair às 7h10 ou às 7h15 acaba dando no mesmo, porque o trânsito já estará parado.” Muita coisa para uma palavrinha só, não é? Mas então surge a pergunta: se “mesmo” pode ser tudo isso, por que aquela frase do elevador soa tão estranha? Porque o que deveria haver ali é um pronome pessoal, um “ele”. Segundo a gramática, “o mesmo” não deve ser usado como substituto de pronomes pessoais, como “ele/ela”, “eles/elas”. Então, o certo seria: “Antes de entrar no elevador, verifique se ele se encontra…” E por que a placa é escrita assim? Em 1977, a cidade de São Paulo criou uma lei exigindo esse aviso nas portas dos elevadores e o texto veio exatamente desse jeitinho. Claro, a informação é necessária e evita acidentes, embora escrita errada. Mas, para completar… outros municípios souberam, gostaram da ideia e “criativamente” copiaram a frase do mesmo jeitinho. Hoje, a lei existe em diversos estados e cidades do país. E se, não for cumprida, gera multa ao “proprietário” do elevador… Penso que esse é um dos casos em que um erro de português ganhou passe livre; assim, desfila todos os dias diante dos nossos olhos… Então, preciso confessar algo além da gramática… Dia desses, conversando com uma amiga querida, chegamos a uma interpretação bem particular. Talvez, antes de entrar em certas relações, também valha a pena verificar se “o mesmo” se encontra parado no andar. Em bom português: será que aquela pessoa está mesmo acessível? Será que está no mesmo andar das nossas expectativas? Porque, às vezes, insistimos em apertar o botão de um elevador que simplesmente não está ali, captou? Espero ter ajudado, um abraço e até a próxima!   Em tempo: muito obrigada pelo carinho e generosidade com que vocês acolheram minhas palavras na semana passada. Agradeço de coração. E, se você vir uma plaquinha com algo de errado escrito por aí, mande para mim. Vamos conversar sobre. Pode ser? Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 18/05/2026 17:48

A “taxa das blusinhas” é o menor dos nossos problemas

Thiago Manzoni - 18/05/2026 17h48 Fim da “taxa das blusinhas” na compras internacionais (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Marcial Comeron O governo mal anunciou a revogação da “taxa das blusinhas”, divulgada como se fosse o “conserto” de um erro do Congresso Nacional, e dispararam as buscas na internet por: — O que é a taxa das blusinhas? — Quem criou a taxa das blusinhas? — Quanto é 50 dólares? — Lula tirou a taxa das blusinhas? Sim, o povo quer entender melhor do que se trata essa bagunça. Embora os aliados de Lula tenham tentado jogar a culpa no “Congresso bolsonarista”, a narrativa não colou. Boa parte dos brasileiros sabe que a digital na cena do crime é de Lula. No passado, Lula dizia, a plenos pulmões, que a medida era necessária para defender a indústria nacional (embora o intuito fosse meramente arrecadatório) e agora quer fingir estar ao lado do povo de classe baixa e média baixa. Pior: as contas públicas estão em pior estado do que antes e ele cedeu à tentação de pisar no acelerador do cheque especial nessa e em várias outras medidas econômicas eleitoreiras que estão sendo implementadas a um alto custo que será pago pelo povo. A ironia é que reduzir impostos é uma medida economicamente correta que todo e qualquer governo deve buscar. “Até um relógio quebrado acerta a hora, duas vezes ao dia”, diz o ditado popular. Porém, não se deve apenas buscar reduzir impostos, mas também reduzir — simultaneamente — os gastos, reformar o aparelho do Estado e tornar a economia mais produtiva. Coisa que Lula claramente não faz. Para ele, as eleições valem mais do que o dia de amanhã… Lula faz lembrar o livro de Frederic Bastiat: O que se vê e o que não se vê. Pois, ele vê os benefícios de curto prazo, mas finge não enxergar as inevitáveis consequências de médio e longo prazo, mesmo sabendo que colocará o país em uma grave recessão. De novo. Como aquela da Dilma. Thiago Manzoni é deputado distrital, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e Secretário-Geral do Partido Liberal/DF. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Daniel Silveira pede relaxamento de cautelares para trabalhar no RJ Nunes diz que não desistirá da "Times Square paulistana" Aprenda como baixar imagens do Pinterest online Flávio é ovacionado ao chegar no aeroporto de Brasília Câmara aprova PEC que amplia imunidade tributária de igrejas WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 18/05/2026 10:22

Não é militância. É conveniência

Juliana Moreira Leite - 18/05/2026 10h22 (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Há uma direita que adoeceu e virou matilha, e o tumor tem nome: caráter corrompido pelo hábito. Quem mente mil vezes não escolhe mais mentir, mente como respira, e arrancar dele a mentira é arrancar a identidade, motivo pelo qual defende com unhas e dentes não a tese, mas a tara. Crava uma versão em março, esquece em maio quando ela vira contra o aliado; avalia a empresa em fortuna na segunda e em trocados na sexta conforme convém; apresenta três explicações para o mesmo evento numa única semana e nenhuma precisa ser verdadeira, todas precisam apenas ser úteis. O logos foi substituído pelo clique, e clique não exige coerência, exige escândalo de 15 em 15 minutos. Some-se a regressão da matilha: o homem maduro delibera e responde pelos próprios atos, o membro da matilha late junto, morde junto, troca de alvo na milésima de segundo em que o líder aponta o próximo pescoço, regressão ao estágio anterior à pólis, antes do logos, antes do que faz do bípede animal racional. Por isso não toleram régua única, porque régua exige imparcialidade e imparcialidade é impossível dentro do regime mental da alcateia. E há a parte que ninguém quer encarar: não é militância, é negócio. Grito é commodity, escândalo é produto de prateleira, exílio é estratégia de localização tributária, paga-se aluguel em dólar com indignação produzida em real. Quando a doença é industrial, sermão não cura, vergonha não cura, porque vergonha pressupõe alma íntegra e a alma da matilha já se fragmentou em compartimentos estanques; cada um servindo a um interesse, todos respondendo ao mesmo dono, o bolso. É câncer porque devora o tecido sadio em volta, contamina o eleitor honesto e queima a credibilidade do conservadorismo decente. Só responde a duas terapias: ou se extirpa por concorrência limpa, ou metastatiza e mata o organismo inteiro. A régua única é o bisturi, e quem não tem coragem de empunhá-la será cúmplice da necrose, e o desfecho da necrose é matemático, não retórico: a matilha entrega a eleição de bandeja ao próprio algoz e ainda cobra Pix do eleitor honesto para financiar a derrota do ciclo seguinte. Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Flávio Bolsonaro reage a conselho dado por Lula a Daniel Vorcaro Artista apaga Virginia de mural da Copa após término com Vini Jr. "Bizarra": Imprensa no mundo repercute erro com Neymar Norma do Senado proíbe analisar Messias novamente em 2026 André Mendonça decreta prisão preventiva do primo de Vorcaro WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 18/05/2026 09:29

O El Niño mais forte desde 1870 está chegando 

Vinícius Lana - 18/05/2026 09h29 Eventos climáticos (Imagem ilustrativa) Foto: Pexelx/ Hendryson Taebenu Meteorologistas brasileiros estão em alerta diante da possível formação de um Super El Niño que pode atingir o nosso país já no próximo mês. Alguns especialistas já falam que ele pode se tornar um dos mais fortes desde 1870, trazendo um cenário climático extremamente perigoso em diversas regiões do país. No Sul do Brasil, o temor é de tempestades violentas, enchentes históricas e destruição em massa. No Norte e Nordeste, o risco é de secas severas, calor sufocante e até crises no abastecimento de água. Já o Sudeste pode enfrentar ondas de calor absurdas acompanhadas de temporais, raios, ventos fortes e apagões energéticos. Estudiosos afirmam que o planeta está entrando em uma fase de instabilidade climática nunca vista pelas gerações atuais. E os impactos não devem parar apenas no clima. Aumento no preço dos alimentos, prejuízos na agricultura, pressão sobre a energia elétrica e até possíveis crises econômicas começam a preocupar governos e especialistas. Quanto mais o clima sai do controle, mais o sistema global se torna vulnerável. O mundo inteiro parece caminhar para uma sequência de crises simultâneas que podem ser consideradas até mesmo sinais de fim dos tempos. Estamos diante de um El Niño inevitável e que pode ser o mais forte em quase 150 anos. Se isso acontecer, ele se consolidará como o mais destrutivo em quase um século e meio e é justamente isso que está fazendo crescer o alerta para toda a população se preparar para algo maior. Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Marcha Trans de SP é cancelada e fundador cita perda de patrocínio Flávio: "Fizemos mais pelo Brasil que PT e Lula em 17 anos"; assista Nikolas parabeniza Flávio Bolsonaro por "golaço" com EUA STF: Gilmar suspende ação sobre inelegibilidade na Ficha Limpa Leia a íntegra da decisão dos EUA que tornou PCC e CV terroristas WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 15/05/2026 12:27

Dia de Jerusalém: 59 anos da reunificação

Lawrence Maximus - 15/05/2026 12h27 Israelenses se reúnem para a “Marcha da Bandeira”, em comemoração ao Dia de Jerusalém Foto: EFE/EPA/ATEF SAFADI Por volta do ano 1000 a.C., um jovem e arrojado rei chamado Davi unificou as 12 tribos em um único reino de Israel, mudando para sempre o curso da história. Davi conquistou Jerusalém e a proclamou capital da nação, estabelecendo-a como o centro político e espiritual do povo judeu. Como pastor que se tornou rei, Davi foi um dos mais importantes líderes de Israel (aproximadamente 1006–966 a.C.), conhecido por consolidar as tribos e transformar Jerusalém na capital eterna. O amor de Davi por Jerusalém transcendeu sua época e ecoa através dos Salmos. No Salmo 122, Davi expressa a profunda conexão espiritual com a cidade santa: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor. Os nossos pés estão às tuas portas, ó Jerusalém! Jerusalém, que és edificada como uma cidade que é compacta”. E no Salmo 137, declara o juramento inquebrantável: “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza. Apegue-se-me a língua ao paladar, se de ti não me lembrar, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria”. Avançando quase três milênios, chegamos a junho de 1967. Durante a Guerra dos Seis Dias, Israel enfrentou uma coalizão de nações árabes. Na manhã de 7 de junho, tropas israelenses entraram na Cidade Velha através do Portão dos Leões, reunificando a cidade após quase 19 anos de divisão. Às 10h15, o rádio israelense confirmou a notícia histórica: “O Monte do Templo está em nossas mãos.” David Ben-Gurion, o primeiro-ministro fundador do Estado, proclamou com convicção profética: “Para o Estado de Israel, sempre houve e sempre haverá uma única capital — Jerusalém, a Eterna.” Esta declaração resume 3 mil anos de história, fé e destino entrelaçados entre um povo e sua cidade sagrada. Jerusalém tornou-se, então, uma cidade reunificada que garantiu liberdade de culto e acesso a locais sagrados para todos – judeus, cristãos e muçulmanos. O capelão-chefe das Forças de Defesa de Israel tocou o shofar no Muro Ocidental, selando simbolicamente o retorno de Jerusalém Oriental ao controle judaico. Teologicamente, Jerusalém representa muito mais que uma capital política. Para o judaísmo, é o local do Monte Moriá, onde Abraão demonstrou fé suprema, onde Davi estabeleceu o centro de adoração, e onde Salomão ergueu o Primeiro Templo. Para o cristianismo, é o palco da crucificação, morte e ressurreição de Jesus. Yom Yerushalayim (Dia de Jerusalém) é celebrado anualmente para marcar essa reunificação, recordando o fim de quase dois milênios de exílio e o retorno à Cidade Velha e aos seus lugares mais santos. Hoje, 59 anos depois, Jerusalém permanece como símbolo de fé, resistência e esperança para milhões ao redor do mundo. E essa conexão entre o passado e o presente não é apenas histórica ou política; é profundamente pessoal e espiritual. Como pude testemunhar em minha própria jornada: Diante do Muro, no cume do Monte Moriá, confrontei-me com a História. Transpus, então, a mera instrumentalidade religiosa do lugar. Ali, tecido pelo espetáculo do desprezo ainda presente, ouço palavras proféticas em cada pedra: testemunhas do Verbo de Deus, que sobre elas habitou e que O reconheceram — e ainda hoje convergem aos sonetos celestiais, afirmando Seu breve retorno! Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Michelle processa Janones no STF após deputado ligá-la ao Master Anvisa manda recolher coco ralado por excesso de enxofre Moraes autoriza que Bolsonaro receba oficial de cartório em casa Dança do Canguru viraliza nas redes e conquista novas gerações Justiça condena petista por foto de Bolsonaro manipulada com IA WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 15/05/2026 11:10

A legitimidade da participação cristã nas eleições

Rafael Durand - 15/05/2026 11h10 Fé, democracia e os limites da atuação religiosa no processo eleitoral (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT A democracia brasileira encontra seu alicerce na convivência harmoniosa entre diferentes visões de mundo, sustentada pelo princípio do pluralismo político. Este fundamento, garantido pela Constituição de 1988, assegura que a voz religiosa não seja apenas tolerada no âmbito privado, mas reconhecida como parte legítima e necessária do debate público. No entanto, observamos com preocupação o ressurgimento de movimentos que, sob o pretexto de fiscalização, tentam ressuscitar teses jurídicas já sepultadas para constranger a atuação de cristãos, pastores e líderes religiosos no processo eleitoral. Neste sentido, o contexto atual revela a atuação de grupos como a associação Movimento Brasil Laico (que poderia muito bem se chamar Movimento Brasil Laicista). Essa organização vem promovendo campanhas de patrulhamento e denúncias sistemáticas contra pastores, igrejas e pré-candidatos cristãos. O grande erro destas iniciativas reside na confusão conceitual entre laicismo e laicidade. Enquanto o laicismo atua como uma ideologia que busca banir a religião da esfera pública, tratando o Estado como uma entidade antirreligiosa, a laicidade brasileira é, por natureza, colaborativa. Nosso ordenamento jurídico estabelece uma neutralidade benevolente, onde o Estado não possui religião oficial, mas reconhece o valor social das instituições religiosas e protege o direito do cidadão de influenciar as leis com base em suas convicções morais. Assim, negar ao cristão o direito de participar ativamente da política com base em seus valores seria, na prática, criar uma cidadania de segunda classe, o que fere mortalmente o princípio da igualdade. É fundamental destacar que a tese do “abuso de poder religioso” como uma categoria autônoma de ilícito eleitoral foi expressamente rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no julgamento do REsp nº 8285/GO. A Corte compreendeu que a criação de tal figura por via jurisprudencial violaria o princípio da legalidade estrita, uma vez que não há previsão na Lei das Inelegibilidades para esse tipo de conduta. Assim, a justiça eleitoral reafirmou que a liberdade de expressão religiosa é protegida e que eventuais excessos devem ser punidos através das categorias já existentes, como o abuso de poder econômico, político ou dos meios de comunicação. Logo, tentar criar uma punição específica para o ambiente religioso é uma tentativa autoritária de expurgar os cristãos da vida pública, utilizando o aparelho judicial para silenciar uma parcela significativa da população. Afinal, o Direito Eleitoral já possui salvaguardas robustas para garantir a isonomia do pleito, sem a necessidade de inventar novas formas de repressão à fé. Neste sentido, a legislação brasileira é clara ao estabelecer limites para as organizações religiosas, que são classificadas como pessoas jurídicas de direito privado e devem obediência às normas de ordem pública. Sendo assim, são proibidas as condutas de distribuição de material eleitoral dentro dos templos e a vedação absoluta a doação de recursos por pessoas jurídicas (como as igrejas), o que torna a tese do abuso religioso uma invenção sem amparo legal. Ademais, no contexto eclesiástico, a liberdade de culto permite que líderes religiosos orientem sobre temas políticos e critérios de votação, promovendo a conscientização por meio de eventos educativos, desde que não haja pedido explícito de votos ou propaganda partidária no púlpito. E mais: como qualquer cidadão brasileiro, tais líderes preservam o direito de declarar apoio pessoal e voto fora do exercício das funções litúrgicas. Os candidatos, por sua vez, podem frequentar missas, cultos e celebrações, recebendo orações e menções de presença em eventos religiosos. No entanto, não devem utilizar o altar para pedido de votos. Essas regras são suficientes para prevenir desvirtuamentos. A insistência na tese do abuso de poder religioso, portanto, não busca a justiça, mas sim a imposição de um laicismo antirreligioso que ignora que o cristão é, simultaneamente, cidadão do Reino de Deus e da Polis terrena. Ora, cumpre ressaltar que é amplamente aceito e até incentivado que o debate político ocorra em ambientes como sindicatos, associações, escolas e universidades, sem que se cogite a criação de figuras jurídicas como o “abuso de poder sindical” ou “acadêmico” para silenciar tais vozes. Diante dessa realidade, torna-se injustificável e discriminatório o esforço de isolar apenas a Igreja, pretendendo excluí-la de um diálogo tão vital para a construção da sociedade. Se a política permeia todas as esferas da convivência humana, não há fundamento democrático que sustente a tentativa de banir o pensamento cristão da praça pública, enquanto outras instituições gozam de plena liberdade para influenciar os rumos da nação. Portanto, a política, quando exercida com integridade, é uma ferramenta legítima de serviço ao bem comum, e o uso de mordaças ideológicas para impedir esse serviço é um atentado contra o próprio Estado Democrático de Direito! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 14/05/2026 16:34

Flávio Bolsonaro e a CPMI do Master

Magno Malta - 14/05/2026 16h34 Flávio Bolsonaro Foto: EFE/ Andre Borges Ao longo da minha vida pública, aprendi que, nos momentos de crise, é preciso agir com serenidade, coragem e compromisso com a verdade. Quando um fato explode na imprensa, muitos correm para acusar, outros preferem se omitir, e poucos se dispõem a defender aquilo que realmente importa: justiça, equilíbrio e transparência. Foi o que ocorreu após a divulgação do áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, que é envolvido em denúncias relacionadas ao Banco Master. Antes de qualquer precipitação, é preciso afirmar de forma objetiva: ninguém pode ser condenado por manchete, vazamento seletivo ou exploração política. O Brasil já assistiu, inúmeras vezes, a julgamentos antecipados promovidos por interesses eleitorais e ideológicos. Conheço Flávio Bolsonaro. Sei de sua trajetória, de sua lealdade à família, de sua postura pública e da responsabilidade com que sempre conduziu sua vida política. Flávio não surgiu do nada. Hoje é senador da República, mas também foi lançado como pré-candidato à Presidência por Jair Bolsonaro, homem honrado, perseguido por amar este país e por enfrentar um sistema que, há décadas, saqueia o Brasil. Vejo muitos tentando aproveitar esse episódio para semear divisão no campo da direita conservadora. Quando percebem que a direita está forte, organizada e competitiva, tentam fragmentá-la. Se o conteúdo tratado no áudio dizia respeito a patrocínio privado para um projeto audiovisual, isso precisa ser analisado dentro da legalidade, sem histeria e sem oportunismo. Relações privadas lícitas não podem ser automaticamente criminalizadas apenas porque envolvem nomes conhecidos ou adversários políticos da esquerda. Agora, uma coisa precisa ser dita: o caso Banco Master ultrapassa, e muito, qualquer áudio isolado, que nada indica ilegalidade. Trata-se de um fato amplo, que exige apuração séria e profunda. E a direita tem lutado para instalar uma investigação sobre esse banco e o impedimento sempre veio da… esquerda, não de Flávio. O Brasil precisa saber tudo o que ocorreu em torno dessa instituição financeira: seus vínculos, operações, relações políticas, influência econômica e possíveis conexões com agentes públicos, além da questão do INSS. Por isso, defendo a imediata instalação de uma CPMI do Banco Master. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito deve convocar todos os envolvidos, quebrar sigilos necessários dentro da lei, ouvir autoridades, examinar contratos e esclarecer à sociedade brasileira quem se beneficiou, quem se omitiu e quem eventualmente praticou irregularidades. O que não aceito é ver setores da esquerda, que silenciaram diante de escândalos bilionários, agora quererem posar de paladinos da moralidade em cima de Flávio Bolsonaro. Muitos dos que hoje apontam o dedo conviveram com mensalão, petrolão, empreiteiras amigas e aparelhamento institucional. Afinal, até que se prove o contrário, Flávio não praticou qualquer crime. Também não aceito ver parte da própria direita agir por impulso, movida por ansiedade eleitoral, atacando seus próprios aliados sem conhecer os fatos. Divergência é legítima. Autofagia política é burrice. Nosso verdadeiro adversário continua sendo o projeto de poder da esquerda que afundou o Brasil na corrupção, na censura e no atraso. Em suma, o Brasil não precisa de linchamento midiático contra Flávio Bolsonaro. O Brasil precisa de coragem. E, neste momento, essa coragem só poderá ser manifestada através da CPMI do Banco Master. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Psiquiatra diz que Jairinho tem prazer em causar dor em crianças Zema diz que foco é vencer Lula e que apoiaria Flávio no 2º turno STF pede parecer da PGR sobre anulação de pena de Bolsonaro PEC do fim da escala 6x1 será aprovada, garante deputado do PT MK Music celebra 39 anos com legado de fé, música e inovação WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 14/05/2026 12:47

Empossaram no TSE a rainha da Inglaterra

André Marsiglia - 14/05/2026 12h47 Ministro Kassio Nunes Marques Foto: Ana Rodrigues/TSE Kassio Nunes Marques é um ministro vesgo. Desde que chegou ao STF, em 2020, olha para os dois lados ao mesmo tempo e jamais conseguiu transmitir um posicionamento claro. Em certos momentos, sinaliza à direita; em outros, à esquerda. E saber para onde realmente olha importa, porque hoje temos um STF tomado pela política. Essa ambiguidade o transforma numa incógnita até para os próprios colegas. E é justamente essa imprevisibilidade que explica o desconforto de ministros em torno de sua chegada à presidência do TSE. Por essa razão, os ministros que hoje comandam politicamente o Supremo — Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes — iniciaram um movimento discreto de esvaziamento da Justiça Eleitoral. A medida visa à manutenção do consórcio estatal entre STF e governo petista pelo controle do debate político e da neutralização da direita no país. Os fatos recentes falam por si. Os principais movimentos contra pré-candidatos da oposição não nasceram no TSE. Moraes abriu investigação contra Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra Lula. Gilmar pediu a inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news. A estratégia parece clara: como não sabem exatamente em que banda toca Kassio Nunes, preferem transferir ao STF a habitual truculência do Judiciário nas eleições de 2026. Assim, a presidência do TSE torna-se simbólica, decorativa, quase cerimonial, enquanto o verdadeiro comando político permanece com a dupla Gilmar-Moraes. Por isso, a imagem do título é inevitável: empossaram no TSE a rainha da Inglaterra. Kassio assume formalmente a cadeira mais poderosa da Justiça Eleitoral, mas o controle político das grandes decisões continua no Supremo, sob a toga de ministros que há anos expandem competências para além dos limites constitucionais da Corte. E quem quiser reclamar, reclame com o bispo, porque hoje ninguém manda mais no Judiciário do que os dois. Não posso terminar sem registrar uma ironia histórica. O inquérito das fake news nasceu justamente quando ministros começaram a migrar casos da Lava Jato do STF para a Justiça Eleitoral, considerada, à época, mais branda. Um procurador apontou essa artimanha em entrevista à imprensa e os ministros abriram uma investigação. Um mês depois viria, no mesmo inquérito, a censura à Revista Crusoé pela capa O amigo do amigo de meu pai. Por defender a revista naquele momento, tornei-me o primeiro advogado do inquérito das fake news. Agora, o movimento se inverteu. Não é mais a Justiça Eleitoral que ocupa espaços do STF. É o STF que absorve o espaço da Justiça Eleitoral. Kassio Nunes que se cuide. Se resistir às artimanhas da dupla dinâmica do Supremo e insistir em exercer o poder que sua cadeira formalmente lhe confere, não estranhem a abertura de um novo inquérito para incluir o presidente do TSE na lista de investigados.   * Texto originalmente publicado no Poder360. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Psiquiatra diz que Jairinho tem prazer em causar dor em crianças Zema diz que foco é vencer Lula e que apoiaria Flávio no 2º turno STF pede parecer da PGR sobre anulação de pena de Bolsonaro PEC do fim da escala 6x1 será aprovada, garante deputado do PT MK Music celebra 39 anos com legado de fé, música e inovação WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 14/05/2026 12:04

Patrocínio, financiamento, não é corrupção

Marisa Lobo - 14/05/2026 12h04 Flávio Bolsonaro Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado A divulgação dos áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro expôs mais uma vez um fenômeno cada vez mais evidente no Brasil: quando o assunto envolve nomes ligados à direita, especialmente ao bolsonarismo, fatos comuns passam rapidamente a ser tratados como escândalos nacionais. O que existe até agora? Um parlamentar cobrando um financiamento privado prometido para a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Não há prova de uso de dinheiro público, favorecimento estatal, contratos direcionados ou qualquer contrapartida ilegal. Mesmo assim, parte da mídia já construiu manchetes insinuando corrupção antes mesmo da existência de um fato concreto que sustente essa acusação. E aqui surge uma pergunta inevitável: será que o tratamento seria o mesmo se o filme fosse sobre uma liderança de esquerda? A história recente mostra que não. Durante anos, produtores culturais, artistas, cineastas e projetos ideologicamente alinhados à esquerda receberam financiamentos milionários via patrocínios empresariais, bancos, estatais e leis de incentivo. Em muitos casos, isso foi tratado pela imprensa como “fomento cultural”, “investimento artístico” ou “apoio institucional”. Mas quando o projeto envolve Bolsonaro, o discurso muda imediatamente. O que antes era chamado de “captação de recursos” passa a ser descrito como “negociação suspeita”. O que era “apoio empresarial” vira “escândalo”. A diferença não está no ato. Está no alvo político. O apresentador Ratinho também já foi atingido por narrativas semelhantes apenas por realizar testemunhais comerciais para empresas posteriormente investigadas. Fazer publicidade nunca foi sinônimo de participação em crimes. Caso contrário, metade do mercado publicitário brasileiro estaria sob suspeita permanente. No caso de Flávio Bolsonaro, até agora não apareceu nenhuma evidência de: – tráfico de influência; – desvio de recursos públicos; – favorecimento governamental; – venda de facilidades; – corrupção. Existe apenas a tentativa de transformar proximidade em culpa e financiamento privado em crime presumido. Isso cria um ambiente perigoso para a democracia. Porque quando a régua muda conforme a posição ideológica do investigado, o jornalismo deixa de buscar fatos e passa a operar como instrumento de disputa política. A pergunta correta continua sendo simples: houve ilegalidade concreta ou apenas um financiamento privado para um projeto audiovisual? Sem prova de corrupção, sobra apenas mais um episódio de desgaste seletivo contra figuras da direita brasileira. Marisa Lobo atua como psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Surfista é operado após ser ferido no coração por peixe-espada Anvisa aprova registro de caneta emagrecedora nacional da EMS Flávio quer defender rigor contra facções em reunião com Trump Caso Henry: Testemunhas vão depor em julgamento nesta terça Lula passa por segunda sessão de radioterapia em hospital no DF WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 14/05/2026 11:24

O áudio imoral

Juliana Moreira Leite - 14/05/2026 11h24 Flávio Bolsonaro Foto: EFE/ Andre Borges Esse áudio do Flávio Bolsonaro com o Vorcaro é politicamente devastador; é imoral! Não porque uma conversa privada por si só prove crime, não prova, mas porque expõe um grau de proximidade incompatível com o discurso moral absoluto que a direita defende e que vende ao eleitor brasileiro. O problema não é amizade; o problema é coerência. O problema é falar para um cara que está envolvido no maior esquema de corrupção: “Eu sei que você está passando por um momento difícil”. O Brasil cansou de políticos que relativizam relações perigosas dependendo do lado envolvido. Quando o aliado é investigado, vira parceiro, gente boa. Quando é o adversário, uma simples foto já basta para a condenação pública. E é justamente essa seletividade moral que destruiu a direita e a confiança do brasileiro nas instituições, nos partidos e na própria política. Eu falo desde o começo: “Eu sou de direita, mas corrupção não tem ideologia. Promiscuidade entre poder, influência, interesses financeiros e bandidos também não”. E é aí que a régua moral que a gente tanto defende não pode mudar conforme o sobrenome, o partido ou a conveniência eleitoral. A sorte é que, graças a Deus, este ano nós temos opções na direita; porque senão, gente; a gente já está ferrado. Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Flávio diz a Trump que, caso seja eleito, não precisará taxar o Brasil Apenas dois estados tiveram alta no número de homicídios; veja Líder do PL na Câmara propõe escala 4x3 e desafia a esquerda Governo Lula e DF negociam empréstimo para "salvar" BRB Magno Malta aciona CNJ após juiz condenar pais por ensino em casa WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 13/05/2026 14:26

O estranho caso da Ypê: Fiscalização ou perseguição?

Marco Feliciano - 13/05/2026 14h26 Detergentes Ypê (Imagem ilustrativa) Foto: Site/Divulgação O que vem acontecendo no país nos últimos tempos é digno dos próceres do submundo da Sicília: uma aparente vingança contra uma empresa por parte de órgãos governamentais que têm a obrigação de primar pelo bem comum de todos com isenção. A tradicional empresa do ramo de limpeza, a fabricante dos produtos Ypê, teve seus proprietários envolvidos, na campanha presidencial de 2018, em uma doação de R$ 1 milhão para o então candidato Jair Bolsonaro, com ampla divulgação e de forma transparente, como deve ocorrer em um país democrático. No entanto, como toda vingança espera sua hora, ficaram aguardando o momento propício e iniciaram o ataque. Com a desculpa de contaminação por bactérias, o que pode até ter ocorrido, os órgãos sanitários liderados pela Anvisa, após análise do detergente doméstico da marca Ypê, determinaram o embargo e apreensão de toda a produção da fábrica, causando uma repercussão negativa capaz de comprometer profundamente a marca. Isso aconteceu justamente em um órgão público cujo corpo diretivo possui fama de ser composto majoritariamente por esquerdistas, que realizou uma diligência cercada de ampla divulgação. O caso foi até repercutido pela primeira-dama do país de forma equivocada, como se alguém tivesse ingerido o detergente da marca Ypê. Pelo tamanho da exposição, o episódio ganhou contornos dignos de um seriado de mistério. Como sociedade organizada, temos de usar a máquina estatal pelo bem comum, com justiça e equilíbrio, não para saciar a sanha vingativa de grupos inescrupulosos. Finalizo pedindo a Deus que esclareça a verdade e que todos os fatos venham à tona de forma clara e cristalina, como deve ser. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Magno Malta aciona CNJ após juiz condenar pais por ensino em casa Aposentadoria compulsória como punição é vetada pelo STF Pedi a Trump que classifique PCC e CV como terroristas, diz Flávio Políticos reagem ao encontro de Flávio com Donald Trump Embaixada do Brasil nega suporte para Flávio atender imprensa WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 13/05/2026 11:00

O bonito e o feio do 13 de Maio 

William Douglas - 13/05/2026 11h00 O bonito e o feio do 13 de Maio (Imagem ilustrativa) Foto: IA O 13 de Maio revela duas faces: uma bonita e outra feia. A face bonita é a lembrança da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, pela princesa Isabel, abolindo oficialmente a escravidão no Brasil. A face feia é a tentativa de, parte do movimento negro contemporâneo, desqualificar a importância da lei e de sua autora. Vamos aos fatos: O lado bonito é óbvio: a Lei Áurea fez diferença. E muita. A abolição veio tarde e de modo incompleto: faltaram políticas públicas, inclusão, acesso à terra, educação e integração econômica. Tudo isso é verdade. Mas tentar transformar a Lei Áurea em algo irrelevante ou “sem importância” é um erro histórico e moral. Dentro da cultura da época, das resistências políticas, econômicas e sociais existentes, foi um movimento corajoso, útil e civilizatório. A princesa Isabel pagou um preço político alto pela decisão, e muitos historiadores apontam a abolição como um dos fatores que aceleraram a perda de apoio da monarquia entre setores escravistas. Tanto a princesa Isabel quanto Dom Pedro II possuem diversos relatos históricos de trato humano e digno em relação aos negros e ao movimento abolicionista. Dom Pedro II defendia gradualmente o fim da escravidão e apoiou medidas que enfraqueceram o sistema escravocrata ao longo do tempo. A princesa Isabel, inclusive, recebeu homenagem oficial do papa Leão XIII pela assinatura da Lei Áurea e ficou conhecida por muitos como “A Redentora”. E ela o foi, sim. Isso significa que eram perfeitos? Claro que não. Eram pessoas do século 19, vivendo dentro de uma sociedade profundamente contraditória. Mas negar a importância histórica da Lei Áurea é simplesmente desonesto. E aí chegamos ao lado feio do 13 de Maio. Parte do movimento negro tenta apagar e diminuir essa data e substituí-la pelo Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, em homenagem a Zumbi dos Palmares. Ocorre que uma data não precisa excluir a outra. É perfeitamente possível reconhecer a importância de Zumbi, da resistência negra e da consciência racial sem precisar atacar a Lei Áurea ou a princesa Isabel. Aliás, essa tentativa de transformar tudo em disputa ideológica acaba sendo contraproducente, racista e até intelectualmente pobre. A história real é complexa. Os mesmos grupos que criticam a princesa Isabel por pertencer a uma sociedade escravocrata silenciam sobre os registros históricos de que o próprio Zumbi dos Palmares também manteve escravos dentro da estrutura de Palmares. Mais: se vamos falar da resistência negra, então precisamos lembrar também de Ganga Zumba, figura histórica fundamental e muitas vezes esquecida no debate público. O Brasil precisa amadurecer. A direita precisa parar de criticar tanto Zumbi, e a esquerda e os ativistas precisam lembrar que a escravidão envolveu também elites africanas e estruturas locais de captura e venda de escravos, o que mostra como a história real é mais complexa do que narrativas simplificadas e enviesadas ideologicamente. Precisamos acabar com o negacionismo da História, com o reescrever seletivo e com o anacronismo ao julgar o passado com os padrões morais atuais. O Brasil não precisa apagar a História, mas aprender com ela. Um país maduro reconhece seus heróis, suas contradições e seus avanços. E, sem esquecer os lados menos luminosos, precisa comemorar Isabel, Zumbi e Zumba. William Douglas é professor de Direito Constitucional, pastor batista, escritor e mestre em Direito. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Surfista é operado após ser ferido no coração por peixe-espada Anvisa aprova registro de caneta emagrecedora nacional da EMS Flávio quer defender rigor contra facções em reunião com Trump Caso Henry: Testemunhas vão depor em julgamento nesta terça Lula passa por segunda sessão de radioterapia em hospital no DF WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 12/05/2026 14:32

Lula no metaverso: Um cosplay de Robin Hood

Lawrence Maximus - 12/05/2026 14h32 Lula no metaverso: Um cosplay de Robin Hood (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT No mundo imaginário do lulopetismo, o metaverso é uma bela história política e eleitoral de seus personagens. Ao contrário de Lula e sua amizade colorida e desenfreada por milionários, Robin Hood, herói lendário dos quadrinhos e do cinema, subtraía bens da nobreza em benefício dos pobres. Eis uma contradição notável para quem se autodenomina “pai dos pobres”. Ao me deparar com essa fantasia (referindo-me ao aludido plano do governo), lembrei-me da célebre frase do vice-presidente Geraldo Alckmin — “Lula quer voltar à cena do crime” — durante as campanhas presidenciais de 2018 e 2022. A frase de Alckmin — “voltar à cena do crime” — funciona hoje como metáfora de um dilema maior: como avaliar a legitimidade de um governo que propõe combater práticas das quais seus integrantes foram historicamente acusados e presos? São necessárias três considerações: 1. A memória política importa: acusações passadas, condenações judiciais (como as da Lava Jato, posteriormente anuladas por militâncias políticas) e alianças com figuras controversas criam um déficit de confiança que não se resolve apenas com novos decretos. 2. A coerência retórica é teste de credibilidade: quando um vice-presidente que antes denunciava corrupção agora integra o governo que promete combatê-la, a população tem o direito de refutar e descredibilizar tal plano. 3. O perigo da instrumentalização: se o plano contra o crime for usado para perseguir opositores enquanto ignora ilícitos de aliados, ele se tornará exatamente um sistema que poupa os criminosos e criminaliza o oponente. Portanto, a ironia da “cena do crime” não está apenas na mudança de alianças de Alckmin, mas no desafio permanente de qualquer democracia: como garantir que o combate ao crime não se transforme em instrumento de poder? Neste contexto brasileiro, ecoa a frase do filme Robin Hood – A Origem: Deus está lá em cima, eu estou aqui embaixo. Cada um de nós precisa se levantar, ou todos iremos cair. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Moradores de São Paulo relatam tremores após terremoto no Chile Lula determina envio de ajuda humanitária à Bolívia em crise Cantor sofre acidente de carro na rodovia BR-153 em Goiânia Janja vai à Itália em 38ª viagem ao exterior no atual mandato de Lula Magno Malta tenta anular decreto de Lula sobre regulação na web WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 12/05/2026 12:44

Nova direção no TSE e a esperança de novos tempos

Marco Feliciano - 12/05/2026 12h44 Ministro Kassio Nunes Marques Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE Hoje é um dia marcante para a política de nossa pátria. O Tribunal Superior Eleitoral dará posse a novos presidente e vice-presidente da Corte: os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados pelo ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e identificados por posições mais conservadoras. Com essa dinâmica na Corte, esperamos que a nova administração consiga construir entendimentos jurídicos para tornar o ex-presidente novamente elegível, expectativa de toda a nação. Também ansiamos que essas mudanças marquem uma nova era nas relações de cunho eleitoral dirimindo questões delicadas, de forma a atender os anseios de todos os brasileiros. Indo ao ponto, o que esperamos, de fato, é uma corte eleitoral que cumpra a lei maior, a Constituição, sem que interpretações da própria Corte sejam colocadas como lei. Finalizo desejando a todos eleições tranquilas, sem nenhuma questão que enodoe a tranquilidade que o país precisa ter para o seu aprimoramento democrático. E peço a Deus que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Campanha de Flávio contrata o publicitário Eduardo Fischer Ganley sobre anabolizantes: “Vai encurtar minha vida em 15 anos” Manuela d'Ávila é criticada após usar luvas de boxe em evento Em meio a crise, presidente da Bolívia reduz o próprio salário Jairinho desiste de adiamento, e júri do caso Henry tem início WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 12/05/2026 09:44

Carta a Janja: Algumas dores não são ideológicas

Verônica Bareicha - 12/05/2026 09h44 Carta (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay/Margarita Kochneva Tenho total consciência de que este espaço é para falar sobre a língua portuguesa, seus termos, seus detalhes, e juro que sempre tentei fazê-lo. Até nas vezes em que me envolvi em “tretas” do país, ou utilizei fatos cotidianos, o objetivo sempre foi ensinar o bom português. Hoje, peço aos leitores desta humilde coluna licença para não fazê-lo; e à editora do Pleno.News, perdão por abusar do espaço. Mas preciso falar de outra coisa. Prezada dona Janja, Eu não sabia que, fora o fato de sermos mulheres, tínhamos algo em comum. Até já citei seu exemplo aqui neste espaço, mas para falar de dicionários… hoje, o faço porque soube que a senhora também teve a sua mãe arrancada da vida por causa da Covid-19. E seu relato me chamou bem de perto, porque muitas vezes usei esse mesmo termo: “arrancada”, para falar da dor de ter perdido minha mãe. Eu não sei como era o seu relacionamento com a sua mãe, mas sei como era o meu com a minha; a quem eu chamava com muito amor de “minha velhinha”. Inclusive, eu estava bem quietinha esses dias. Foi Dia das Mães e, para não ser dolorido, não entrei nas redes, não postei nada, apenas deixei a data passar. Mas aí, surpresa! Soube que foi sancionado um Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 e ouvi seu discurso. De verdade, acho que falamos muito pouco da covid. Não sei como foi para a maioria das pessoas, mas eu fiquei maluquinha naqueles dias. E isso começou bem antes mesmo de mamãe falecer. E depois? Às vezes, tenho a sensação de que seguimos vivendo como loucos, desembestados, nos esforçando para “normalizar” memórias estranhas… Agora, entendo você, Janja, pois, quando algo de ruim nos acontece, queremos ter um culpado. Queremos nomear alguém para carregar o peso do nosso infortúnio e, então, direcionar sobre essa pessoa toda a nossa raiva, a nossa dor, a nossa desesperança. Mas, em relação à covid… o que fazer diante de um evento natural? Em seu discurso, a senhora falou de pessoas que incentivaram o não uso de máscaras, a falta de vacinas, a desinformação e tal. Deixa eu contar uma coisa: minha mãe sempre me disse que eu não era todo o mundo. Então, nunca me liguei no que todo o mundo estava fazendo ou dizendo. Eu mesma comprei muitas máscaras para mamãe; e a mantive em casa muitas e muitas vezes para que não saísse e não se contaminasse. Na verdade, a ironia da coisa toda foi que, aparentemente, o pior da pandemia já havia passado. O mundo voltava ao “normal”. E sim, mamãe havia acabado de tomar duas doses da Coronavac, a vacina brasileira, quando a covid chegou sem aviso, porque doença não avisa mesmo, e todos em casa fomos atingidos. No primeiro momento, temi pela vida de papai. Ele chegou a ficar internado na UTI. Mas quem acabou indo foi mamãe. O que quero dizer, dona Janja, é que não dá para culpabilizar ninguém. Infelizmente, passamos por uma pandemia. Milhares de pessoas ao redor do mundo perderam entes queridos. Naquele primeiro momento, quando ainda pouco se sabia sobre máscaras, álcool em gel e vacinas, recebemos notícias horríveis vindas da Europa. De verdade, a quem esses familiares saudosos hoje culpam? Não há “culpados”, Janja. Não há pessoas que, “ainda eleitas, estão impunes”. De verdade, eu sei o buraco enorme no peito que é ter alguém que a gente ama demais sendo arrancado de nós. Depois da partida de mamãe, conheci o caos completo… Hoje, cinco anos depois dela ter ido, é que estou conseguindo voltar à vida. Mas de uma coisa eu tenho certeza: não posso culpar ninguém pela não gerência de um vírus horroroso. Então, Janja, ponha a mão em sua consciência e se pergunte: sua mãe morreu por culpa de um presidente ou porque o mundo inteiro atravessou uma tragédia impossível de ser controlada? Dói demais, eu sei. Mas depois de todos esses anos, a dor que ficou em mim não se transformou em militância, mas em saudade. Uma saudade doce, menos desesperada, menos dolorida do que naquele primeiro momento; mas não menos saudade. A triste realidade é que a pandemia levou milhões de pessoas ao redor do mundo, inclusive pessoas que fizeram tudo “certo”. E sinceramente? Transformar o luto coletivo em disputa política não ressuscita ninguém. Talvez seja justamente por isso que eu não consiga enxergar a pandemia como bandeira ideológica. Quando penso nela, não penso em governos. Penso na minha mãe; na falta que ela faz; no silêncio que ficou. Penso em quantas famílias carregam a mesma saudade que eu. Então, me desculpe, Janja, mas algumas dores são humanas demais para caber em discursos políticos. Oro para que Deus conforte a senhora, assim como oro por todos aqueles que perderam seus amados naqueles dias terríveis e inesquecíveis. Até porque, no fim das contas, a covid nunca perguntou em quem as pessoas votavam antes de entrar em suas casas. Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Faustão é internado no Hospital Albert Einstein. Saiba mais! Inscrições para o Enem começam nesta segunda; veja mudanças Homem morre após carro cair no Rio Tamanduateí, em São Paulo Eduarda Campopiano denuncia ter sofrido assédio de feminista Papa defende regulação da IA e critica uso bélico da tecnologia WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 11/05/2026 16:46

Do voto à caneta: Quem manda no Brasil?

Thiago Manzoni - 11/05/2026 16h46 Urnas eletrônicas (Imagem ilustrativa) Foto: LR Moreira/Secom/TSE Trezentos e sessenta e sete parlamentares. Esse foi o número de representantes eleitos pelo povo que o ministro Alexandre de Moraes “atropelou” ao suspender o PL da Dosimetria. E este é mais um caso onde as datas (e a agilidade) importam. Em 30 de abril, aconteceu a derrubada do veto ao projeto. O placar foi expressivo: 318 deputados e 49 senadores derrubaram o veto de Lula. Ou seja, 367 representantes do povo. Em 1º de maio, Lula já dava sinais de que não iria promulgar a lei. Afinal de contas, a democracia só é respeitada quando eles concordam. No dia 8 de maio, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, promulga o PL da Dosimetria e reacende a esperança de alívio a centenas de famílias injustiçadas. No dia 9 de maio, apenas 24 horas depois, o ministro Alexandre de Moraes suspende o projeto de forma monocrática. O “timing” da decisão é inusitado (para não dizer revelador). A jogada parece ensaiada. Com uma rapidez incrível, o PSOL e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) protocolaram ações no STF pedindo a nulidade da derrubada do veto de Lula e, numa agilidade impressionante, foram atendidos em seu pedido. Justamente por um Judiciário que, na imensa maioria dos casos, age a passos de tartaruga… Para variar, os casos caíram nas mãos de Alexandre de Moraes. Não por prevenção, mas por sorteio; veja só… O tal sorteio de método obscuro, uma caixa-preta, que produz tantas coincidências políticas como esta. O algoz dos condenados do 8 de janeiro julgando a bendita Lei da Dosimetria e decidindo numa rápida e oportuna canetada que ela não vale, ao menos liminarmente. Quanta celeridade, não é mesmo?!?! Mais uma vez, a lição que fica é: ou o Congresso – em especial o Senado – se levanta e passa a responsabilizar os ministros que já estão agindo fora das 4 linhas há vários anos, ou permanecerá de joelhos e cada vez mais apequenado. Se a coisa continuar assim, 11 ministros valerão mais do que os mais de 584 parlamentares. Se é que já não valem… Thiago Manzoni é deputado distrital, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e Secretário-Geral do Partido Liberal/DF. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes CNI aciona o STF contra o fim da taxa das blusinhas Flávio Bolsonaro voltará a crescer em breve, diz marqueteiro do PL Carla Zambelli deixa prisão e diz: “Deus consagrou essa vitória” RJ: Polícia encontra fazenda de mineração de criptomoedas do CV Mendonça autoriza retorno de Vorcaro para cela especial na PF WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 11/05/2026 11:48

Hantavírus: Uma nova pandemia?

Vinícius Lana - 11/05/2026 11h48 Cruzeiro MV Hondius – com infectados por hantavírus – ancorado no porto de Tenerife, Espanha foto: EFE/Miguel Barreto Um misterioso surto de hantavírus dentro de um cruzeiro reacendeu o medo global e trouxe novamente a sensação de uma nova pandemia se aproximando. Passageiros isolados, mortes repentinas e autoridades globais monitorando tudo em silêncio. Para muitos, isso soa como um possível início de mais um capítulo caótico da humanidade. O mais inquietante é que o vírus envolvido seria justamente uma variante muito rara que pode ter transmissão entre humanos. E isso foi suficiente para explodir teorias conspiratórias, alertas e um clima de tensão mundial nas redes sociais. Afinal, foi exatamente assim que tudo começou anos atrás com o Covid-19. Enquanto governos tentam acalmar a população dizendo que “não há motivo para pânico”, centenas de pessoas mais atentas já enxergam sinais de um mundo entrando novamente em estado de vigilância total. Parece que o planeta inteiro entrou em um estado de contagem regressiva silenciosa. Exagero? Ainda não sabemos. Para quem observa os acontecimentos atuais com olhos espirituais, tudo isso apenas reforça a sensação de que estamos vivendo tempos imprevisíveis e extremamente delicados. O medo coletivo cresce, a instabilidade aumenta e a humanidade parece cada vez mais estar vivendo tempos finais alertados pela Bíblia. Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Ficha Limpa: Cármen Lúcia vota contra redução de inelegibilidade Surto de ebola: EUA restringem entrada de viajantes de 3 países Sóstenes comemora entrada de Mendonça em comissão do TSE Deolane se recusa a fornecer a senha de seus celulares à polícia SP: Juiz que condenou pais terá de dar informações à corregedoria WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 11/05/2026 09:31

A escalada do autoritarismo judicial

Juliana Moreira Leite - 11/05/2026 09h31 Lavagem da Estátua da Justiça após o “golpe” de 8 de janeiro de 2023 Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF Existe algo profundamente perturbador em assistir homens e mulheres comuns sendo tratados como protagonistas de um “golpe” que jamais tiveram condições reais de executar. Gente sem comando militar, sem estrutura, sem armas, sem qualquer capacidade concreta de ruptura institucional recebendo penas e tratamentos que parecem cada vez mais guiados por uma necessidade de exemplo político. O Brasil começa a confundir Justiça com demonstração de força. E é justamente por isso que a suspensão da Lei da Dosimetria por Alexandre de Moraes se torna tão simbólica. Porque a discussão nunca foi apenas jurídica. Trata-se de saber se ainda existe espaço para proporcionalidade, individualização da pena e limites ao poder punitivo do Estado. Quando uma lei aprovada pelo Congresso para corrigir excessos é barrada por decisão monocrática, a sensação inevitável é a de um país onde poucos homens passaram a acreditar que podem governar acima da própria política. O problema de toda democracia não é apenas o abuso explícito de poder. É o momento em que o abuso começa a parecer normal, inevitável, até elegante para parte da sociedade. Países não perdem suas liberdades de uma vez. Perdem aos poucos, enquanto aprendem a aplaudir o medo em nome da estabilidade. Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Tarcísio ainda pode se candidatar à Presidência em 2026? Entenda! Casal é condenado após optar por homeschooling para as filhas Flávio diz que quer ouvir Daniel Vorcaro em CPMI do Master Trump convida Flávio Bolsonaro a visitá-lo na Casa Branca CE: ANP confirma que agricultor encontrou petróleo cru em sítio WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 08/05/2026 17:19

Trégua histórica? Trump anuncia cessar-fogo de 72 horas entre Rússia e Ucrânia

Lawrence Maximus - 08/05/2026 17h19 Presidente Donald Trump Foto: EFE/EPA/AARON SCHWARTZ / POOL Trump anunciou: 72 horas! Rússia e Ucrânia suspenderiam, a partir de 9 de maio de 2026, as hostilidades. A medida — confirmada por Zelensky — não é mero interregno tático; inscreve-se, antes, numa hermenêutica do poder em que memória, ritual e cálculo estratégico se entrelaçam de modo inextricável. A temporalidade escolhida revela intenções. Coincidir com o Dia da Vitória russo não foi acaso, mas liturgia política deliberada. Ricoeur ensinava: a memória coletiva opera por seleções interessadas. Para o Kremlin, a trégua pode significar gesto de soberana magnanimidade; para Kiev, reafirmação de sua condição de sujeito ético no concerto internacional — vide a declaração de que forças ucranianas pouparão a Praça Vermelha. Cortesia? Talvez. Diplomacia simbólica, certamente. Prisioneiros trocados: mil de cada lado. Walzer diria que mesmo na guerra persistem limites. Contudo, convém perguntar — humanitarismo substantivo ou instrumento de gestão de imagem? A ambiguidade, aqui, não é defeito; é constitutiva da ação diplomática em cenários de alta tensão. A mediação trumpista merece leitura atenta. Diplomacia presidencial personalizada — direta, transacional, avessa a burocracias multilaterais. Potencial desbloqueador de impasses? Sim. A questão que se impõe: inflexão estratégica ou pausa tática num conflito de natureza existencial? Koselleck auxilia na interpretação. Horizontes de expectativa tensionados por espaços de experiência. Três cenários se desenham: Otimista: a trégua como gesto performativo capaz de gerar confiança mínima para negociações substantivas. Cético: manobra de relações públicas, destinada a ganhar fôlego logístico ou reposicionar narrativas. Realista: equilíbrio instável, no qual ambas as partes testam limites, reservando-se o direito à escalada caso interesses estratégicos assim o exijam. Conclusão provisória — a paz como processo, nunca como evento. Cessar-fogos raramente são fins em si mesmos; constituem interstícios dialéticos onde se disputam significado, legitimidade, poder. A iniciativa de Trump não resolve questões de fundo — soberania territorial, arquitetura de segurança europeia, equilíbrio de forças — mas pode, se bem instrumentalizada, abrir janela de oportunidade. Em suma, resta saber se os atores envolvidos possuirão virtù maquiaveliana — prudência, timing, coragem — para converter pausa efêmera em princípio de ordem pós-bélica. Se fracassar, reforçará a narrativa de que, por enquanto, diplomacia e artilharia ainda disputam a mesma trincheira! Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Ficha Limpa: Cármen Lúcia vota contra redução de inelegibilidade Surto de ebola: EUA restringem entrada de viajantes de 3 países Sóstenes comemora entrada de Mendonça em comissão do TSE Deolane se recusa a fornecer a senha de seus celulares à polícia SP: Juiz que condenou pais terá de dar informações à corregedoria WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 08/05/2026 13:46

Três horas de reunião e nenhuma resposta ao povo brasileiro

Marco Feliciano - 08/05/2026 13h46 Presidente Trump e Lula, em encontro na Casa Branca Fotos: Ricardo Stuckert / PR A visita do presidente Lula aos Estados Unidos se mostrou de mera intenção protocolar. A seu pedido, não foi acompanhada pela imprensa, nem foi concedida entrevista após a reunião, que durou três horas. Também, não foi tratado o tão esperado assunto das organizações criminosas que, na intenção do anfitrião, seriam enquadradas como organizações terroristas. Por aqui, porém, se esquecem de que são entidades multinacionais do crime, com envolvimento em todas as esferas da sociedade, em detrimento das pessoas de bem. No fim, o PT sendo PT, o partido das reuniões, ficou acertado que, em 30 dias, representantes dos dois países se encontrarão para novas deliberações. O semblante de nossas autoridades após o encontro era de constrangimento pelo que foi tratado, mas a realidade ainda demorará para ser totalmente esclarecida. Em ano eleitoral, essa visita tem o condão de afrouxar as tensões entre os dois mandatários, sem, no entanto, ser sinal de apoio ao candidato Lula nas próximas eleições. Em relação ao tema das terras raras, não ficou acertado nenhum acordo. O que, na diplomacia, se entende como sinal de que tudo está se encaminhando como previsto, já que há interesse recíproco. Finalizo pedindo a Deus que ilumine nossas autoridades para que decidam de forma pragmática, sem vieses ideológicos alienígenas, e que derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre nossos povos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes EUA: Pentágono divulga 2ª leva de documentos sobre OVNIs Aluna conservadora relata sofrer perseguição em universidade Lula dispara sobre jornalistas em evento: "Não valem nada" Felipe Neto critica a Globo por Virgínia na cobertura da Copa Jonatha Calixto relata luta contra câncer em conversa emocionante WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 08/05/2026 11:01

Impactos da reforma tributária: O que muda para as empresas a partir de 2027

Thassya Prado - 08/05/2026 11h01 Contrato de trabalho (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay A reforma tributária já está gerando dúvidas nas empresas antes mesmo de entrar em vigor. A pergunta que tenho ouvido com frequência é: isso afeta minha folha de pagamento? Preciso revisar meus contratos de trabalho? A resposta direta: a reforma tributária não altera nenhum direito trabalhista. Férias, FGTS, 13º, aviso prévio. Nada disso muda. Mas ela transforma a lógica de custos das empresas de um modo que vai influenciar diretamente as decisões sobre contratação de mão de obra, modelo de trabalho e organização de equipes. No novo modelo, a empresa passa a recuperar parte dos impostos pagos sobre serviços e produtos que contrata. Esse mecanismo se chama crédito tributário. Quanto mais a empresa gasta com fornecedores e prestadores de serviço, mais crédito acumula e menos imposto recolhe ao final. A folha de pagamento, porém, fica fora dessa lógica. Salários, FGTS e encargos trabalhistas não geram crédito tributário. O contrato com um prestador de serviço PJ, sim. Essa diferença já está movimentando decisões sobre reorganização de equipes e modelos de contratação. E é precisamente aqui que o risco trabalhista se instala. Substituir funcionários por prestadores de serviço para obter vantagem fiscal é uma decisão legítima, desde que estruturada com estratégia jurídica. A Justiça do Trabalho não analisa o nome do contrato. Analisa a realidade da relação. Se o prestador cumpre horário fixo, trabalha com exclusividade, recebe ordens diretas e não pode recusar demandas, o vínculo empregatício será reconhecido independentemente do que o documento estabelece. Quando isso ocorre, a empresa arca com todas as verbas trabalhistas que acreditava ter economizado e ainda devolve o crédito tributário aproveitado, porque o contrato foi considerado fraudulento. Revisar contratos de prestação de serviço ativos, mapear a estrutura de equipes e avaliar o modelo de contratação de mão de obra são decisões que precisam ser tomadas com planejamento jurídico, e não apenas com base em uma análise fiscal. Os primeiros efeitos concretos da reforma tributária chegam em 2027. Compreender como essa mudança se conecta às decisões de contratação é o primeiro passo para atravessar o período de transição com segurança. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Bilhetes no esgoto iniciaram operação que prendeu Deolane Colunista que acusou Malafaia de excluir vídeo de Flávio se retrata Juíz que condenou família por ensino domiciliar é alvo do CNJ CCJ do Senado aprova ministro do 'missão dada' para o CNJ Congresso derruba vetos da LDO e libera verbas para municípios WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 07/05/2026 12:27

Vorcaro parte para cima do STF

André Marsiglia - 07/05/2026 12h27 Daniel Vorcaro, em 2017, na sede da empresa Foto: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo As primeiras informações sobre os anexos da delação de Daniel Vorcaro, entregues às autoridades na terça-feira (5), inauguram uma nova fase da maior crise institucional brasileira das últimas décadas. Daniel Vorcaro andava receoso de citar em sua delação o nome de ministros do STF. Mas diante da enorme quantidade de material apreendido, incluindo diversos celulares, dos quais apenas um teria sido parcialmente periciado, e da fila de delações, envolvendo personagens relevantes, como o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, Vorcaro decidiu falar. Ainda há um longo caminho jurídico até a homologação definitiva da delação de Vorcaro, mas os primeiros trechos vazados na imprensa já revelam seu potencial bombástico: a informação é de que Vorcaro teria afirmado que o contrato com a esposa do ministro tinha como objetivo aproximá-lo de Moraes. Isso não é banal. Ninguém celebra um contrato de R$ 129 milhões para conquistar um amigo. É evidente que Vorcaro buscava alguma vantagem. E é difícil imaginar que tamanha cifra tenha sido movimentada em busca de uma vantagem lícita. Mesmo usando a criatividade, como o próprio gabinete do ministro já recomendou certa vez, torna-se difícil enxergar normalidade na operação. Evidentemente, ainda é cedo para qualquer imputação formal contra quem quer que seja. Mas é bom lembrar que a obtenção de vantagens indevidas perante autoridades públicas é, para o ordenamento penal brasileiro, classificada como crime de corrupção. O quadro se torna ainda mais delicado quando outra informação atribuída à delação sustenta que esse tipo de contrato seria uma espécie de padrão negocial e que os R$ 129 milhões firmados com familiares de Moraes sequer teriam sido o maior valor pago por Vorcaro. Talvez esse seja o ponto mais perturbador. Porque é difícil imaginar hoje figura mais poderosa do que Moraes na República. Se existiam interesses considerados ainda mais relevantes do que aproximar-se dele, então o problema passa a atingir a própria estrutura de poder instalada em Brasília. Na sessão da última segunda-feira (4), no STF, Flávio Dino afirmou não compreender como o “elefante azul” do caso Master teria conseguido passear pela Praça dos Três Poderes sem ser percebido. Talvez a resposta esteja começando a aparecer agora. O elefante — que me parece mais vermelho do que azul — estava em tantos lugares, e em tamanha abundância, que acabou naturalizado. Quando todos vivem cercados de elefantes, os animais deixam de ser percebidos. A mera ponta do iceberg da delação de Vorcaro já lança luz sobre o fato de que talvez o debate sobre “impeachment de ministro” e “reforma do STF” seja pouco. As instituições, quando atingidas em sua credibilidade mais profunda, deixam de demandar reparos e passam a exigir uma reconstrução total.   * Texto originalmente publicado no Poder360. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Tarcísio ainda pode se candidatar à Presidência em 2026? Entenda! Casal é condenado após optar por homeschooling para as filhas Flávio diz que quer ouvir Daniel Vorcaro em CPMI do Master Trump convida Flávio Bolsonaro a visitá-lo na Casa Branca CE: ANP confirma que agricultor encontrou petróleo cru em sítio WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 07/05/2026 11:57

Em defesa de Frei Gilson e da liberdade religiosa

Rafael Durand - 07/05/2026 11h57 O Brasil enfrenta hoje um cenário de profunda inversão de valores, no qual a liberdade de expressão é frequentemente invocada para proteger o ultraje ao sagrado, enquanto o exercício da pregação bíblica é empurrado para o banco dos réus. Como cristão protestante e jurista, não posso me omitir diante da perseguição institucional sofrida por Frei Gilson, um sacerdote que tem sido alvo de uma artilharia jurídica e digital sem precedentes. Neste sentido, é fundamental compreender que a mordaça imposta a um padre é a mesma que, rotineiramente, tenta silenciar os pastores em seus púlpitos. Ora, a perseguição ao religioso se manifesta em múltiplas frentes: desde o silenciamento digital em plataformas como YouTube e Instagram que, frequentemente, restringem seus conteúdos sobre moralidade e família, até investidas mais graves no campo jurídico. Recentemente, fomos informados de representações no Ministério Público de São Paulo, movidas por grupos como a Aliança Nacional LGBTI+ e coletivos como o Católicas pelo Direito de Decidir, que tentam criminalizar falas dogmáticas sobre a conduta moral católica. Ademais, surgiram acusações isoladas de ex-seminaristas e a recente denúncia da senadora Soraya Thronicke, que busca enquadrar o aconselhamento espiritual do Frei como “violência política de gênero” ou misoginia. É preciso restabelecer a verdade jurídica sobre esses fatos. Muitos dos que acusam líderes religiosos de crimes como homofobia ignoram a própria salvaguarda estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADO 26. Ao equiparar a homotransfobia ao crime de racismo, a Corte foi explícita ao garantir que a liberdade religiosa permanece intocada. O entendimento fixado deixa claro que não constitui crime pregar sobre família, relacionamentos e sexualidade com base na fé e nos livros sagrados. O que seria crime é a incitação direta à violência, o discurso de ódio ou o cerceamento de direitos civis contra pessoas LGBTQIA+, condutas que jamais foram praticadas pelo Frei Gilson ou por líderes que se limitam a expor sua tradição religiosa. Neste sentido, as denúncias que tentam transformar o Catecismo em “discurso de ódio” são manifestamente injustas e caluniosas. Padres e pastores estão apenas exercendo o direito constitucional de liberdade de consciência e de crença, conforme assegurado pelo Artigo 5º, incisos VI e VIII, da Constituição Federal. Tais garantias são reforçadas por tratados internacionais de direitos humanos, que protegem a manifestação da religião tanto em público quanto em privado. Logo, acusar um sacerdote de crime por ele orientar seus fiéis sobre quem segue ou não os mandamentos da sua Igreja é uma tentativa autoritária de reformar a Teologia cristã através do medo e da judicialização! Portanto, essas representações inócuas deveriam ser arquivadas de plano pela Polícia, pelo Ministério Público e pela Justiça. A manutenção de investigações que carecem de base jurídica mínima configura um constrangimento ilegal inaceitável, servindo apenas para desgastar a imagem de quem defende a visão de mundo cristã. Reiteramos que a autonomia das instituições religiosas deve ser preservada, garantindo que o Estado não se torne o árbitro do que pode ou não ser pregado. A democracia brasileira não sobreviverá se permitirmos que a justiça seja utilizada como ferramenta de vingança ideológica ou como mordaça para o sentimento religioso. Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Bilhetes no esgoto iniciaram operação que prendeu Deolane Colunista que acusou Malafaia de excluir vídeo de Flávio se retrata Juíz que condenou família por ensino domiciliar é alvo do CNJ CCJ do Senado aprova ministro do 'missão dada' para o CNJ Congresso derruba vetos da LDO e libera verbas para municípios WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 06/05/2026 13:42

Em defesa de Pollon, Zé Trovão e Van Hattem

Magno Malta - 06/05/2026 13h42 Marcos Pollon, Marcel van Hattem e Zé Trovão Há momentos em que o silêncio cobra um preço alto demais. Por isso, manifesto-me não para justificar excessos, mas para lembrar que a democracia não se mantém apenas com formalidades e aparências institucionais. Ela também se fortalece no contraditório, na resistência política e no direito legítimo de representantes do povo se levantarem contra aquilo que consideram abuso de poder. Dito isso, a ocupação das mesas diretoras e do Plenário do Congresso Nacional, em agosto de 2025, ocorreu em meio a um cenário de intensa tensão institucional. Não foi um gesto isolado nem vazio de propósito. Foi uma reação à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, à ausência de debate sobre a anistia e ao sentimento, compartilhado por muitos brasileiros, de que havia desequilíbrio entre os Poderes da República. Passado o tempo, é impossível ignorar que pouco mudou em relação às pautas que motivaram aquela manifestação. Porém, nesta semana, o Conselho de Ética decidiu pela suspensão dos mandatos de deputados como Marcos Pollon, Zé Trovão e Marcel van Hattem (vale ressaltar que a suspensão dos mandatos ainda deve ser analisada pela CCJ). Respeito o rito e a competência do colegiado, mas considero a decisão equivocada e desproporcional. A Constituição Federal e o Regimento Interno da Câmara dos Deputados garantem aos parlamentares inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos, além do livre exercício do mandato. O mandato não existe para agradar governos, tribunais ou conveniências passageiras, mas para dar voz aos conflitos reais da sociedade dentro do Parlamento. É preciso saber diferenciar protesto político de quebra de decoro. Afinal, decoro parlamentar não pode se transformar em instrumento para exigir submissão. Quando há manifestações firmes, obstruções regimentais ou ocupações simbólicas em defesa de uma causa política, a resposta mais sensata deveria ser o diálogo institucional, e não punições exemplares destinadas a intimidar opositores. A Câmara dos Deputados sempre conviveu com embates duros, discursos inflamados, cartazes, protestos e estratégias de obstrução. Isso faz parte da essência do Parlamento. O que enfraquece a instituição não é o confronto político, mas a aplicação seletiva de punições conforme o lado de quem protesta. Suspender mandatos por manifestações políticas abre um precedente grave: o de transformar divergência em infração disciplinar. Hoje são Pollon, Zé Trovão e Van Hattem. Amanhã poderá ser qualquer voz que incomode o poder de ocasião. Uma democracia madura não teme parlamentares combativos e importantes para a sociedade. O que uma democracia verdadeiramente deve temer é o silêncio imposto. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Odair Cunha toma posse no TCU e agradece a Motta e Alcolumbre STJ apura tentativa de manipular IA com código oculto Valdemar nega crise e prevê alta de Flávio nas pesquisas Zema fala de "plano implacável" para privatizar e poupar Prefeitos chamam Lula de ladrão durante evento em Brasília; veja WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 06/05/2026 13:11

O mundo capota: Lula diante de Trump

Marco Feliciano - 06/05/2026 13h11 Reunião de Donald Trump com Lula, em outubro de 2025 Foto: Ricardo Stuckert / PR O mundo não dá voltas; ele capota. Nunca esse jargão foi tão relevante. Digo isso, porque, nesta quinta-feira (7), o presidente Lula será recebido na Casa Branca, nos Estados Unidos, pelo presidente Donald Trump. Nos últimos tempos, em dez de dez pronunciamentos, o nosso mandatário atacou de forma contumaz o chefe de Estado norte-americano, como se fosse um inimigo declarado do Brasil. Sempre com críticas voltadas à ideologia política, em defesa de ditaduras de esquerda e contra a classificação, como organizações terroristas, de grupos criminosos como PCC e CV. Agora, teremos a oportunidade de ver o nosso presidente ser confrontado com pautas caras a todo o mundo ocidental: o combate ao governo dos aiatolás do Irã, que massacra a própria população, e aos grupos terroristas financiados por eles no Líbano e no Iêmen. O mundo assistirá à reação do presidente Lula ao ser confrontado com tudo aquilo que, nos últimos tempos, tem defendido como política de governo: apoio irrestrito a ditaduras comunistas em oposição às nossas tradições judaico-cristãs. Finalizo pedindo a Deus que tire a trave dos olhos das nossas lideranças políticas e derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Chapecoense pagará R$ 450 mil à família de vítima de acidente Rosangela aciona PGE após Lula pedir votos para Tebet e Marina PEC 6x1: Líderes querem remover emenda de transição de 10 anos MP-SP pede prisão preventiva de Oruam por disparo em festa Senado vota e aprova nomes indicados por Lula para a CVM WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 06/05/2026 11:59

Os poderes de uma CPI de acordo com a Constituição

Ives Gandra Martins - 06/05/2026 11h59 Relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) Foto: Geraldo Magela/Agência Senado O senador Alessandro Vieira, atuando como relator da CPI do Crime Organizado, propôs em seu relatório final o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Não vou examinar o caso concreto veiculado pela imprensa há algumas semanas, mas apenas levar aos meus leitores o meu conhecimento daquilo que está escrito na nossa Constituição Federal. O ministro Gilmar Mendes considerou a atitude da proposta do relatório final “extremamente grave” e um “abuso de autoridade”. Afirmou que o senador cometeu desvio de finalidade e pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de uma investigação contra Alessandro Vieira. O ministro Dias Toffoli, por sua vez, criticou o relatório, classificando-o como “aventureiro”, e defendeu a punição eleitoral de parlamentares que atacam instituições para obter votos. É importante destacar que não conheço o senador, a não ser pelas manifestações veiculadas pelos jornais. Além disso, sou amigo pessoal do ministro Gilmar Mendes há 45 anos e do ministro Toffoli há mais de 30 anos. Embora divirja, muitas vezes, dos julgamentos de ambos, quero, neste caso, fazer o que sempre faço: examinar exclusivamente o que está escrito na Constituição. Vale dizer que, conforme a nossa Carta Magna, o Senado Federal é a única das instituições brasileiras que pode promover o impeachment do presidente da República, do vice, dos comandantes das Forças Armadas e do advogado-geral da União. De acordo com o artigo 52, inciso II, é também de sua competência processar e julgar os ministros do Supremo Tribunal Federal. A Constituição Federal também declara que o STF não pode legislar, já que o artigo 49, inciso XI, garante ao Congresso Nacional zelar pela sua competência, ressaltando, ainda, que o artigo 103, § 2º, da Constituição declara que nem mesmo nas ações diretas de inconstitucionalidade por omissão o Supremo pode legislar. Nós temos, pois, todo um mecanismo de funcionamento da democracia. Sem entrar em nenhum caso concreto, entendo que o Senado pode investigar membros do Supremo por uma razão simples: quem pode o mais, pode o menos. Se o Senado tem a competência para declarar o impeachment, também possui a de investigar. Por outro lado, estou convencido de que o Supremo sabe perfeitamente que, pelo artigo 58, § 3º, os poderes que uma Comissão Parlamentar de Inquérito possui são idênticos aos do Poder Judiciário. Sendo assim, analisando estritamente a Constituição, nota-se que, por meio da CPI, o Senado detém poderes judiciais. Por outro lado, o Senado tem o poder de investigar, sendo a única instituição com competência para investigar ministros do Supremo e o presidente da República, visto que possui o poder maior de promover o afastamento de ambos. Desta forma, a harmonia entre os Poderes não deve ser interpretada como uma blindagem absoluta contra a fiscalização mútua, mas como a garantia de que nenhum órgão se coloque acima da Lei Fundamental. Quando o texto constitucional atribui ao Legislativo a função de controle, ele o faz para assegurar que o sistema de freios e contrapesos impeça a hipertrofia de qualquer uma das instâncias de poder, mantendo o equilíbrio democrático indispensável à República. Digo isso deixando claro que não estou analisando o caso concreto que os jornais têm publicado, mas apenas levando aos meus leitores o conhecimento daquilo que está escrito na Constituição. É fundamental que o debate jurídico se desvincule de paixões políticas momentâneas para que possamos preservar a higidez das instituições, garantindo que o cumprimento do rito constitucional seja sempre o norte de nossa convivência social e jurídica. Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 06/05/2026 11:11

A mídia já decidiu: Magno Malta é culpado?

Marisa Lobo - 06/05/2026 11h11 Senador Magno Malta, na tribuna, falando sobre o ocorrido no hospital Foto: Carlos Moura/Agência Senado Em tempos em que manchetes condenam antes mesmo de qualquer investigação séria, o caso envolvendo o senador Magno Malta revela algo perigoso: a facilidade com que a mídia transforma acusações em sentenças públicas. Uma denúncia grave foi feita por uma profissional da área de radiologia em um hospital de Brasília. Porém, até o momento, nenhuma prova concreta de agressão foi apresentada. Ainda assim, parte da imprensa correu para construir uma narrativa pronta, como se a culpa já estivesse determinada antes mesmo dos fatos serem esclarecidos. O próprio senador declarou publicamente que coloca seu mandato à disposição caso apareça qualquer prova de agressão. Isso não é postura de quem foge de responsabilidade, mas de quem afirma confiar na verdade dos acontecimentos. É preciso lembrar o contexto que muitos preferem ignorar. Magno Malta estava hospitalizado, debilitado fisicamente, com dificuldades severas de locomoção, quase sem conseguir andar, e teria passado por um procedimento de tomografia em que um contraste foi aplicado em uma veia que estava comprometida. Segundo relatos e imagens divulgadas, ele reagiu em desespero devido à dor intensa no braço enquanto estava dentro da máquina. Qualquer pessoa submetida a uma dor extrema, em estado de fragilidade e tensão hospitalar, pode reagir emocionalmente e discutir. Isso está muito distante de provar uma agressão física. Mas parece que, para determinados setores da mídia, basta o nome ser Magno Malta para que a presunção de inocência desapareça. E não é difícil perceber o motivo. Trata-se de um senador conhecido por posições firmes em defesa de pautas conservadoras, valores cristãos e enfrentamentos ideológicos que incomodam muita gente. A pergunta que fica é: se fosse outro parlamentar, com posições alinhadas ao pensamento dominante de certos veículos, a repercussão teria sido a mesma? Ou haveria cautela, investigação e o famoso “vamos ouvir os dois lados”? Vivemos um tempo perigoso em que reputações podem ser destruídas em poucas horas por acusações ainda não comprovadas. E isso deveria preocupar qualquer pessoa, independentemente de ideologia política. Porque hoje é Magno Malta. Amanhã pode ser qualquer cidadão comum. A justiça existe para apurar fatos. A imprensa deveria existir para informar, não para condenar previamente. Quando jornalistas trocam a responsabilidade pela militância, o tribunal midiático passa a valer mais que provas, perícias e investigação. Defender a presunção de inocência não é defender impunidade. É defender civilização, equilíbrio e justiça. Marisa Lobo atua como psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Gilmar restabelece postagem de Zeca Dirceu contra Dallagnol Flávio divulga trailer de "Dark Horse", filme sobre Jair Bolsonaro "Não abre o cofre": Aldo Rebelo revela o que o PT falava sobre ele TCU aprova indicação de Odair Cunha para ministro da Corte Álbum da Copa tem menor índice de acerto na escalação desde 1986 WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 06/05/2026 10:37

Popularidade de aluguel

Juliana Moreira Leite - 06/05/2026 10h37 Engajamento comprado, falso (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Tenho reparado numa coisa deprimente — e não, não é política. Política ao menos pressupõe seres humanos. O que vejo hoje no Instagram parece outra coisa: uma procissão mecânica de perfis vazios, fotos roubadas, comentários idênticos, patriotismo de Ctrl+C e indignação programada. Bots para Flávio, bots para Lula, bots para qualquer um que pague a conta. Um teatro de marionetes digitais tentando simular paixão popular. E a plateia fingindo que acredita. No X, Elon Musk vive falando em remover centenas de bots por minuto. Duzentos, trezentos, tanto faz. Pelo menos existe o constrangimento público de admitir que a praga existe. Já no Instagram, a sensação é a de uma cidade abandonada onde os robôs tomaram os bares, os comícios e os aplausos. Você entra nos comentários e encontra o mesmo entusiasmo plastificado, a mesma histeria industrial, como se a opinião pública tivesse sido terceirizada para uma fazenda clandestina de cliques. E o mais ridículo é que quase sempre dá para perceber. Não é orgânico. Não tem cheiro de gente, nem contradição humana, nem espontaneidade. Só aquela coreografia artificial de perfis surgindo ao mesmo tempo para inflar ego de candidato e fabricar relevância. É feio. Feio porque é falso. Feio porque transforma apoio político em efeito especial barato. E feio porque revela uma verdade desconfortável: tem gente que prefere comprar aplauso a merecê-lo. Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Álbum da Copa tem menor índice de acerto na escalação desde 1986 Flávio critica fim da escala 6x1 e sugere jornada flexível "Um anjo que Deus me deu", diz diplomata pai de jovem morta Flávio diz que encontrou Vorcaro após prisão para pôr 'ponto final' Pré-campanha de Flávio vai ao TSE contra pesquisa AtlasIntel WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 05/05/2026 11:53

Thiago Ávila, o pirata pró-terrorista ex-PSOL

Lawrence Maximus - 05/05/2026 11h53 Thiago Ávila, após sua detenção, comparecendo ao Tribunal de Ashkelon, em Israel Foto: EFE/ABIR SULTAN Como brasileiro com vínculos pessoais e profissionais com Israel, tenho vergonha e náuseas desse sujeito. A detenção de Thiago Ávila, no contexto da interceptação da flotilha que tentava furar o bloqueio naval à Faixa de Gaza, não se resume a um incidente isolado; entrelaça jurisprudência de segurança, dinâmica geopolítica e uma disputa narrativa de alcance transnacional. Conforme decisão do Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em 3 de maio, a extensão da custódia por 48 horas não se justificou apenas pela infração às normas de bloqueio marítimo. A medida reflete uma avaliação prospectiva do perfil do detido. As autoridades israelenses operam sob protocolos de filtragem que cruzam histórico operacional, retórica pública e inserção em redes de influência alinhadas a eixos geopolíticos específicos. Nesse quadro, ganha relevo um registro documental inescapável: a presença de Ávila no funeral de Hassan Nasrallah, comandante histórico do Hezbollah, eliminado por operação aérea israelense no Líbano em 2024. Fontes jornalísticas e registros de domínio público confirmam que o militante foi convocado pelo próprio grupo como um dos cerca de cem criadores de conteúdo alinhados à causa para cobrir o evento em Beirute. Durante a cerimônia, Ávila movimentou suas redes com publicações que qualificavam Nasrallah como referência “inspiradora” nas lutas anticoloniais, tratando-o abertamente como “mártir”. Imagens circulam livremente mostrando o militante entoando, ao lado de outros participantes, consignas como “Morte a Israel”, “Morte à América” e “Vitória ao Islã”, enquanto erguia o punho em sinal de adesão explícita. A imputação, portanto, transcende a mera violação administrativa de navegação. Inclui a investigação de vínculos, diretos ou mediatos, com estruturas classificadas como terroristas por diversas jurisdições ocidentais. Estar presente no sepultamento de Nasrallah — líder de uma organização proibida nos Estados Unidos, na União Europeia e em Israel — não se configura como ato isolado ou mero simbolismo. Insere-se em um padrão de afinidade que, sob a lente da análise de risco, eleva o nível de alerta e justifica cautela ampliada por parte do aparato de inteligência. Tentar erigir Ávila em ícone humanitário colide, inevitavelmente, com seu histórico de atuação em espaços ideológicos radicalizados e com proximidade comprovada a agendas pró-terroristas. A suposta fronteira entre solidariedade e alinhamento estratégico é, na prática, mobilizada como instrumento de projeção política por movimentos militantes progressistas de alcance global. A questão que se impõe não gira em torno da presunção de inocência, mas da coerência entre o discurso público e o rastro factual deixado pelo brasileiro. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Huck e ex-ministro do STF serão conselheiros de startup de R$ 5 bi Sem Lula, CNM vai sabatinar pré-candidatos à Presidência Lula: EUA e China têm que "deixar de brigar" e se unir ao Brasil Aliados de Alcolumbre estranham nova indicação de Messias Morre Tom Kane, de Star Wars e Meninas Superpoderosas WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 05/05/2026 10:39

5 de Maio: Dia Mundial da Língua Portuguesa

Verônica Bareicha - 05/05/2026 10h39 Mapa da língua portuguesa pelo mundo (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Hoje, dia 5 de maio, é comemorado o Dia Mundial da Língua Portuguesa, você sabia? A princípio, essa data foi estabelecida pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para celebrar a língua portuguesa e a cultura lusófona, isso em 2009. Só para você saber, a CPLP é composta por nove países: Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Timor Leste e Cabo Verde. Foi em 2009, inclusive, que passou a vigorar em nosso país, o novo acordo ortográfico da língua. Quando muita gente boa passou a se confundir com acentos e letras que caíram em desuso. Lembra? Agora, já em 2019, a UNESCO decidiu proclamar o dia 5 de maio de cada ano como o “Dia Mundial da Língua Portuguesa”. E por quê? Porque o nosso bom português é um dos idiomas mais difundidos no mundo, com mais de 265 milhões de falantes espalhados por todos os continentes, mas é também a língua mais falada no hemisfério sul; graças a nós, brasileiros. Trago este tema hoje, claro, por ser a data, mas também porque, na semana passada, falei sobre preconceito linguístico e comentei as muitas variações da língua dentro do nosso próprio país. Agora, imagine a “mesma língua” sendo falada em nove países diferentes por tantas pessoas? Pois é… O Brasil é, hoje, a maior nação de língua portuguesa do mundo. E o nosso português carrega marcas profundas da nossa formação. Desde a colonização, incorporamos palavras de línguas indígenas como anta, caipira, Paraná, Ibirapuera, arara, canoa, carioca, capivara, mandioca, oca, açaí, jurema… a lista é longa. Depois, com o processo de escravização, o idioma também absorveu termos de diversas línguas africanas. Palavras como cacunda, caçula, dengo, fubá, angu, jiló, quiabo, dendê — e tantas outras — fazem parte do nosso vocabulário até hoje. Mais tarde, com a chegada de imigrantes europeus e a influência cultural de outras potências — especialmente dos Estados Unidos — seguimos incorporando novos termos. Porque a língua é assim: viva, inquieta, em constante transformação. No entanto, os outros países de língua portuguesa tiveram trajetórias diferentes e, por isso, mantiveram um português mais próximo ao europeu, que, por sua vez, guarda maior semelhança com o latim; a origem de tudo. Agora, pra mim, isso é o máximo: o português que falamos é tão expressivo que há linguistas que defendem que ele deveria ser chamado de “brasileiro”, porque, as diferenças em relação ao português de Portugal — e mesmo de outros países lusófonos — são claras, tanto no vocabulário quanto na pronúncia. Aliás, esse contraste tem gerado até situações interessantes. Recentemente, após o período da pandemia, pais portugueses passaram a se preocupar com suas crianças que, consumindo conteúdo online, começaram a falar mais “brasileiro” do que o “português”. Veja só… Mas para sermos práticos, bem rapidinho, vou mostrar algumas dessas diferenças. Por exemplo, no Brasil, fazemos fila. Em Portugal, forma-se uma bicha. Aqui usamos celular. Lá, telemóvel. Em terras brasileiras pagamos aluguel. Já do outro lado do oceano eles fazem arrendamento. Ainda, aqui, vamos ao banheiro. Lá, eles vão à casa de banho. E a nossa calçada lá, se torna passeio — aliás, em Minas Gerais, os mineiros também usam passeio. O que quero destacar hoje é o seguinte: no fim das contas, não se trata de certo ou errado; mas de história, cultura e identidade. Da mesma forma que acontece dentro de nosso próprio país com as diferenças no idioma de uma região para a outra. Então, ainda que uma data instituída… e que, para muitos, tenha um quê político nisso, celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa é, também, reconhecer que falamos uma língua que não cabe em um único formato. Até porque, ela atravessa oceanos, mistura povos, absorve histórias e, ainda assim, continua sendo muito nossa. E, talvez, seja exatamente isso que a torna tão bonita. Portanto, feliz Dia Mundial da Língua Portuguesa para nós! E parabéns por falarmos um idioma tão lindo! Um abraço e até a próxima! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. 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Pleno News 04/05/2026 20:12

Assistolia fetal do CFM, sabatina de Messias e eleições

Raphael Câmara - 04/05/2026 20h12 Assistolia fetal (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT A resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que proíbe matar bebês de até nove meses por meio da assistolia fetal, da qual sou relator, foi citada por praticamente todos os senadores que declararam voto contrário à indicação do ministro Messias para uma cadeira no STF como um dos motivos para sua rejeição e muitos como o principal motivo. É fundamental esse apontamento para percebermos a importância que tem esse tema para a população brasileira. Foi a pressão popular sobre os senadores que fez com que usassem esse argumento. Meu receio é que tema tão importante tenha sido somente usado como cortina de fumaça para reais motivos mais comezinhos para a rejeição. Difícil saber. Independentemente disso, o tema resolução de assistolia fetal se mostra como protagonista de qualquer debate político doravante. Qualquer candidato ao STF ou às eleições presidenciais e legislativas de 2026 terá de expor sua opinião. A população já provou que não aceitará respostas abortistas, tais como: “É contra a lei”, “cabe ao parlamento decidir” ou “a OMS indica o procedimento”. Quem responde isso defende matar bebês de nove meses! O ministro Messias teve tempo suficiente para mudar seu parecer. O senador Moro, inclusive, pediu, na sabatina, que ele mudasse no decorrer do dia antes da votação. Pode fazer, inclusive, agora, enquanto ainda é advogado-geral da União já que os relatos na imprensa é de que irá sair. Seria um último ato grandioso de um homem que diz defender a vida. Como relator da Resolução 2378 do CFM, que proíbe a assistolia fetal, fiquei horrorizado com um artigo publicado, em sites jurídicos, escrito por um jurista pastor, logo ante a sabatina, apoiando o ministro Messias que nos acusa a nós, do CFM, de ativismo tão somente por defendermos que não se matem bebês de nove meses, na barriga, com uma solução que, de tão dolorosa, é proibida para penas de morte de homicidas e estupradores e para a eutanásia de animais. Desse modo, iremos mostrar, neste artigo, que nossa resolução é totalmente baseada na legislação vigente e em nada ultrapassa os poderes que a lei federal de 1957, que regula a atividade médica e a fiscaliza, nos deu. Temos sim um ativismo hipocrático previsto em nosso juramento da defesa da vida. No entanto, a novidade que nos estarrece é pastor defender, por argumentos jurídicos, matar bebês já formados no ventre materno, em condições de sobreviver fora do útero. Aparentemente, seus argumentos foram ignorados. O CFM, após um longo debate, optou por proibir o método bárbaro da assistolia fetal para matar bebês a partir de 22 semanas por meio da Resolução 2378. Esse método, em casos de estupros, somente é utilizado a partir dessa idade gestacional, porque a partir desse marco é possível a vida extrauterina. Para surpresa de ninguém, entidades que defendem a descriminalização do aborto e o onipresente PSOL entraram com ações judiciais dispersas na tentativa de a revogar. A ação do PSOL se tornou a ADPF 1141 sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes no STF. Após ouvir o PSOL e não ouvir o CFM, o ministro relator suspendeu a resolução. De lá para cá, cerca de 1.500 bebês foram mortos por esse método cruel de acordo com estatísticas dos últimos anos. Recentemente, o relator entregou para o presidente do STF pautar o julgamento após primoroso parecer do procurador-geral da República apoiando nossa resolução e mais: dizendo que o aborto, salvo risco de morte materna, não é direito. O que defendemos há tempos. O Código Penal não dá direitos. Como o PSOL e organizações sociais que defendem o aborto sabem que não têm votos no Parlamento e no Executivo, optaram por adotar o caminho judicial para liberar o aborto no Brasil indo contra a vontade da população. População essa que, segundo as pesquisas, é em grande maioria contra o aborto e principalmente as mulheres negras e pobres a quem os partidos de esquerda, defensores do aborto, dizem querer proteger. Quando o autor do artigo nos acusa de ativismo parece desconhecer a legislação. O Código Penal de 1940 possui “normas penais em branco”. O tipo penal se complementa com outras normas legais, assim como é o tráfico de drogas; que quem diz o que é droga é a ANVISA e não o Código Penal. Dessa forma, quando o autor diz que a Resolução 2378/2024 teria suprimido direitos da mulher impedindo o aborto acima de 22 semanas, parece ter esquecido de que a conceituação do que seja aborto é – e sempre foi – feita por portarias do Ministério da Saúde que, há mais de 20 anos, desde antes de 2005, especificam que aborto é “interrupção da gravidez até a 20ª/22ª semana de gestação e com o produto da concepção pesando menos de 500 gramas”. Ou seja: não foi uma inovação feita pelo CFM; as portarias do Ministério da Saúde sempre disseram isso. De fato, não se deve confundir, automaticamente, a atuação institucional de um agente público com suas convicções pessoais. Essa distinção é importante em uma democracia e vale para ministros, advogados públicos e também para conselhos profissionais. Entretanto, a mesma lógica utilizada para defender a atuação institucional da AGU, no referido artigo do pastor, deve ser aplicada ao Conselho Federal de Medicina. Não pode haver duas medidas e dois pesos. O CFM não editou sua resolução movido por convicções religiosas ou ideológicas, mas no exercício de sua competência legal de normatizar a prática médica e definir os limites éticos e técnicos dos procedimentos realizados pelos médicos brasileiros. A função do Conselho não é legislar sobre aborto, atribuição que cabe ao Congresso e ao Judiciário, mas estabelecer, à luz da ciência e da ética médica, quais métodos podem ou não ser empregados em determinada circunstância clínica. A resolução sobre assistolia fetal acima de 22 semanas não criou nova hipótese de crime, nem revogou as exceções legais já existentes. Ela apenas afirmou que, diante da viabilidade fetal potencial a partir desse marco gestacional, determinado método não poderia ser utilizado sem profunda discussão ética e técnica. O debate, portanto, não é sobre “permitir” ou “proibir” o aborto em abstrato, mas sobre os limites da intervenção médica quando há possibilidade de vida extrauterina. Se é legítimo sustentar que o advogado-geral da União apenas cumpriu seu papel institucional ao defender a posição jurídica do Executivo, também é legítimo reconhecer que o CFM apenas cumpriu o seu papel institucional ao editar norma sobre procedimento médico. Criticar o Conselho por fazê-lo seria incorrer exatamente no mesmo erro apontado no artigo: atribuir motivação ideológica a um órgão que exerceu competência própria. Aliás, o ativismo judiciário é tema permanente do debate público e muitas vezes referendado pela AGU. Por qual motivo exatamente no debate mais importante da história do STF, o que trata de matar bebês viáveis, esse suposto ativismo do CFM é questionado? O apoio ao ativismo do STF vem da AGU e não do CFM como o autor do artigo alega, já que o CFM está seguindo todos os preceitos científicos ao publicar a resolução. Para a medicina, quando há um ser vivo pronto para nascer não se fala mais em aborto. E toda a evolução da sistemática da justiça criminal ao longo dos anos desde 1940 foi no sentido de que o aborto ocorresse no início da gestação; para isso foram instituídas medidas heterodoxas pela prática jurídica, tais como: não há mais necessidade de comprovar estupro bastando a palavra da suposta vítima, não há mais necessidade do registro de ocorrência e também se abandonou a necessidade de autorização judicial. Todos esses preceitos foram abandonados para possibilitar que a mulher depois da suposta violência sexual fosse ao sistema de saúde para realizar a interrupção da gravidez. Qual o sentido que tem após todas essas medidas para acelerar a realização do aborto se autorizar interrupção da gravidez de feto viável com morte do bebê? Ativistas alegam que não se sabe estar grávida ou dificuldade de acesso. Nada disso é real. Somos obstetras e sabemos do que falamos. Raríssimo alguém com mais de 22 semanas não saber estar grávida. Geralmente, ocorre com atletas ou gestantes muito obesas. Não há dificuldade de acesso. Qualquer maternidade do país pode realizar aborto com excludente de punibilidade. E, principalmente, mesmo após 22 semanas a gravidez pode ser interrompida. O que a resolução diz é para não matar o bebê antes do parto. Caso a mulher não queira ficar com ele, será entregue para adoção. Se o ministro Messias é pró-vida, deve fazer a interpretação da legislação mais favorável à defesa da vida. De que adiante colocarmos pessoas pró-vida nos lugares de poder se quando chegam lá adotam postura a favor do aborto? Nisso temos que parabenizar os defensores da descriminalização do aborto. Quando estão nos locais de poder fazem tudo pela causa. Haja vista o ministro Barroso. Vejamos esse trecho do autor do referido texto: “Também ficou claro que o CFM não indicou, uma vez proibida a assistolia, qual seria o procedimento a ser adotado após as 22 semanas, o que, em leitura possível, pode ser interpretado como uma sinalização de que, ultrapassado esse marco, não se deveria mais realizar o aborto, mas sim proceder ao parto prematuro.” Não é verdade! Indicamos! Antecipação do parto e, caso não haja desejo de ficar com o bebê, encaminhamento para adoção. Ou o autor defende que se mate antes um bebê viável pelo simples desejo de matar? Não ficou claro. Avaliemos esse outro: “Tanto no Supremo Tribunal Federal quanto no Conselho Federal de Medicina, a participação feminina é inferior a cerca de 10%, o que evidencia uma sub-representação relevante nesses espaços. Esse dado reforça a importância de que temas sensíveis sejam decididos pelo Congresso Nacional, órgão constitucionalmente vocacionado à deliberação plural e democrática e no qual há maior percentual de mulheres.” Não é verdade. A plenária que aprovou a resolução havia oito mulheres dentre 28 conselheiros, o que perfaz cerca de 29%. Isso é fácil de se checar. Está na página do CFM. Importante dizer que sem a força de grande parte delas na votação não sei se teria aprovação. Jamais esquecerei o apoio que delas tive. No atual Congresso Nacional há cerca de 18% de mulheres, o que é muito menos que no CFM. De onde o autor tirou esses números? O CFM tem o poder baseado na lei federal de 1957 de regular a atividade médica e a fiscalizar. O aborto é um procedimento médico; já que, pelo Código Penal de 1940, somente o médico pode o realizar nas situações que a lei não prevê punição. Portanto, o CFM pode sim regular a assistolia fetal/feticídio que é um ato médico. Como já mencionado, a definição de aborto, na obstetrícia, é aquela perda gestacional ocorrida até 22 semanas ou em que o feto tenha menos de 500 gramas. Recentemente, por ativismo, a OMS, em 2022, inventou um tal “aborto induzido” que é aquele em que a intenção é matar o bebê independentemente da idade gestacional com o único objetivo de derrubar o argumento obstétrico de que só se pode falar em aborto até 22 semanas de gravidez. Então se criou um impasse: para a medicina aborto é até 22 semanas e para o direito penal aborto é até poucos minutos antes de nascer. Jamais, o legislador de 1940, que criou o Código Penal, iria imaginar que em 2026 teriam pessoas querendo matar bebês de nove meses dentro da barriga da mãe. Caso eles pudessem prever isso, certamente teriam colocado limite para a realização do aborto. Em 1940, nem se cogitava existir a técnica proibida agora pelo CFM. Nem sequer ultrassonografia estava perto de existir. Como podem considerar ilegal se proibir uma técnica baseado num Código Penal feito em 1940 de algo que só foi ser utilizado na década de 1980? Em 1940, só se conseguia fazer aborto por curetagem, que só se faz até cerca de 13 semanas de gravidez. O Código Penal não foi criado para se matar bebê de nove meses. Não poderia a lei, que não é norma objetiva autorizadora para o aborto, mas mera excludente de punibilidade, prever questões éticas ou técnicas relativas ao aborto, mesmo porque seria matéria estranha ao Direito. Para a instância administrativa da ética profissional, a forma eticamente admissível para a realização do aborto, será até 22 semanas. Para além de tal limite, seguirá não sendo crime. É garantido pelo Código Penal. Mas será conduta profissional antiética, nos termos do regramento da ética profissional emanada pelo órgão disciplinador competente que é o CFM garantido por lei federal! Não é comum, ou natural, ao profissional que zela pela vida, ser instado a retirar a vida de um ser humano. A mesma lei federal que exclui a punibilidade do aborto nesses casos, também confere ao CFM a competência para ditar o que é ético ou antiético em se tratando do exercício médico! E fundamental explicarmos do que se trata a técnica do feticídio ou assistolia fetal. Os defensores da técnica têm pavor a esse debate, porque ninguém tem coragem de explicar como é feita e muitos dos que a defendem, quando sabem do que se trata, mudam de opinião. O feticídio consiste em perfurar com grande agulha a barriga da mãe e tentar acertar os vasos do coração do bebê para injetar cloreto de potássio e o matar. Não estamos falando de embrião nem sequer de bebê formado, mas sem condições de sobreviver. Mas sim de bebê viável de seis a nove meses, com circuitos neurológicos de dor formados. Analogia seria nos colocar num caixão, sem anestesia, e alguém de fora por pequeno furo tentar acertar nosso coração com uma agulha com diversas espetadas até nos acertar, pois ficaríamos nos debatendo e provocaria dor tão grande que é proibida para pena de morte e eutanásia de animais. Só tem como defender o método quem não sabe do que se trata ou é muito cruel. O assustador é que esse procedimento é feito minutos antes da retirada do bebê por via vaginal ou cesariana com o único intuito de o matar antes da retirada. Não traz vantagem, segundo estudos científicos. O único motivo para ser feito, segundo defensores, é o de evitar o “grande trauma” que o choro do bebê poderia causar à mãe. Para evitar o choro, a solução é matar. E para fugir desse debate, as manchetes da grande mídia de forma mentirosa em uníssono escreveram: “CFM proíbe aborto legal após 22 semanas”. A primeira mentira é o uso do termo “aborto legal” já que isso não existe no jurídico brasileiro. Existem excludentes de punibilidade que não pune quem o faz em situações autorizadas. Seria o mesmo quee nomear homicídio legal à legítima defesa. Reparem que não se encontram vídeos da técnica no Google ou mesmo em artigos científicos médicos. Eles escondem porque sabem que se o procedimento for visto provocará comoção popular. É fundamental que os juízes que vão julgar a resolução peçam para ver o procedimento. Fica o obstetra em frente ao ultrassom com uma agulha pela barriga numa caçada mórbida que pode durar horas tentando acertar o coração do bebezinho que se debate tentando fugir pela dor que sente. Até que quando é atingido, dá um último movimento e morre. A segunda e principal mentira é dizer que a resolução proíbe que a mulher se livre daquela gravidez que ela não quer e tem direito por lei de a interromper. A antecipação do parto após 22 semanas (já não podemos falar em aborto baseado nos livros de medicina e se é feito por médico devemos usar a terminologia médica) é garantida e será feita por via vaginal ou cesariana e, caso a mãe não queira ficar com a criança, ela será colocada para adoção que para recém-nascidos tem uma fila interminável de pais querendo dar amor para aquela criança. A resolução só impede de matar esse bebê antes da retirada do útero. Precisamos ficar atentos não só a defender essa resolução do CFM, mas também a evitar novos ataques. O governo atual tentou revogar a nota técnica que elaborei em 2022, quando era secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde, mas voltou atrás em menos de um dia, após pressão popular. Além disso, revogou uma portaria que criamos, que obrigava a denúncia de estupro em casos de aborto e buscava proteger as mulheres dos estupradores. Essa portaria se baseava nas leis de violência sexual (2018) e de violência doméstica (2019), que determinam a obrigatoriedade da denúncia. O Brasil é o único país em que aborto não tem limite de idade gestacional. Mesmo países em que é completamente liberado há limite de idade. A França, que colocou o aborto na Constituição, tem limite de 14 semanas. Aqui, é até exatamente antes de nascer. A nota técnica que fiz em 2022 que tratava do mesmo tema da assistolia já foi alvo da ADPF 989, como sempre pedida pelo PSOL, que pediu cautelar para a derrubar e não logrou êxito. Se fosse inconstitucional, o STF a teria derrubado. Pelo contrário, o ex-ministro Barroso, em seu epílogo, tentou permitir que enfermeiros pudessem fazer aborto no âmbito dessa ADPF e recebeu como resposta um sonoro 10 a 1 contra o seu voto. A resolução do CFM impede a barbárie de se matar um bebê de nove meses na barriga. É um ato civilizatório baseado em princípios éticos de beneficência e de não maleficência. Não se pode permitir uma técnica que mata um bebê de nove meses sem trazer nenhum benefício à mãe. É preciso o apoio do povo para não deixar que o PSOL consiga a derrubar. É preciso que nossos parlamentares eleitos com a bandeira do conservadorismo se dizendo contra o aborto a defendam. Muitos estão calados. O CFM não proibiu aborto algum, nem poderia por lei fazer isso. O que foi proibido é uma técnica desumana e cruel. Cabe ao Congresso legislar e mesmo com uma bancada majoritariamente conservadora e de direita não obtivemos nenhum passo para mudar o cenário atual do Brasil em que o aborto é na prática liberado. Pior, em qualquer idade gestacional. Embora seja obrigado aos hospitais denunciarem o estupro, na prática isso não é feito. Até mesmo, querem impedir os conselhos regionais de medicina fiscalizarem quem faz o aborto alegando quebra de sigilo médico como se desconhecessem que não há sigilo médico para os conselhos de medicina. Quando estamos do lado certo na defesa da vida não há pressão contrária que nos faça desistir. Ministro Messias, ainda há tempo. Revogue o parecer da AGU e faça outro seguindo os preceitos do parecer emitido pela PGR que de tão técnico e perfeito juridicamente deveria ser emoldurado. A defesa da vida jamais será ativismo. É obrigação de todos que ocupam cargos públicos. Raphael Câmara é conselheiro federal de Medicina pelo Rio de Janeiro e relator da resolução 2378. Médico ginecologista-obstetra, mestre em Epidemiologia e doutor em Ginecologia. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 04/05/2026 16:23

Quando o palco vira palanque contra a polícia

Marco Feliciano - 04/05/2026 16h23 Palco (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Nosso país consegue superar crises com uma resiliência espetacular, mas pessoas influentes, com grande alcance entre as pessoas de bem, perdem a chance de ficar caladas e evitar convulsão social. Digo isso, porque, no último fim de semana, em Salvador, na Bahia, durante a cerimônia de entrega do troféu Armandinho e Irmãos Macedo, uma cantora famosa declarou, em alto e bom som, que quem mais comete crimes no Brasil é a Polícia, e não os bandidos. Essa foi uma declaração infeliz e descuidada, que não resiste à mais superficial análise e ataca não só as polícias, como instituições responsáveis pelo bem-estar público, mas toda a sociedade organizada. O melhor é que cito o episódio, mas omito o nome da infeliz; para não dar ibope a quem, há tempos, só agrada a nichos de público identificados com as esquerdas, financiadas pela Lei Rouanet, que tentam desestruturar a sociedade cristã e os bons costumes. Finalizo pedindo a Deus que proteja nossos jovens de famosos decadentes que não oferecem bons exemplos e que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Morte de policial que lutou pela vida por 14 meses gera comoção Trump volta a ameaçar o Irã: "Melhor eles se mexerem rápido" Morre Felipe Marques piloto da polícia baleado em operação no RJ Flávio Dino suspende ação sobre rachadinha contra Alcolumbre Lula vai reenviar a indicação de Messias ao STF, dizem aliados WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 04/05/2026 12:55

STF decide o futuro de R$ 20 bilhões do estado do Rio de Janeiro

Rafael Satiê - 04/05/2026 12h55 Extração de petróleo (Imagem ilustrativa) Foto: Andre Ribeiro/Banco de Imagens Petrobras O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir no próximo dia 6 de maio se o Rio de Janeiro perde R$ 20 bilhões por ano e não tem quase ninguém falando sobre esse assunto. Para você entender, deixa eu explicar do começo: o estado do Rio de Janeiro é o maior produtor de petróleo do Brasil; e, se fosse um país, seria membro da OPEP. Todo esse petróleo é extraído aqui do nosso litoral, com impacto direto no nosso meio ambiente, na infraestrutura e nas nossas cidades. Por causa desses fatores, existe uma compensação chamada royalties. Esse é basicamente o dinheiro que as empresas petroleiras pagam aos municípios e estados produtores; exatamente porque eles arcam com o custo da produção. Faz sentido, certo? Assim, quem suporta o impacto recebe a compensação. Mas em 2012, o governo da Dilma Rousseff, do PT – isso é, sempre o PT – aliado de Eduardo Paes no Rio de Janeiro, aprovou uma lei mudando tudo isso. Assim, a Lei 12.734 determinou que esses royalties, que são uma compensação local, sejam redistribuídos para o país inteiro. Ou seja, estados que não produzem petróleo, que não têm nenhum impacto ambiental e que não arcam com nenhum custo de infraestrutura, passam a receber a mesma compensação que o Rio de Janeiro. Isso é inadmissível! É como se você, por exemplo, sofresse um acidente de carro e o seguro fosse dividido com quem nem estivesse no próprio carro. Mas uma liminar deferida pela ministra Cármen Lúcia, em 18 de março de 2013, suspendeu essa lei. Assim, a lei ficou suspensa por mais de uma década. Mas agora, o STF pautou o julgamento para esta quarta-feira, 6 de maio. Isso significa que, se essa lei for validada, haverá um rombo de R$ 20 bilhões por ano nos cofres do estado do Rio de Janeiro e dos municípios fluminenses. São 33 municípios fluminenses diretamente afetados; entre eles, Maricá, Saquarema, Macaé, Niterói, Campos do Goytacazes, Angra dos Reis, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu e mais de 23 cidades que vão perder investimentos na saúde, na educação, no saneamento de uma hora pra outra. O estado do Rio de Janeiro, que produziu essa riqueza, que suportou esses impactos e que estruturou a sua economia sobre essa base, vai ficar com a conta. Enquanto isso, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas, teve a coragem de ir pessoalmente ao STF, entregar um manifesto contra essa redistribuição. No próximo dia 6 de maio, o Supremo Tribunal Federal vai decidir. Agora, a decisão não ficará restrita aos gabinetes em Brasília. Ela vai chegar às ruas, aos hospitais, às escolas e ao dia a dia de milhões de fluminenses. Porque, no fim das contas, quando a conta não fecha, alguém sempre paga — e, mais uma vez, pode ser o Rio de Janeiro. Rafael Satiê é vereador pelo Rio de Janeiro e presidente da Comissão de Combate ao Racismo. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Dino abre processo para apurar emendas em filme de Bolsonaro Trump diz manter contato com Kim Jong-un : "Muito boa relação" Flávio diz que Zema se precipitou ao criticar conversa com Vorcaro Anvisa decide manter suspensão da fabricação de produtos Ypê Lula nomeia Myrian Pereira para Diretoria de Jornalismo da EBC WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 04/05/2026 10:23

Chega de frouxidão: O Brasil pede respostas duras contra o crime

Sargento Fahur - 04/05/2026 10h23 Policiais em ação Foto: EFE/ Antonio Lacerda Precisamos urgentemente discutir alguns temas no Brasil. A sociedade simplesmente não suporta mais a criminalidade. Faz muito tempo que tento mostrar que só o endurecimento das penas para criminosos pode frear os altos índices de criminalidade que assolam o país. Homens matando mulheres. Pedófilos agindo livremente nas ruas e dentro das casas e escolas. Menores de idade matando, roubando e estuprando impunemente. A promessa da prisão perpétua que fizeram para a PEC 18, chamada PEC da segurança pública, não se cumpriu. A redução da maioridade penal também prometida e até inserida na mesma PEC, foi retirada por pressões vindas da esquerda e do governo federal. Adultos e adolescentes se unem para estuprar crianças, e as punições, se vierem a ser aplicadas, serão pífias. Quando falo na pena de morte dentro da Câmara dos Deputados praticamente não encontro respaldo nem dos mais radicais, porque temem prejuízos eleitorais com tema tão sensível. Autoridades do Judiciário, Executivo e Legislativo praticamente não são alcançados pelas garras da Justiça, e olhem que denúncias, indícios e provas não faltam. Precisamos extirpar no voto todos aqueles que são frouxos, coniventes e complacentes com criminosos. O cidadão pagador de impostos simplesmente não aguenta mais ser caçado por criminosos no Brasil. Quando a polícia mata criminosos aparecem de dentro dos esgotos defensores criticando o trabalho da polícia e vitimizando bandidos. É preciso dar oportunidade para nossos jovens, mas quem está com um fuzil enfrentando a polícia precisa ser eliminado pelo bem da sociedade e pela defesa da vida do policial. Sargento Fahur é deputado federal, o mais votado pelo Paraná em 2018. Trabalhou por 35 anos na Polícia militar prendendo bandidos e traficantes. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes De olho nas eleições, Lula anuncia fim da "taxa das blusinhas" Lula fala em criar mais um Ministério em seu governo Petista aciona PGR após apoio de Michelle e Cleitinho à Ypê Ex-membro da máfia japonesa se torna evangelista Justiça de MG inocenta sobrinho de Dilma em ação de Nikolas WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 02/05/2026 13:32

O lado oculto dos shows de Shakira

Vinícius Lana - 02/05/2026 13h32 Shakira Neste sábado, a cantora colombiana Shakira se apresentará em Copacabana no Rio de Janeiro. Veja quatro pontos estranhos que estão acontecendo em seus shows e que têm chamado a atenção de quem observa além do óbvio: 1. O ritual do fogo e a fumaça sobrenatural A cantora frequentemente surge envolta em fogo intenso, chamas altas e efeitos visuais que remetem diretamente a cenários de destruição e inferno. Em alguns momentos, ela chega a expelir uma espécie de fumaça pela boca, criando uma imagem quase ritualística, como se estivesse representando uma entidade ou incorporando algo além do natural. 2. Movimentos de invocação e conexão com a multidão Durante certas coreografias, os movimentos da cantora fogem completamente do padrão artístico e passam a lembrar gestos repetitivos, quase como se fossem parte de um ritual. Há momentos em que ela encara diretamente a multidão com expressões intensas, realizando movimentos com as mãos e o corpo que lembram invocações ou práticas espirituais antigas. A sensação transmitida é de que existe uma tentativa de conexão energética com o público, como se estivesse canalizando algo coletivo. 3. Figurinos com simbolismo oculto de Baphomet Em diversas apresentações, os figurinos utilizados apresentam formas e silhuetas que lembram representações clássicas associadas a entidades como Baphomet. Chifres estilizados, cortes simétricos e elementos que remetem à dualidade espiritual aparecem de forma sutil, mas recorrente. Esses detalhes não costumam ser aleatórios dentro da indústria do entretenimento, quando cada símbolo geralmente carrega uma intenção por trás. 4. Cenário infernal e frequências que afetam o corpo O cenário dos shows frequentemente é dominado por tons de vermelho intenso, criando uma atmosfera pesada, quase sufocante, que remete a ambientes infernais. Além disso, as apresentações costumam começar com frequências muito baixas, que não apenas são ouvidas, mas sentidas no corpo. Esse tipo de frequência pode influenciar o estado emocional e psicológico da plateia, deixando o público mais suscetível a mensagem oculta que está sendo entregue pelo cantor que está no palco. Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes PF aponta rede com policiais e hackers ligada ao Master Pesquisa Gerp aponta Flávio com 50% e Lula com 43% no 2° turno Governo de SP confirma 2ª morte após explosão em obra no Jaguaré Mês das noivas: Veja 7 cuidados de beleza para o grande dia! Carlos Viana diz que áudio de Flávio favorece Lula WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 01/05/2026 10:17

1º de maio de 2026: O que esperar do futuro da CLT

Thassya Prado - 01/05/2026 10h17 Carteira de Trabalho digital Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Era 1º de maio de 1943; o Brasil que Getúlio Vargas tentava organizar tinha uma lógica simples: empregador de um lado, empregado do outro, contrato no meio. Uma fábrica, uma jornada de trabalho, uma carteira de papel. Oitenta e três anos depois, essa mesma legislação tenta dar conta de um país com motoristas que trabalham por algoritmo, profissionais contratados como pessoa jurídica e equipes que nunca pisaram num escritório. A CLT não quebrou, mas está sendo disputada em várias frentes ao mesmo tempo: no Congresso, nos tribunais e no Supremo Tribunal Federal. O que esperar do futuro dela? Três transformações em curso respondem essa pergunta. A jornada de trabalho: a maior mudança em décadas O debate sobre a redução da jornada saiu das centrais sindicais e chegou ao Plenário do Congresso com uma força política que não se via há muito tempo. A escala 6×1 virou símbolo, e símbolos movem votos. Hoje tramitam propostas com três caminhos diferentes: semana de quatro dias, jornada de 40 horas em cinco dias ou redução gradual até 36 horas semanais. O governo federal prepara um projeto de lei em regime de urgência para entrar no centro dessa disputa, escolhendo a via infraconstitucional justamente porque ela exige menos votos para avançar. Ao que tudo indica, caminhamos para a maior mudança na jornada de trabalho desde a Constituição de 1988. A questão não é mais se vai mudar, mas qual modelo vai prevalecer e em quanto tempo. Ambiente de trabalho equilibrado: saúde mental virou obrigação A saúde mental do trabalhador migrou do campo das boas práticas de gestão para o campo da obrigação legal. Em maio de 2026, entra em vigor a atualização da NR-1, que obriga as empresas a identificar, avaliar e controlar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. O conceito de ambiente seguro, antes restrito à integridade física, agora abrange bem-estar mental e emocional. Pejotização: a disputa que pode redefinir a CLT A terceira das transformações em curso está no STF. O Tribunal reconheceu repercussão geral no Tema 1.389, que discute a licitude da contratação de trabalhadores como pessoa jurídica. Em abril de 2025, o ministro Gilmar Mendes determinou a suspensão nacional de todos os processos sobre o tema enquanto o caso não é julgado definitivamente. Os números dão a dimensão do que está em jogo: de acordo com dados do IBGE do primeiro trimestre de 2025, 6,8 milhões de pessoas trabalham por meio de pessoas jurídicas e 32,5 milhões são trabalhadores informais. A decisão do STF vai afetar diretamente esse universo. A Procuradoria-Geral da República defende que a pejotização é constitucional e que a Justiça Comum deve ser responsável por decidir sobre esses contratos, reservando à Justiça do Trabalho apenas os casos em que fique comprovada fraude. Se esse entendimento prevalecer, o impacto sobre a dinâmica dos processos trabalhistas será profundo. A pejotização lícita sempre foi um instrumento válido de flexibilização. O problema nunca foi o modelo, mas o uso indiscriminado dele para mascarar vínculos que, na prática, tinham todos os elementos de uma relação de emprego. A decisão que o STF vai proferir não vai acabar com a contratação por pessoa jurídica, ela vai, finalmente, estabelecer onde está a linha. A CLT está com os dias contados? Enquanto muitos questionam se a CLT está com os dias contados, especialmente diante da pejotização em massa e da fragmentação das relações de trabalho, o que os movimentos legislativos e judiciais indicam é outra coisa. A tendência não é ruptura, mas adaptação. Uma CLT com jornada menor, que reconhece o risco psicossocial como risco real e que convive com contratos PJ nos quais a relação de trabalho é genuinamente autônoma, mais moderna, disputada e complexa de operar. O Brasil que assinou a CLT em 1943 não existe mais. O Brasil que vai reescrevê-la está se desenhando agora. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 30/04/2026 12:22

Honra não tem preço, tem valor

Ives Gandra Martins - 30/04/2026 12h22 A honra verdadeira não tem preço (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Ministros do Supremo Tribunal Federal têm se considerado atingidos em sua honra por críticas de fulano, beltrano, sicrano e, inclusive, de candidatos à Presidência. Pessoalmente, tenho uma opinião a respeito da indenização por danos morais. Certa vez, participava de um congresso no Rio de Janeiro com o ministro Moreira Alves, e nós dois tínhamos como tema da palestra a “quantificação de indenização por danos morais”. Naquela oportunidade, o ministro Moreira Alves, grande civilista, defendia que nós temos que quantificar a honra e que se trata de um pretium doloris — um preço da dor. Desde aquela época, entretanto, defendi a tese de que a minha honra não tem preço. Nunca vou entrar com uma ação judicial contra alguém que pretenda me ofender. Conhecendo quem sou e sabendo que, às vezes, trata-se de uma mera agressão, nunca respondo, pois a melhor forma de responder é não dando atenção. Ao contrário do ministro Moreira Alves, que defendeu a necessidade de haver um pretium doloris, dizia e digo o seguinte: a honra não tem preço; ela não está no mercado, valendo “tanto” ou “tanto”. Eu defendia e continuo defendendo que a honra verdadeira não tem preço. Mas o que vemos hoje tem, sobretudo, um viés político, pois quando se procura atingir um candidato à Presidência da República, um deputado, um senador ou um ministro da Suprema Corte, a pessoa reage, demonstrando que realmente foi afetada pela manifestação de quem está dizendo. Além disso, a judicialização das críticas — especialmente por parte de quem detém o poder — acaba por criar um efeito inibidor na liberdade de expressão. Quando figuras públicas reagem a qualquer contestação com processos, não protegem apenas sua honra; inadvertidamente, sinalizam que o debate democrático é perigoso e deve ser contido. Isso transforma o Poder Judiciário em uma arena de vaidades, na qual questões que deveriam ser resolvidas no campo do debate público ou da indiferença soberana passam a ocupar uma pauta que deveria ser reservada a temas de real interesse coletivo. É preciso distinguir, portanto, a crítica ácida ou o insulto gratuito da calúnia ou difamação propriamente ditas, que possuem contornos legais definidos. A honra, em sua acepção subjetiva — o sentimento que temos de nós mesmos —, não pode ser tutelada pelo Estado. Quando um magistrado ou um político utiliza a máquina judicial para punir ofensas menores, ele transfere a outros a responsabilidade por sua própria estabilidade emocional, o que, ironicamente, diminui a estatura moral do cargo que ocupa. Reafirmo: quem tem, verdadeiramente, honra pouco se importa com a opinião alheia. A pessoa mais importante — que é Cristo, para mim, o próprio Deus — não deu atenção aos ataques que sofreu e perdoou a todos quando estava na cruz. Ora, nós, que somos um ponto temporário no Universo, dizer “fui atacado na minha honra e ela tem um preço” é, no mínimo, curioso. Quem ataca, sim, demonstra que não tem honra. E quem reage está dando um preço à sua honra e, ao mesmo tempo, desvalorizando-a. Por esta razão, pessoalmente, nunca respondo, nem dou atenção. Acredito, pois, que a melhor forma de mostrar que aquela agressão não vale nada é desconsiderá-la; é não dar importância, considerá-la sem relevo. Sendo assim, ao contrário do meu queridíssimo e saudoso amigo Moreira Alves, eu sempre dizia e digo: a minha honra não tem preço. O silêncio diante da injúria não é sinal de fraqueza, mas de superioridade. Quem ocupa postos de mando deve compreender que a autoridade não emana da capacidade de silenciar críticos através de sentenças, mas da solidez de um caráter que entende que a verdadeira honra, por ser inalienável, jamais deveria ser objeto de compensação pecuniária. Quem dá preço à sua honra é porque, realmente, a ela não dá muito valor. Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 30/04/2026 11:22

“Bessias” rejeitado

Magno Malta - 30/04/2026 11h22 Senadores da oposição comemoram derrota de Messias Foto: Carlos Moura/Agência Senado Já observei muita articulação política nos bastidores de Brasília. Já soube de acordos costurados no silêncio dos gabinetes, já vi nomes improváveis serem empurrados goela abaixo da República. Mas o que aconteceu na tentativa de indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal tem um significado que vai além de uma simples derrota: foi um recado. Desde o primeiro momento, me coloquei contra a indicação de Jorge Messias. Não por capricho, mas pelo seu histórico. O Supremo não pode ser extensão de governo, nem prêmio de consolação para aliados fiéis. A Constituição não foi escrita para atender interesses de ocasião. Como já alertava Montesquieu, “tudo estaria perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo exercesse os três poderes”. E é exatamente isso que muitos tentaram normalizar. Mas sei que o governo Lula trabalhou muito. Negociou, articulou, pressionou. Transformou a indicação para o STF em uma batalha política, quando deveria ser um processo institucional. A aprovação na CCJ, por 16 votos a 11, foi um sinal de que o rolo compressor estava funcionando. Confesso que, por um momento, pareceu que tudo já estava decidido. Mas o plenário é outro campo. Ali, não há como esconder fragilidades com discursos ensaiados. E foi exatamente nesse ambiente que a verdade apareceu. Messias não caiu apenas pelos números, 42 votos contrários contra 34 favoráveis. Caiu porque não conseguiu sustentar o peso da cadeira que pretendia ocupar. Fugiu de respostas, contornou questionamentos, demonstrou um distanciamento preocupante daquilo que se espera de um ministro da mais alta Corte do país: independência, clareza e coragem. E aqui faço uma observação que pode incomodar alguns, mas é necessária. A pulseira com a frase “Sempre Foi Deus”, usada por ele, me chamou atenção. Não pela fé, que respeito profundamente, mas pela incoerência. Há uma máxima que diz que, “a verdade é como um leão; não precisa ser defendida, basta ser solta”. E o que vimos foi justamente o contrário, uma tentativa constante de escapar da verdade. Aliás, para nós, cristãos, Deus é verdade. E, se há distorção, há afastamento dessa premissa. A fé não pode ser usada como adereço quando falta firmeza moral. Diante disso tudo, não poderia deixar de mencionar que o Senado, desta vez, cumpriu seu papel. Em meio a tantas críticas, houve ali um freio, uma demonstração de que nem tudo está perdido nas instituições. Até porque, o que aconteceu não foi apenas a rejeição de um nome. Foi a negação de um método. Foi a mensagem de que o Supremo não é quintal do governo federal, nem extensão ideológica de projeto político. Hoje, o que fica marcado na história não é apenas a derrota de Messias. É o alerta de que a democracia ainda respira, mas exige vigilância constante. E eu continuo aqui vigilante. Porque, como sempre digo, o Brasil não pertence a um governo. Pertence ao povo. E os brasileiros merecem respeito! Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Valdemar vê Nunes Marques mais "aberto" ao voto impresso Trump desembarca na China para encontro com Xi Jinping Saiba quem são os alvos da PF em nova operação do Banco Master Anvisa flexibiliza regras para prescrição de Cannabis no Brasil Quaest: Para 46%, economia teve piora nos últimos 12 meses WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 30/04/2026 10:41

Com derrota de Messias, oposição volta ao páreo

André Marsiglia - 30/04/2026 10h41 Jorge Messias Foto: Andressa Anholete/Agência Senado Ninguém esperava. A imprensa inteira ficou surpresa. Analistas foram pegos desprevenidos. Eu mesmo, na semana passada, cravei em meu artigo que Jorge Messias já estava aprovado. Acontece que a derrota histórica na sabatina de ontem não foi de Jorge Messias, mas de Lula e de seu governo. Foi assim que a oposição encarou o tema e se mobilizou. Como Messias é um petista indefectível, acabou pagando o preço. Todos sabiam que Messias tinha saber jurídico limitado, mas, em uma Corte que abriga o vazio mental de um Dias Toffoli, é difícil crer que fosse esse o empecilho. Não foi. Messias tornou-se destinatário de um gesto potente de reprovação do Senado ao governo Lula. E ao STF, que vem submetendo, dia e noite, a oposição — e o Congresso como um todo — a seus desmandos e, nos bastidores, já convertia Messias em aliado de uma turma que comanda a Corte e, em certa medida, o país. A oposição, nos últimos meses, parecia rendida, cansada, esperando o fim da legislatura como um time goleado que aguarda o apito final, com sorte, sem muitos acréscimos. Ledo engano. Voltou com firmeza ao jogo e derrotou seus adversários. Pouco importa se Alcolumbre ajudou, se Lula já andava desgastado. Pouco importa se um clássico é vencido com um gol contra. Tudo isso faz parte da política e do jogo. Rejeitar um indicado ao STF, algo que não ocorria no Brasil há 132 anos, desde o governo Floriano Peixoto, não é trivial. Com a vitória nas mãos e uma oposição robustecida, tudo se torna mais fácil. A derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria parece certa, e a derrota do próprio Lula nas urnas, mais próxima. Se o tabu da rejeição foi quebrado, quem sabe não se rompa também o do impeachment de ministro do STF? Por que não haveria clima para retomar a discussão sobre uma anistia ampla e verdadeira no país? É possível. Se no Senado a oposição está conseguindo dialogar com Alcolumbre — agora declaradamente rompido com Lula — outras vitórias inéditas poderão ser obtidas antes das próximas eleições. Seria nobre que o atual Senado deixasse aos que virão na próxima legislatura um gesto de hombridade institucional e altivez.   * Texto originalmente publicado no Poder360. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes De olho nas eleições, Lula anuncia fim da "taxa das blusinhas" Lula fala em criar mais um Ministério em seu governo Petista aciona PGR após apoio de Michelle e Cleitinho à Ypê Ex-membro da máfia japonesa se torna evangelista Justiça de MG inocenta sobrinho de Dilma em ação de Nikolas WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 29/04/2026 16:43

Disney retorna ao bom senso

Marco Feliciano - 29/04/2026 16h43 CEO da Disney Josh D’Amaro Foto: Thibault Camus / POOL / AFP Existem princípios que são inerentes à condição humana e mexem conosco quando somos submetidos a transformações midiáticas por mero capricho de uma minoria atuante que almeja ditar normas à maioria. Nos últimos tempos, temos assistido à imensa pressão da cultura woke pelas pautas progressistas sobre a sociedade organizada que tanta cisão causam no meio do povo conservador. Agora, como diz o adágio popular, “não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe”. Então, os bons ventos sopraram nos Estados Unidos da América com a mudança na administração da empresa de entretenimento Disney, que exerce influência em todo o mundo, desde as crianças até os mais vividos, e que demitiu todos os administradores que usaram, durante anos, a linguagem neutra com tamanha desfaçatez em relação às tradições. Assim, a empresa voltou a usar os termos “senhoras e senhores”, “todos” e “todas”, em seus eventos. Finalizo agradecendo a Deus o retorno ao bom senso a quem exerce tamanha influência sobre toda uma gama de pessoas de bem e ordeiras. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Itaú perdeu no mínimo R$ 21 bilhões com empresas em crise Mãe de MC Kevin quer reabertura de apurações da morte do cantor União Europeia veta exportação de carnes do Brasil; saiba motivo Ed Motta comparece à delegacia para depor junto de advogado Diante do caso Ypê, Nikolas expõe irmãos Batista, aliados de Lula WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 28/04/2026 12:33

Hezbollah: De grupo terrorista regional a um império global

Lawrence Maximus - 28/04/2026 12h33 Combatentes do Hezbollah Foto: AFP Para além da retórica securitária que o circunscreve à categoria de organização terrorista, o Hezbollah opera, na contemporaneidade, como um ecossistema criminoso de alcance global. O Centro de Documentação sobre o Islã Político, da Áustria (DPI), revelou em novo relatório que o Hezbollah realiza operações financeiras em toda a Europa, incluindo tráfico de drogas e comércio de diamantes de sangue. O grupo terrorista facilita a venda de drogas na Europa e, em seguida, utiliza os lucros, por meio de esquemas complexos de comércio, para enviar o dinheiro de volta ao Líbano. Ou seja, o grupo libanês não é um mero braço armado da República Islâmica do Irã, mas um conglomerado transnacional que hibridiza violência política, economia informal e diplomacia paralela. O relatório revela que a resiliência do Hezbollah não reside apenas na coerção armada, mas na capacidade de instrumentalizar as fissuras do sistema internacional, transformando vulnerabilidades regulatórias e complacências diplomáticas em vetores de financiamento estratégico. A permeabilidade do espaço europeu a essas operações não é acidental. Resulta da fragmentação jurisdicional, da priorização de agendas comerciais sobre a segurança financeira e de uma hesitação político-diplomática que ainda distingue artificialmente entre facções políticas e militares. Essa dicotomia constitui uma ficção jurídica que facilita a infiltração de ativos e a normalização de canais de financiamento. As redes de fachada comercial mimetizam a legalidade formal, dificultando a ação de unidades de inteligência financeira. A lavagem de capitais opera através de importação exportação de bens de baixo controle, imobiliário e serviços logísticos, permitindo a repatriação discreta de divisas para Beirute e, subsequentemente, para Teerã, consolidando um circuito de alta complexidade. O Hezbollah não é um fantoche do Irã, mas um sócio estratégico que, ao diversificar as suas fontes de rendimento, reduziu a vulnerabilidade do eixo Teerã‑Beirute a pressões externas e amplificou a sua capacidade de projeção regional e diaspórica. Na desconexão entre a retórica de combate ao terrorismo e a prática regulatória, as autoridades europeias reforçam discursos de tolerância zero. Dessa forma, a arquitetura de controle financeiro permanece fragmentada, vulnerável a jurisdições de conveniência e a lobbies ideológicos. Ignorar essa realidade implica subestimar a ameaça e legitimá-la por omissão. Em suma, enquanto a comunidade internacional continuar a tratar sintomas sem desmantelar a arquitetura financeira que os sustenta, o império criminoso do Hezbollah seguirá operando à vista de todos, camuflado pela legalidade aparente e pela inércia diplomática. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Diante do caso Ypê, Nikolas expõe irmãos Batista, aliados de Lula Boulos cita risco de fim da escala 6x1 ser engavetada no Senado Empresa dona da Tok&Stok e da Mobly pede recuperação judicial Anvisa orienta que consumidores não descartem detergente Ypê Folha se pronuncia após charge que gerou reação do Judiciário WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 28/04/2026 11:09

Eles viajam com bilhões. Você, com vigilância 

Thiago Manzoni - 28/04/2026 11h09 O olho que tudo vê (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT O Governo Lula já gastou quase R$ 1 bilhão com viagens internacionais. E sim, eles podem viajar à vontade com o seu dinheiro. Mas sabe quem não pode viajar à vontade? Você. A partir de agora, toda vez que você fizer check-in em um hotel, vai ter que preencher uma ficha de registro pelo seu Gov.br. É a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH). A explicação do governo no site oficial é bonita: “Meios de hospedagem de todo o Brasil, como hotéis, pousadas, hostels e resorts, vêm implementando a nova ficha nacional de registro de hóspedes (FNRH). O que antes era feito no papel, tomando tempo de turistas e gerando custos ao setor, agora é feito em formato 100% digital, que agiliza a identificação de clientes cumprindo rigorosamente a lei geral de proteção de dados (LGPD).” Ao ler esse texto, muita gente pode pensar: “Que ótima ideia! O governo quer mais agilidade para o cidadão.” Será? Será que é pela agilidade ou será que é pela vigilância???? Sabe aquela ficha de papel que você preenchia quando fazia check-in e que ficava só dentro do hotel? Agora, essa ficha é virtual, está no portal do governo e eles terão acesso aos dados de todos os brasileiros o tempo todo. Eles dizem que não vão monitorar. Mas e se eles quiserem monitorar? Agora, ficou mais fácil. O Governo Lula aumentou o controle sobre o Pix. O Governo Lula aumentou o controle sobre as viagens. O Governo Lula quer aumentar o controle nas redes sociais. Eles querem saber o quanto você gasta, para onde vai e o que fala. Será que é pela agilidade? Ou será que é pela vigilância? Eu já sei a resposta. E você? Thiago Manzoni é deputado distrital, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e Secretário-Geral do Partido Liberal/DF. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Defesa aponta "transtorno" em mulher que atacou cabeleireiro Trump convoca Shabat nacional inédito na história dos EUA Federação do PT aciona STF para derrubar Lei da Dosimetria Cármen Lúcia anula multa dada por Moraes a perfil do X Get Worship e Thainá Gonçalves estarão na Marcha Para Jesus WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 28/04/2026 10:22

O dia em que o jeito de falar se tornou deboche

Verônica Bareicha - 28/04/2026 10h22 Brasileiros conversando (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Tenho quase certeza de que você já ouviu — ou até já disse — a famosa frase: “O melhor do Brasil são os brasileiros”. E, convenhamos, ela faz muito sentido. Então, não se avexe, não… se aprochegue e vamos conversar um cadim sobre isso. Para mim, há muitas coisas maravilhosas em ser brasileira. Mas, puxando sardinha para este espaço, preciso falar do nosso idioma oficial: o bom e velho português, herdado de Portugal. Agora, embora todos nós falemos português, somos um país de dimensões continentais, marcado por uma diversidade cultural e regional imensa. E isso, naturalmente, se reflete na forma como falamos. Por isso, nosso povo não tem uma única maneira de falar, mas muitas. Em uma rápida pesquisa, encontramos cerca de 12 dialetos catalogados. Claro, na prática, são muitos mais. Agora, o mais curioso é que, mesmo dentro de uma mesma região, há variações. Por exemplo: temos o baianês, o nordestinês, o recifense. O carioquês, tão característico e chiado, na cidade do Rio de Janeiro. O paulistano, o caipira — com seu “R” marcante e construções próprias. O sertanejo, que nasce do encontro de várias influências. O brasiliense, que é a mistura de muitos cantos do país. O sulista, o gaúcho, o nortista, os três com o uso forte do “tu”. E o mineirês. Ah, o mineirês… econômico nas sílabas, mas generoso no afeto. Não entrei em detalhes, pois o espaço não permite, mas a verdade é que cada forma de falar carrega história, identidade e pertencimento. São marcas vivas de um país imenso, diverso, lindo e, sim, abençoado por Deus. Mas o que me fez escrever este texto foi que, nos últimos anos, ganhou força uma expressão que talvez você já tenha ouvido: preconceito linguístico. Claro, essa é uma ideia que vem do politicamente correto. Mas quer saber? Eu a apoio em 100%. E por quê? Porque preconceito linguístico é quando alguém julga, ridiculariza ou desvaloriza a forma de falar do outro; seja pelo sotaque, pela região de onde vem ou até pela sua condição social. É quando se trata como errado aquilo que, na verdade, é apenas diferente. Há linguistas que dizem que esse tipo de preconceito nada mais é do que uma discriminação social disfarçada. Até porque, muitas vezes, não é sobre a língua, mas sobre quem fala. Imagino que o querido leitor já entenda por que trouxe esse tema hoje. São tantas as tretas deste país dividido que falar de um acontecimento da semana passada talvez já seja assunto velho. Mas sinto que preciso fazê-lo. Até porque, em tempos em que se fala tanto de salvar a democracia e em abolir os “discursos de ódio”, muito me espantou — e, por que não dizer, doeu — ouvir de um nobre ministro do Supremo que o ex-governador de Minas Gerais fala de forma ininteligível. Talvez como se falasse “num dialeto do Timor-Leste”… E pra quê do Timor? Se já temos tantos por aqui? De verdade, fiquei triste. Logo com o mineirês. Para mim, o dialeto da proximidade. Do cadim afetuoso que os mineiros sempre nos oferecem. E, sim, o coração doeu, porque um guardião da democracia deveria proteger o que nos é sagrado: nosso idioma, nossos dialetos, nosso país. No fim das contas, falar diferente não é falar errado, caro ministro. Errado é confundir diversidade com ignorância; e respeito com silêncio imposto. Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Defesa aponta "transtorno" em mulher que atacou cabeleireiro Trump convoca Shabat nacional inédito na história dos EUA Federação do PT aciona STF para derrubar Lei da Dosimetria Cármen Lúcia anula multa dada por Moraes a perfil do X Get Worship e Thainá Gonçalves estarão na Marcha Para Jesus WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 27/04/2026 16:48

“Sacrifício” antes do show? A teoria que está circulando 

Vinícius Lana - 27/04/2026 16h48 Shakira Foto: Leo Franco / AgNews A montagem do show de Shakira na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, já começou marcada por algo sombrio: a morte de um trabalhador em meio à construção do palco. Oficialmente, um acidente. Mas para muitos, isso levanta uma pergunta que poucos têm coragem de fazer: por que esse tipo de tragédia parece sempre acompanhar grandes eventos de artistas globais? Seria coincidência ou existe algo além do que está sendo mostrado? Nos últimos anos, nomes como Madonna e Lady Gaga têm protagonizado apresentações que chamam atenção não só pela música, mas pela carga simbólica. Elementos visuais estranhos, referências obscuras, encenações que flertam com o oculto – tudo isso exibido em eventos assistidos por milhões de pessoas. Dentro desse contexto, algumas vozes mais atentas já levantam uma hipótese ainda mais inquietante: e se tragédias como essa não forem apenas acidentes? E se, acontecimentos assim fossem na verdade uma espécie de “consagração ou sacrifício” antes de um grande espetáculo? Não há prova concreta disso – mas o simples fato de essa possibilidade estar sendo discutida revela o nível de desconfiança que existe hoje em torno desse tipo de evento. No fim, talvez a questão não seja provar se houve ou não algo oculto. A questão é outra: por que esses padrões continuam aparecendo? E até quando as pessoas vão tratar tudo isso como simples coincidência? Em um mundo cada vez mais conectado, onde milhões assistem ao mesmo espetáculo ao mesmo tempo, o verdadeiro palco pode não ser apenas físico… pode ser espiritual. Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Ministro Nunes Marques convida Bolsonaro para posse no TSE Jovem de 13 anos morre após ser achada com sinais de violência Morre o ator Michael Pennington, de Star Wars, aos 82 anos RJ: Desembargador federal está desaparecido há quase um mês Haribo, da bala de ursinho, vai encerrar produção no Brasil WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 27/04/2026 14:27

Entre a ação e a omissão

Marco Feliciano - 27/04/2026 14h27 Jorge Messias, advogado-geral da União Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil. Existe pecado tanto pela ação quanto pela omissão. Ambos são graves e nos colocam na berlinda perante os homens e diante de Deus. Como já foi dito: “Nada fica escondido entre o céu e a terra”. O momento atual é extremamente importante para o país, pois escolhas feitas agora são perenes e gerarão consequências irreparáveis para toda a nação por muito tempo. Nos próximos dias, o Senado Federal submeterá à sabatina a aprovação — ou não — do nome do ministro Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Outrora, nomes apontados para essa sublime função eram de renomados juristas, com vasta bibliografia, autores de obras de Direito consultadas nas mais respeitadas universidades e bibliotecas acadêmicas. Não de militantes que se dizem evangélicos, mas apoiam o aborto, com a malfadada injeção no coração do feto; prática que causa dores intensas e que, em muitos casos, é evitada até em animais. E, de todo esse imbróglio, surge uma pergunta inevitável: se uma pessoa se intitula evangélica, quem é o seu pastor? Quais valores de fato norteiam suas decisões? E como se coaduna tal posicionamento com a defesa do aborto até o nono mês, por meio da assistolia fetal, com a aplicação de cloreto de potássio que interrompe os batimentos cardíacos da criança? Nesse momento, não devemos nos omitir, para não nos tornarmos cúmplices de tamanha injustiça com o povo brasileiro, em sua maioria de tradição judaico-cristã e defensor da vida desde a concepção. Finalizo pedindo a Deus que ilumine o coração dos senadores, para que decidam com responsabilidade e consciência sobre tão relevante escolha. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Condenados do 8/1 reagirão caso PT leve dosimetria ao STF Helena Raquel rebate esquerdista que tentou desvalorizar pregação Hantavírus: Um guia com tudo o que precisa saber sobre a doença Trump diz que Rússia e Ucrânia aceitaram cessar-fogo de 3 dias Ciro Nogueira diz ter sido alvo de ataque "maligno" em ano eleitoral WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 27/04/2026 12:41

O wokismo e a sua relação com o episódio ocorrido a Cássia Kis

Renato Vargens - 27/04/2026 12h41 Cássia Kis Foto: Reprodução/ Print de vídeo YouTube Centro Dom Bosco O episódio ocorrido com a atriz Cássia Kis no Barra Shopping, no Rio de Janeiro, nos mostra que as mulheres e as crianças não possuem mais privacidade. Na ocasião, a atriz foi exposta, num vídeo, por uma mulher trans – um homem biológico – que considerou transfobia o fato de a atriz ter se posicionado contra a sua entrada num banheiro feminino. De acordo com um levantamento realizado pela IRG Pesquisas – encomendado pela Associação de Mulheres, Mães e Trabalhadoras do Brasil (Matria) – mais de 80% dos eleitores brasileiros são contrários à presença de trans em banheiros e prisões femininas. Isso gera divergência por parte do movimento woke que considera “transfobia” quem discorda da entrada de mulheres trans em banheiros femininos. Ora, como é claramente sabido, o ser humano é binário e seu sexo é determinado por cromossomos (XX/XY). Assim, mulheres transgêneros que mantêm pênis, testículos e níveis mais altos de testosterona continuam sendo biologicamente seres masculinos, o que é do ponto de vista da ciência irrefutável. Ademais, banheiros femininos existem exatamente por causa das diferenças biológicas e de vulnerabilidade, visto que mulheres precisam de privacidade e segurança. Contudo, o movimento woke se opõe a isso, partindo da premissa de que o sexo biológico é uma construção social superável pela identidade de gênero autodeclarada. Caro leitor, está faltando bom senso na classe política brasileira, mesmo porque, o fato de uma pessoa se considerar mulher, não a torna efetivamente mulher. Digo mais: a ideologia de gênero promovida e defendida pelo movimento woke tem diminuído o espaço das mulheres, ignorando diferenças biológicas, criando mais conflitos do que soluções. Diante disso afirmo que o Estado tem falhado por defender o wokismo, demonstrando o entendimento equivocado de que a política pública deve se basear em sentimentos e não em evidências claras e biológicas. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Após decisão da Anvisa, Ypê diz que produtos “são seguros” Mendonça desmente especulação sobre delação de Daniel Vorcaro Ed Motta se envolve em confusão em restaurante no Rio de Janeiro Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central, morre no RJ Flávio participa do anúncio de pré-candidaturas em SC WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 27/04/2026 09:44

O Brasil precisa voltar a funcionar

Juliana Moreira Leite - 27/04/2026 09h44 O Brasil precisa voltar a funcionar (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Há um país que existe fora dos discursos — um país que acorda cedo, paga imposto sem receber nada de volta, e vai dormir com a porta trancada duas vezes. Esse país não pede romantismo. Pede respeito. Pede que alguém olhe para o criminoso reincidente e diga, sem eufemismo, que a sociedade não tem obrigação de financiar a própria destruição. A segurança não é pauta de direita ou de esquerda. É a condição mínima para que qualquer outra coisa — trabalho, família, futuro — seja possível. O dinheiro público não é abstração. É a hora extra que não foi paga, o imposto descontado antes que o salário chegue na mão, a nota fiscal emitida por quem joga dentro das regras enquanto outros negociam por fora. Quando o Estado desperdiça, quem paga é sempre o mesmo — o cidadão honesto, que ninguém defende com tanto fervor quanto se defende a si mesmo. Menos burocracia, menos peso, menos intermediário entre o suor e o resultado: isso não é ideologia. É justiça elementar. E há uma geração sendo formada — ou deformada — em salas de aula que confundem doutrina com conhecimento. Uma criança que não sabe ler direito, mas já sabe o que pensar. Isso não é educação: é captura. O que se propõe aqui é simples e radical ao mesmo tempo — devolver à escola o seu propósito original: ensinar a pensar, não o quê pensar. Mérito, esforço, consequência. Palavras que soam antigas porque foram deliberadamente esquecidas. É hora de lembrá-las.​​​​​​​​​​​​​​​​ Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo quer adoção imediata do fim da escala 6×1, diz ministro Testemunha relata detalhe após suposta agressão em hospital STF: Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado "Filhos do capeta": diz Nikolas ao defender maioridade penal; veja Atleta de Cristo RUN: Corrida une música e esporte em São Paulo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Musille record 24/04/2026 16:57

Em parceria inédita, Julia Vitória e Marcelo Markes surpreendem com “Vamos Cantar”

A canção autoral é o penúltimo lançamento do projeto “Ao Vivo na Ópera de Arame” A colaboração entre Julia Vitória e Marcelo Markes marca um dos grandes momentos do trabalho gravado na capital paranaense. Muito aguardada pelo público, a faixa “Vamos Cantar” já está disponível no YouTube e nas plataformas de streaming. Escrita pela cantora em parceria com Hananiel Eduardo, a canção convida a igreja a se unir ao Céu em adoração. A mensagem reflete o que é descrito em Apocalipse 4:8, quando, dia e noite, os seres celestiais declaram: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso”. “O Deus que ressuscita os mortos está aqui, pronto para trazer vida onde há morte e para transformar o impossível em realidade. E é sobre isso que fala essa composição”, compartilha Julia Vitória, que se emocionou ao ver o teatro lotado cantando cada verso com intensidade, como se as pessoas já conhecessem a letra há muito tempo. A participação de Marcelo Markes é outro grande destaque. Dono de sucessos como “Redentor”, com Sarah Beatriz, “Sinto Fluir”, com Julliany Souza, e “Eu Tenho Você”, com Isadora Pompeo, o cantor se une a Julia em uma performance intensa e carregada de unção. “Nós já havíamos tentado fazer alguns trabalhos juntos, mas Deus tem o tempo certo para todas as coisas, e escolheu justamente este dia para vivermos algo tão especial, neste lugar maravilhoso. Tenho plena certeza de que o que nasceu aqui vai impactar muitos corações”, comentou Markes no dia da gravação. O lançamento sucede louvores já apresentados, como “Maravilhosa Graça”, “Canção dos Redimidos” – ao lado de Nívea Soares –, “Restaura o Teu Altar”, “Princípio e Fim” e “Jesus, Meu Amigo, Meu Salvador”, além de medleys como “João Viu / Além do Rio Azul”, “Amor Infinito / A Mensagem da Cruz” e “Segurança / Canta Minh’alma”, este último com Eli Soares. Com 2 bilhões de streams acumulados, mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais e ultrapassando 15 milhões de ouvintes nas plataformas de áudio, Julia reafirma sua relevância no segmento e segue ampliando cada vez mais sua audiência. Em breve, todas as músicas do projeto – idealizado pela gravadora Musile Records – serão reunidas em um álbum completo, incluindo uma faixa bônus, consolidando mais um importante capítulo no ministério de Julia Vitória. Confira “Vamos Cantar”! Assista “Vamos Cantar”: Fonte: Assessoria de Imprensa Musile Records

Pleno News 24/04/2026 16:39

Gaza: Mulheres denunciam abusos sexuais pelo Hamas em troca de comida

Lawrence Maximus - 24/04/2026 16h39 Mulheres, na Faixa de Gaza Foto: EFE/EPA/MOHAMMED SABER Em meio à grave crise humanitária que persiste na Faixa de Gaza, relatos alarmantes oriundos do enclave revelam um padrão perturbador de exploração sexual de mulheres em situação de extrema vulnerabilidade. Esses testemunhos apontam para abusos praticados por membros do Hamas, bem como por indivíduos vinculados a redes de distribuição de ajuda humanitária. Tal fenômeno suscita uma questão incômoda e persistente: por que parte da mídia internacional, do ativismo progressista e do movimento feminista global têm demonstrado silêncio ou hesitação em abordar o tema com a devida urgência? De acordo com depoimentos coletados junto a residentes de Gaza — muitos deles obtidos sob condição de anonimato por receio de retaliações —, mulheres têm sido sistematicamente coagidas a trocar favores sexuais por acesso a alimentos básicos, cestas de suprimentos ou outros auxílios essenciais. Um relato particularmente grave descreve uma vítima sendo molestada no interior de uma tenda por um grupo de combatentes da Brigada Al-Qassam, braço armado do Hamas. Ao buscar orientação junto à liderança do grupo, o denunciante foi instruído a manter o silêncio, sob o argumento implícito de que o controle exercido pelo movimento era absoluto. Outro testemunho, corroborado por fontes locais, narra casos de chantagem por parte de organizações de caridade ligadas ao Hamas: exigia-se de uma mulher que se submetesse a relações sexuais em troca de uma simples cesta básica ou voucher de auxílio. Fontes israelenses e reportagens independentes documentaram múltiplos episódios semelhantes ao longo de 2024 e 2025, nos quais a distribuição de ajuda humanitária era instrumentalizada como moeda de troca para exploração sexual. Paralelamente, dados do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) indicam um recrudescimento drástico de casamentos infantis e gravidezes na adolescência na região. Taxas de natalidade entre adolescentes mais que dobraram em comparação com os níveis pré-conflito, fenômeno atribuído ao agravamento da pobreza extrema, ao deslocamento forçado e ao desmantelamento das redes de proteção social. Muitas famílias recorrem a essas uniões precoces como mecanismo de sobrevivência, o que agrava ainda mais a vulnerabilidade de meninas e jovens mulheres. As vítimas frequentemente optam pelo silêncio, temendo não apenas o julgamento social e o repúdio familiar, mas também retaliações diretas por parte do Hamas que detêm o controle de fato sobre o território. Organizações de defesa dos direitos das mulheres enfatizam que os casos documentados representam apenas “a ponta do iceberg” de um problema sistêmico, enraizado na combinação de colapso humanitário, impunidade e estruturas de poder assimétricas. Os relatos de abusos perpetrados contra mulheres palestinas na Faixa de Gaza não têm recebido cobertura por parte de veículos midiáticos globais e de entidades feministas ocidentais. Essa discrepância revela critérios seletivos na priorização de pautas de gênero e direitos humanos. A exploração sexual em troca de recursos vitais para a sobrevivência não apenas degrada a dignidade individual, mas também perpetua ciclos de violências e abusos. Tais violações configuram graves transgressões aos direitos humanos fundamentais e ao direito internacional humanitário, que impõe a proteção especial a mulheres e crianças em situações de conflito armado. Em suma, o silêncio prolongado diante de evidências consistentes apenas aprofunda a sensação de impunidade e de abandono das vítimas mais vulneráveis… Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Hang vê motivação ideológica em decisão judicial contra Havan Guerras: 'Reunião comigo não mudará visão de Trump', diz Lula Um dos maiores porta-aviões dos EUA atraca no Rio de Janeiro Master: Flávio diz acompanhar "com atenção" nova ação da PF Andrei Rodrigues foi aos EUA, mas não participou da reunião WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/04/2026 15:56

O cancelamento do ator Juliano Cazarré e o ódio à masculinidade

Renato Vargens - 24/04/2026 15h56 Ator Juliano Cazarré e o evento para homens O Farol e a Forja Foto: Divulgação/ faroleforja.com.br Há pouco, o ator Juliano Cazarré, anunciou nas redes sociais um evento chamado O Farol e a Forja, cujo objetivo seria discutir sobre valores e liderança masculina. O convite feito pelo ator proporcionou por parte dos “artistas” brasileiros uma verdadeira avalanche de críticas e ataques pessoais. Ora, definitivamente vivemos num tempo extremamente complicado, no qual o ódio disfarçado de tolerância se tornou marca de uma sociedade adoecida. Na verdade, o que temos visto e testemunhado é uma sociedade que defende a luta contra todas as formas de discriminação, o que não inclui os homens. Aliás, basta se afirmar, homem, hétero, marido, casado e cristão, além de defender valores relacionados à masculinidade que lá vem ataques. Infelizmente, vivemos numa sociedade que transformou o homem num tipo de demônio. Nessa perspectiva, os homens têm sido marginalizados, diagnosticados como violentos ou mesmo tóxicos. Junte-se a isso que a paternidade tem sido desvalorizada, e qualquer defesa da masculinidade saudável tem sido rotulada de misógina. Para piorar a situação, não são poucos aqueles que vencidos pelo feminismo ou mesmo marxismo cultural têm defendido a tese de que a masculinidade, segundo os valores judaico-cristãos, precisa ser desconstruída; e que os grandes males da sociedade hodierna se devem ao patriarcado, o qual consideram tóxico. Ora, definitivamente vivemos num mundo mal onde conceitos e valores que deveriam reger a sociedade têm sido destruídos de forma sistemática. Mas, sabe o que impressiona? É perceber que a sociedade, o que inclui parte dos evangélicos, considera isso tudo normal; corroborando com a inversão de valores de um mundo relativista. “O temporas! O mores!” Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Vorcaro e primo citaram repasses de até R$ 500 mil a Ciro Nogueira Daniela Mercury se torna ré por "showmício" pró-Lula em SP Após xingar Musk e criticar aliado de Trump, Janja não vai aos EUA Futura/Apex: Flávio tem ampla vantagem sobre Lula no RJ Como crocodilo que devorou empresário foi identificado WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/04/2026 14:38

Ser cristã me condenou por 11 a 0

Marisa Lobo - 24/04/2026 14h38 Julgada por falar de Deus (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT O que aconteceu comigo recentemente; ou melhor, nesta sexta; acende um alerta nacional. Fui julgada por manifestações públicas ligadas à minha fé cristã. Não por lesão a pacientes. Não por fraude profissional. Não por abuso ético em consultório. Mas por falar de Deus e expressar convicções cristãs em ambiente público. Isso revela algo preocupante: cresce no Brasil uma tentativa de constranger psicólogos cristãos, como se a fé fosse incompatível com a profissão. Não é. Um psicólogo continua sendo cidadão fora do consultório. Continua tendo liberdade de crença, de expressão, de culto e de opinião. O diploma não cancela direitos fundamentais. O registro profissional não sequestra a consciência. Quando se tenta punir alguém por declarar sua fé, por pregar como líder religiosa ou por abordar temas humanos também presentes na psicologia, o que está em jogo não é apenas um processo administrativo. É o avanço de uma mentalidade autoritária. Psicólogos cristãos têm sido tratados, em alguns ambientes, como suspeitos permanentes. Se falam de valores, incomodam. Se citam Deus, incomodam. Se defendem a família, incomodam. Se discordam de agendas ideológicas, tornam-se alvo. Isso precisa parar! O Brasil democrático exige pluralismo. A psicologia não pertence a uma corrente política nem a uma visão antirreligiosa de mundo. Há espaço para profissionais seculares, religiosos, conservadores, progressistas e de diferentes linhas de pensamento, desde que atuem com técnica e ética. O que não pode existir é uma nova caça às bruxas travestida de procedimento administrativo. Não aceitaremos o silenciamento dos profissionais cristãos. Defenderemos o direito de trabalhar com excelência e viver a fé com liberdade. Porque quando perseguem um psicólogo por ser cristão, ameaçam a liberdade de todos. Marisa Lobo atua como psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Após xingar Musk e criticar aliado de Trump, Janja não vai aos EUA Futura/Apex: Flávio tem ampla vantagem sobre Lula no RJ Como crocodilo que devorou empresário foi identificado Anvisa manda recolher produtos da marca Ypê de circulação Porta-voz de Israel cita suposta ligação de Ávila com Hamas; veja WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/04/2026 13:52

Impacto global: Bloqueio em Ormuz pode durar meses 

Vinícius Lana - 24/04/2026 13h52 Navios no Estreito de Ormuz Foto: Carla Ocampo/ Wikimedia Commons/ Free domain Desde o início da guerra no Oriente Médio, em fevereiro, uma das regiões marítimas mais importantes do mundo praticamente parou, interrompendo o fluxo de quase 20% de todo o petróleo e gás consumidos no planeta. Até o momento, tentativas de paz na região não têm tido real efeito. Segundo o Pentágono, liberar completamente a passagem pode levar até seis meses, prolongando o risco e o impacto econômico global. Isso ocorre, pois embarcações iranianas também estão sendo usadas para posicionar explosivos, ampliando ainda mais a sensação de insegurança. Esse cenário criou um ambiente imprevisível e altamente volátil para qualquer operação marítima. Com o estreito praticamente fechado, o tráfego marítimo despencou drasticamente, com apenas alguns navios conseguindo atravessar a região sob alto risco. Centenas de embarcações permanecem presas, junto com milhares de empresas marítimas aguardando uma solução. A insegurança é tanta que até quando o estreito parece aberto, especialistas alertam que ele continua longe de ser seguro. As consequências já se espalham pelo mundo, com o bloqueio interrompendo cadeias de abastecimento e pressionando o mercado de energia. O risco de uma crise global se torna cada vez mais próximo. Enquanto isso, acordos de paz seguem sem êxito, sem sinais concretos de avanço. O Estreito de Ormuz, hoje, não é apenas um ponto geográfico – é o epicentro de um possível colapso a nível global. Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Genial/Quaest: Flávio vence Lula em SP, RJ e mais três estados Vorcaro entrega proposta formal de delação; PF e PGR vão analisar Morre Ted Turner, fundador da CNN, aos 87 anos Agência da Pilili tem contrato com TSE de R$ 6 milhões anuais Michelle expõe vídeo em que Ciro chama Bolsonaro de jumento WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/04/2026 12:43

O governo federal está de olho em você: Hoje é o hotel. Amanhã, será o quê?

Magno Malta - 24/04/2026 12h43 O governo federal está de olho em você (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Aprendi, ao longo da vida pública, a desconfiar de toda “facilidade” que exige, em troca, mais dados do cidadão. A história mostra que o preço quase sempre é maior do que parece e, desta vez, não é diferente. Agora, o Brasil adota a chamada Ficha Nacional de Registro de Hóspedes Digitais, integrada à conta Gov.br. Na prática, o que foi vendido como modernização do turismo transforma o simples ato de se hospedar em mais um ponto de coleta de informações centralizadas pelo Estado. Onde você está, para onde vai, quanto tempo ficará, tudo passa a ser registrado de forma padronizada e acessível ao sistema governamental. O argumento oficial é previsível: eficiência, padronização, combate à informalidade, melhoria na experiência do turista. É o mesmo roteiro de sempre. A promessa de agilidade como justificativa para ampliar a base de dados do cidadão. Mas eu me pergunto e faço questão de registrar essa inquietação: desde quando o problema do turismo brasileiro era a falta de dados sobre hóspedes? Desde quando o gargalo do setor era o check-in manual? A resposta honesta disso tudo pode ser desconfortável. No livro 1984, de George Orwell, a ideia de um Estado que sabe tudo sobre seus cidadãos parecia distante, quase caricata. Hoje, ela se apresenta de forma muito mais sofisticada, não pela imposição direta, mas pelo acúmulo gradual de “pequenas” medidas. Nenhuma delas, isoladamente, parece absurda. Mas, somadas, constroem um novo padrão na relação entre indivíduo e poder público. É assim que sistemas de controle começam: não com ruptura, mas com adesão. Diante do exposto, o governo diz que é para facilitar. Eu observo que centraliza. O governo diz que é para modernizar. Eu vejo que amplia a rastreabilidade. O governo diz que é para organizar. Eu percebo que cria precedentes perigosos. Não se trata de comparar realidades distintas de forma simplista, mas de compreender mecanismos. Modelos como o sistema de vigilância da China não nasceram prontos. Foram sendo estruturados ao longo do tempo, sempre sob justificativas administrativas plausíveis. Quando se percebeu o alcance, a engrenagem já estava consolidada. E é justamente aí que reside o ponto central dessa situação do turismo. A questão não é o check-in digital em si, mas o princípio por trás dele. Até onde o cidadão deve ir para provar quem é, onde está e o que está fazendo? E, mais importante: quem controla essas informações e sob quais limites? Não compro a ideia de que isso é apenas tecnologia a serviço do turismo. Tecnologia nunca é neutra quando envolve poder. Ela sempre atende a um modelo de governança e esse protótipo precisaria ser debatido antes de ser normalizado. Se há algo que a história e a literatura nos ensinam, é que a liberdade não se perde de uma vez. Ela é cedida, pouco a pouco, geralmente em nome da conveniência. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Campagnolo, Pavanato e Nikolas são destaques na Al Jazeera; veja Lula exige que Israel solte o ativista brasileiro Thiago Ávila Conselho de Ética inicia reunião sobre suspensão de deputados Conheça o hyrox, esporte que parece crossfit, mas não é Trump diz que papa Leão XIV está colocando católicos "em perigo" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/04/2026 11:36

A diplomacia anã de Lula e sua ambição gigante

Marco Feliciano - 24/04/2026 11h36 Diplomacia anã (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Nossa diplomacia já foi chamada de anã, e faz jus ao apelido. Nosso presidente, um dia sim e outro também, usa a mídia mundial — agora em tour pela Europa — para atacar o presidente Donald Trump. A finalidade, ao que parece, é se mostrar poderoso perante sua claque para as próximas eleições. Mas o tiro sai pela culatra; pois, cada vez mais, Lula cai nas pesquisas. Um país como o nosso precisa estar bem com o mundo. Dependemos das commodities que sustentam o fechamento das nossas contas. Quando entramos em atrito com a maior economia do planeta, nos bandeamos para ditaduras como China e Rússia, que não escondem o interesse em nos manter sob suas rédeas. Finalizo pedindo a Deus que ilumine os nossos líderes, para que façam uma política livre de ideologias marxistas que tratam o povo como massa de manobra. E que Ele derrame Suas mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Morre Ted Turner, fundador da CNN, aos 87 anos Agência da Pilili tem contrato com TSE de R$ 6 milhões anuais Michelle expõe vídeo em que Ciro chama Bolsonaro de jumento PR: Primas de 18 anos estão desaparecidas há duas semanas Casa Branca: Trump e Lula vão tratar de economia e segurança WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/04/2026 10:39

Jorge Messias é o novo ministro do STF

André Marsiglia - 24/04/2026 10h39 Jorge Messias Foto: Secom/AGU O título do artigo pode soar, para alguns, como uma previsão macabra, mas parece se tratar, e tomara que eu esteja errado, de uma constatação. Lula não formalizaria o nome de Messias após meses de sua indicação ficar em banho-maria sem antes assegurar os votos necessários no Senado. Aliás, é bom que se diga: assegurar votos antes da sabatina é uma contabilidade que, embora normalizada, é ilícita, pois explicita uma aprovação que decorre de trocas de favores, muitas vezes viabilizadas com o uso de dinheiro público. Além disso, dois fatos recentes reforçaram a minha percepção de que a toga de Messias já está nas mãos do alfaiate. O primeiro foi a constrangedora notificação promovida pela AGU contra críticos do chamado “PL da misoginia”, a pedido de Erika Hilton. A AGU chegou a retificar, nos últimos dias, algumas notificações dirigidas a jornalistas, o que evidenciou a ausência de critério nas medidas iniciais. E, como se não bastasse, Messias, chefe do órgão, afirmou, na quarta, desconhecer as notificações por estar de férias. Alguém prestes a enfrentar o Senado deveria, no mínimo, agir com um pingo de cautela às vésperas da sabatina. O conforto com o irrazoável sugere que se considera ministro do STF. O segundo fator é o calendário: a sabatina foi marcada para 28 de abril, enquanto a análise do veto presidencial ao projeto de dosimetria ocorrerá no dia 30 do mesmo mês. A proximidade não parece casual, mas fruto de um possível arranjo: em um dia, aprova-se o indicado Messias; no outro, derruba-se o veto. Em um dia, o governo se satisfaz; no outro, a oposição. Em seguida, o feriado de 1º de maio entorpece a todos. Diante disso, a conclusão parece inevitável: a aprovação está consumada. E representará não apenas que temos um STF apodrecido, mas também que temos um modelo apodrecido para aprovar ministros. Resta esperar que as próximas eleições permitam a renovação do Congresso, para que se promova, a partir do próximo ano, uma reforma profunda, muito profunda mesmo, do Judiciário. * Texto originalmente publicado no Poder360. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Esquerda cria sua própria “Dona Maria” para rebater críticas Câmara encerra sessão sem votações sobre minerais críticos Eduardo Bolsonaro confirma que será suplente de André do Prado Moraes nega pedido de 'Débora do batom' para reduzir pena Associação pede que STF anule sessão que barrou Messias WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 22/04/2026 13:17

Intolerância religiosa e violência contra idosa em praça pública

Rafael Durand - 22/04/2026 13h17 Fátima Candeia Foto: Reprodução O Brasil assiste, com uma passividade alarmante, à ascensão de uma onda de violência simbólica direcionada especificamente contra os cristãos. O que começa no campo das ideias e das redes sociais, travestido de “opinião” ou “crítica”, tem se revelado como o prelúdio de uma barbárie física. Casos como o do historiador Eduardo Bueno, o “Peninha”, que chegou a defender a tese antidemocrática de cercear o direito ao voto de evangélicos, ou as declarações virulentas de figuras públicas como Luana Piovani, que chegou a classificar o fiel como um “ser desprezível” e afirmou categoricamente que “o evangélico de hoje é o que há de pior no ser humano”, não são meros fatos isolados, mas sim sintomas de uma desumanização deliberada que prepara o terreno para a violência física. A história é uma mestra severa e nos ensina que a violência física nunca nasce do vácuo. Nos regimes totalitários do século XX, assim como nas arenas do Império Romano, a perseguição sangrenta foi precedida pelo ultraje público. Primeiro, retira-se a dignidade. Depois, retiram-se os direitos. Por fim, agride-se o corpo. Assim, quando o discurso de ódio contra o “evangélico” é normalizado na grande mídia e nas rodas intelectuais, o agressor na ponta final sente-se legitimado a desferir o golpe! O caso de Laranjeiras: O soco da intolerância O resultado prático dessa “permissividade moral” materializou-se de forma covarde na Praça Chaim Weizmann, em Laranjeiras, Rio de Janeiro. A senhora Maria de Fátima, uma idosa cujo “crime” era entoar louvores em praça pública, foi alvo de uma agressão brutal. Um homem, incomodado com a manifestação da fé cristã, aproximou-se e desferiu um soco violento no rosto daquela mulher. A cena é de um simbolismo trágico: uma idosa, indefesa, segurando sua Bíblia e sua fé, sendo calada pelo punho cerrado da intolerância. Aqui, não estamos diante de uma mera “briga de vizinhos”, mas de um concurso de crimes gravíssimos que as autoridades não podem ignorar. A tipicidade penal e a inércia estatal Como jurista, é impossível não vislumbrar a gravidade jurídica do ato. Estamos, em tese, diante de vários crimes: – Intolerância Religiosa e Racismo Religioso (Lei 7.716/89): Conduta motivada pelo preconceito contra a crença da vítima. – Impedimento ou Perturbação de Culto (Art. 208 do CP): Ultraje a ato de natureza religiosa. – Violência contra a Mulher e contra a Pessoa Idosa: Sob o amparo da Lei Maria da Penha e do Estatuto do Idoso. – Lesão Corporal e Tentativa de Feminicídio: É perfeitamente sustentável a tese de tentativa de feminicídio. A disparidade de forças, a idade avançada da vítima e o local do golpe (cabeça/rosto) demonstram que o agressor assumiu o risco de um resultado letal ou, no mínimo, agiu com desprezo extremo pela condição de gênero e vulnerabilidade da senhora. É inadmissível que, em um país com índices alarmantes de violência contra a mulher, um agressor capturado em flagrante por crimes tão bárbaros tenha apenas prestado depoimento e sido liberado. A impunidade, em casos como este, funciona como um combustível para o próximo intolerante. Portanto, também expresso aqui minha total solidariedade à irmã Maria de Fátima. Seu rosto machucado é hoje o rosto de uma igreja que confia na Justiça Divina, mas que clama pela justiça dos homens! A missão da autoridade e a esperança cristã Como cristãos, as Escrituras não nos enganam: sabemos que seremos perseguidos. O Senhor Jesus foi categórico: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim” (João 15:18). Neste sentido, temos ciência que a perseguição é uma marca da fidelidade ao Evangelho. Contudo, a mesma Bíblia que nos prepara para o ultraje é a que define o papel do Estado. Em Romanos 13:1-7, o apóstolo Paulo estabelece que as autoridades foram instituídas por Deus para serem “ministros de Deus para o teu bem”. A espada que o magistrado carrega não é em vão: ela existe para refrear o mal e punir com rigor o malfeitor. O Estado, portanto, não pode ser “neutro” diante do soco que corta o rosto de uma idosa. Esperamos que o Judiciário, o Ministério Público e as forças de segurança do Rio de Janeiro ajam com o rigor que a gravidade do caso exige. Que a lei seja aplicada não apenas para punir um agressor, mas sobretudo para reafirmar que, no Brasil, o espaço público ainda pertence à liberdade, e não à tirania dos punhos cerrados daqueles que atentam contra a fé! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 22/04/2026 10:03

Acordos de Isaac

Lawrence Maximus - 22/04/2026 10h03 Javier Milei e Benjamin Netanyahu Foto: AFP PHOTO / ARGENTINA'S PRESIDENCY Foi oficialmente anunciado, pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e pelo presidente da Argentina, Javier Milei, o documento denominado Acordos de Isaac. Tal iniciativa, cuja inspiração remonta ao pragmatismo diplomático que caracterizou os Acordos de Abraão, institui um referencial estratégico destinado a ampliar os vínculos de cooperação entre a Argentina, Israel e demais nações do Hemisfério Ocidental cujos valores se alinhem à defesa inegociável da liberdade, dos princípios democráticos e da herança judaico-cristã. Ao fazer referência a Isaac — figura patriarcal reverenciada tanto pela tradição judaica quanto pela cristã — o texto fundacional enfatiza uma base identitária civilizacional comum, capaz de ultrapassar limites meramente geográficos. A aproximação entre Israel e as nações latino-americanas de orientação centro-direitista revela-se não apenas oportuna, mas também de relevância histórica: ambas as partes se veem diante de ameaças existenciais oriundas de regimes tirânicos ou ditatoriais, além de partilharem a defesa intransigente da soberania nacional perante projetos políticos de caráter globalista. No cerne do acordo, encontra-se a articulação operacional voltada ao enfrentamento de organizações terroristas, com ênfase particular nas tentativas do regime iraniano de estender suas redes e sua infraestrutura logística no território latino-americano. A imprensa conservadora do Ocidente tem sustentado, de modo praticamente unânime, que administrações comprometidas com o Estado de Direito e com políticas de abertura econômica — a exemplo da gestão de Milei — constituem aliados naturais de Israel no que tange ao desmantelamento de fluxos financeiros ilegais, ao combate ao tráfico de armamentos e à interrupção de mecanismos de lavagem de capitais que alimentam o terrorismo, seja ele estatal ou não estatal. Em paralelo às dimensões securitárias, os Acordos de Isaac contemplam a ampliação da cooperação mútua nas áreas tecnológica, do agronegócio, da cibersegurança, da matriz energética e do intercâmbio comercial livre de barreiras protecionistas. Israel, mundialmente reconhecido sob o epíteto de “Startup Nation”, visualiza na Argentina liderada por Milei — país que se comprometeu com a desregulamentação, com privatizações estratégicas e com a abertura de seus mercados — um ambiente propício à implementação de soluções inovadoras nos campos da agrotecnologia, da dessalinização, das finanças digitais (fintech) e da proteção cibernética. Na esfera diplomática, a referida aliança busca congregar esforços no âmbito de organismos internacionais, com o objetivo de fazer frente a resoluções desproporcionalmente dirigidas contra Israel e, ao mesmo tempo, salvaguardar a autonomia econômica e política dos Estados signatários. Tal alinhamento configura-se como um contrapeso indispensável às coalizões de espectro progressista, as quais vêm instrumentalizando instâncias multilaterais para hostilizar governos conservadores e a própria aliança entre o Ocidente e Israel. Em suma, os Acordos de Isaac transcendem a mera formalização de um pacto diplomático bilateral. Eles representam a concretização de uma cosmovisão conservadora que erige a liberdade, a tradição judaico-cristã, a soberania nacional e a segurança coletiva como pilares estruturantes da ordem internacional contemporânea. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Zé Trovão chora ao vivo em sessão que decide suspensão Rodrigo Pacheco diz que avalia disputar governo de Minas Gerais Vereadora propõe 3º banheiro: "Banheiro feminino é sagrado" Senador Magno Malta acredita ter sofrido ataque espiritual Justiça rejeita ação do Partido dos Trabalhadores contra Jordy WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 21/04/2026 10:32

Por que escrevemos herói com h?

Verônica Bareicha - 21/04/2026 10h32 Nesta terça-feira (21), celebramos o feriado de Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira, morto enforcado e reconhecido como herói apenas muitos anos depois. Imagino que quando falamos deste herói brasileiro que lutou contra o “sistema”, surjam duas questões. A primeira é quase automática: por que escrevemos herói com “h”, se essa letra nem mesmo é pronunciada? Confesso que gostaria de dar a esse “h” um significado grandioso. Mas a explicação é simples: no latim — língua que deu origem ao português — o “h” tinha som e importância, assim, permaneceu. Então, a palavra “heros”, por sua vez originada do grego “hḗrōs”, se referia a um nobre influente. O termo vinha da mitologia, e designava os semideuses, conhecidos por seus feitos extraordinários. Hoje, segundo o Houaiss, herói tem alguns significados. Entre eles, o indivíduo notabilizado por coragem, tenacidade, abnegação e magnanimidade; alguém capaz de suportar, de forma exemplar, circunstâncias incomuns. Isso quer dizer que Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, foi alguém com essas nobres qualidades. Então, surge a segunda questão: por que esse apelido? De acordo com historiadores, o moço aprendeu com um tio o ofício de dentista prático. Logo, muitos recorriam a ele quando precisavam de tratamento dentário; e, literalmente, ele “tirava dentes”. Daí o apelido. Agora, mais do que isso: Tiradentes também confeccionava próteses com ossos de animais e arame, permitindo que as pessoas continuassem a comer e a sorrir. Pra mim, esse detalhe revela muito sobre esse homem. Mas veja, quando criança, sempre achei essa história fantástica. Até porque não deixa de ser curioso que Tiradentes seja o único brasileiro a ter um feriado nacional em sua memória. E por que seria? Com o tempo, e novas informações, entendi que nada era tão simples quanto imaginei. Mas ainda assim penso que é importante relembrarmos o episódio. Veja, Joaquim José da Silva Xavier era um homem simples e batalhador. Teve diversas profissões, não apenas a de dentista. Embora possuísse alguns bens, acumulava dívidas com a Coroa Portuguesa, que taxava tudo o que era extraído, consumido ou produzido por aqui. Nesse ponto, havia um contexto de cansaço — quase que coletivo — aos mandos e desmandos da Coroa, ainda um sentimento de “basta, já chega!” e a teoria Iluminista ganhava força mundo afora. Foi a junção disso tudo que fez com que ele e outros homens passassem a sonhar com a independência. Claro que não havia ainda um Brasil como o conhecemos hoje, nem um senso consolidado de pátria; então, naquele momento, o desejo foi apenas o de libertar Minas Gerais. O grupo era formado por intelectuais, fazendeiros, padres e militares e acabou sendo traído por um deles, o coronel Joaquim Silvério dos Reis. As motivações dele são discutidas até hoje, mas o desfecho é conhecido. Entre todos, Tiradentes era o mais popular. Circulava entre diferentes camadas sociais e tinha facilidade de comunicação. Acabou sendo apontado como líder; ainda que essa posição não fosse, necessariamente, a realidade. Como resultado, ele foi condenado e enforcado em praça pública. Teve o corpo esquartejado e exposto pelo caminho entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, como forma de intimidação. Sua cabeça foi fincada num poste na entrada de Vila Rica, e sua casa, destruída e salgada, para que nada mais nascesse naquele lugar. Era para ser o fim; o apagamento completo de um homem que ousou se levantar contra o sistema. Mas a história, às vezes, gosta de contrariar. Quase cem anos depois, com a Proclamação da República, o Brasil precisava construir sua identidade nacional. Necessitava de algo que fizesse sentido a todos, na luta por uma pátria. Naquele momento, Tiradentes ressurgiu; não como réu, mas como herói. Foi então elevado à condição de patrono cívico da nação, também das polícias civil e militar e da odontologia, e passou a ocupar um lugar que, provavelmente, ele jamais tenha imaginado. Penso que é aqui que passado e presente se encontram. Então, volto à questão: por que usamos “h” para herói se essa letra nem soa? Entendo que heróis são assim mesmo; pessoas com habilidades especiais, escolhidas pelo tempo e pelas circunstâncias que se levantam contra sistemas. Talvez, em um primeiro momento, elas nem soem. Talvez, sejam apelidadas de malucas ou excêntricas. Mas ainda assim se erguem e lutam. Sustentam sua posição com coragem, integridade e custo pessoal. E mesmo que acusadas, silenciadas, e “tiradas de circulação” estão vivas em nosso coração e nos impulsionam a sermos pessoas melhores. Sempre. Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 20/04/2026 18:06

Tiradentes e o esquecimento da história entre as novas gerações

Marco Feliciano - 20/04/2026 18h06 Tiradentes Foto: ChatGPT O que temos observado entre os jovens, ultimamente, é um preocupante desconhecimento da nossa história e das figuras que deixaram marcas indeléveis em sua trajetória. Amanhã, celebramos o dia de Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier, cuja importância levou à instituição de um feriado nacional em sua homenagem. Tiradentes foi um homem que integrou um grupo de brasileiros que se rebelou contra o governo da metrópole, Portugal, em razão dos impostos considerados extorsivos cobrados da colônia. Como ocorre em muitas rebeliões, o movimento acabou sendo descoberto, chegando ao conhecimento da Coroa portuguesa, que determinou a prisão dos envolvidos e a condenação à morte de seu líder. A execução de Tiradentes ocorreu por enforcamento, seguida do esquartejamento de seu corpo, uma punição que tinha também o objetivo de servir como exemplo e intimidação. Trata-se de um episódio marcante da nossa história, que evidencia o preço pago por aqueles que ousaram lutar por mudanças. Não há, portanto, o que celebrar no sentido festivo, mas sim o que relembrar. É fundamental que as novas gerações conheçam a história do país e reconheçam que tivemos homens valorosos que deram a própria vida em nome do bem comum. Finalizo pedindo a Deus que, nestes momentos desafiadores da política, possamos manter a esperança de dias melhores. Que saibamos confiar no Altíssimo e buscar caminhos de equilíbrio e sabedoria. Que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o povo brasileiro. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes PGR pede a Mendonça que refaça delação sobre fraudes no INSS Justiça torna sobrinho de Dilma réu após ação de Nikolas Ferreira Sóstenes ironiza ida de Lula aos EUA para encontro com Trump Veja imagens do acidente de avião que matou 2 em Belo Horizonte Trump: "Talvez seja hora de a Coreia do Sul se juntar à missão" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 20/04/2026 12:53

O pedido de Gilmar Mendes é inconstitucional

André Marsiglia - 20/04/2026 12h53 O pedido de Gilmar Mendes para que Alexandre de Moraes inclua Romeu Zema no inquérito das fake news é inconstitucional. Zema divulgou vídeo satírico com fantoches de magistrados, insinuando irregularidades, e tem defendido que ministros não são intocáveis e devem ser investigados.   Ver essa foto no Instagram   Um post compartilhado por Romeu Zema (@romeuzemaoficial) A crítica e a sátira política contra autoridades, segundo a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, são expressões legítimas e não podem ser tratadas como ilícito, sob pena de se criminalizar o debate. Ainda que se cogitasse excesso, não se trataria de “fake news”, mas, no máximo, de eventual crime contra a honra. A inclusão de Zema no inquérito das fake news não decorre de competência do STF, pois ele não possui foro perante a Corte, de acordo com art. 105 da CF, mas do desejo dos ministros tornarem reféns as candidaturas de Zema, Flavio Bolsonaro e de outros críticos da Corte. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Gleisi Hoffmann critica Davi Alcolumbre: “Inimigo dentro de casa” Lula diz que é “bom” povo ter capacidade de se endividar ONG tenta encerrar controle em redes financiado por Erika Hilton Malafaia se emociona ao falar de Bolsonaro e cita maldade PGR pede a Mendonça que refaça delação sobre fraudes no INSS WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 20/04/2026 10:38

Érika Hilton: Priscila, a Rainha do Deserto Sofista da política

Juliana Moreira Leite - 20/04/2026 10h38 Erika Hilton Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados Há algo de profundamente perturbador quando o poder se antecipa à própria lei, quando a sanção vem antes da norma, e a intimidação precede o debate. O que se vê no comportamento de Érika Hilton não é apenas excesso retórico, mas um ensaio de coerção institucional: recorrer à AGU para constranger críticos de um projeto que sequer se tornou lei é inverter a lógica democrática. Não se trata mais de convencer, trata-se de calar. E isso, em qualquer sociedade que ainda se pretenda livre, deveria soar como um alarme ensurdecedor. Há também, no plano simbólico, uma dissonância quase literária, embora não no bom sentido. Invocar Machado de Assis como ornamento intelectual enquanto se tropeça na própria linguagem, incapaz de conjugar verbos ou sustentar o plural mais básico, não é apenas uma contradição estética; é um retrato de impostura. Machado compreendia a ironia como poucos, e talvez sorrisse, com seu ceticismo elegante, diante de alguém que tenta vestir a erudição como figurino, sem jamais habitar o pensamento. No fim, o que se revela é um tipo clássico de engodo sofista: muita pose, pouca substância; muito aparato, pouca consistência. A perseguição travestida de justiça, o argumento substituído pela pressão, o discurso inflado que não resiste à gramática — tudo isso compõe um teatro que não engana quem ainda preserva o mínimo de rigor intelectual. E talvez seja esse o ponto mais incômodo: não é apenas sobre uma parlamentar, mas sobre o rebaixamento deliberado do debate público. Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Trump sobre Irã: "Talvez seja hora de a Coreia do Sul se juntar à missão" MG: Filho de prefeito está entre os mortos em acidente aéreo em BH Lula deve levar um ministro para reunião com Trump Eike Batista critica os filhos mais velhos: "Geração fru-fru" Gilmar Mendes: Caso Master gera perplexidade na população WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 19/04/2026 20:06

Messias, STF, aborto e os limites institucionais

William Douglas - 19/04/2026 20h06 Jorge Messias Foto: Renato Menezes/Ascom AGU 1. O episódio e as acusações Recentemente, fui acusado de “apoiar um abortista” e até de ser um “falso profeta”. Explico: postei notícia de que o ministro Jorge Messias, da AGU, aceitou meu convite para palestrar sobre Choque de Gestão no Serviço Público no evento Favela + Rica, que ocorrerá em junho no Rio de Janeiro. Seus resultados à frente da AGU justificam plenamente o convite; quem duvidar disso basta pesquisar. Eis um dos comentários feitos em meu Instagram, que não tratava de indicação ao STF ou de aborto, mas de resultados da AGU no tema das transações tributárias: “Pastor dando palco para um sujeito que é a favor da injeção letal no coração do feto? @igrejaplena está ciente dessa barbárie? Temos que ter cuidados com o falso profeta.” Sequer estava defendendo a indicação de Messias ao STF, mas citar o convite já bastou para, mais uma vez, confundirem quem atua como representante institucional com quem define a posição política. Recebi várias críticas, entre elas essa marcação do endereço de minha igreja local, provavelmente com a intenção de que meu pastor tomasse providências ou, talvez, censurasse ou vedasse a palavra a um “falso profeta”. Alguns leitores, alunos e seguidores, perplexos, questionaram-me como eu, cristão, pastor, “pró-vida”, estava próximo do “abortista” Messias. Diante das críticas, esclareço os fatos e, sobretudo, reafirmo uma tese: não se pode confundir a atuação institucional de um agente público com suas convicções pessoais. 2. A defesa da indicação e o equívoco central Entre outros ataques injustos — alguns de boa-fé, outros não — muitos sustentam que o tema da assistolia fetal deve contraindicar a aprovação, pelo Senado, do nome de Jorge Messias para o cargo de ministro do STF. A verdade, porém, é que defendo ser uma boa escolha, justamente por eu ser cristão e por conhecer Messias (aliás, diácono da Igreja Batista; aliás, também contrário ao aborto). Para isso, há vários motivos: entre eles, o fato de que a prerrogativa é do presidente da República, algo que o pastor Silas Malafaia também mencionou. Outro motivo: Messias é pró-vida e, por convicção pessoal, contrário ao aborto. 3. O papel institucional da AGU A origem de todo esse imbróglio, explorado por alguns críticos, é simples. Messias é o advogado-geral da União e, nessa condição, tem o dever de emitir parecer jurídico em nome do Executivo sobre os mais diversos temas que envolvem as ações em que a União deve se manifestar. 4. O caso do CFM e seus limites Em 2024, coube-lhe enfrentar a espinhosa questão de saber se a Resolução nº 2.378/2024, do Conselho Federal de Medicina (CFM), poderia limitar, ao marco de 22 semanas, a possibilidade de realização do procedimento de assistolia fetal previamente aos procedimentos de interrupção da gravidez nos casos de aborto oriundo de estupro. Também ficou claro que o CFM não indicou, uma vez proibida a assistolia, qual seria o procedimento a ser adotado após as 22 semanas, o que, em leitura possível, pode ser interpretado como uma sinalização de que, ultrapassado esse marco, não se deveria mais realizar o aborto, mas sim proceder ao parto prematuro. A peça, assinada por três procuradores (dois homens e uma mulher), não expressa a visão pessoal de Messias, mas a posição institucional do governo federal. A tese central do parecer, tão frequentemente citada, mas nem sempre lida com atenção, é que a limitação posta pela Resolução CFM nº 2.378/2024, com marco temporal de 22 semanas para a realização do aborto em gravidez oriunda de estupro, “somente seria possível por meio de lei formal”. E essa é uma atribuição do Congresso Nacional, nunca de um conselho profissional. 5. A competência do Congresso O parecer afirma que a questão deve ser devolvida ao Parlamento, casa de representantes eleitos pelo voto popular, diferentemente dos membros do CFM e dos ministros do STF, que não são eleitos pelo povo. São os parlamentares, eleitos democraticamente, que devem decidir se, na hipótese de gravidez decorrente do crime hediondo do estupro, o último marco para se admitir o aborto são as 22 semanas (já que nosso Código Penal é silente quanto a um marco temporal). 6. O problema do “ativismo de estimação” É curioso que vivamos tempos em que muitos acusam o STF de ultrapassar suas competências constitucionais e avançar sobre atribuições de outros poderes. Como professor e valendo-me da liberdade de cátedra, já expressei mais de uma vez, de forma respeitosa, meu desacordo com certas atuações de nossa Suprema Corte que me pareceram caracterizar ativismo judicial. O que me assusta é que os mesmos que atacam o STF, apontando ativismo, agora crucificam Messias por ele se posicionar contra o ativismo do CFM. Aqui reside um ponto nevrálgico: não se pode admitir “ativismo de estimação”. Se o ativismo do STF ou do CFM agrada no mérito, muitos o aplaudem ou silenciam; quando essa mesma Corte ou o mesmo Conselho, com o mesmo tipo de atuação, decide contra o que se deseja, então seus membros passam a ser tratados como adversários a serem combatidos. Essa seletividade ideológica, que leva ao conflito e à dissensão, tem corroído as bases de nossa democracia, transformando-a em um embate cada vez mais próximo ao de “torcidas organizadas”. Se a contenção do ativismo judicial é importante para a estabilidade institucional, esse critério deve ser aplicado de forma coerente: tanto quando concordamos com a decisão quanto quando dela discordamos. 7. A lição de Antonin Scalia É melhor, como recorda Antonin Scalia, deixar que as questões moralmente candentes, que interessam tanto à direita quanto à esquerda, sejam decididas pelo Congresso, que conta com centenas de representantes das mais diversas posições presentes na sociedade, inclusive sobre temas altamente polêmicos. Nem o STF, que não tem voto, nem o CFM, que também não possui esse poder, deveriam se imiscuir em assunto tão sensível. Trata-se de matéria própria do Legislativo. “A permissibilidade do aborto, e as limitações sobre ele, devem ser resolvidas como a maioria das questões importantes em nossa democracia: por cidadãos tentando persuadir uns aos outros e depois votando.” Antonin Scalia, ministro da Suprema Corte dos EUA, em Planned Parenthood of Se. Pa. v. Casey, 1992 8. Representatividade e decisão democrática Tanto no Supremo Tribunal Federal quanto no Conselho Federal de Medicina, a participação feminina é inferior a cerca de 10%, o que evidencia uma sub-representação relevante nesses espaços. Esse dado reforça a importância de que temas sensíveis sejam decididos pelo Congresso Nacional, órgão constitucionalmente vocacionado à deliberação plural e democrática e no qual há maior percentual de mulheres. 9. O componente político Por fim, não poderia deixar de mencionar o “óbvio ululante”, na expressão de Nelson Rodrigues: se a indicação do nome é do presidente da República, é de se esperar que ele indique alguém de corrente política oposta? A direita quer barrar Messias não por um tema ou outro, mas para impor uma derrota política ao presidente da República. Usar sua atuação como advogado-geral da União para desqualificá-lo não é correto, e explico a razão: ele não falava em nome próprio, mas no exercício de função institucional de representação jurídica do Executivo, cuja atuação não se confunde com convicções pessoais. Logo, tudo o que se critica em Messias são posições que devem ser atribuídas ao governo federal, e não a ele pessoalmente. 10. Reputação e função institucional Seus resultados como gestor são expressivos. Obteve diversas vitórias como advogado da União, investiu em consensualidade e contribuiu para significativa economia de recursos públicos. Esses resultados tornam notório seu saber jurídico. Além da idade, o outro requisito constitucional é a reputação ilibada. Nesse ponto, reitero: o que ele disse em peças institucionais não pode atingir sua reputação pessoal, pois seguia diretrizes do ente que representava. Da mesma forma, críticas a Messias pelo tratamento dado aos eventos de 8 de janeiro são inadequadas, pois também dizem respeito à atuação institucional, e não a uma escolha individual. Nesse sentido, é razoável esperar que um senador — sobretudo alguém que professe a fé cristã — não atribua a uma pessoa responsabilidade moral por atos ou posições que não lhe pertencem. 11. Conclusão Concluo citando Sobral Pinto, católico e feroz anticomunista que, na era Vargas, atuou como advogado de defesa do comunista Prestes. Sobral Pinto colocou seu dever como patrono acima de sua rejeição pessoal à ideologia marxista. Outro grande católico, Antonin Scalia, com seus nove filhos (sendo um deles padre) e opositor firme do aborto, fez o mesmo: defendeu que a definição sobre o aborto não caberia ao Judiciário, mas ao processo democrático. Ele era abortista? Certamente que não. Apenas afirmou que essa decisão deve ser tomada pelo Congresso. Então, deixemos claro: Messias, no plano pessoal, é contrário ao aborto. Se alçado ao STF, repetirá o que afirmou em seu parecer: trata-se de matéria a ser deliberada pelo Congresso Nacional. Isso contribuirá para conter recente movimento de ativismo judicial, em que o STF avança sobre competência legislativa para tratar do tema pela via judicial. Essa é uma das razões pelas quais espero sua aprovação, confiando que o Senado não puna um agente público por exercer, com correção técnica, uma função institucional que não se confunde com suas convicções pessoais. William Douglas é professor de Direito Constitucional, pastor batista, escritor e mestre em Direito. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes TCU arquiva processo sobre uso de avião de Vorcaro por Nikolas Conselho vai decidir se suspende deputados por ato na Câmara Silas Malafaia sobre Moraes: 'Não odeio, mas o critico duramente' Após cirurgia no ombro, Jair Bolsonaro recebe alta hospitalar Bancária morre engasgada com chiclete durante culto em MT WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 17/04/2026 17:51

CPI do Crime Organizado terminou em “pizza”?

Magno Malta - 17/04/2026 17h51 CPI do Crime Organizado Foto: Carlos Moura/Agência Senado Participei diretamente da CPI do Crime Organizado. Não falo como espectador, mas como membro efetivo de uma comissão que, desde o início, já carregava um destino previsível. A presidência estava nas mãos do PT e, nos bastidores, muitos de nós sabíamos que o desfecho dificilmente seria técnico ou independente. Ainda assim, entrei para trabalhar. Apresentei requerimentos, propus convocações relevantes e insisti no aprofundamento de pontos sensíveis. A resposta? Silêncio institucional. Nada foi considerado. Em mais de uma ocasião, ouvi justificativas vagas, do tipo: “não é o momento político” ou “isso pode gerar instabilidade”. Desde quando CPI existe para preservar conforto? O episódio mais emblemático veio na reta final. O relatório simplesmente não foi aprovado, não por falta de mérito, mas por uma manobra política escancarada: retiraram dois senadores da comissão e inseriram governistas para garantir o resultado. Não foi derrota de argumentos; foi rearranjo de cadeiras. E, paradoxalmente, foi justamente nesse movimento que algo relevante aconteceu. O relatório trouxe a exposição de pedidos de indiciamento contra três ministros do Supremo Tribunal Federal: Moraes, Toffoli e Gilmar, além do Procurador-Geral da República, Gonet. Ainda que o Senado não tenha dado seguimento, o registro está feito. E isso tem peso político. A ideia de um Supremo intocável, imune a questionamentos, já não se sustenta como antes. E não sou eu quem afirma isso; os dados apontam nessa direção. Pesquisa recente do Datafolha revela um cenário contraditório, porém revelador. Ao mesmo tempo em que a maioria dos brasileiros reconhece a importância do STF para a democracia, cresce de forma significativa a percepção de que seus ministros concentram poder excessivo. Mais do que isso, aumenta a desconfiança. Ou seja, o respeito institucional ainda existe, mas a confiança está rachando. No fim das contas, a CPI pode até ser chamada de “pizza”. A frustração é compreensível. Mas, tendo estado lá dentro, afirmo: não foi apenas isso. As tentativas de abafamento falaram mais alto do que muitos depoimentos. As manobras ficaram expostas. E, sobretudo, caiu mais um pedaço da narrativa de perfeição institucional. Se houve “pizza”, ela veio acompanhada de algo que incomoda mais do que qualquer resultado formal, a revelação explícita de como o “jogo” é feito. A CPI terminou. A exposição, não. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Polícia prende o quinto suspeito por estupro coletivo de crianças Igreja brasileira atua em missões e fortalece imigrantes nos EUA Silas Malafaia afirma que o PT iniciou na base da Igreja Católica Zema: Auxílios do governo estão criando geração de imprestáveis Secretário sobre vídeo de estupro de crianças: "Não consegui ver" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 17/04/2026 13:26

A verdade sobre o julgamento dos psicólogos cristãos no STF

Rafael Durand - 17/04/2026 13h26 Estátua da Justiça (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik Nos últimos dias, o cenário jurídico e social brasileiro foi inundado por uma onda de desinformação acerca da ADI 7426, que tramita no Supremo Tribunal Federal. Narrativas apressadas e, em muitos casos, mal-intencionadas, tentam rotular a ação como uma tentativa de legalizar a “cura gay” ou impor dogmas religiosos dentro dos consultórios. É preciso restabelecer a verdade: esta ação não busca, sob hipótese alguma, validar terapias de reversão sexual ou qualquer prática desprovida de base científica. O que se discute aqui é algo muito mais profundo e caro à nossa democracia: o direito de um cidadão brasileiro não ser “desintegrado” de sua própria identidade para poder trabalhar. O ALVO REAL: A MORDAÇA INSTITUCIONALIZADA Diferente do que propaga parte da mídia, o Partido Novo e o Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) não questionam a Resolução nº 07/2023 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) em sua totalidade. O foco é especificamente sobre os incisos V, VI e IX do artigo 3º, que proíbem o psicólogo de utilizar seu título associado a vertentes religiosas, vincular conceitos psicológicos a crenças ou utilizar a fé como forma de publicidade. Na prática, o CFP criou uma espécie de mordaça. E o objetivo da ADI é, tão somente, resguardar a liberdade religiosa e rechaçar uma perseguição ideológica que tem nome e endereço certo: os psicólogos cristãos. Ora, enquanto profissionais que professam religiões de matriz africana expressam sua fé livremente em suas redes sociais sem qualquer assédio dos conselhos, o psicólogo cristão é submetido a um patrulhamento inquisitorial. A FALHA NO VOTO DO RELATOR Ademais, é imperativo criticar o voto proferido pelo ministro Alexandre de Moraes antes do pedido de destaque do ministro Edson Fachin. O relator, ao votar pela constitucionalidade da norma, ateve-se a um discurso genérico sobre a “laicidade da clínica”, mas falhou gravemente ao não enfrentar o objeto real da ação nem as evidências robustas de perseguição. Moraes ignorou que os casos que chegam aos Conselhos Regionais não são sobre imposição de crenças no setting terapêutico. São, em sua esmagadora maioria, denúncias anônimas de terceiros ou de ofício (pelos próprios conselheiros) sobre o que o profissional posta em suas redes sociais pessoais (Instagram, YouTube, etc.). Assim, o ministro não considerou que o CFP tem utilizado essa resolução para monitorar biografias digitais e notificar profissionais pelo “crime” de postar um versículo bíblico ou declarar-se “psicóloga cristã”. O PSICÓLOGO COMO CIDADÃO Acompanhamos casos alarmantes em que psicólogos foram compelidos a assinar Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) ou a responderem Processos Éticos humilhantes. Não porque tentaram “converter” pacientes, mas porque postaram provérbios bíblicos ou mencionaram sua frequência a cultos em suas redes sociais. É preciso dizer o óbvio: o psicólogo, antes de ser um profissional regulamentado, é um cidadão brasileiro. Ele goza das garantias fundamentais previstas no Artigo 5º da nossa Constituição: liberdade de religião, de consciência e de expressão. Uma resolução de conselho de classe, que é uma norma de hierarquia infralegal, ou seja, está abaixo da Constituição e das Leis, não possui o condão de aniquilar direitos humanos básicos. Não se pode exigir que o indivíduo se despoje de sua alma e de sua fé para exercer sua vocação. Ademais, a espiritualidade é um fator de saúde mental reconhecido internacionalmente e pelo próprio CFP em notas e resoluções anteriores. STATUS ATUAL DO JULGAMENTO O julgamento da ADI 7426, que havia se iniciado no plenário virtual com o voto do relator Alexandre de Moraes, foi interrompido por um pedido de destaque do ministro presidente do STF Edson Fachin. Com isso, o caso sai do sistema eletrônico e será reiniciado do zero no plenário físico, onde o debate ocorrerá de forma presencial e pública. Essa mudança é fundamental para que as evidências de perseguição ideológica e o patrulhamento da vida privada dos profissionais, ignorados no voto inicial, sejam devidamente enfrentados por todos os onze ministros da Corte. Afinal, tratar a identidade cristã como um “ilícito ético” não é zelo científico, mas preconceito institucionalizado. O destaque do ministro Fachin abre agora a oportunidade para que o Plenário Físico do STF, sob a ótica de toda a sociedade e com o voto de todos os ministros, corrija essa injustiça e garanta que, no Brasil, a ciência não seja usada como pretexto para a perseguição religiosa! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 17/04/2026 11:28

Entre o populismo e a realidade: O desafio de defender o trabalhador

Marco Feliciano - 17/04/2026 11h28 Protesto pelo fim da escala 6×1, em São Paulo Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Quem, como eu, veio da camada mais humilde da sociedade sabe o que é enfrentar as dificuldades da vida desde cedo. Fui menino engraxate, cortador de cana, apanhador de algodão. Experimentei, portanto, o que há de mais rude na realidade de muitos brasileiros. Hoje, como legislador, jamais trairia minhas origens. Sou, e sempre serei, a favor dos trabalhadores. No entanto, ser a favor dos trabalhadores não significa apoiar propostas de governos populistas que prometem benefícios sem lastro financeiro. Medidas como a redução da jornada de trabalho com manutenção integral dos salários podem parecer positivas à primeira vista, mas representam, na prática, uma maquiagem perigosa nas finanças das empresas. A conta, inevitavelmente, chega. E quem paga é o próprio trabalhador, com a possível redução de vagas de emprego, além do enfraquecimento das empresas, muitas das quais podem não suportar o impacto e acabar fechando as portas. Há ainda aqueles que, de forma desonesta, tentam me retratar como alguém contrário aos trabalhadores. Isso não corresponde à verdade. Sou visceralmente a favor de quem trabalha, porque conheço essa realidade. Mas também entendo a importância de manter a máquina econômica funcionando. O que se propõe, muitas vezes, é a distribuição de recursos que simplesmente não existem, em um caminho irresponsável que pode levar à quebra do país. O verdadeiro problema das finanças públicas não está nos salários, mas na corrupção que, de forma recorrente, compromete os cofres públicos em diferentes setores. Finalizo pedindo a Deus que nos conceda equilíbrio para legislar com responsabilidade, sem ceder a soluções fáceis e discursos populistas. Que Ele derrame suas mais escolhidas bênçãos sobre todos os trabalhadores do nosso país. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Influenciadora Nathalia Valente é vítima de assalto: "Muito triste" Em pronunciamento na TV, Lula anuncia "Novo Desenrola Brasil" Milton Leite critica política de diversidade adotada na Globo Setor de varejo lança manifesto em defesa da 'taxa das blusinhas' Cazarré segue em alta na Globo, mesmo após repercussão de curso WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 17/04/2026 11:23

Estamos próximos de uma terceira guerra mundial?

Vinícius Lana - 17/04/2026 11h23 Al Jnah, subúrbio do sul de Beirute Foto: Irahim AMRO / AFP) Essa pergunta deixou de ser teoria e passou a ser debatida com seriedade diante da crise no Oriente Médio. O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel atingiu um novo nível com o impasse no Estreito de Ormuz. O que antes era regional agora começa a afetar também os interesses de todo o sistema global. O ponto central dessa escalada está no controle de uma das rotas mais estratégicas do planeta. O Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo, além dos fertilizantes que são usados na produção de alimentos. Sua instabilidade já pressiona os preços e afeta inúmeras cadeias logísticas super importantes. Além disso, o conflito envolve alianças e interesses que vão muito além da região. Ataques, ameaças e movimentações militares aumentam o risco de um efeito dominó. A história mostra que guerras mundiais não começam de forma declarada, mas por escaladas sucessivas. E o cenário atual apresenta exatamente esse padrão. Diante disso, o mundo entra agora em uma fase de alerta silencioso, em que qualquer decisão mal calculada dos governantes pode ampliar ainda mais o conflito. Não se trata apenas de um problema localizado, mas de um teste para o equilíbrio global. A grande questão agora é até onde essa escalada pode chegar. Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Influenciadora Nathalia Valente é vítima de assalto: "Muito triste" Em pronunciamento na TV, Lula anuncia "Novo Desenrola Brasil" Milton Leite critica política de diversidade adotada na Globo Setor de varejo lança manifesto em defesa da 'taxa das blusinhas' Cazarré segue em alta na Globo, mesmo após repercussão de curso WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 15/04/2026 16:16

Debate sobre aborto volta ao centro das discussões no STF

Marco Feliciano - 15/04/2026 16h16 No último dia 31 de março, portanto há poucos dias, o partido de esquerda PSOL, em mais uma iniciativa que, segundo essa visão, contraria costumes cristãos pró-vida, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que não acolha um parecer da Procuradoria-Geral da República favorável à proibição da assistolia fetal como forma de interromper a gestação entre cinco e nove meses no país. Ainda no mês de março, o partido sugeriu à Corte que restabeleça a Resolução nº 2.378/2024 do Conselho Federal de Medicina, que impedia médicos de realizarem o feticídio após 22 semanas de gestação em casos de estupro. A norma, no entanto, está suspensa desde maio de 2024 por determinação do próprio ministro Alexandre de Moraes. Nesse cenário, o tema da defesa da vida desde a concepção volta a exigir atenção. Há o entendimento de que discussões como essa envolvem não apenas aspectos legais, mas também impactos profundos na vida de mulheres que enfrentam situações delicadas. Segundo essa perspectiva, experiências pós-aborto podem trazer consequências emocionais e psicológicas duradouras, especialmente para jovens. Diante disso, reforça-se a importância do acompanhamento atento desses debates e da valorização de políticas e ações voltadas à proteção da vida. Finalizo reafirmando o compromisso com a defesa da vida e pedindo a Deus que derrame suas bênçãos sobre todos os bebês rejeitados e amparados pela fé. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Moraes libera Roberto Jefferson de tornozeleira para exames Após derrota histórica, Lula deve demitir aliados de Alcolumbre Moraes aciona PGR após PF dizer que Monark questiona eleições Relatório dos EUA sobre sanções comerciais ao Brasil sai em julho Congresso analisa veto ao PL da Dosimetria nesta quinta-feira WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 15/04/2026 10:30

“Operação abafa” e confiança institucional abalada

Ives Gandra Martins - 15/04/2026 10h30 Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS Foto: Geraldo Magela/Agência Senado A recente decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS de rejeitar, por 19 votos a 12, o relatório que pedia a investigação de inúmeras pessoas envolvidas na lesão a milhões de brasileiros vulneráveis — aposentados que foram assaltados por quadrilhas que atuam dentro e fora do governo — revela um cenário preocupante. Somada a isso houve, também, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de não prorrogar a CPMI. Desse modo, evidentemente, não se admite sequer que se investigue o que aconteceu nesse assalto a essa massa de vulneráveis no Brasil. Tal cenário impede uma investigação profunda e rigorosa sobre o desvio de recursos de uma vasta e fragilizada parcela da sociedade: os aposentados. Embora tenha o Governo Federal os tenha ressarcido, fê-lo com o dinheiro dos contribuintes e não com a devolução dos valores pelos que assaltaram. A imprensa também tem mostrado o escândalo do Banco Master com um prejuízo colossal para os brasileiros, estimado em mais de R$ 50 bilhões, com impacto direto sobre pequenos depositantes e a estabilidade do sistema financeiro. Tanto esse caso quanto as irregularidades no INSS ocorrem sob a gestão do presidente Lula e exigem uma apuração rigorosa em busca da verdade. Fachada do Banco Master, no Itaim Bibi, em São Paulo Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil Contudo, o que testemunhamos é um processo de “abafa” nos Três Poderes. No Executivo, o governo orienta sua base aliada a engavetar relatórios com os nomes daqueles que deveriam ser investigados. É o presidente Lula, portanto, querendo “abafar” o escândalo do INSS. No Legislativo, a presidência do Senado evita as prorrogações necessárias. No Judiciário, o Supremo também barra a continuidade das apurações. Enquanto a imprensa exerce seu papel investigativo fundamental para mostrar o que está acontecendo no país, os Três Poderes parecem caminhar na direção oposta, procurando fazer com que não se conheçam nem se investiguem os fatos. Essa paralisia deliberada das instâncias de controle não apenas perpetua a impunidade, mas também sufoca o princípio da publicidade, essencial em qualquer democracia saudável. Quando os mecanismos de pesos e contrapesos — o checks and balances — deixam de funcionar para proteger o interesse público e passam a servir como blindagem política, o Estado de Direito entra em uma zona cinzenta, onde a conveniência dos governantes se sobrepõe ao rigor da lei. O reflexo disso é a nítida perda de confiança da população nos Três Poderes, como indicam pesquisas recentes que mostram que 60% da população não confiam no STF ou apenas 16% depositam plena confiança na Corte (Estadão e Folha). O Legislativo e o Executivo enfrentam índices igualmente baixos. Ora, o povo brasileiro é inteligente e informado: ele percebe a falta de transparência e deseja saber o que se esconde por trás desses escândalos, percebendo que há esse processo de “abafa”. Ao decidirem-se pelos sigilos e pelo não prosseguimento das investigações, de modo que não sejam conhecidos os pormenores do que realmente aconteceu, as Instituições alimentam a percepção de que a corrupção é real e de que houve algum tipo de cooptação generalizada. A impressão que resta é a de que as autoridades preferem conviver com a suspeita a enfrentar as provas robustas que uma investigação traria. Para elas, a verdade parece ser mais arrasadora do que a má reputação. Vale ressaltar, ainda, que esse cenário é trágico também para a imagem internacional do país no que diz respeito à corrupção. Segundo a Transparência Internacional, o Brasil ocupa a 107ª posição em um ranking de 180 países, o que significa que 106 nações são consideradas menos corruptas que a nossa. Sempre defendi e continuo defendendo a idoneidade dos ministros da nossa Suprema Corte. Aqueles que acompanham meus artigos e redes sociais sabem que jamais fiz considerações negativas sobre a integridade de seus membros. Justamente por isso, acredito que a iniciativa de investigar a fundo todos esses casos, tanto do INSS quanto do Banco Master, deve partir de nossa Corte Excelsa. É fundamental que não restem suspeitas que venham a macular ou desfigurar a imagem do Supremo, como ocorre atualmente com os Poderes Executivo e Legislativo. Minha esperança é que surjam respostas claras para que o STF retome o prestígio de que desfrutava no passado. Enquanto persistir a percepção de que existe uma “operação abafa”, a opinião pública será negativa. A queda acentuada na credibilidade dos Três Poderes, atestada pelas pesquisas, prejudica a democracia brasileira e o projeto de construção de uma nação na qual as instituições trabalhem estritamente no interesse do povo, e não em benefício próprio. Para encerrar essa reflexão, reproduzo aos amigos uma citação que utilizei durante recente palestra no 1º Congresso da Academia Paulista de Letras Jurídicas (APLJ). A frase, atribuída ao poeta e dramaturgo francês Jean de Rotrou (1609-1650), é frequentemente lembrada para ilustrar o cinismo na busca pelo poder absoluto: “Todos os crimes são belos quando o trono é o preço”. A expressão sugere que, para alcançar ou manter-se no poder, qualquer ação, por mais imoral ou criminosa que seja, é justificada. Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 15/04/2026 09:41

Julgamento no STF pode mudar as regras da gratuidade na Justiça do Trabalho

Thassya Prado - 15/04/2026 09h41 Ministro Edson Fachin, presidente do STF Foto: Carlos Moura/SCO/STF O Supremo Tribunal Federal concluiu, na sessão virtual encerrada em 13 de abril, a votação da ADC 80, que discute os critérios para concessão da justiça gratuita na Justiça do Trabalho. O placar foi de 5 a 1, mas o julgamento ainda não está encerrado. O ministro Edson Fachin, relator do caso, pediu destaque. Com isso, a votação é zerada, e o processo será levado ao plenário físico. O resultado virtual, no entanto, já indica o que pode vir pela frente. O QUE O STF JÁ DECIDIU (E AINDA PODE MUDAR) A maioria formada pelos ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Dias Toffoli propôs uma reformulação completa das regras atuais. Os pontos centrais são: – O critério de 40% do teto do INSS, hoje em torno de R$ 3.262, foi considerado inconstitucional. No lugar, a maioria propõe um novo parâmetro: quem recebe até R$ 5 mil mensais teria presunção relativa de hipossuficiência, ou seja, não precisaria comprovar, de imediato, a impossibilidade de arcar com as custas. Acima desse valor, a comprovação passa a ser obrigatória. – O juiz, mesmo diante de quem ganha menos de R$ 5 mil, poderá negar o benefício caso identifique patrimônio ou renda familiar incompatíveis com a alegada condição. Nesse caso, o ônus da prova permanece com quem solicita a gratuidade. A maioria também propôs derrubar a Súmula 463, I, do TST, e estender essas regras a todos os ramos do Judiciário, não apenas à Justiça do Trabalho. Os efeitos valeriam somente para processos ajuizados após a publicação da decisão final. O PLACAR ERA 5 A 1; O JULGAMENTO FOI ZERADO. ENTENDA POR QUÊ Edson Fachin votou sozinho pela manutenção das regras atuais, defendendo que a autodeclaração de hipossuficiência é suficiente para garantir o benefício. Ao pedir destaque, ele retira o caso do ambiente virtual e o leva ao plenário presencial, onde o julgamento será reiniciado. O placar virtual não tem efeito vinculante. Portanto, o julgamento recomeça do zero. Ainda assim, cinco ministros já sinalizaram a mesma posição. A tendência está delineada, embora a decisão final ainda não tenha sido formalizada. O QUE MUDA NA PRÁTICA: QUEM PERDE E QUEM GANHA Hoje, qualquer trabalhador pode declarar hipossuficiência e obter a gratuidade quase automaticamente. Se o entendimento da maioria prevalecer, quem ganha acima de R$ 5 mil precisará apresentar documentos que comprovem a impossibilidade de arcar com as custas. Mesmo abaixo desse valor, a presunção passa a ser relativa, e não absoluta. Para as empresas, a possível mudança traz mais segurança jurídica para contestar pedidos de gratuidade que não correspondam à realidade financeira do trabalhador. Para trabalhadores em situação de vulnerabilidade, o novo patamar de R$ 5 mil pode representar um critério mais amplo do que o limite atual de R$ 3.262. A decisão final ainda não foi tomada, mas o sinal já foi dado. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Flávio chama julgamento do 8/1 de farsa e cobra anistia a Messias "AGU não teve participação no caso Master", diz Messias Julliany Souza grava novo álbum com participações especiais RJ: Campo Grande recebe nova edição da Festa da Cidade Batista Jorge Messias: Cabe ao Congresso definir o que é desinformação WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 14/04/2026 12:48

Dia da Memória do Holocausto de 2026

Lawrence Maximus - 14/04/2026 12h48 Museu Memorial do Holocausto Yad Vashem Foto: EFE/EPA/ABIR SULTAN Quando entrei na Sala das Crianças do Yad Vashem, havia uma escuridão. Não a escuridão do medo, mas a que nos convida ao recolhimento absoluto. Não há vitrines, nem objetos, nem fotografias expostas de forma comum. Há apenas velas – velas que um espelho infinito multiplica em milhares de minúsculas luzes tremeluzentes. O que me trespassou não foi apenas a dor. Foi a consciência de que, ao sair dali para a luz do sol, eu carregava o dever de não deixar que aqueles nomes se perdessem no esquecimento. Esta é a premissa que orienta o tema central do Dia da Memória do Holocausto de 2026, intitulado A Família Judaica durante o Holocausto. A reflexão proposta pelos organizadores transcende a habitual contagem de vítimas e convida a uma análise mais subtil: como é que o núcleo doméstico foi transformado em alvo prioritário de aniquilação e, paradoxalmente, em alicerce da sobrevivência? Estudos históricos demonstram que o regime de Hitler atacou deliberadamente as relações intergeracionais. Nos guetos superlotados, a fome e as condições degradantes esvaziaram de sentido os papéis tradicionais – pais que já não podiam proteger, avós que já não transmitiam heranças culturais. Nas rampas de seleção dos campos, a separação forçada de crianças e idosos representou uma forma de extermínio social que precedia a morte física. Conforme registrado na literatura especializada, a destruição dos laços familiares não foi um efeito colateral, mas uma finalidade em si mesma do genocídio. Contudo, a investigação sobre o período imediatamente posterior à guerra revela um fenômeno notável. Os sobreviventes que emergiram dos campos de concentração e dos esconderijos dedicaram uma energia descomunal à localização de parentes dispersos. Anúncios em jornais, redes de assistência judaica e centros de rastreamento instalados nos chamados campos de pessoas deslocadas (DP camps) tornaram-se instrumentos de uma verdadeira arqueologia afetiva. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes RJ: Campo Grande recebe nova edição da Festa da Cidade Batista Jorge Messias: Cabe ao Congresso definir o que é desinformação Deputado do PT vai presidir comissão sobre fim da escala 6x1 STF julgará queixa-crime de procuradora contra Bolsonaro Irmãos na fé, deputado Líder do PL cumprimenta Messias na CCJ WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 14/04/2026 09:39

Plurais: Pequenos detalhes, grandes tropeços

Verônica Bareicha - 14/04/2026 09h39 O plural de degrau é degraus (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik Dia desses fui ao médico e entrei no prédio onde fica o consultório pela garagem. Foi a primeira vez que passei por lá e, rapidamente, quis saber como poderia acessar o elevador. Pedi ajuda ao manobrista, e ele me respondeu: “É fácil! A senhora sobe aqueles degrais, abre a porta da esquerda e vai chegar ao elevador.” Claro que ouvi os “degrais” do moço e não o corrigi. Mas, na hora, pensei: “Isso vai virar coluna para o Pleno.News…” E aí, eu pergunto: você também se embanana com alguns plurais? Então, se isso já aconteceu, preste atenção, porque, no texto desta semana, a ideia é ajudá-lo nessa questão. Vamos começar com o plural das palavras terminadas em “u”. A regra é simples: basta acrescentar o “s”. Então: degrau – degraus; troféu – troféus; baú – baús; réu – réus. Muita gente boa acha que o plural de réu é réis. Não é. Réis é o nome de uma antiga moeda brasileira. Fique esperto, sim? Agora, as palavras terminadas em “l” pedem um pouco mais de atenção, porque aqui temos duas regras. Quando terminadas em -al, -el, -ol e -ul, substitui-se o “l” por “is”. Assim: varal – varais; papel – papéis; lençol – lençóis; azul – azuis. Mas vamos complicar um pouquinho? E o plural da palavra gol. Você sabe? Gol foge à regra, pois vem de “goal”, no inglês, e tem três plurais. Olha só: gols – a forma mais conhecida; goles – raramente utilizada; gois – segue a regra e também está registrada nos dicionários, mas quase ninguém usa. Mas note: a segunda regra para palavras terminadas em “l” diz respeito àquelas terminadas em “il”. Assim, quando forem oxítonas — ou seja, quando a sílaba tônica for a última —, trocamos o “il” por “is”. Então: canil – canis; fuzil – fuzis. E, quando forem paroxítonas — isto é, quando a sílaba tônica for a penúltima —, trocamos “il” por “eis”. Logo: réptil – répteis; fóssil – fósseis. Agora, quando as palavras terminam em “r, “z” e “s” a regra também não é das mais difíceis: basta acrescentar “es”. Olha só: mulher – mulheres; raiz – raízes; português – portugueses. No entanto, há um pequeno detalhe: quando as palavras terminadas em “s” são paroxítonas — ou seja, quando a sílaba mais forte está na penúltima —, elas ficam exatamente iguais no plural. É o caso de lápis, atlas, pires, ônibus, vírus. Um alívio, convenhamos… Seguindo, chegamos às palavras terminadas em “m”. Aqui, também não há mistério: o “m” dá lugar ao “ns”. Portanto: garagem – garagens; jardim – jardins; bombom – bombons. Já as terminadas em “n” vivem uma espécie de “dupla personalidade”, pois admitem duas formas no plural. Pólen pode ser polens ou pólenes; hífen pode ser hifens ou hífenes; e abdômen, abdomens ou abdômenes. Sim, o português permite… e cada um escolhe a forma que soar melhor ao ouvido. E, para fechar o assunto de hoje, temos as terminadas em “x”. Aqui, a regra é quase preguiçosa: nada muda; apenas o artigo indica o plural. Então: o tórax, os tórax; o látex, os látex; o ônix, os ônix. Bom… por ora é só. Prometo voltar, em breve, com plurais um pouquinho mais complicados. Espero ter ajudado. Um abraço e até a próxima! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Polícia Federal decide devolver credenciais a agente americano PGR arquiva pedido de apuração contra Gilmar por homofobia PCC usou heliponto da sede do governo de SP na gestão Doria AtlasIntel: Lula é desaprovado por 52,5% e aprovado por 46,8% Atlas/Bloomberg: Lula empata com Flávio e Zema no 2° turno WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 13/04/2026 16:36

Entre alertas e fé: Os desafios espirituais do mundo atual

Marco Feliciano - 13/04/2026 16h36 Eu sempre afirmei que a grande ameaça ao mundo nos próximos 100 anos seria a proliferação do fundamentalismo islâmico radical, que não admite controvérsias, mas exige a submissão total de todas as crenças ao islamismo. Segundo essa visão, há a previsão de que toda a Europa e os Estados Unidos se convertam ao islamismo nas próximas décadas. Agora, no Japão, milhares de pessoas têm saído às ruas em protesto contra a construção de uma enorme mesquita ao lado do Santuário Xintoísta de Samukawa Shrine. Para muitos, não se trata de adesão, mas de invasão. Há relatos de que, com o tempo, grupos passam a exigir tributos da população nativa, inclusive com ameaças. Ao longo da história do mundo, sempre existiram dominações políticas, mas, em muitos casos, foi possível manter a liberdade religiosa. O que não teria ocorrido, segundo essa visão, em contextos de domínio islâmico mais radical, onde prevalece a ideia de intolerância aos que não compartilham da mesma fé. Graças a Deus, em nosso país, as tradições judaico-cristãs estão profundamente enraizadas, o que torna mais difícil qualquer tipo de influência externa nesse sentido. Ainda assim, é necessário orar e vigiar, pois o inimigo age de forma sorrateira. Finalizo pedindo a Deus que nunca deixe apagar a luz da fé do povo brasileiro e que derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre o nosso país. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Padre faz acordo com família de Preta Gil após polêmica Juízes pedem mais prazo ao STF para regra dos penduricalhos Palestrante do evento de Cazarré, Mônica Salgado se pronuncia Após piada, Trump e Melania pedem demissão de apresentador Cremerj encontra restos mortais de fetos em unidade da Fiocruz WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 13/04/2026 11:05

Vinte anos depois: O preço de um projeto

Juliana Moreira Leite - 13/04/2026 11h05 Janja, Lula e Gleisi Foto: Ricardo Stuckert Se houve uma obra consistente ao longo de duas décadas de Partido dos Trabalhadores, foi a de transformar a política em um mecanismo de autoperpetuação travestido de justiça social. Sob o verniz moral de redenção histórica, ergueu-se uma máquina em que o Estado deixou de ser instrumento da sociedade para se tornar patrimônio de um projeto de poder. Escândalos não foram desvios — foram método. E a retórica da virtude serviu, repetidas vezes, como escudo para práticas que, em qualquer outra circunstância, seriam chamadas pelo nome correto: abuso, aparelhamento e corrupção. A economia, por sua vez, foi tratada como território ideológico, não como realidade concreta. Intervenções desastrosas, irresponsabilidade fiscal e populismo travestido de política pública produziram crescimento artificial seguido de ressaca prolongada — sempre paga pelo cidadão comum. A promessa de prosperidade virou inflação, endividamento e perda de confiança. E ainda assim, diante dos resultados, insistiu-se na narrativa de que o problema jamais era o modelo, mas sempre “o outro”: o mercado, a imprensa, a oposição, qualquer um que ousasse apontar o óbvio. O mais inquietante, contudo, não foi apenas o que se fez, mas o que se normalizou. A erosão de padrões éticos, a relativização constante do certo e do errado, e a ideia de que fins supostamente nobres justificam qualquer meio. Vinte anos depois, o legado mais duradouro talvez não esteja nas obras ou nos números, mas na cultura política que ficou: uma em que o poder se protege, a responsabilidade se dilui e a verdade se negocia. E isso, mais do que qualquer crise econômica, é o que cobra o preço mais alto de uma nação. Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Governo permitirá uso do FGTS no Desenrola para pagar dívidas PF investiga trabalho escravo em instituição religiosa no Maranhão Kassab: Em São Paulo, PSD dá apoio incondicional a Tarcísio Fátima de Tubarão, condenada do 8/1, vai para prisão domiciliar Padre faz acordo com família de Preta Gil após polêmica WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 10/04/2026 13:45

Como Israel remodelou sua guerra com o Irã?

Lawrence Maximus - 10/04/2026 13h45 No complexo tabuleiro geopolítico do Oriente Médio, a definição de “vitória” raramente se encaixa em moldes binários. A recente campanha militar da coalizão EUA-Israel contra o Irã ilustra precisamente essa nuance estratégica. Não se tratou de um triunfo absoluto nos termos clássicos, mas de uma reconfiguração profunda do equilíbrio de poder regional. Israel não alcançou todos os seus objetivos de guerra contra o Irã, mas emergiu mais seguro, com seu inimigo mais feroz gravemente enfraquecido e o equilíbrio regional mudando a seu favor. É fundamental começar com honestidade analítica: Israel não eliminou todas as capacidades nucleares iranianas. Estima-se que cerca de 460 quilos de urânio enriquecido permaneçam enterrados sob instalações montanhosas fortificadas, fora do alcance mesmo dos mais avançados sistemas de penetração israelenses. Da mesma forma, o regime teocrático de Teerã continua no poder — um objetivo implícito, ainda que raramente declarado oficialmente, por parte de alguns estrategistas israelenses. Contudo, focar exclusivamente no que não foi alcançado é ignorar a transformação estratégica que efetivamente ocorreu. A campanha israelense conseguiu cortar drasticamente os “tentáculos” do polvo iraniano que cercavam Israel: o Hezbollah, no Líbano, foi desarmado em grande parte de seu arsenal de precisão e viu sua cadeia de comando decapitada; milícias pró-Irã na Síria e no Iraque sofreram golpes severos; e a própria estrutura de comando militar e de inteligência iraniana foi abalada por eliminação de figuras-chave. A métrica mais relevante para avaliar o sucesso estratégico não é a perfeição tática, mas a redução concreta de ameaças existenciais. Sob esse prisma, o resultado é inegável: Israel enfrenta hoje menos ameaças significativas do que antes da operação. Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Homem ameaça passageiros com espada no aeroporto de Viracopos Ministro de Lula diz que escala 6x1 é cruel para as mulheres Ex-participante do The Voice morre aos 24 anos em acidente Igreja de Lúcifer tenta há 10 anos alvará para funcionar no Rio 'Tratado como lixo': Flávio critica governo Lula sobre o agronegócio WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 10/04/2026 11:15

Desrespeito à Bíblia não pode ser tratado como algo normal

Marco Feliciano - 10/04/2026 11h15 José Carlos Magdalena Fotos: Reprodução Geralmente, costuma-se dizer: “deixa pra lá”. Já passou, e pronto. E a pessoa que deu causa à ignomínia se disfarça e se confunde entre o normal. Refiro-me ao jornalista de uma afiliada da Globo no interior de São Paulo, que se referiu à Bíblia Sagrada de forma desairosa, com palavras de baixo calão, e acabou viralizando na internet. Sou legislador e sei do peso de palavras mal colocadas e das sanções a elas correlatas. Quando um religioso se refere ao uso de entidades do mal para rituais malignos, assistimos a autoridades agindo com rigor desmedido e interpretações elásticas para pressionar quem somente tem a intenção de fomentar o bem. Geralmente, o mesmo não se vê com quem, de forma jocosa, vai contra as tradições do nosso povo ordeiro, cristão e conservador. Não nos calaremos diante do mal feito em relação aos nossos símbolos sagrados. Cumpriremos nosso dever de denunciar. Finalizo pedindo a Deus forças e sabedoria para enfrentar as forças do mal. Que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o povo brasileiro. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes STF: Ação de relatoria de Cármen Lúcia está sem decisão há 13 anos Filme sobre Michael Jackson se torna melhor estreia da história Flávio Bolsonaro diz que Tarcísio será presidente "um dia" Flávio reage a vídeo do PT que tenta associá-lo ao Caso Master SP: Morre jovem baleado ao tentar proteger namorada em assalto WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 10/04/2026 11:02

O Brasil que “eles” não querem que você veja

Magno Malta - 10/04/2026 11h02 Caminhada pela anistia em Brasília Foto: EFE/ Andre Borges Eu tenho dito, repetido e, se preciso for, continuarei dizendo: o Brasil vive uma inversão moral escancarada. Neste país, quem deveria ser investigado é blindado; e quem deveria ser protegido é transformado em inimigo do Estado. É dentro desse cenário que, no próximo dia 30 de abril, conforme anunciou o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, teremos a votação do veto à dosimetria. Traduzindo para quem não circula nos corredores de Brasília, trata-se de uma tentativa, ainda tímida e insuficiente, de corrigir penas absurdamente desproporcionais impostas a brasileiros que, desde os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, vêm pagando uma conta pesada demais. Sempre fui claro sobre a minha posição. Defendo anistia total, ampla e irrestrita. Não por cálculo político, mas por senso de justiça. No entanto, sei exatamente como o sistema opera. Admitir anistia seria reconhecer excessos e desmontar uma narrativa cuidadosamente construída e protegida por setores do governo Lula e por integrantes do Supremo Tribunal Federal. E isso, para eles, não é uma opção, é um risco que não estão dispostos a correr. Enquanto isso, o Brasil real segue sendo varrido para debaixo do tapete. Escândalos envolvendo o INSS, que atingem diretamente idosos e pensionistas, passam quase despercebidos. Denúncias que tangenciam figuras próximas ao poder, como Fábio Luís Lula da Silva e Frei Chico, respectivamente filho e irmão do presidente da República, mal encontram espaço. E o que dizer das suspeitas que orbitam o chamado “caso Banco Master”? Um enredo que, segundo relatos, envolve autoridades de diversos níveis, do Legislativo ao Judiciário, mas que, curiosamente, não desperta o mesmo ímpeto investigativo. É aí que a distorção fica evidente e revoltante. Enquanto os “intocáveis” são protegidos, o cidadão comum é esmagado. Condenações de 14, 16 anos. Tornozeleiras. Vidas interrompidas. Famílias destruídas. Não se trata apenas de justiça desigual; trata-se de um sistema que escolhe quem pode cair e quem jamais será alcançado. E, como se o roteiro já não fosse previsível o suficiente, surge a figura emblemática de Jorge Messias, o “Bessias” que simbolizou os bastidores mais controversos do poder no governo de Dilma Rousseff. Hoje, reaparece com Bíblia na mão, circulando pelo Senado, em busca de viabilidade para uma vaga no Supremo. A pergunta não é retórica, é necessária: estamos diante de um candidato a magistrado ou de mais um operador político sendo reposicionado no tabuleiro? O Brasil precisa ser passado a limpo, mas não com discursos seletivos nem com uma justiça moldada conforme o réu. O país precisa de coragem para enfrentar os verdadeiros esquemas, aqueles que têm nome, sobrenome, cargo e influência. Enquanto essa coragem não se impõe, resta fazer o mínimo e aliviar o sofrimento de quem está pagando sozinho por uma conta que não contraiu. A derrubada desse veto está longe de ser o ideal, muito longe, mas pode representar um respiro. Um alívio temporário. Um raro gesto de humanidade em meio a um sistema que, há muito tempo, deixou de tratar todos como iguais Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Maíra Cardi pede orações após internação da filha de 6 meses Vorcaro pretende fechar delação até o fim da semana, diz colunista Palco de Shakira passa por nova perícia após morte de trabalhador Anvisa proíbe xaropes com clobutinol por riscos ao coração Aumenta o endividamento das famílias com sistema financeiro WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Musille record 09/04/2026 15:17

Promessa do gospel, Lis Avancini estreia primeiro projeto com single inédito

Com apenas 18 anos, a cantora inaugura uma nova etapa em sua trajetória, com uma sonoridade pop e performance fora do convencional Após conquistar o público com suas participações marcantes no “Programa Raul Gil”, Lis Avancini inicia uma nova fase com o lançamento de “Excede o Entendimento”. A faixa já está disponível nas plataformas de streaming e no YouTube. Quem acompanha a Lis há algum tempo provavelmente já foi impactado por algum vídeo no quadro “Shadow Brasil Gospel”. Ali, seu virtuosismo e a força de sua interpretação chamaram atenção em apresentações como “O Lamento de Israel”, “Divisa de Fogo”, “Lindo Momento” e “Joquebede”, alcançando milhões de pessoas e despertando nelas o desejo por um trabalho inédito, mas com a mesma identidade. “Excede o Entendimento” surge, então, com a proposta de trazer algo diferente dentro do segmento cristão. A canção nasceu em um camp de composição, onde a única diretriz, a pedido da jovem, era fugir do óbvio. Sem desconsiderar a relevância de outros estilos, ela escolheu explorar uma sonoridade mais pop. “De fato, hoje em dia, nós temos muito worship, muita música pentecostal, e a gente quis caminhar em um outro sentido, e eu amei o resultado. Foi muito legal”, explica a cantora. A letra é assinada por ela, que contou com a colaboração de Gabriel Agra, Evelyn Lima e Hananiel Eduardo – hitmaker de grandes sucessos, como “O Medo Não Vai Me Parar”, de Sarah Beatriz, “Lugar Secreto”, de Gabriela Rocha, e “Deus Faz Além”, de Bruna Olly e Isadora Pompeo. “Se eu pudesse definir não só esta canção, mas este álbum como um todo em uma única palavra seria: ousadia”, afirma a Lis. O projeto – que contará com oito faixas – é fruto de uma parceria com a Musile Records, gravadora que há alguns anos investe no desenvolvimento de novos talentos. A produção musical foi realizada por Ramon Avancini, pai da jovem, reforçando a influência familiar presente em sua trajetória. Esse vínculo também se reflete em momentos especiais, como sua participação no programa “Em Família com Eliana”, onde interpretou “Todavia Me Alegrarei” ao lado da mãe e das irmãs. Vale lembrar que mesmo antes de apresentar suas músicas autorais, Lis Avancini já acumula mais de 850 mil seguidores e ultrapassa 30 milhões de visualizações no YouTube. Com forte estratégia digital, a campanha de lançamento aposta em conteúdos inovadores e chamativos, ampliando ainda mais sua audiência e conexão com o público. “Excede o Entendimento” marca a chegada de um nome que promete surpreender! Assista “Lis Avancini – Excede o Entendimento”: Fonte: Assessoria de Imprensa Musile Records

Pleno News 09/04/2026 13:10

O ódio gratuito contra a Bíblia e a religião em afiliada da Globo

Rafael Durand - 09/04/2026 13h10 José Carlos Magdalena Foto: Divulgação O Estado Democrático de Direito assegura a todos a liberdade de consciência e de crença. Isso inclui, por óbvio, o direito de não professar fé alguma, de ser ateu, agnóstico e até mesmo de tecer críticas ácidas às instituições religiosas. Ninguém é obrigado a seguir a fé cristã ou a considerar a Bíblia como a Palavra de Deus. No entanto, o que separa a crítica legítima da criminalidade é o vilipêndio hostil, ou seja, o ato de ser intolerante, ultrajar, escarnecer e agredir, gratuitamente, o sentimento religioso alheio! Recentemente, fomos confrontados com um episódio de intolerância visceral protagonizado pelo jornalista José Carlos Magdalena. Em pleno exercício de sua profissão, durante o programa Bastidores, na rádio EP FM Araraquara (afiliada da Globo na região), ele utilizou o microfone para destilar um desprezo rasteiro contra o livro sagrado do Cristianismo. Ao dizer frases como “A Bíblia é o cacete!”, chamá-la de “livrinho idiota” e compará-la a fezes, o comunicador não estava meramente exercendo seu direito de crítica, mas estava cometendo, em tese, um crime previsto no Artigo 208 do Código Penal. Neste sentido, existe um abismo entre dizer “não concordo com os preceitos bíblicos” e afirmar que “a religião é demoníaca e deveria ser banida da sociedade”. A primeira frase é uma opinião protegida e legítima.A segunda, por sua vez, é um discurso de ódio que busca a extirpação social de um grupo. Ademais, cabe destacar que o ataque desferido pelo jornalista não é um fato isolado, mas a reiteração de um padrão que já havíamos exposto aqui no Pleno.News. Trata-se da mesma linha de intolerância observada na conduta de Eduardo Bueno, o ‘Peninha’, que sustentou a criminosa e antidemocrática tese de que evangélicos deveriam ser impedidos de votar (leia aqui). É impossível não notar a seletividade desse tipo de ataque. Se tais impropérios tivessem sido proferidos contra símbolos de outras religiões ou contra pautas identitárias caras à patrulha woke, o cancelamento seria imediato, a demissão seria sumária e a responsabilização criminal seria exigida em coro pela grande mídia. Por que contra os cristãos o ódio é tolerado como se fosse “liberdade de expressão”? Para além da esfera da fé, atacar a Bíblia com tamanha ignorância revela uma profunda carência de formação intelectual. Ora, a Bíblia não é apenas um livro religioso, é uma das fontes primordiais do Direito Ocidental e o alicerce da nossa civilização. Os conceitos de dignidade da pessoa humana, justiça social e igualdade perante a lei bebem diretamente da fonte das Escrituras. Até mesmo mentes declaradamente ateias reconhecem essa magnitude. O historiador Leandro Karnal, em uma reflexão cirúrgica sobre o tema, certa feira pontuou: “Bíblia: Livro formador do pensamento ocidental. Sem ela quase nada faz muito sentido, da Capela Sistina ao Caim de Saramago. Não é religioso? Aprenda que o seu gosto é irrelevante na formação do mundo ocidental. Tem ojeriza a textos religiosos? Você será pó e a Bíblia continuará a ter muita influência no mundo mil anos depois que seu sobrenome tiver virado fumaça nas brumas do tempo. Formação não é preferir coca zero com gelo ou só limão. Formação é processo de diálogo denso e árduo com as bases do mundo.” Juridicamente, como bem destacou a Frente Parlamentar Evangélica em nota de repúdio (leia aqui), e conforme as previsões da Lei Estadual de Liberdade Religiosa de São Paulo (Lei Nº 17.346/2021), de autoria da Deputada Estadual Damaris Moura, a proteção ao sentimento religioso não é um privilégio de casta, mas uma salvaguarda da paz pública. De modo que o vilipêndio pode atrair sanções que vão de multas administrativas vultosas à reclusão (Art. 208, CP). Portanto, não podemos permitir que o silêncio seja o cúmplice da intolerância. O respeito ao sagrado é o que garante que possamos viver em uma sociedade plural. Se hoje permitimos que a Bíblia seja tratada como “lixo” em rede nacional, amanhã não haverá direito algum que esteja seguro contra a fúria dos intolerantes. A democracia exige o direito de divergir, mas a civilidade exige o dever de respeitar! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. 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Pleno News 09/04/2026 12:10

Magno Malta lidera reação em defesa de psicólogos cristãos

Marisa Lobo - 09/04/2026 12h10 Em meio a um cenário crescente de tensões entre liberdade religiosa e regulamentação profissional no Brasil, o senador Magno Malta (PL-ES) protagoniza um movimento político de grande relevância ao instituir a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Liberdade Religiosa dos Psicólogos Cristãos. A iniciativa surge como resposta a uma realidade que já não pode mais ser ignorada: psicólogos têm sido alvo de notificações, processos ético-disciplinares e constrangimentos institucionais não por falhas técnicas, mas por expressarem publicamente sua fé, especialmente no ambiente das redes sociais. O próprio texto que fundamenta a criação da Frente reconhece a existência de “registros concretos” desse tipo de situação. Com forte embasamento constitucional, a proposta liderada por Magno Malta reafirma princípios fundamentais garantidos pela Constituição Federal, como a liberdade de consciência e de crença, além da dignidade da pessoa humana. O documento também chama atenção para o risco de normas administrativas ultrapassarem seus limites legais ao restringir indevidamente direitos fundamentais no exercício da profissão. Mais do que uma iniciativa simbólica, a Frente Parlamentar nasce com objetivos claros e estratégicos: acompanhar e fiscalizar a atuação de conselhos profissionais, combater medidas normativas desproporcionais, promover o debate sobre os limites do poder regulamentar dessas entidades e assegurar que o exercício da Psicologia esteja em harmonia com os direitos fundamentais. Nesse contexto, um movimento de grande significado reforça ainda mais a seriedade e o alcance da proposta. O senador Magno Malta me convidou para atuar como assessora da Frente Parlamentar. FRENTE PARLAMENTAR Reconhecida nacionalmente por minha atuação na defesa da liberdade religiosa e dos direitos dos psicólogos cristãos, passo a integrar essa iniciativa em um papel estratégico, contribuindo com minha experiência técnica, conhecimento da área e vivência direta das tensões enfrentadas por profissionais da psicologia no Brasil. Recebo esse convite não apenas como um reconhecimento da minha trajetória, mas também como um indicativo claro de que a Frente Parlamentar busca dialogar com quem conhece, na prática, os desafios enfrentados pela categoria. A proposta também destaca um ponto central desse debate: a religiosidade não pode ser tratada como elemento dissociado da identidade humana. Segundo o próprio documento, exigir que o profissional abandone ou oculte sua fé configura uma “fragmentação artificial da personalidade”, incompatível com os direitos fundamentais. Ao liderar essa iniciativa, Magno Malta reposiciona o debate no campo institucional, retirando-o do ambiente de silenciamento e trazendo-o para o centro das discussões democráticas. Trata-se de uma ação que não busca relativizar a ética profissional, mas impedir que ela seja utilizada como instrumento de restrição indevida de direitos. O Brasil é um Estado laico, mas não antirreligioso. E é justamente essa distinção que a Frente Parlamentar pretende reafirmar: a de que a liberdade religiosa não é concessão, mas garantia constitucional. A criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Liberdade Religiosa dos Psicólogos Cristãos, sob a liderança do senador Magno Malta e com a minha participação, marca um novo momento no país: um momento em que a liberdade de crença volta a ocupar o espaço que lhe é devido, o de direito fundamental, inviolável e inegociável. Marisa Lobo atua como psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Morre em SP Elder Motta, cantor e compositor de música gospel Zema pede que Senado tenha coragem para destituir Gilmar Rafinha Bastos ironiza fala de Morena Baccarin: "Superação" STF valida restrições à compra de terras por estrangeiros Milei anuncia que concorrerá à reeleição em 2027 na Argentina WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 09/04/2026 11:10

Acordo de paz falha e o pior pode estar começando

Vinícius Lana - 09/04/2026 11h10 Foto ilustrativa gerada por IA Foto: IA A recente tentativa de um cessar-fogo no oriente médio durou apenas algumas horas, e com isso acabou reacendendo uma das regiões mais sensíveis do planeta. O que parecia um alívio virou mais um grave alerta. Caso um acordo de paz não seja efetivado, entenda a seguir, como o cenário pode caminhar rapidamente para consequências em cadeia. O primeiro impacto é direto: o petróleo dispara e arrasta toda a economia junto. Combustível caro eleva transporte, produção e pressiona todos os preços. Em questão de meses, o mundo pode sentir o peso dessa guerra no bolso. Se as zonas de produção de energia colapsam, todo o mundo também começa a ruir. Na sequência, vem a crise alimentar, silenciosa e devastadora. Com energia cara, fertilizantes e logística entram em colapso, encarecendo a produção de alimentos. O risco de escassez cresce e as prateleiras vazias deixam de ser teoria. Um cenário que ecoa diretamente os alertas bíblicos sobre tempos de falta. Com o caos econômico instalado, o conflito tende a escalar para uma guerra regional ampliada. Israel intensifica ações, os Estados Unidos entram mais pesados e aliados do Irã reagem. O Oriente Médio volta a ser o epicentro de uma possível terceira guerra mundial. Por fim, em meio ao medo global, abre-se espaço para soluções centralizadas e controle mais rígido, assim como também a ameaça de ataques cibernéticos contra bancos e sistemas financeiros. Em suma, uma crise global criará o ambiente perfeito para a imposição de novas regras e situações de dependência, tendo como efeito uma fatídica perda da nossa liberdade. Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Soraya Thronicke acusa Frei Gilson de ser "falso profeta" Policial dos EUA deixa o Brasil após reação do Itamaraty "Por que isso incomoda?": Atriz sai em defesa de curso de Cazarré Veja a lesão de câncer de pele que Lula tinha no couro cabeludo Israel nomeia um embaixador especial para o mundo cristão WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 09/04/2026 10:10

Por que o STF segue blindado?

André Marsiglia - 09/04/2026 10h10 Foto oficial dos ministros do STF, com a composição atual completa Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF Em um Estado democrático de Direito, é necessário punir ilegalidades. Há duas formas: o Estado ter boas leis e autoridades que cumpram seu dever com independência; e a imprensa ser livre e vigilante. As instituições e autoridades são o carro. A imprensa e a opinião pública, a gasolina. Sem gasolina, o carro não anda. Sem carro, a gasolina não serve para nada. No caso Master, que se tornou o epicentro de uma crise inédita — protagonizada pelo Supremo Tribunal Federal —, a gasolina existe, e em abundância. Não apenas a imprensa independente, mas também setores relevantes da grande imprensa passaram a atuar de forma crítica e investigativa. Há informação, há pressão, há exposição. Mas não há carro. O STF expandiu sua influência de tal forma nos últimos anos que acabou submetendo as presidências da Câmara, do Senado e a Procuradoria-Geral da República. Todos como vassalos da Corte, omitindo-se das funções de fiscalizar a lei, de investigar ministros e de fazer valer o interesse público. Temos a gasolina, mas não temos o carro. E é essa sensação de total impotência diante dos absurdos sem punição, revelados cotidianamente sobre ministros do STF, que desanima a sociedade e que, ao mesmo tempo, encoraja a Corte a se perceber blindada, ainda que nua, como disse recentemente um velho político petista, expert em escândalos. Na encruzilhada em que nos encontramos, não há como “virar a página” e seguir em frente como se nada houvesse. Não há como saber-se traído continuamente e fingir que o casamento é saudável. A mais alta Corte judicial do país tem membros acusados — ainda que não formalmente — de corrupção. Democracias não sobrevivem à normalização de algo dessa natureza. Se a gasolina continuar sendo produzida sem um carro que lhe dê vazão, sem canais institucionais que atendam a seus anseios, duas consequências possíveis passam a se desenhar e ambas são terríveis. A primeira é o bloqueio da própria gasolina: a censura à imprensa e a formalização de uma ditadura da toga. Algo que, embora já se manifeste informalmente na prática, ainda não foi institucionalizado. A segunda é a convulsão social. A energia acumulada da opinião pública, sem válvulas institucionais de escape, tende a se manifestar de forma explosiva.Algo assim ocorreu, de forma relativamente pacífica, em 2013, no Brasil, e, de forma trágica, na história recente do Nepal. A blindagem contínua do STF deve servir, portanto, como alerta. É necessária uma saída institucional que permita investigar, julgar e, se for o caso, punir ministros envolvidos no caso Master. É imprescindível fazer o carro funcionar. Do contrário, o que nos espera é um completo caos. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes "Porque isso incomoda?": Atriz sai em defesa de curso de Cazarré Veja a lesão de câncer de pele que Lula tinha no couro cabeludo Israel nomeia um embaixador especial para o mundo cristão Ministro do STF fala em "prisão" de Zema em meio a embates Lula deverá usar chapéu por um mês após cirurgia na cabeça WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 08/04/2026 11:10

A trégua no Oriente Médio e a esperança de paz

Marco Feliciano - 08/04/2026 11h10 Donald Trump Foto: EFE/EPA/YURI GRIPAS / POOL Deus toma conta de tudo. Uma guerra odiosa, que poderia se arrastar por muito tempo, a dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, foi interrompida por uma trégua. Não importa o motivo da trégua ou quem deu início a ela. O importante é que as hostilidades cessaram. Por orgulho, o Irã diz ao seu público interno que saiu vitorioso, mas o mundo sabe a realidade: ninguém vence a maior força militar do mundo, os Estados Unidos, que não reduziram seu inimigo a cinzas em respeito ao povo ordeiro do Irã, que também é vítima do regime dos aiatolás, responsáveis por massacrar seu próprio povo a qualquer indício de manifestação. Reduzir uma nação a cinzas, lançando-a à Idade da Pedra, seria terrível para os cidadãos de bem. Portanto, esse cessar-fogo foi providencial e dará tempo para uma recomposição. Com a abertura do Estreito de Ormuz, a navegação se normalizará e a vida continuará, o que fará bem para todos. Mais uma vez, as forças do bem, em uma coalizão judaico-cristã com o apoio de islamitas moderados, que também foram atacados, conseguiram proporcionar uma paz tão necessária a um mundo conturbado, distanciado dos ensinamentos de Cristo: “Amai-vos uns aos outros”, algo tão presente no coração das pessoas de bem. Finalizo agradecendo a Deus por Sua promessa em João 14:27: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”. Que Deus derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o Oriente Médio. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Ministro do STF fala em "prisão" de Zema em meio a embates Lula deverá usar chapéu por um mês após cirurgia na cabeça Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões Médico é preso sob suspeita de estuprar pacientes em consultas Rio: TSE publica acórdão do julgamento de Cláudio Castro WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 08/04/2026 10:42

Os Acordos de Islamabad: Cessar-fogo entre EUA-Israel e Irã

Lawrence Maximus - 08/04/2026 10h42 Bandeira nacional do Irã está enrolada em uma estátua em Teerã Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH No dia 7 de abril, sob mediação do Paquistão, EUA e Irã firmaram um cessar-fogo de duas semanas, com negociações previstas para 10 de abril em Islamabad. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, atuou como principal articulador, enquanto o vice-presidente americano, JD Vance, coordenou-se por telefone. Os chanceleres do Egito e da Turquia também participaram, e o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, convenceu a Guarda Revolucionária a aceitar os termos. O Irã apresentou um conjunto abrangente de exigências: garantia de fim permanente da guerra com compromisso de que EUA e Israel não promoveriam novos ataques; revogação total de todas as sanções primárias e secundárias; extinção de resoluções condenatórias do Conselho de Segurança da ONU e da AIEA; pagamento de reparações ao Irã; retirada das forças americanas da região; e cessação das operações israelenses contra o Hezbollah no Líbano e demais aliados do chamado “Eixo de Resistência”. Ademais, Teerã propôs a cobrança de uma taxa sobre navios que transitassem pelo Estreito de Ormuz, cuja receita seria dividida com Omã e destinada à reconstrução pós-conflito. O acordo será consagrado por resolução do Conselho de Segurança da ONU. Não está claro se os EUA aceitaram as exigências iranianas. O plano de dez pontos é preliminar, enquanto a contraproposta americana de quinze pontos – equivalente a uma capitulação iraniana – também estará sobre a mesa. Como ficou a coalizão no cessar-fogo? Perdeu a guerra? A coalizão EUA-Israel teve sucesso em destruir a capacidade militar convencional de ponta e a estrutura de comando do Irã, além de infligir danos econômicos potencialmente irreversíveis. No entanto, falhou em desmantelar a estrutura de poder do regime, que permanece resistente e ainda possui ferramentas perigosas para retaliar e negociar, mantendo suas principais ferramentas de barganha. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teria ficado descontente com o acordo da Casa Branca e prometeu continuar a campanha militar israelense para ocupar todo o sul do Líbano e criar uma zona tampão. Líderes da oposição e outras lideranças israelenses criticaram duramente o cessar-fogo com o Irã, chamando-o de uma falha de liderança política e estratégica e alertando sobre consequências de longo prazo para a segurança de Israel. Em sentido oposto, os Estados do Golfo acolheram o cessar-fogo, exigindo o fim das hostilidades, apesar de ataques iranianos persistentes. O contexto permanece volátil: horas após o anúncio de Trump, o Irã lançou mísseis contra Israel, e o Bahrein ativou sirenes de ataque aéreo. Alertas continuaram em Israel, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade do acordo. Em suma, não se pode afirmar que a coalizão EUA-Israel tenha perdido a guerra, tampouco que tenha vencido; o que se observa é a transição para uma fase de guerra híbrida, na qual negociações frágeis coexistem com ataques pontuais e disputas por legitimidade internacional. Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Fim da escala 6x1 "é tendência mundial", diz ministro de Lula FBI repatria criança levada a Cuba para "transição de gênero" Netanyahu revela câncer e que retirou tumor maligno Gilmar Mendes se desculpa após fala sobre homossexualidade TSE aprova repasse de R$ 13,2 milhões para eleições no exterior WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 08/04/2026 10:09

Empresas serão obrigadas a fiscalizar vacinas dos colaboradores?

Thassya Prado - 08/04/2026 10h09 Vacina Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil No último dia 6 de abril, foi publicada a Lei nº 15.377/2026, que altera a CLT para determinar que empresas disponibilizem informações sobre campanhas oficiais de vacinação, HPV e cânceres de mama, colo do útero e próstata a seus empregados. Bastaram algumas horas para os comentários na internet esquentarem. No Instagram, um seguidor do Pleno.News reagiu assim: “Mais um encargo para o empresário. Preocupar com a caderneta de vacinação de um monte de marmanjo.” Outras dúvidas apareceram na sequência: “Detectar câncer? Que exame é esse?” “Não quero patrão mandando no meu corpo.” Postagem do Pleno.News sobre o assunto Na prática, o que esses comentários revelam é algo que vejo com frequência no meu trabalho como advogada empresarial: a desinformação sobre direito do trabalho no Brasil é grande, e ela prejudica tanto o trabalhador quanto o empresário. Por isso, minha intenção neste artigo é esclarecer o que a Lei nº 15.377/2026 realmente diz, o que muda na prática e o que é, simplesmente, fake news. Empresas terão que fiscalizar a caderneta de vacinação dos colaboradores? Não. Essa afirmação é fake news. A lei não cria nenhuma obrigação de controle, cobrança ou fiscalização sobre o histórico vacinal de ninguém. O que ela determina é que a empresa disponibilize informações sobre campanhas oficiais de vacinação. Informar é diferente de fiscalizar. A empresa comunica. O trabalhador decide. Aliás, empresas já fazem isso rotineiramente com dezenas de outros temas: campanhas de saúde mental, prevenção de acidentes, programas de qualidade de vida. A lei apenas inclui mais um tema nesse rol de comunicação interna que o RH já conhece bem. Que exame de câncer é esse? O que é o HPV e o que tem a ver com o Papanicolau? O HPV é uma infecção sexualmente transmissível comum que, em determinados casos, pode evoluir para cânceres. O Papanicolau, o popular “preventivo”, é o exame que rastreia alterações celulares causadas pelo HPV antes que se tornem um problema grave. Para os homens, os exames de rastreamento de câncer de próstata incluem o PSA e o toque retal. São exames simples, acessíveis pelo SUS e que salvam vidas quando feitos regularmente. O problema é que muita gente adia por não conseguir faltar ao trabalho sem prejuízo financeiro. É exatamente nesse ponto que a nova lei atua. Quem deve se vacinar contra o HPV? A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente pelo SUS, mas com critérios definidos pelo Ministério da Saúde: meninas e meninos de 9 a 14 anos, pessoas imunossuprimidas ou vítimas de violência sexual até 45 anos. A maioria dos trabalhadores adultos não se enquadra nesses critérios. Para essa parcela, o que a lei promove na prática é o acesso à informação sobre os exames preventivos, o principal instrumento de detecção precoce disponível para quem já passou da faixa etária da vacinação. O que muda para as empresas na prática com a Lei nº 15.377/2026? As empresas passarão a incluir nos seus canais internos de comunicação informações sobre vacinação, HPV e os cânceres previstos na lei, seguindo as orientações do Ministério da Saúde. A mudança mais concreta está no art. 473 da CLT: o trabalhador agora pode faltar para realizar exames preventivos sem desconto no salário. Essa ausência passa a ser falta justificada por lei. Para o RH, isso significa atualizar políticas internas e garantir que nenhum desconto indevido seja aplicado. Dito isso, vale, enfim, ressaltar que a Lei nº 15.377/2026 não invade a vida privada de ninguém. Ela remove um obstáculo: o medo de perder o dia de trabalho na hora de cuidar da saúde. Diagnóstico precoce salva vidas, e uma falta justificada pode ser a diferença entre um tratamento simples e um quadro avançado. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Fim da escala 6x1 "é tendência mundial", diz ministro de Lula FBI repatria criança levada a Cuba para "transição de gênero" Netanyahu revela câncer e que retirou tumor maligno Gilmar Mendes se desculpa após fala sobre homossexualidade TSE aprova repasse de R$ 13,2 milhões para eleições no exterior WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 07/04/2026 12:12

Meu preconceito com a Assembleia de Deus

Luiz Sayão - 07/04/2026 12h12 Foi há 40 anos. Eu nunca tinha visto um culto da Assembleia de Deus. Na minha juvenil prepotência, guardava todo tipo de preconceito contra os assembleianos. Via aquele povo como gente inculta, sem teologia, legalista. Para piorar minha pobre condição, eu era aluno da Universidade de São Paulo, estudava hebraico, falava inglês e aprendia alemão. Já me sentia “teólogo”. Como Deus poderia lidar com uma criatura de cabeça dura? Por caminhos que só a graça divina prepara, acabei indo parar em um culto assembleiano. Era tudo estranho. Gente simples, vestida de modo peculiar. Ternos, saias e coques marcavam o cenário modesto da pequena igreja de bairro. Mas a serenidade daquela gente sofrida me chamou a atenção. As orações calorosas em conjunto foram uma surpresa à parte. Palavras, testemunhos e versículos completavam a experiência inusitada que, aos poucos, amansava a arrogância oculta do meu coração pecador. Foi então que o dirigente convocou a todos: “Vamos cantar o hino 126 da Harpa.” Entre aleluias e glórias, o povo entoou: “Bem-aventurado o que confiaNo Senhor, como fez AbraãoEle creu, ainda que não viaE, assim, a fé não foi em vão” Ver aquela gente humilde adorando me quebrou. O calor daquele momento espiritual me aqueceu, enquanto eu corava por minha arrogância ali humilhada. Descobri que eu não sabia de nada e que, com bondade, o Pai me ensinava. Mas, ao ouvir outra estrofe do hino, a cura completa irrompeu, com lágrimas que banharam o rosto do menino insolente: “Quem quiser de Deus ter a coroaPassará por mais tribulaçãoÀs alturas santas ninguém voaSem as asas da humilhação” Nunca me esqueci do hino libertador. E, às vezes, o menino mau volta. Nessas horas, eu canto: “Às alturas santas ninguém voa sem as asas da humilhação.” Assembleia de Deus em todo lugar. Até na lua. Luiz Sayão é hebraísta, teólogo, linguista, tradutor bíblico e pastor da Igreja Batista Nações Unidas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Zema dispara criticas ao STF e diz que a Corte “está podre” Andrei contradiz EUA e nega que delegado da PF tenha sido expulso Preso por feminicídio de miss se enforca na cadeia, diz polícia Relator adia parecer de minerais críticos após pedido do governo Flávio participa da Norte Show e critica política econômica WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 07/04/2026 09:31

Isto, isso ou aquilo: Descomplicando os pronomes demonstrativos

Verônica Bareicha - 07/04/2026 09h31   Escolhas (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Hoje quero compartilhar um poema fofo, daqueles que a gente lê achando que é só para criança… até perceber que não é. Acompanhe comigo: Ou isto ou aquilo – Cecília Meireles Ou se tem chuva e não se tem sol, ou se tem sol e não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva! Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares! Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro. Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo… e vivo escolhendo o dia inteiro! Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranquilo. Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo. A ideia de Cecília é falar sobre escolhas. E daria para a gente ficar aqui filosofando um tempão sobre isso… mas hoje quero puxar a conversa para outro lado: os pronomes. Mais especificamente os demonstrativos: isto, este, isso, essa, aquilo, aquele. Sim… eu sei. Só de ler, teve gente que já se arrepiou. Aposto. Mas vamos com calma; é simples. Via de regra, pronomes são palavras que acompanham ou substituem substantivos. E os demonstrativos são aqueles que usamos para apontar coisas: no espaço, no tempo ou até dentro do próprio texto. Então, quando Cecília diz “isto” e “aquilo”, ela não está só falando de escolhas. Ela também está sugerindo distância. De cara, já fica fácil notar que isto está perto de quem fala… e aquilo, distante. Notou? É exatamente assim que os pronomes demonstrativos funcionam no espaço. Usamos este quando algo está perto de quem fala; esse, quando está perto de quem ouve; e aquele, quando está longe dos dois. Pensando em escolhas, olhe só: ou escolho este chocolate delicioso aqui, na minha frente… ou elogio esse corpo que é seu… ou admiro aquele corpo lá longe, atravessando a rua. Percebe como a escolha muda conforme a distância? Nesse sentido, os pronomes demonstrativos funcionam quase como um GPS da fala. Mas há um detalhe que vive escapando: se você fala do lugar onde está, o correto é este. Por isso, nada de dizer: “Nesse país não tem um político honesto”. Se você está aqui, no Brasil, o correto é: “Neste país…” Combinado? Agora, olhe só: o poema também nos ajuda a entender o tempo. Repare: a criança está sempre decidindo agora: “Vivo escolhendo o dia inteiro”. Tudo acontece no presente, no momento da escolha. Por isso, usamos este para o tempo presente: “Este dia inteiro é feito de escolhas.” Mas, quando olhamos para trás, a perspectiva muda: “Esse dia foi difícil, pois tive que escolher o tempo todo.” Note que esse se refere a um passado recente. E, se for algo mais longe ainda: “Naquele tempo, quando eu era criança, escolher parecia mais simples.” Aqui, aquele aponta para um passado distante. Agora vem a parte que parece mais complicada; mas vai por mim, não é. Dentro do texto, os pronomes demonstrativos funcionam como setinhas invisíveis — e o poema mostra isso de forma sutil. Quando Cecília escreve “ou isto ou aquilo”, ela ainda não explicou exatamente o que é “isto” ou “aquilo”. Ela abre possibilidades. Assim, isto aponta para frente, para tudo o que ainda será apresentado: chuva ou sol, luva ou anel, brincar ou estudar… Depois que essas ideias aparecem, conseguimos retomar tudo: “Esse é o dilema do poema: escolher o tempo todo.” Ou seja: este / isto apontam para o que ainda será dito; esse / isso retomam o que já foi dito. No fim das contas, esses pronomes funcionam como dedos apontando para o agora, para o antes, para perto, para longe ou para algo que você ainda vai revelar. Porque, na vida, sempre escolhemos e sempre é assim: ou isto… ou aquilo. Espero ter ajudado. Um abraço e até a próxima! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 06/04/2026 14:13

Deus escreve a história no Seu tempo

Marco Feliciano - 06/04/2026 14h13 Apoiadores da República Islâmica do Irã Foto: EFE/Jaime León Deus, em Sua onipotência, às vezes complica, depois descomplica e, finalmente, explica. Nós, na nossa pequenez, não conseguimos entender os desígnios do Criador. Quinhentos anos antes de Cristo, o rei persa Ciro, o Grande, cumprindo uma profecia bíblica, libertou o povo hebreu do cativeiro babilônico. Essa profecia havia sido escrita cerca de 200 anos antes, em Isaías 44:28 e 45:1-13, quando Deus chama Ciro de “ungido”, prevendo que ele conquistaria a Babilônia, permitiria a reconstrução do templo em Jerusalém e libertaria o povo judeu do cativeiro. Como os desígnios de Deus são incompreensíveis, passaram-se cerca de 2.500 anos e, nos dias atuais, o povo persa, hoje representado pelos iranianos, está há 47 anos cativo de uma oligarquia religiosa radical, sem liberdade. Muitos, ao se manifestarem, são executados aos milhares, sem defesa. E agora, exatamente pelo povo que lhes deve gratidão, o povo judeu, surge uma esperança de libertação. O tempo de Deus é diferente do nosso. A liberdade está chegando, e a prova da presença do Eterno está no desenrolar da guerra, poupando a população civil de mais de 80 milhões de pessoas, com ataques cirúrgicos em instalações militares e nucleares. Finalizo agradecendo a Deus por permitir que um povo liberto há 2.500 anos retribua essa liberdade ao mesmo povo nos dias atuais. Que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre o povo iraniano. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Trump: É altamente improvável que estendamos trégua com Irã AGU recua e pede ao X que não exclua posts de jornalistas 8/1: Entenda prisão de ex-policial Marco Alexandre em Minas Gerais Lula: "Brasil pode virar Arábia Saudita do biocombustível” Milicianos tentam usar decisão de Moraes para anular investigações WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 06/04/2026 12:15

Enquanto a reforma tributária avança, a incerteza cresce

Ives Gandra Martins - 06/04/2026 12h15 Reforma tributária Foto: Pixabay Ao fazer a abertura de mais uma reunião do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP, que debateu o tema Soberania fiscal em xeque? Tensões e novos paradigmas tributários, fiz a reflexão que trago aos amigos leitores. Estamos vivendo um momento extremamente complicado no Brasil, em que os Poderes se confundem. Trata-se de um momento de máxima insegurança jurídica, em que escândalos vêm à tona e os Poderes envolvidos se autoprotegem, numa tentativa de ocultar tanto aquilo que se busca conhecer quanto aquilo que está errado. Tudo isso acompanhado de um novo sistema tributário que já teve sua implementação com a CBS e em 2029 terá com o IBS. Trata-se de uma tributação de consumo que amplia o número de artigos referentes ao tema constantes no Código Tributário Nacional. Na legislação aprovada, estamos com dez vezes mais artigos sobre a tributação do consumo do que aqueles que constam no CTN, além de três vezes mais artigos para a tributação do consumo do que todo o sistema tributário que conseguimos aprovar na Constituição de 1988. Essa inflação normativa não é apenas um detalhe estatístico; ela representa um aumento real no custo de conformidade para o contribuinte. Durante o longo período de transição, as empresas serão obrigadas a conviver com dois sistemas tributários distintos e paralelos, gerando uma sobrecarga administrativa sem precedentes. Em vez de eliminarmos a burocracia, corremos o risco de institucionalizar um ‘monstro de duas cabeças’ que exigirá investimentos massivos em tecnologia e assessoria jurídica apenas para que o setor produtivo consiga cumprir suas obrigações básicas. Os idealizadores da pretendida reforma afirmam que essa decuplicação de artigos sobre consumo e a triplicação de artigos constitucionais têm o objetivo de simplificar o sistema tributário. Confesso que minha inteligência é limitada demais para compreender uma simplificação tão complexa quanto a que vem sendo implementada. É fundamental, porém, que continuemos a fazer o que sempre fizemos no Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP desde sua fundação: debater, refletir e sugerir. Atualmente, contamos com um grupo de estudiosos integrado por renomados colegas, como os economistas Marcos Cintra e Paulo Rabello de Castro, além de Felipe Silva, diretor da Faculdade Brasileira de Tributação, que é a única instituição de ensino superior dedicada exclusivamente ao Direito Tributário no Brasil. Sob nossa coordenação, estamos elaborando um livro a respeito da reforma da tributação do consumo, no qual analisaremos as dificuldades que já se manifestam neste início de implementação. Essas análises, que estamos consolidando em nossa obra, não se limitam a meras críticas teóricas; configuram-se como alertas práticos sobre os gargalos que o texto atual ignora e que demandarão, inevitavelmente, uma correção de rumo legislativa. O rigor técnico de renomados especialistas serve aqui como subsídio fundamental para que as falhas de implementação sejam mitigadas antes que se tornem entraves permanentes ao desenvolvimento econômico. Em todas as nossas ações, devemos observar que, a partir de 2027, teremos um novo Legislativo capaz de promover mudanças significativas no cenário atual, haja vista a renovação de dois terços do Senado Federal. É evidente a percepção de que haverá uma maioria conservadora no Congresso, o que deve favorecer uma reflexão profunda sobre o modo adequado de simplificação do nosso sistema tributário. Quanto mais nos aprofundamos no estudo da Reforma Tributária — como ocorreu durante a elaboração do livro que lancei em parceria com o advogado e professor Daniel Moretti —, mais as incertezas se multiplicam. Ao dialogar com tributaristas de alto nível e docentes das principais universidades do País, percebo que as dúvidas são inúmeras. Essa atmosfera de hesitação não é apenas um debate entre acadêmicos; ela se traduz em um impacto severo sobre o investimento produtivo. A incerteza tributária atua como um freio invisível, gerando um ambiente de ‘esperar para ver’ que afasta o capital e adia projetos estratégicos. Sem regras do jogo claras e previsíveis a médio prazo, o investidor retrai-se, o que compromete o crescimento econômico imediato do País e a própria geração de empregos. Por essa razão, tenho encerrado minhas palestras sobre o novo sistema com uma postura de cautela: quando questionado sobre minha opinião, não respondo sim nem não; eu respondo talvez. Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 02/04/2026 18:27

As nulidades no julgamento de Cristo

Rafael Durand - 02/04/2026 18h27 Lavar as mãos (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Nesta Semana Santa, enquanto milhões de pessoas ao redor do mundo voltam os olhos para a Cruz, é fundamental refletirmos não apenas sobre o sacrifício teológico, mas sobre o processo que o antecedeu. O julgamento de Jesus de Nazaré é, sob qualquer ótica jurídica, o maior erro judiciário da história da humanidade. É o retrato de como o sistema, quando corrompido por interesses políticos e pressão popular, pode transformar o justo em réu e a lei em ferramenta de opressão. O simulacro de justiça Ao analisarmos os autos desse processo histórico, deparamo-nos com uma sucessão de nulidades absolutas que fariam qualquer tribunal moderno anular o feito. Primeiro, a violação do Princípio da Publicidade: o julgamento ocorreu na calada da noite, longe dos olhos do povo e da transparência necessária aos atos judiciários. Ademais, houve o completo desprezo pelo Direito à Ampla Defesa e ao Contraditório. Jesus foi privado de um defensor e confrontado com testemunhas cujos relatos eram nitidamente contraditórios e falsos. Mais grave ainda foi a violação do Princípio do Juiz Natural: Cristo foi jogado de um tribunal a outro, de Anás a Caifás, de Pilatos a Herodes, sem que se respeitasse a competência legal de cada autoridade. Por fim, a sentença de Pilatos não foi baseada em fatos ou provas, mas na conveniência. Ao lavar as mãos, o magistrado romano abdicou da sua imparcialidade para ceder à pressão da multidão. Em outras palavras, o direito cedeu ao ruído das ruas e a justiça ajoelhou-se perante o poder! As injustiças do nosso tempo A analogia com a contemporaneidade é inevitável. Ainda hoje, assistimos a autoridades que, por vezes, ignoram o devido processo legal em nome de projetos de poder ou para satisfazer o clamor momentâneo da opinião pública. Neste sentido, a instrumentalização do sistema jurídico para perseguir adversários ou silenciar vozes dissonantes é uma ferida aberta que nos lembra que, sem princípios éticos e respeito à lei, a toga pode tornar-se um instrumento de tirania. Quando o rito é atropelado e o réu é condenado antes mesmo de ser ouvido, a justiça deixa de ser um ideal civilizatório para tornar-se um espetáculo de força. O julgamento de Cristo nos alerta que a autoridade sem compromisso com a verdade é, por essência, injusta. O propósito que supera o erro Entretanto, para nós, cristãos, a reflexão não termina na indignação jurídica. Há uma dimensão que transcende a nulidade dos tribunais humanos. Jesus, sendo o Filho de Deus, o próprio autor da Vida, submeteu-se voluntariamente a esse processo viciado. Ele aceitou a ausência de defesa para ser o nosso Advogado (1 Jo 2:1). Ele suportou as testemunhas falsas para que pudéssemos conhecer a Verdade que liberta (Jo 8:32). Ele aceitou uma sentença injusta para que nós, culpados, pudéssemos receber a justiça de Deus. O propósito benevolente e amoroso de Cristo transformou o maior erro judiciário de todos os tempos no maior ato de salvação. Na cruz, a injustiça dos homens encontrou-se com a misericórdia de Deus. Que nesta Páscoa possamos lembrar que, embora as autoridades terrenas falhem, existe um Juiz Justo que, por amor, entregou-se para que tivéssemos vida em abundância! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Javier Milei assina acordo com Benjamin Netanyahu em Israel Gilmar pede que Moraes inclua Zema no inquérito das fake news Brasileira morre após fazer três cirurgias plásticas na Bolívia Pré-candidata de esquerda a presidente defende fim da PM Israel diz que militar martelando estátua de Jesus é episódio grave WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 02/04/2026 10:26

No Canadá, citações bíblicas serão criminalizadas 

Vinícius Lana - 02/04/2026 10h26 Bandeira do Canadá (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay/Jude Joshua A partir de agora, em terras canadenses, você pode até ser preso se uma citação bíblica sua for interpretada como “discurso de ódio”. Essa é a polêmica que explodiu após um projeto de lei ganhar força, no Canadá. Uma proteção legal que garantia a defesa de falas baseadas em textos religiosos está sendo removida. O que antes servia como escudo para a liberdade de crença agora passa a ficar nas mãos da interpretação do sistema. Diversos especialistas afirmam que isso pode abrir caminho para criminalizar ensinamentos bíblicos tradicionais. Na prática, não é que a Bíblia tenha sido proibida diretamente. Mas, a partir desse cenário, tudo passa a depender de interpretação. Se alguém considerar sua fala ofensiva, você pode ser enquadrado. O mais impressionante é que isso já estava até previsto na própria Bíblia. Em 2 Timóteo 4:3, é dito que chegaria um tempo em que muitos não suportariam mais a sã doutrina. Prefeririam ouvir apenas aquilo que agradasse aos seus próprios desejos. Ou seja, a verdade não seria apenas rejeitada; ela passaria a ser combatida. E é exatamente esse o espírito do nosso tempo: a verdade passou a ser tratada como agressão, enquanto o erro é protegido como se fosse virtude. Qualquer mensagem que confronte o pecado, a desordem moral ou a rebelião contra Deus, rapidamente começa a ser vista como inaceitável. A censura da fé cristã prepara o caminho para um controle mais rígido no futuro. O que hoje é interpretado como ofensivo, amanhã pode ser proibido. O fim da liberdade de expressão não está distante — esse tempo já começou a se manifestar. Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Na Espanha, Janja chama redes sociais de “quinto poder” Lula na Alemanha: "Pra que serve Conselho de Segurança da ONU?" Falha técnica faz voo que iria aos EUA retornar para Guarulhos Vice de Trump participará de 2ª rodada de negociações com Irã Quase 70% dos brasileiros estão endividados, diz pesquisa WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 02/04/2026 09:41

Licença-paternidade: O que muda para as empresas a partir de 2027?

Thassya Prado - 02/04/2026 09h41 Papai e bebê (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Alina Matveycheva Na última terça-feira (31), foi sancionada a lei que amplia o período de afastamento do trabalho do pai, em sua licença-paternidade, após a chegada de um filho, dos atuais cinco dias para até 20 dias, com vigência a partir de janeiro de 2027. Para as empresas, a mudança traz novas obrigações diretas que precisam entrar no radar do RH agora. Até hoje, a licença-paternidade era de cinco dias corridos, custeada pela própria empresa, sem reembolso da Previdência Social e sem qualquer estabilidade no emprego após o retorno ao trabalho. O direito se aplicava apenas a trabalhadores com carteira assinada e a servidores públicos. Com a nova lei, esse cenário muda gradualmente: — A partir de janeiro de 2027: 10 dias de afastamento. — A partir de janeiro de 2028: 15 dias de afastamento. — A partir de janeiro de 2029: 20 dias de afastamento. O custo do afastamento passa a ser da Previdência Social. A empresa mantém o pagamento integral do salário durante a licença, mas será reembolsada pelo INSS, seguindo a mesma lógica já aplicada na licença-maternidade. Além do aumento no período e da mudança no custeio, a lei cria estabilidade no emprego. O pai não pode ser demitido sem justa causa durante a licença; nem nos 30 dias após o retorno. Demitir dentro desse período pode gerar reintegração ou indenização para a empresa. O direito também foi ampliado para além da CLT. Autônomos, empregados domésticos e MEIs passam a ter acesso ao benefício. Para empresas participantes do Programa Empresa Cidadã, é possível acrescentar 15 dias adicionais, chegando a até 35 dias no total. A lei ainda prevê situações específicas que o RH precisa conhecer: — Falecimento da mãe: o pai tem direito a até 180 dias de afastamento. — Filho com deficiência ou doença rara: a licença é ampliada em um terço. — Casais homoafetivos: um dos integrantes pode usufruir da licença-maternidade e o outro da paternidade. A lei entra em vigor em janeiro de 2027, mas a adequação começa antes disso. Políticas internas, contratos e processos de RH precisam ser revisados para contemplar as novas regras de afastamento, pagamento e estabilidade. Empresas que não observarem o período de estabilidade estarão expostas a ações trabalhistas. E, como sempre, o passivo começa antes do processo. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Advogados reagem após Moraes afastá-los do caso Tagliaferro Lula expressa solidariedade ao papa em meio a críticas de Trump Acidente com equipe da TV Band Minas deixa um morto na BR-381 Prime Vídeo divulga novos atores que estarão na série Tremembé Genial/Quaest: Desaprovação de Lula cresce entre os evangélicos WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 01/04/2026 20:17

A perigosa defesa da legalização das drogas por Gilmar Mendes

Marco Feliciano - 01/04/2026 20h17 Ministro Gilmar Mendes Foto: Antonio Augusto/STF Nosso país, de tradição judaico-cristã, mantém arraigada a ojeriza a qualquer tipo de droga. Nossos jovens, em sua maioria, ainda mantêm distância desses vícios malignos que destroem famílias e causam uma dependência nefasta, muitas vezes, permanente e irreversível. Eu, na qualidade de legislador, bato-me com todas as armas disponíveis em meu mandato para combater a descriminalização das drogas, sejam elas quais forem. Não existe droga leve. Todas são uma desgraça na vida do usuário e de suas famílias. Portanto, nós, formadores de opinião, temos o dever de incutir na sociedade os malefícios que advêm do consumo de drogas, verdadeiro flagelo da sociedade moderna. Agora, de verdade, me causa uma espécie de revolta ver um ministro da Suprema Corte de nosso país, como o ministro Gilmar Mendes, manifestar-se no sentido de legalizar drogas. Ele se esquece de que países que flexibilizaram suas leis, afrouxando a repressão, colheram consequências graves e, agora, tentam retroceder, retomando a criminalização para reparar o que ainda é possível. Finalizo pedindo a Deus que ilumine nossas autoridades, para que usem suas prerrogativas em favor da nação, no combate às drogas — e não na defesa de sua liberação — para que tenhamos sempre gerações saudáveis e ordeiras. E peço que Ele derrame suas mais escolhidas bênçãos sobre todos os jovens de nosso país. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Frias recebe alta: "Indo para casa ao lado do amor da minha vida" Michelle contesta candidatura de Izalci Lucas ao governo do DF Lula fala em regular plataformas que causam "dano à democracia" Irã declara Ormuz "totalmente aberto" até o fim do cessar-fogo AGU notifica jornalista após reclamação feita por Erika Hilton WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 31/03/2026 10:32

A palavra do momento: Misoginia

Verônica Bareicha - 31/03/2026 10h32 (Imagem ilustrativa) Foto: Unsplash/Soheb Zaidi Moro no Espírito Santo. E, se há um lugar lindo e especial, dos muitos por onde já passei neste país afora, é este estado. Aqui, há uma calmaria no ar, dessas que aquietam o coração. Sem falar nas belezas naturais e no charme das pequenas cidades, com seus traços de colonização italiana e alemã. Mas há um contraste que incomoda. Esse lugar que tanto gosto também ostenta números altos de feminicídio e de crimes contra a mulher. Na última semana, na madrugada do dia 23, a primeira comandante da Guarda Civil de Vitória, capital do estado, foi morta a tiros pelo ex-namorado, que tirou a própria vida em seguida. Foi de forma cruel que a policial Dayse Barbosa — referência no combate à violência contra a mulher — se tornou vítima do crime que tanto combatia. Coincidentemente, também na semana passada, o Senado aprovou o chamado PL da Misoginia, que define como crime “a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”. E foi impossível não pensar: o que, na prática, essa lei poderia ter feito por Dayse? Confesso que fui tentar entender melhor o tal termo “misoginia”. Já havia ouvido falar, claro. Mas nunca tinha parado para olhar com mais atenção. E o que encontrei foi um verdadeiro balaio de gatos. A pauta é progressista e identitária, pois tem o objetivo de defender minorias. O objetivo desta humilde coluna é ajudar leitores com dificuldades com o nosso idioma. Assim, se eu fosse fazer um glossário sobre o tema, englobaria machismo, patriarcado, machosfera, redpill — ou seja, teorias de superioridade masculina. Femismo, que prega a superioridade da mulher; feminismo, que busca a igualdade entre os sexos; e misoginia, que seria a aversão a mulheres pelo fato de elas serem mulheres. Mas não para por aí. Surgem ainda termos importados, difíceis até de se pronunciar: mansplaining, manterruption, gaslighting, bropriating… Se a sua cabeça deu um nó, fique tranquilo. A minha também. Ainda assim, a pergunta continua ecoando: o que essa lei teria feito por Dayse? Para mim, a resposta mais honesta veio de uma amiga. Essa querida também faz parte das estatísticas. Viveu por anos um relacionamento abusivo, que só terminou quando o então marido a ameaçou de morte, descrevendo, inclusive, como faria. Ela, quando soube do caso da policial, disse algo que não me saiu da cabeça: — Se uma guarda que combatia esse tipo de crime teve esse fim… pobre de mim. E foi aí que entendi que talvez a pergunta não seja exatamente sobre o nome que damos às coisas. Sim, a lei define, enquadra, tipifica. Organiza o mundo no papel. Mas a vida não cabe só nisso. Como mulher, já fui vítima de misoginia. Me pergunto: e quantas de nós não fomos? Imagino que todas tenhamos sido. Então, na boa? Não é o papel mandando prender, punir ou amordaçar que vai mudar o comportamento do ser humano. Antes, é a educação. É o falar sobre. É o ensinar a não. Porque, no fim das contas, enquanto discutimos até onde alguém pode falar; o que é ou não é comportamento de ódio; há mulheres tentando simplesmente continuar vivas. E protegê-las deveria ser a maior urgência. Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Moraes indica defensor público para defesa de Tagliaferro Gayer lidera intenções de voto para o Senado em Goiás Homem é preso após agredir e forçar mulher a fazer tatuagens Celina Leão vê "falta de vontade" do governo Lula em ajudar o BRB Quem é o dono da Choquei, preso na Operação Narco Fluxo da PF WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 30/03/2026 18:02

Alexandre de Moraes votou um PL que abre caminho para a perseguição de psicólogos cristãos?

Marisa Lobo - 30/03/2026 18h02 Atendimento psicoterápico (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ Mart Production O ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou a favor de um projeto de lei que, na prática, abre caminho para a perseguição de psicólogos que se denominam cristãos? Essa é a pergunta que precisa ser feita com coragem; porque o que está em jogo não é apenas uma questão técnica, mas um princípio fundamental de liberdade. Há algo profundamente incoerente — e juridicamente questionável — no movimento que tenta impedir psicólogos de se identificarem como cristãos no exercício público de sua profissão. Não se trata de zelo ético. Trata-se, na prática, de um mecanismo de constrangimento ideológico que vem sendo aplicado de forma seletiva. É preciso nomear o que está acontecendo: psicólogos cristãos têm sido desproporcionalmente visados, investigados e pressionados simplesmente por assumirem sua identidade. E eu falo não apenas como observadora, mas como alguém diretamente atingida. Eu, Marisa Lobo, já respondi a inúmeros processos ao longo dos anos; não por má prática clínica comprovada, não por violação técnica objetiva, mas por me apresentar publicamente como psicóloga e cristã. Isso não é um detalhe. Isso é um padrão. A pergunta que precisa ser feita — e ainda não foi respondida de forma honesta — é: por que apenas o cristão? Existem, há décadas, espaços consolidados dentro da Psicologia que dialogam com espiritualidade: psicologia de base espírita, interfaces com tradições orientais como o budismo, contribuições da tradição judaica. Nenhuma dessas expressões sofre o mesmo nível de vigilância, suspeição ou tentativa de silenciamento institucional. Não há campanhas sistemáticas para impedir que esses profissionais se identifiquem. Não há uma patrulha ideológica constante. Mas quando o psicólogo diz: “Sou cristão”, imediatamente surge a tentativa de enquadramento, de censura, de associação indevida com práticas antiéticas. Isso revela um problema grave: não estamos diante de uma discussão ética neutra, mas de um viés ideológico que transforma a identidade cristã em suspeita automática. E isso é inaceitável. O Código de Ética do Psicólogo é claro ao vedar a imposição de crenças ao paciente. E isso deve ser rigorosamente respeitado — por todos, inclusive pelos cristãos. Mas há uma distorção deliberada sendo construída: estão confundindo expressão de identidade com imposição religiosa. Dizer “sou psicóloga e cristã” não é impor fé a ninguém. Palestrar em uma igreja sobre saúde mental não é crime. Dialogar com pessoas a partir de uma linguagem que elas compreendem culturalmente não é violação ética — é, muitas vezes, uma estratégia de acesso e cuidado. Aliás, aqui surge outra contradição prática que os críticos evitam enfrentar: e os pacientes cristãos? Milhões de brasileiros são evangélicos ou católicos e, por razões legítimas, sentem-se mais seguros sendo atendidos por profissionais que compreendam sua cosmovisão. Se o psicólogo é proibido de se identificar, cria-se uma barreira de acesso. Na prática, isso pode gerar exclusão de cuidado. Estamos, então, diante de um paradoxo: em nome de uma suposta proteção ética, restringe-se o acesso de uma população inteira a um atendimento psicologicamente mais aderente à sua realidade cultural e espiritual. Isso não é proteção. Isso é exclusão. Outro ponto que precisa ser enfrentado com clareza: nenhuma outra profissão impõe esse tipo de silenciamento identitário. Médicos, advogados, professores — todos podem declarar sua fé sem que isso seja automaticamente interpretado como infração. Por que, então, a Psicologia deveria exigir essa “assepsia ideológica” apenas quando se trata de cristãos? A resposta, ainda que desconfortável para alguns, aponta para a influência de uma militância que não é simplesmente laica — mas, em muitos casos, explicitamente contrária ao cristianismo. E essa militância tem conseguido pautar interpretações restritivas que extrapolam o texto ético e avançam sobre direitos fundamentais. É fundamental reafirmar: liberdade religiosa inclui o direito de expressão pública da fé. Identidade não é infração ética. Conduta antiética deve ser punida — independentemente da religião —, mas identidade não pode ser criminalizada. Transformar psicólogos cristãos em alvos recorrentes de processos e sanções por aquilo que são — e não por aquilo que fazem — é abrir um precedente perigoso para toda a categoria. Hoje são os cristãos. Amanhã, pode ser qualquer outra visão de mundo considerada “inconveniente”. A Psicologia, enquanto ciência humana, deveria ser a primeira a defender a pluralidade, a liberdade de consciência e o respeito à diversidade de crenças. Quando falha nisso, perde não apenas coerência institucional, mas legitimidade ética. Portanto, a defesa do psicólogo cristão não é uma defesa corporativa ou religiosa isolada. É uma defesa de princípios fundamentais: liberdade, isonomia e integridade profissional. E esses princípios não são negociáveis Marisa Lobo atua como psicóloga e psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 30/03/2026 14:08

Justiça: Esporte feminino volta a ser das mulheres

Marco Feliciano - 30/03/2026 14h08 Nadadoras olímpicas de Polo Aquático Foto: EFE/ Quique García Finalmente, se fez justiça no mundo do esporte. Kirsty Coventry, presidente do Comitê Olímpico Internacional, ex-nadadora bicampeã olímpica, nascida no Zimbábue, estabeleceu novas regras para as Olimpíadas de Los Angeles em 2028. A partir de agora fica estabelecido que as categorias de esporte feminino em jogos oficiais olímpicos serão exclusivamente para mulheres biológicas. A decisão veta a participação de atletas transgêneros, visando à proteção da integridade das competidoras femininas. Essa é uma velha aspiração dos conservadores, que viam nos movimentos progressistas uma inversão de valores que ia contra a lógica, pois um atleta biologicamente homem carrega, na sua compleição física, características que o colocam em vantagem em relação a uma atleta do sexo feminino. O que torna o esporte admirado por milhões de pessoas é a paridade entre os competidores, inclusive em relação ao peso dos atletas. De verdade, estou feliz, porque se fez justiça. Agora, esperamos que as próximas competições resgatem a paridade entre os competidores, devolvendo a graça do esporte, tradição desde a Grécia antiga. Finalizo agradecendo a Deus a graça de termos competições justas e equitativas. E pedindo que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos os atletas do mundo. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Moraes indica defensor público para defesa de Tagliaferro Gayer lidera intenções de voto para o Senado em Goiás Homem é preso após agredir e forçar mulher a fazer tatuagens Celina Leão vê "falta de vontade" do governo Lula em ajudar o BRB Quem é o dono da Choquei, preso na Operação Narco Fluxo da PF WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 30/03/2026 12:34

Coalizão EUA-Israel versus Irã

Lawrence Maximus - 30/03/2026 12h34 Em Teerã, se veem os destroços dos 100 dias da guerra Foto: EFE/Jaime León Este artigo apresenta uma breve análise dos primeiros 100 dias da guerra entre a coalizão EUA-Israel e o Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026. O objetivo declarado pela administração Trump e pelo governo Netanyahu foi claro: desmantelar as capacidades militares do Irã, especialmente seu programa nuclear, sua indústria de mísseis balísticos e a estrutura de comando da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), eliminando uma ameaça existencial à segurança de Israel e à estabilidade regional. Todavia, os dois aliados estavam lutando na mesma guerra, mas perseguindo objetivos de longo prazo fundamentalmente diferentes. Enquanto a Operação Fúria Épica (Epic Fury) do exército americano concentra-se na destruição de infraestrutura militar, a Operação Rugido do Leão (Roaring Lion) de Israel busca a mudança de regime. A coalizão agiu de forma preventiva diante da aceleração do programa nuclear iraniano e do apoio contínuo do regime a grupos terroristas como Hezbollah, Hamas e Houthis. Nos primeiros 100 dias, a operação combinou superioridade aérea, ataques de precisão e inteligência de alto nível, resultando em degradação significativa das capacidades iranianas, embora o conflito tenha se estendido além das estimativas iniciais de quatro a seis semanas. Realizações estratégicas da coalizão: — Superioridade aérea e degradação de capacidades; — Eliminação de liderança; — Impacto no programa nuclear; — Isolamento naval. Desafios e custos: — Duração e sustentabilidade — O que começou como uma operação rápida evoluiu para um conflito prolongado. — Impacto econômico regional — Aumento nos preços do petróleo, ameaças ao Estreito de Ormuz e ataques a infraestrutura energética aumentaram a volatilidade global. — Frentes múltiplas — Israel enfrentou desgaste em operações simultâneas contra Irã, Hezbollah e tensões na Cisjordânia, levando o chefe do Estado-Maior israelense a alertar sobre sustentabilidade. Conclusão: Após 100 dias, a coalizão EUA-Israel afirma ter alcançado objetivos centrais: neutralizar a ameaça nuclear iminente, degradar severamente o aparato militar iraniano e expor a vulnerabilidade do regime teocrático. Entretanto, o regime iraniano permanece no poder, embora enfraquecido, e o risco de escalada ou guerra prolongada persiste. A vitória tática deve ser convertida em ganhos estratégicos duradouros, possivelmente via negociações de cessar-fogo sob condições favoráveis à coalizão (desmantelamento completo do programa nuclear e fim do apoio ao terrorismo). Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Moraes indica defensor público para defesa de Tagliaferro Gayer lidera intenções de voto para o Senado em Goiás Homem é preso após agredir e forçar mulher a fazer tatuagens Celina Leão vê "falta de vontade" do governo Lula em ajudar o BRB Quem é o dono da Choquei, preso na Operação Narco Fluxo da PF WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 30/03/2026 11:43

Direita frouxa: Forte no discurso, fraca no voto

Juliana Moreira Leite - 30/03/2026 11h43 Direita frouxa: Forte no discurso, fraca no voto (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Há uma perversão silenciosa quando a lei abandona a objetividade e se entrega à interpretação — porque é ali, nesse território nebuloso, que o poder deixa de ser limitado e passa a ser exercido. O chamado “PL da misoginia” surge envolto numa retórica moralmente inquestionável, mas carrega em si um vício antigo: a elasticidade. Assim, não se pune mais o ato, mas a percepção do ato; não se julga o crime, mas a leitura dele. E quando a lei se torna subjetiva, o cidadão deixa de saber onde termina sua liberdade — e onde começa o risco. Mas talvez mais revelador do que o texto da lei seja o comportamento daqueles que a aprovam. Há, na direita institucional, um fenômeno curioso: uma disposição quase automática para ceder quando o tema é discurso, linguagem, opinião — justamente onde deveriam resistir. Não é falta de entendimento; é algo mais desconfortável. É a recusa em sustentar o conflito. Um tipo de prudência que, de tão recorrente, começa a parecer menos estratégia e mais rendição. Não é que não saibam o que está em jogo — é que preferem não pagar o preço de dizer não. E então a contradição se escancara: quando se trata de endurecer penas para crimes reais, concretos, irreversíveis — como o assassinato de mulheres — surgem hesitações, votos contrários, justificativas técnicas. Mas quando o alvo é a palavra, quando o campo é simbólico e a punição difusa, a aprovação vem quase sem resistência. Há nisso uma coragem invertida, uma bravura que se manifesta onde custa menos. E o resultado é um país onde se regula com rigor o que se diz — enquanto o que realmente destrói vidas continua, muitas vezes, tratado com cautela. Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Nunes Marques manda abrir inquérito contra ministro do STJ Dismorfia digital: o filtro mudou a forma como a gente se vê? Lula levará em viagem à Europa comitiva que terá 15 ministros Presidente da CBB explica por que batistas não falam em línguas STF: Moraes é o mais conhecido, e Mendonça tem melhor avaliação WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 27/03/2026 10:59

A história de José e a sua relação com a lei da misoginia

Renato Vargens - 27/03/2026 10h59 Acusação (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT A história de José e a esposa de Potifar, relatada em Gênesis 39, destaca a integridade dele contra o assédio da mulher de seu senhor no Egito. A Bíblia nos mostra, que a mulher tentou seduzir o funcionário de seu marido repetidamente, contudo, por lealdade tanto a Potifar como a Deus, José a recusou. Isto posto, as Escrituras afirmam que mulher o acusou falsamente de tentativa de estupro, resultando na prisão do filho de Jacó. Ora, ao lermos esse episódio bíblico é inevitável não pensarmos nos dias atuais e na denominada lei da misoginia. Segundo a lei em questão, se uma mulher afirmar que foi assediada ou mesmo vítima de palavras desrespeitosas por parte de um homem, este poderá ser levado às barras da justiça e por conseguinte a prisão, visto que o Projeto de Lei (PL) 896/2023, equipara o que chamam de misoginia ao crime de racismo. Segundo o projeto de lei, a misoginia se caracteriza como a manifestação de aversão ou ódio contra mulheres, baseada na crença de supremacia do gênero masculino. Como já escrevi anteriormente nesta coluna, se o projeto de lei for aprovado, promoverá a divisão e ódio entre homens e mulheres colocando a palavra da mulher acima de qualquer suspeita. José foi acusado injustamente e preso, sem direito a defesa ou mesmo a expor o contraditório, mostrando com isso que injustiças podem ser cometidas e feitas quando fundamentada na palavra de uma pessoa perversa, caluniadora e disposta a destruir alguém por um capricho não atendido. Hoje, não vivemos no Egito e muito menos na Antiguidade, mas parece que a lei, se aprovada, poderá levar muitos “Josés” para a cadeia. Pense nisso. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 32 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Mario Frias é internado após obstrução de vasos no abdômen Empresário Tallis Gomes receberá maior honraria da Câmara do Rio Moro: "Lula manobrou sua base para me retirar da CPI" Senado: Relator aprova nome de Jorge Messias para o STF MP do Maranhão aciona empresa por estátua instalada em São Luís WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 27/03/2026 10:32

STF impede investigação do INSS e deixa aposentados sem respostas

Magno Malta - 27/03/2026 10h32 Davi Alcolumbre Foto: Carlos Moura/Agência Senado Confesso… há dias em que a indignação não pede licença, ela simplesmente toma conta. Esta quinta (27) foi um deles. O Supremo Tribunal Federal formou maioria, na prática, para barrar a prorrogação da CPMI do INSS, a comissão que investigava denúncias graves de descontos indevidos e fraudes contra aposentados e pensionistas. A decisão reverteu o movimento inicial do ministro André Mendonça, que havia determinado a extensão dos trabalhos por mais 120 dias, diante da inércia do Congresso. No centro do impasse está o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, que se recusou a dar andamento à prorrogação. Por isso, o argumento que prevaleceu na Corte foi juridicamente defensável: cabe ao Legislativo decidir sobre a continuidade de uma CPMI, não ao Judiciário. Mas o problema aqui não é apenas jurídico; é institucional. Enquanto se discute competência formal, a investigação se encerra sem respostas. E não se trata de qualquer apuração. São indícios de irregularidades que atingem diretamente uma das parcelas mais vulneráveis da população. O efeito político é inevitável, pois cresce a sensação de que, quando o tema é sensível, o sistema sabota. No fim, quem perde é o cidadão comum, especialmente aposentados e pensionistas, que seguem sem respostas e sem a garantia de responsabilização. E agora? Se a decisão é política, a resposta precisa ser política. O Congresso precisa exercer a prerrogativa que o próprio STF lhe devolveu: reapresentar requerimentos, reconstruir maioria e retomar a investigação por outros instrumentos. À imprensa cabe insistir nas denúncias. À sociedade, recusar a normalização. Porque não se trata apenas de manter uma comissão funcionando. O que está por trás disso é muito mais sério: é a verdadeira disposição das instituições de ir até o fim nas investigações. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Mourão rejeita Jorge Messias no STF e aponta militância petista Presidente dos Batistas aos 31 anos, Abdalla revela desafios PF convida amiga de Lulinha para depor sobre escândalo do INSS Parte de cinebiografia de Michael Jackson custou R$ 77 milhões Petrobras faz nova descoberta no pré-sal da Bacia de Campos WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 26/03/2026 14:24

Lei da misoginia, liberdade de expressão e de religião

Rafael Durand - 26/03/2026 14h24 (Imagem ilustrativa) Foto: Adobe Stock O combate à violência contra a mulher, diante de um cenário de aumento alarmante de feminicídios no país, é uma pauta absolutamente legítima, urgente e necessária. O enfrentamento à brutalidade é um dever de todos! No entanto, instrumentalizar essa pauta sagrada para impor uma agenda de censura e controle social é uma covardia com as verdadeiras vítimas, que carecem de segurança, e não de patrulhamento ideológico. É neste sentido que o Brasil caminha a passos largos para a institucionalização do “crime de opinião”. A recente aprovação no Senado do PL 896/2023, que equipara a misoginia ao racismo, é o mais novo cavalo de Troia do ativismo legislativo. Sob a nobre bandeira da proteção à mulher, esconde-se um mecanismo de perseguição política e religiosa que ameaça converter discordâncias doutrinárias em crimes imprescritíveis. O primeiro e mais grave problema desse projeto é a sua gritante insegurança jurídica. Ao utilizar termos subjetivos e elásticos como “aversão” ou “ódio” sem uma definição técnica objetiva, o legislador entrega um “cheque em branco” para que ativistas, políticos, delegados, promotores e juízes atuem como patrulheiros do pensamento. Diferentemente da injúria comum, a equiparação à Lei do Racismo (Lei 7.716/89) torna a conduta inafiançável e imprescritível. Estaríamos, então, diante de uma ferramenta de “morte civil”: um influenciador, um opositor político, um jornalista ou um líder religioso poderá ser perseguido por décadas devido a uma fala interpretada subjetivamente como misógina por quem detém o poder de turno. É o triunfo do subjetivismo sobre o Princípio da Taxatividade Penal. Ademais, causa repulsa observar a incoerência dos defensores desta lei. Afinal, são os mesmos grupos que se omitem sistematicamente quando o tema é o endurecimento de penas para criminosos reais. Onde está o entusiasmo dessa bancada para aprovar a castração química para pedófilos ou o fim das saídas temporárias para estupradores? Caro leitor, o que o Brasil realmente precisa não é de inflação legislativa ou novos termos jurídicos vagos, mas do endurecimento de penas para a violência real (física e psicológica) contra as mulheres. O que se impõe é a aplicação correta, eficaz e rigorosa da Lei Maria da Penha e da Lei do Feminicídio, além da proteção efetiva à honra por meio dos tipos penais já existentes. Como bem alertou o pastor Renato Vargens, em artigo escrito para o Pleno.News, o risco para as igrejas e religiões em geral é sistêmico. No Senado, a base governista rejeitou explicitamente emendas que garantiam salvaguardas à liberdade religiosa. Essa omissão deliberada é um recado claro ao púlpito! Ora, a cosmovisão cristã possui entendimentos milenares sobre a estrutura familiar e a complementaridade dos sexos. Ao criminalizar subjetivamente a “crença na supremacia masculina”, o Estado abre brecha para que pregações sobre a liderança espiritual do homem no lar (pilar do modelo bíblico de família) sejam classificadas como crime. Ademais, o Estado não pode ignorar a autonomia interna corporis das instituições religiosas. A Constituição Federal, bem como o Artigo 44, § 1º, inciso IV do Código Civil, garantem que as organizações religiosas são livres para criar sua estruturação e funcionamento. Assim, é fundamental destacar que, no pluralismo religioso brasileiro, algumas denominações admitem a ordenação pastoral feminina, enquanto outras, por convicção teológica e estatutária, não o fazem. Seja qual for a escolha doutrinária, essa autonomia deve ser respeitada. Interferir nisso é violar a liberdade de religião e de consciência, direitos fundamentais e inalienáveis que não podem ser atropelados por ideologias de ocasião. O PL 896/2023 não trata de segurança pública efetiva, mas sim de controle social. É uma tentativa de blindar a agenda woke e o feminismo radical de qualquer crítica, sob a ameaça do cárcere. A tentativa de criminalizar discursos rotulados genericamente como “machistas” ou o fenômeno das “redpills” abre um precedente perigoso para a instauração de uma verdadeira censura prévia no Brasil. O resultado prático dessa subjetividade será um nefasto chilling effect, ou seja, um efeito inibidor, que asfixia a liberdade de expressão de cidadãos e instituições que preservam uma visão conservadora e cristã sobre o matrimônio e a organização familiar. Assim, sob o medo da punição, a autocensura se tornará a regra, esvaziando o debate público de qualquer perspectiva divergente da cartilha dominante. Portanto, se a Câmara dos Deputados não barrar essa investida, o Brasil consolidará um sistema onde o dissenso é tratado como ofensa e a convicção religiosa pode ser considerada crime. Não podemos permitir que o Estado se torne o árbitro das consciências. A verdadeira democracia exige, acima de tudo, o direito de divergir. A proteção efetiva à mulher exige rigor contra o agressor real, e não uma inquisição ideológica contra quem quer que seja! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 26/03/2026 13:49

Gerações em conflito: O desafio de reconstruir conexões familiares 

Marisa Lobo - 26/03/2026 13h49 Família (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Welma Alves Santos Nos últimos anos, o debate sobre o comportamento das novas gerações tem se intensificado. Frases como “essa geração está perdida” tornaram-se comuns em rodas familiares, igrejas e ambientes educacionais. No entanto, especialistas apontam que o verdadeiro problema não está nas gerações em si, mas na crescente desconexão emocional entre pais e filhos. Um mundo em transformação acelerada A sociedade contemporânea vive um dos períodos de mudança mais rápidos da história. A tecnologia avança em ritmo exponencial, os valores culturais se transformam e os modelos familiares passam por profundas alterações. Nesse cenário, diferentes gerações convivem simultaneamente, mas com referenciais completamente distintos. Enquanto gerações mais antigas foram formadas em contextos de disciplina, estabilidade e autoridade, as novas gerações crescem em um ambiente digital, dinâmico e altamente emocional. O que diz a ciência A psicologia e a neurociência ajudam a compreender parte desse conflito. Estudos mostram que o cérebro humano, especialmente o córtex pré-frontal — responsável pelo controle emocional, tomada de decisões e planejamento — só atinge amaturidade completa por volta dos 24 a 25 anos. Isso significa que adolescentes e jovens: — Sentem antes de pensar; — Reagem com mais intensidade emocional; — Têm maior dificuldade de lidar com frustração. Diante disso, especialistas alertam: — Disciplina sem vínculo gera revolta; — Vínculo sem direção gera descontrole. A dor silenciosa da nova geração Apesar de estarem hiperconectados, muitos jovens enfrentam uma realidade marcada por solidão emocional. O uso excessivo de telas, a ausência de diálogo profundo e a rotina acelerada contribuem para quadros crescentes de ansiedade, depressão e confusão de identidade. Diferentemente das gerações anteriores, os jovens de hoje não buscam apenas regras — eles buscam significado. Perguntas como: “Quem eu sou?”; “Qual é o meu propósito?”; “O que Deus quer de mim?”; tornam-se centrais. E quando a família não oferece respostas, o mundo oferece — nem sempre de forma saudável. Erros comuns na relação entre pais e filhos Entre os principais equívocos identificados por especialistas estão: — Corrigir comportamento sem ouvir emoções; — Usar autoridade sem relacionamento; — Confundir presença física com presença emocional; — Reagir impulsivamente, em vez de orientar. Essas atitudes ampliam o distanciamento e dificultam a construção de vínculos sólidos. Onde as gerações realmente se encontram Apesar das diferenças culturais e tecnológicas, existe um ponto comum entre todas as gerações: o coração humano. Independentemente da época, todos precisam: — Ser amados; — Ser ouvidos; — Ser valorizados; — Sentir-se pertencente. Ou ter senso de pertencimento. O desafio, portanto, não é eliminar as diferenças, mas aprender a construir pontes emocionais. Pois, “as gerações não se encontram na cultura… se encontram no coração.” Caminhos para a reconexão A reconstrução dos vínculos familiares exige intencionalidade. Algumas práticas simples podem gerar grande impacto: — Priorizar momentos de conversa sem distrações; — Ouvir antes de corrigir; — Ensinar valores com diálogo, não imposição; — Ser exemplo emocional dentro de casa. Mais do que discursos, os filhos aprendem observando atitudes. Um chamado à transformação A restauração das gerações começa dentro da família. Não exige perfeição, mas presença, humildade e disposição para aprender. “Quando o coração dos pais se volta aos filhos… uma geração inteira pode ser transformada.” Famílias saudáveis não apenas resolvem conflitos — elas formam indivíduos emocionalmente estruturados, capazes de impactar positivamente a sociedade. Conclusão O conflito entre gerações não é um sinal de fracasso, mas um reflexo de mudanças profundas no mundo. Com compreensão, intencionalidade e conexão emocional, é possível transformar esse desafio em uma oportunidade de crescimento e restauração. Marisa Lobo atua como psicóloga e psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 26/03/2026 12:55

Há anos, eu já alertava sobre o movimento LGBTQIA+: A conta chegou

Marco Feliciano - 26/03/2026 12h55 Manifestação LGBTQIA+ (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Rosemary Ketchum Vou iniciar com o velho jargão: “Quem avisa, amigo é”. Digo isso porque, em 2011, ou seja, há mais de uma década, eu já alertava sobre o movimento LGBTQIA+, que tem, no mínimo, 198 projetos de lei só para beneficiar essa comunidade citada. Entre eles, o que cria, nas universidades, cotas para alunos homossexuais; outro que retira a palavra pai e mãe de todos os documentos de identidade. Naquela época, fui chamado de intolerante, de deputado medieval; fui humilhado, fui incompreendido, cheguei a ser agredido na rua. Ainda assim, continuei com meu trabalho. Enfim, alertei sobre a tal “ditadura gay”. Agora, todos estão vendo o que sempre alertei: eles não querem direitos, querem privilégios. Reitero: o problema são os ativistas, os que vivem disso, ganham dinheiro com isso, com ONGs poderosíssimas. O próprio apresentador Ratinho, que há 13 anos foi alertado por mim, hoje é processado por uma deputada trans, que não aceita ser chamada pelo que ela é. Devemos usar do mesmo meio que eles, ou seja: denunciem, processem, acionemos a Justiça para que esses abusos tenham fim. Finalizo apenas com uma expressão que encerra tudo: “Eu avisei”. Peço a Deus que nos dê equilíbrio para enfrentar esses alienígenas que teimam em obrigar a maioria a aceitar valores estranhos à nossa tradição cristã de valorizar a família tradicional, composta de pai, mãe e filhos, sem ideologia de gênero. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Especialista analisa clipe de Luísa Sonza: "Simbologias nefastas" Gilmar diz ser inconstitucional lei de SC que proíbe cotas raciais Carlos Viana diz que delação no caso do INSS “vai revelar tudo” Morre irmã de Paulo César Baruk, após batalha contra o câncer Donald Trump sobre Irã: "Só estão vivos hoje para negociar" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Musille record 26/03/2026 11:13

Às vésperas da Páscoa, Julia Vitória apresenta louvor sobre o sacrifício de Cristo na cruz

“Jesus, Meu Amigo, Meu Salvador” é o oitavo lançamento do projeto ao vivo da cantora Na época do ano em que é celebrado o maior ato de amor da história, Julia Vitória compartilha a inédita “Jesus, Meu Amigo, Meu Salvador”. A faixa já está disponível no YouTube e nas plataformas de streaming e integra o DVD gravado ao vivo na Ópera de Arame. No Antigo Testamento, o sangue nos umbrais das portas livrou da morte e marcou o início de uma vida em liberdade para o povo de Israel, o que apontava para algo maior: a obra de Jesus Cristo, o Cordeiro que, na cruz, se entregou para nos fazer livres e nos dar a vida eterna. “Através do Seu sangue, fomos libertos da escravidão do pecado e recebemos uma nova chance. É sobre isso que eu canto, e espero que essa mensagem possa abençoar a cada um”, conta Julia Vitória. Escrita há cerca de cinco anos em inglês, com o título “Jesus, My Savior, Jesus, My Friend”, a canção é fruto de uma parceria entre Julia Vitória, Hananiel Eduardo e Mark Schoolmeesters. A letra permaneceu guardada até encontrar o momento certo, e ganhou sua primeira gravação já em português. “Quando estávamos definindo o repertório, lembrei dela e não podia deixá-la de fora. Lembro que em menos de trinta minutos a versão estava pronta e ficou muito especial”. O trabalho reúne ao todo 10 faixas, entre inéditas e releituras de clássicos consagrados da música cristã, além de parcerias marcantes com nomes como Nívea Soares, em “Canção dos Redimidos”, e Eli Soares, no clássico “Segurança (Canta Minh’alma)”. Ao final dos lançamentos, o projeto será compilado em um álbum, idealizado pela Musile Records. Aos 23 anos, Julia Vitória vive um dos momentos mais expressivos de seu ministério. Nascida e residente nos Estados Unidos, filha de brasileiros, a artista soma mais de 15 milhões de ouvintes mensais nas plataformas de streaming e ultrapassa a marca de 2 bilhões de reproduções, consolidando-se como uma das vozes mais relevantes do gospel atual. Com “Jesus, Meu Amigo, Meu Salvador”, Julia não apenas amplia seu repertório, mas também entrega ao público uma composição que traduz o verdadeiro significado da Páscoa. Julia Vitória – “Jesus, Meu Amigo, Meu Salvador”: https://swiy.co/assistaagora-jesusmeuamigomeusalvador Fonte: Assessoria de Imprensa Musile Records

Pleno News 25/03/2026 15:53

O perigo da lei da misoginia

Renato Vargens - 25/03/2026 15h53 Homem e mulher juntos, em parceria (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik O Plenário do Senado aprovou projeto de lei que criminaliza a misoginia, que foi definida na proposta como “conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino” equiparando-a ao racismo. Veja bem, claro que homens não são superiores as mulheres. Isso é ponto pacífico e inquestionável. A questão é: a lei, se aprovada, promoverá “divisão e ódio entre homens e mulheres” a ponto de uma fala considerada preconceituosa por uma mulher proporcionar perseguição ou mesmo cadeia a um homem que ousou contrariar o pensamento feminino. Se não bastasse isso, pastores e igrejas, cuja teologia é complementarista poderão ser acusados de misoginia por discordarem, por exemplo, da ordenação pastoral feminina, ou mesmo defenderem o que a Bíblia diz sobre submissão. Assim, se essa lei for aprovada, pastores, padres e igrejas de matizes diferentes, cuja percepção teológica sejam contrários ao presbiterado de mulheres poderão ser tratados como misóginos, podendo ocasionar processo e prisão. Ademais a lei, se aprovada, colocará em risco à liberdade de expressão, promovendo com isso censura de opiniões. Por fim, a lei supracitada promove e incentiva a “guerra de sexos”, tratando homens como potenciais opressores e mulheres como vítimas perenes, contrariando o conceito bíblico de família, complementaridade entre sexos e união social. Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 32 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e IBDR. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Alcolumbre marca data da sessão para analisar veto da dosimetria Fux: Escândalos de corrupção não estão concentrados no RJ Bella Falconi faz análise do clipe de Luisa Sonza: 'depravação' Prefeitura registra enterro de “Sicário” um mês antes da morte Reino Unido revela ação secreta subaquática da Rússia WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/03/2026 18:26

Os únicos caminhos para desmantelar o Hezbollah

Lawrence Maximus - 24/03/2026 18h26 Apoiadores do Hezbollah em celebração no Líbano Foto: EFE/EPA/WAEL HAMZEH Enquanto as atenções se concentram na renovada escalada militar entre Israel e Hezbollah, especialistas alertam que ataques aéreos ou mesmo uma invasão terrestre, por si sós, não serão capazes de desfazer permanentemente o grupo. A experiência de conflitos anteriores demonstra que o Hezbollah opera como um ecossistema de poder, cuja resiliência depende de duas âncoras principais: o apoio do Irã e um sólido sistema financeiro e político enraizado no Líbano. A eliminação duradoura da capacidade do grupo só poderá ocorrer mediante um de dois cenários. O primeiro é uma mudança de regime no Irã. Enquanto a República Islâmica permanecer política e financeiramente resiliente, continuará a canalizar recursos — como o estimado bilhão de dólares injetado desde o cessar-fogo de novembro de 2024 — para que o Hezbollah reconstrua seu arsenal militar. O segundo cenário seria o desmantelamento completo do sistema financeiro interno e do poder político do grupo no Líbano. Até porque, o Hezbollah não é apenas uma força militar; ele controla uma rede de finanças paralelas (o sistema de dinheiro em espécie), influencia decisões do Estado libanês e mantém presença em posições-chave. Sem o desmonte dessa infraestrutura civil e política, o grupo tem demonstrado, ao longo de décadas, uma capacidade recorrente de se regenerar após cada confronto. Para os formuladores de política, a implicação é clara: uma solução sustentável exige ir além do campo de batalha. Ou o Líbano demonstra soberania ao confiscar armas ilegais e desmantelar o poder doméstico do Hezbollah —um passo que exigiria uma mudança radical na dinâmica política local —, ou a dependência do grupo a Teerã precisa ser rompida na fonte. Em suma, sem uma dessas transformações estruturais, o ciclo de reconstrução e rearranjo militar tende a se perpetuar. Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Empresa de Leo Dias recebeu ao menos R$ 9,9 milhões do Master Kelly Key pede corrente de oração após marido sofrer AVC Master repassou R$ 27 milhões ao site Metrópoles, de Luiz Estevão Alcolumbre quer votar veto de Lula ao PL da Dosimetria Empresa do pai de ex-ministro de Lula recebeu dinheiro do Master WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 24/03/2026 10:56

O uso da crase diante de um roteiro de viagem; sem crise

Verônica Bareicha - 24/03/2026 10h56 Uso da crase em destinos de viagens (Imagem ilustrativa) Olá, na aula passada… ops! No texto da semana passada, falei sobre o que é a crase e onde ela não é usada. Lembra? A crase não é apenas um acento no “a”. Ela é uma ocorrência especial: quando um “a” — de artigo — se une a um “a” — de preposição. Beleza? Também, no último texto, pedi perdão aos meus professores por não ter entendido muito da crase na época da escola… E aqui resgato uma lembrança daquele tempo. Tive um professor muito sério, porém dono de um grande coração, que costumava cantarolar: “Se eu vou a e volto da, crase há; se eu vou a e volto de, crase pra quê?” É provável que você já tenha ouvido essa “canção”; até por isso, me senti à vontade para repeti-la. Pois é, meu professor Boanerges — sim, esse era o nome dele — cantarolava, eu captava… mas isso se aplicava apenas às cidades, estados e países. E no restante dos casos? Se lá atrás, eu me agitava; penso que hoje, pode acontecer o mesmo com você. Por isso, muita calma nessa hora; porque hoje vou falar apenas da crase diante de destinos — ou roteiros de viagem. Combinado? A crase diante de nomes de cidades, estados e países Veja: se vou a e volto da… crase há. Assim: nas férias, vou à Itália. E por quê? Porque, quando eu voltar, volto da Itália. Agora, se eu vou a e volto de… crase pra quê? Note: vou a São Paulo assistir a uma peça. E por que sem crase? Porque, quando eu voltar, voltarei de São Paulo. Percebeu? Agora, dica: pensando em termos do nosso país, ajuda muito sabermos que não usamos crase diante de quase nenhuma cidade brasileira; até porque a maioria delas repele o uso do artigo. E, como já vimos, para que a crase ocorra, é preciso o “a” do artigo mais o “a” da preposição. Então, se alguém disser “vou à Brasília” perto de você… já ajude o coleguinha; até porque não há crase. Combinado? Mas veja: em relação aos estados brasileiros, apenas Bahia e Paraíba admitem crase. Logo, vou à Bahia, porque volto da Bahia. E vou à Paraíba, porque volto da Paraíba. Mais uma dica: os demais estados brasileiros ou são nomes masculinos; portanto, não se usa crase diante deles, ou são nomes que não admitem artigo. Agora, vamos complicar um pouquinho? Se, por acaso, diante do nome da cidade ou do estado houver um elemento restritivo ou qualificativo, o artigo pode aparecer e, com ele, a crase também. Olhe só: vou à Brasília dos excluídos, e não à dos políticos endinheirados. E por quê? Porque volto da Brasília dos excluídos. Vou à Recife das luzes. Logo, volto da Recife das luzes. Até aqui, tudo certo? E quanto aos países? Agora que já passamos por cidades e estados vamos atravessar a fronteira? A lógica é a mesma: tudo depende de o nome do país aceitar ou não o artigo. Se aceita — e for feminino —, pode ter crase. Logo: enviamos saudações à Argentina. Ou, seja bem-vindo à Bolívia. Agora, se não aceita artigo, nada de crase: vou a Portugal. Ou, ainda cheguei a Israel. E há casos em que as duas formas aparecem: vou à França ou vou a França. Até porque posso voltar da França ou de França. Mas, preste atenção: meu amigo viajou à Inglaterra, mas não foi a Londres. Ou seja: o país aceita artigo, mas a cidade, não. Dessa forma, para esse conteúdo, seguimos com a mesma cantiga: “Se eu vou a e volto da, crase há. Se eu vou a e volto de, crase pra quê?” Confesso que, agora, essa musiquinha faz muito mais sentido para mim. E, de verdade, só posso agradecer ao meu professor. Por ora, espero ter ajudado você a compreender esse ponto. Um abraço e até a próxima viagem! Opa… até o próximo texto! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Lula responde se tem medo de Trump não reconhecer eleições Flavio diz que vai processar 'time de Lula' montado para atacá-lo Homem invade creche, faz refém e acaba sendo preso Frente Evangélica processará radialista que ofendeu a fé cristã Lula fala sobre defesa e critica Trump: 'Acha que é Imperador' WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 23/03/2026 16:06

Fiscalização sobre saúde mental deve começar em maio

Thassya Prado - 23/03/2026 16h06 Profissional com estresse acumulado (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik/wayhomestudio A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a exigir a gestão de riscos psicossociais, está prevista para entrar em vigor em maio de 2026. Com a proximidade do prazo, crescem os questionamentos sobre um possível novo adiamento. Até o momento, todos os fatos apontam na direção oposta. Em entrevista concedida no dia 13 de março, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que não há possibilidade de nova prorrogação sem que as empresas apresentem medidas concretas de adequação. Segundo ele, o prazo anterior já havia sido estendido justamente para permitir essa preparação. Paralelamente, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou um novo manual com orientações sobre a aplicação da NR-1, detalhando a necessidade de identificar, avaliar e monitorar riscos psicossociais dentro das organizações. O documento reforça que não será suficiente apresentar políticas genéricas: será necessário comprovar metodologia, acompanhamento e integração com os programas de gestão de riscos. Clique aqui para ler o manual. Por isso, não vejo um novo adiamento como cenário provável, tampouco como solução adequada. A postergação reiterada enfraquece a própria relevância da norma. E, neste caso, o tema não é periférico: trata-se de saúde mental no ambiente de trabalho, uma pauta que ganhou centralidade nos últimos anos e que exige respostas concretas. O ponto crítico, no entanto, não está no prazo, mas na forma como a exigência será cobrada. Mesmo após o Manual do MTE, ainda há pouca clareza sobre os critérios de fiscalização. O documento eleva o nível de exigência, mas não define com precisão como será cobrado o cumprimento dessas obrigações. Outro ponto sensível é o papel dos sindicatos. O próprio ministro mencionou a necessidade de diálogo e construção conjunta. Na minha visão, a atuação sindical precisa estar alinhada com a finalidade da norma: o meio ambiente do trabalho. A discussão não pode se limitar a interesses financeiros ou à existência de contribuição. A pauta envolve saúde, organização do trabalho e prevenção de riscos que afetam diretamente os trabalhadores. Diante deste contexto, a pergunta que fica é: o que as empresas devem fazer agora? O caminho não passa por modelos prontos ou documentos padronizados. A NR-1 exige estrutura real de gestão. Isso envolve identificar riscos psicossociais específicos, adotar metodologias adequadas de avaliação, garantir participação efetiva dos trabalhadores e integrar essas informações ao Programa de Gerenciamento de Riscos. Além disso, será necessário acompanhar continuamente esses indicadores e demonstrar, de forma concreta, as medidas adotadas. Empresas que ainda não iniciaram esse processo operam com prazo reduzido. E, considerando a complexidade do tema, a adaptação tende a exigir mais do que ajustes pontuais. A NR-1 representa um avanço relevante, mas sua implementação exigirá maturidade técnica e alinhamento entre norma e prática. Sem isso, o risco é conhecido: aumento de autuações, judicialização e insegurança jurídica. A discussão, neste momento, não deve se concentrar na possibilidade de adiamento, mas na capacidade real de implementação. É esse fator que determinará se a norma cumprirá seu propósito ou se se tornará mais um ponto de tensão nas relações de trabalho. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Aneel recomenda encerramento da concessão da Enel em SP Flávio se reúne com deputada cotada como vice de chapa Gayer aciona TCU para investigar prejuízo bilionário em estatais Motta marca eleição para o TCU e tenta cumprir acordo com o PT Sidônio Palmeira diz que "Lula é candidatíssimo à reeleição" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 23/03/2026 13:23

O caso Bolsonaro expõe o Brasil ao mundo

Marco Feliciano - 23/03/2026 13h23 Jair Bolsonaro Foto: EFE/ André Borges ARQUIVO As forças reacionárias que tentaram aniquilar o sempre presidente Jair Messias Bolsonaro não contavam com a Providência divina, que guindou ao posto de líder do mundo livre o presidente Donald Trump. Esse foi um duro golpe no globalismo de Soros et caterva. Hoje, os Estados Unidos sabem o que o povo brasileiro está assistindo a esquerda marxista tentando aniquilar as tradições judaico-cristãs de nossa nação. Inclusive, essa nação amiga tentou enviar um alto funcionário de sua diplomacia para avaliar as condições do nosso mais ilustre preso político, Jair Bolsonaro. Ao ser negada a entrada do representante norte-americano em nosso país, ficou patente a intenção de enfrentar a maior democracia do mundo livre. Dessa forma, todos os holofotes estão voltados para o nosso país, que desafia os mais comezinhos princípios das relações internacionais, sempre com impropérios contra o governante norte-americano Donald Trump. Somos o mais importante país do continente sul-americano, mas fazemos questão de nos apequenar perante o mundo com declarações infelizes por parte do nosso governo. O resultado é patente: nesta manhã, o PGR, Paulo Gonet, pronunciou-se a favor da flexibilização da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, demonstrando que só existe um caminho: a plena liberdade do ex-presidente. Finalizo agradecendo a Deus por nos conceder a tranquilidade de um povo que sabe esperar no seu tempo. E pedindo que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Aneel recomenda encerramento da concessão da Enel em SP Flávio se reúne com deputada cotada como vice de chapa Gayer aciona TCU para investigar prejuízo bilionário em estatais Motta marca eleição para o TCU e tenta cumprir acordo com o PT Sidônio Palmeira diz que "Lula é candidatíssimo à reeleição" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 23/03/2026 12:24

Três sinais do atual momento político brasileiro

Ives Gandra Martins - 23/03/2026 12h24 Bastidores do poder (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Quero trazer, aos amigos leitores, algumas considerações sobre o atual momento político brasileiro. A primeira delas diz respeito ao Partido dos Trabalhadores, que sempre afirma não ter relação alguma com os escândalos divulgados diariamente na imprensa, mas que se opõe ou procura obstruir a instalação das Comissões Parlamentares de Inquérito conduzidas pelo Poder Legislativo, não querendo, por exemplo, a CPMI do INSS nem a do Master, seja votando contra, seja criticando incisivamente. Ora, se o PT e seus correligionários — deputados, senadores e o próprio governo — não estão envolvidos nos escândalos, não precisam ter receio da instalação de nenhuma CPMI, nem de seus desdobramentos, investigações e convocações. É extremamente curioso que eles afirmem não estar vinculados aos vergonhosos fatos que vêm sendo divulgados, mas não queiram que as investigações sejam aprofundadas. Um bom governo é aquele que procura saber tudo o que existe de irregular para corrigir. Este é, pois, o primeiro aspecto que quero trazer: a minha perplexidade diante do fato de o governo e seus apoiadores negarem qualquer envolvimento com os escândalos noticiados, mas, ao mesmo tempo, trabalharem e atuarem firmemente para evitar que as Casas Parlamentares convoquem, ouçam depoimentos, apurem e obtenham informações dos envolvidos, impedindo que o Poder Legislativo exerça sua função fiscalizadora. A segunda reflexão que quero fazer é sobre a probabilidade de que tenhamos dois candidatos conservadores nas eleições à Presidência da República este ano: Flávio Bolsonaro e outro nome, sendo Ratinho Jr. o que apresenta mais chances no momento. Caso se confirmem duas candidaturas, será indispensável o estabelecimento de um pacto de não agressão entre ambos. Um exemplo a ser seguido é o caso da eleição no Chile, onde quatro candidatos conservadores disputaram a presidência contra um único nome da esquerda, que acabou indo para o segundo turno. Naquela ocasião, os quatro conservadores firmaram um pacto: aquele que avançasse para o segundo turno receberia o apoio imediato dos demais. Ora, no contexto brasileiro, esse pacto de não agressão significa que, havendo dois candidatos conservadores, estes possuirão um único adversário comum: o presidente Lula. Este pacto é fundamental para garantir que o candidato que avançar para o segundo turno conte não apenas com o apoio partidário e institucional do aliado, mas com a transferência da sua base de eleitores. Ao evitar a agressão mútua, preserva-se a imagem de ambos e impede-se a geração de ofensas e insultos que, no futuro, dificultariam uma aliança autêntica. Mais do que uma trégua, esse pacto assegura que as críticas permaneçam voltadas ao adversário comum, evitando que o eleitor se sinta confuso pela troca de ataques dentro do seu próprio espectro ideológico. Diante do cenário de duas candidaturas de oposição ao presidente Lula, a estratégia mais eficaz seria a adoção desse modelo inspirado na experiência chilena em primeiro turno. O objetivo central é pavimentar o caminho para o segundo turno, garantindo que o candidato remanescente herde a totalidade do capital político e a confiança dos eleitores do outro candidato. A terceira e última reflexão que gostaria de trazer aos amigos leitores é um dado extremamente relevante que circula no meio jornalístico: a informação de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão, no momento, decepcionados com o governo Lula. O movimento parece ser de autoproteção: os magistrados buscam se afastar de qualquer responsabilidade direta pelos rumos da gestão federal para preservar a imagem da Corte. Essa percepção de distanciamento ganha força quando observamos que diversos dos escândalos divulgados estão sob o exame do STF, do Congresso Nacional e do ministro André Mendonça. A pressão se intensifica com a atuação da CPMI do INSS e as movimentações em torno do Banco Master. Não sou jornalista, mas a leitura que faço “nas entrelinhas” das colunas e painéis políticos é a de que o presidente Lula tenta se eximir de responsabilidades para não contaminar sua candidatura à reeleição. Entretanto, há aqui uma contradição que não podemos ignorar. Em 2022, muitos analistas apontaram que o STF e o TSE garantiram o pleito que permitiu a eleição de Lula, inclusive restringindo a atuação de emissoras e veículos alinhados ao então presidente Bolsonaro — como a Gazeta do Povo, Brasil Paralelo, Rádio Jovem Pan e outros canais — que publicavam matérias críticas, baseadas em fatos, mas que foram proibidas de circular. Naquela época, houve uma blindagem institucional; agora, nota-se uma tentativa de desvincular o Supremo de qualquer ligação com o Executivo. Enfim, são três pontos a serem refletidos pelos protagonistas que formatarão o futuro das Instituições e do país. É imperativo que se compreenda a gravidade desse cenário, pois o equilíbrio entre os Poderes e a transparência das ações governamentais constituem os pilares de sustentação do Estado de Direito, sem os quais qualquer projeto de nação se torna frágil diante das crises. Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 23/03/2026 09:49

A banalidade de um crime recorrente

Juliana Moreira Leite - 23/03/2026 09h49 Brasil contra o feminicídio Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil No Brasil, homens matam mulheres todos os dias — não como exceção, mas como uma repetição quase burocrática da tragédia. É o tipo de rotina que ninguém assume, mas que todos, de algum modo, toleram. Há algo de profundamente perturbador nessa insistência: como se a violência fosse menos um descontrole e mais um hábito mal resolvido, uma forma distorcida de afirmar poder diante daquilo que os desafia — ou os revela. O discurso público finge surpresa, mas a intimidade dessas histórias diz outra coisa. Fala de homens que não suportam a autonomia feminina, que confundem desejo com posse, e que, incapazes de lidar com as próprias fissuras, escolhem eliminá-las no corpo do outro. Não é apenas ódio — é um desconforto mais íntimo, mais embaraçoso, que raramente é nomeado porque exigiria um tipo de honestidade que poucos estão dispostos a sustentar. E então há o sistema, esse grande álibi coletivo. Leis que não intimidam, punições que não encerram nada, uma sensação difusa de que sempre há uma segunda chance — até para quem tirou a última de alguém. Nesse cenário, a violência não é um desvio: é quase uma extensão lógica. E talvez o mais inquietante seja isso — não a brutalidade em si, mas a naturalidade com que ela se repete. Juliana Moreira Leite é jornalista especialista em cultura, escritora e curiosa. Nesse espaço vai falar sobre assuntos da atualidades sob a sua visão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Vídeo de Janja cozinhando paca vira meme nas redes sociais Conselheiro de Trump critica Moraes e chama Lula de fantoche Lindbergh Farias pede ao STF prisão de Eduardo Bolsonaro Astronauta cita Jesus pouco antes de entrar na face oculta da lua Trump: "Putin não tem medo da Otan, tem medo de nós" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 20/03/2026 14:30

O colapso cubano e o silêncio de seus pseudodefensores

Marco Feliciano - 20/03/2026 14h30 Rua de Havana, Cuba (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Yuting Gao Cuba, que viveu durante quase 60 anos de vultosas verbas da União Soviética e que sempre impôs sua doutrina socialista, que nunca deu certo em lugar nenhum do mundo, com a queda da União Soviética passou a sobreviver de rebotalhos. Ou seja, da Venezuela, que forneceu petróleo gratuitamente, em detrimento de seus credores, incluindo aí o Brasil. Mas também, do seu próprio povo que experimentou uma miséria nunca vista em um país ocidental moderno, tendo que consumir animais domésticos como cachorros e gatos. Agora, sem o petróleo gratuito da Venezuela, Cuba atravessa um agravamento de uma crise que já dura décadas: apagão geral, pois a eletricidade é gerada por termoelétricas movidas a petróleo; fome endêmica por falta de planejamento da agricultura, dentro de um modelo de socialismo que socializa apenas a miséria. Cuba, que na década de 50 era uma das economias mais pujantes das Américas, com um índice de desenvolvimento ímpar na região, viu, com o comunismo, suas mentes brilhantes atravessarem o mar e levarem sua riqueza para Miami, deixando para trás automóveis que teimam em rodar até hoje, sustentados por artísticas gambiarras. Hoje, o ditador de plantão, Miguel Díaz-Canel, acena para os Estados Unidos com um plano de eleições livres e abertura democrática. Inclusive, num gesto inesperado, já soltou alguns presos políticos. Os nossos lacradores de esquerda, viúvos de Fidel Castro, se calaram, e não se vê ninguém se oferecendo para apresentar soluções. Finalizo agradecendo a Deus pela esperança concedida ao povo cubano, depois de décadas de sofrimento. E peço que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o povo cubano. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Rodrigo Faro irá apresentar reality da Globo: "Novo capítulo" Governo lança pacote para conter alta dos combustíveis CPI ouvirá Galípolo e Campos Neto sobre caso Banco Master Homem é preso após estuprar mulher e gravar o crime no RJ PF apreende seis fuzis em fundo falso de carro a caminho do Rio WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 20/03/2026 13:46

A face aiatolá de Lula

Lawrence Maximus - 20/03/2026 13h46 Lula usa um keffiyeh, lenço-símbolo da causa Palestina Foto: EFE/Andre Borges Em primeiro lugar, ao longo dos últimos anos, sempre defendi que Lula não representava apenas uma ameaça para o Brasil, mas para o mundo. Quando imaginamos já ter atingido o fundo desse esgoto, a situação pode sempre se agravar ainda mais com o petista. Em coletiva no último dia 12 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma confissão que deveria soar como um alerta a todos os brasileiros preocupados com a segurança nacional e com a credibilidade do país no cenário internacional. Ao detalhar os termos de um acordo de 2010 envolvendo urânio e o regime iraniano, Lula não apenas revisitou um episódio sombrio de sua política externa, mas expôs uma visão de mundo que coloca interesses ideológicos acima do pragmatismo e da aliança estratégica com o Ocidente. O chanceler Mauro Vieira, com uma narrativa fantasiosa, em audiência na Câmara dos Deputados no dia 18 de março, tentou conferir tons dourados a essa relíquia diplomática. Segundo o ministro, a “Declaração de Teerã” – articulada por Brasil e Turquia – poderia ter evitado o atual cenário de tensão com o Irã e “impedido o acúmulo de material nuclear enriquecido nos níveis atuais”. Assim, o governo Lula insiste em um padrão de comportamento já escancarado por documentos diplomáticos vazados pelo WikiLeaks. Na época, a diplomacia americana já apontava que o Brasil, sob o comando de Celso Amorim, “manobrava para dificultar negociações promovidas por Washington no Oriente Médio”. A estratégia não era a da paz desinteressada, mas a de uma aliança tácita com o Irã, em uma tentativa pueril de contrapor-se aos Estados Unidos e construir uma “frente para resistir aos americanos”, conforme revelam os documentos. Em suma, Lula e seu governo, ao reabilitarem a Declaração de Teerã, demonstram que sua visão para o Brasil é uma vassalagem a regimes ditatoriais, em detrimento da nossa soberania e da nossa tradição diplomática. A embriaguez política de Lula é uma chacota global… Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Vídeo de Janja cozinhando paca vira meme nas redes sociais Conselheiro de Trump critica Moraes e chama Lula de fantoche Lindbergh Farias pede ao STF prisão de Eduardo Bolsonaro Astronauta cita Jesus pouco antes de entrar na face oculta da lua Trump: "Putin não tem medo da Otan, tem medo de nós" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Musille record 19/03/2026 18:39

Julia Vitória apresenta “Princípio e Fim”, louvor inédito gravado numa atmosfera de grande adoração

A música, que integra o maior projeto de sua trajetória, já está disponível nas plataformas de streaming e no YouTube Na noite da gravação do DVD “Ao Vivo na Ópera de Arame”, um dos momentos mais marcantes, sem dúvida, aconteceu quando a canção inédita “Princípio e Fim”, sétimo lançamento do mais recente projeto de Julia Vitória, foi apresentada ao público. “Essa composição entrou no repertório de uma maneira inusitada. Eu estava a caminho de um show com a minha equipe, quando um dos músicos a compartilhou comigo. Eu ouvi o áudio e, assim que terminei, tive a certeza de que precisava gravá-la porque ela tem tudo a ver com a essência do álbum”, compartilhou a cantora. A obra é inspirada em diversas passagens, entre elas, o versículo 9 do Salmo 33 – “Pois Ele falou e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo se estabeleceu”. Julia Vitória destaca que a letra conduz a reconhecer que do menor detalhe da existência, como um grão de areia, ao mais alto Céu, tudo proclama quem Ele é. Além da habitual interpretação impecável de Julia, o grande destaque foi a plateia, que iluminou a Ópera de Arame com as lanternas dos celulares, transformando o ambiente em um cenário semelhante a uma noite estrelada, criando uma forte conexão com o tema cantado. “Enquanto a gente declarava cada verso, era como se tudo ao redor, de fato, perdesse a razão, para contemplarmos apenas a Ele”, compartilha Julia. Ao todo, o projeto reunirá essa e mais nove canções, que em breve serão compiladas em um álbum. Idealizado pela Musile Records, o DVD tem produção executiva de Ricardo Carreras, direção de vídeo assinada por Flauzilino Jr. e produção musical de Hananiel Eduardo. Desde o primeiro lançamento, com o medley “João Viu / Além do Rio Azul”, o trabalho traz uma sequência de louvores que destacam temas centrais da fé cristã. Entre as faixas já apresentadas estão “Amor Infinito / A Mensagem da Cruz”, “Maravilhosa Graça”, “Canção dos Redimidos”, com participação de Nívea Soares, “Restaura o Teu Altar” e “Segurança (Canta Minh’alma)”, em parceria com Eli Soares. Aos 23 anos, Julia Vitória vive uma fase de consolidação no segmento. Com mais de 14 milhões de ouvintes mensais nas plataformas digitais e mais de 2 bilhões de reproduções acumuladas, a cantora amplia sua presença no cenário gospel nacional com o maior projeto de seu ministério até então. Não deixe de conferir “Princípio e Fim”! Julia Vitória – “Princípio e Fim”: https://swiy.co/assista-principioefim-jv Fonte: Assessoria de Imprensa Musile Records

Musille record 19/03/2026 18:12

Esther Durán encerra seu primeiro álbum com a faixa bônus “Minha Noiva”, ao lado de Chris Durán

A canção, que tem um significado especial para a cantora, reflete sobre o encontro de Cristo com a Igreja Com mensagens que declararam amor a Deus e profunda devoção, Esther Durán apresenta na íntegra o álbum “Acalma o Meu Coração”, que marca o início de seu ministério. O projeto, que já está disponível, reúne oito louvores, incluindo a bonus track, “Minha Noiva”. Inspirada em Mateus 25, passagem bíblica que narra a Parábola das Dez Virgens, a música convida à reflexão sobre se preparar para a volta de Jesus. “A Bíblia compara a Igreja a uma noiva que aguarda ansiosamente pela vinda do seu amado”, explica Esther ao comentar a essência da letra. “Se nós, de fato, O amamos, temos prazer em nos preparar para a Sua vinda”, completa. A cantora lembra ainda que Chris Durán gravou a música originalmente em 2016, quando ela tinha apenas 9 anos. “Esta é uma composição do meu pai que sempre falou muito comigo. Canto desde pequenininha e carrego memórias afetivas muito fortes com ela. Poder registrá-la agora, ao lado dele, transforma isso em uma recordação para toda a vida”, compartilha. Com arranjos acústicos, a faixa mantém a proposta estética de todo o projeto, que traz uma sonoridade leve e intimista. A interpretação da jovem, marcada pela suavidade de sua voz, fica ainda mais emocionante ao lado de Chris Durán, que celebra essa fase ministerial da filha. “A Esther se tornou uma mulher sensível às coisas de Deus. Esse foi o meu maior desafio, fazer com quem ela se parecesse com aquilo que Deus deseja”, afirma o pai. Atualmente, ela vive um dos momentos mais marcantes de sua trajetória. Com forte presença digital, soma mais de 2 milhões de seguidores e 2 milhões de ouvintes mensais, números que refletem sua relevância crescente nas redes sociais e sua audiência fiel nas plataformas de streaming. O lançamento de “Minha Noiva” sucede a uma série de canções que consolidaram Esther Durán como uma das vozes mais promissoras da nova geração do gospel. Louvores como “Tua Presença”, “Derramo Meu Perfume”, a releitura de “Acalma o Meu Coração” – que soma mais de 34 milhões de visualizações nas redes sociais - e “Desejável”, o primeiro dueto com Chris Durán, ampliaram o alcance e fortaleceram sua conexão com o público. O projeto inclui ainda composições autorais como “Grande Dia” e “Filho Meu”, além de “Minha Paz”, escrita pelo noivo da cantora, David Matteucci, em parceria com o produtor Hananiel Eduardo. Para Esther, este trabalho, que foi idealizado pela Musile Records, representa o início de uma etapa muito importante de sua vida. “Tudo isso é o cumprimento de promessas que Deus fez ao meu coração ao longo dos anos. Tenho vivido tudo com gratidão, responsabilidade e expectativa pelo que Ele ainda vai fazer”, enfatiza. O álbum completo, com a faixa bônus, já está disponível nas plataformas de streaming e no YouTube. Confira agora mesmo! Assista “Minha Noiva”: https://swiy.co/assista-minhanoiva-ed Fonte: Assessoria de Imprensa Musile Records

Pleno News 19/03/2026 16:48

Moraes, conceda a domiciliar para Bolsonaro

Magno Malta - 19/03/2026 16h48 Ministro Alexandre de Moraes Foto: Rosinei Coutinho/STF Tenho estado diante do hospital onde Jair Bolsonaro está internado. Respeitando cada orientação do local, cada limite, porque ali não é arena política. É território de dor, de fragilidade humana. Mas também é lugar de fé. E é ali que tenho orado, com a convicção de que existem batalhas que ultrapassam o jurídico e o político, pois elas são espirituais. E é por isso que escrevo. O Brasil atravessa um tempo em que o escândalo deixou de ser exceção e passou a ser o ambiente. O que antes era oculto hoje transborda, como um esgoto que rompeu e já não pode ser contido. Ninguém consegue conter ninguém, porque muitos estão, de alguma forma, implicados. O sistema que deveria proteger passou a se articular para se preservar. Nesse mesmo país, por razões que saltam aos olhos, um ex-presidente enfermo permanece submetido a uma situação incompatível com sua condição de saúde. Isso não soa como justiça, mas como uma disputa de força que ignora limites básicos de humanidade. Manter um homem doente sob o peso de uma decisão que desconsidera sua fragilidade, não fortalece a lei. Por isso, ministro Alexandre de Moraes, faço um apelo direto e objetivo: conceda a prisão domiciliar a Jair Bolsonaro. Não é sobre concordância política. É sobre humanidade, razoabilidade e responsabilidade histórica. A lei não pode ser instrumento de revanche, nem palco de demonstração de autoridade. Enquanto oro do lado de fora, enxergo mais do que um hospital. Vejo um país tensionado, exausto, mas também vejo um povo despertando. Deus tem permitido que muita coisa venha à luz. O que estava oculto começa a ser revelado. Agora, cabe às autoridades decidirem. Serão lembradas pela sensatez ou pela dureza desnecessária? Eu permaneço aqui. Em oração. E em vigilância. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Moraes cobra qualificação de cuidador indicado para Bolsonaro 17 ministros de Lula deixam governo para disputar eleições Brasil: População de jumentos é dez vezes maior que o estimado EUA e Israel atacam principal universidade de tecnologia do Irã Conflito: Irã e Estados Unidos rejeitam proposta de cessar-fogo WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 19/03/2026 11:25

Erika Hilton e os limites da liberdade de expressão

Rafael Durand - 19/03/2026 11h25 Erika Hilton Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados Vivemos tempos de um autoritarismo progressista que tenta, a todo custo, impor uma agenda desconstrutiva à revelia da vontade da esmagadora maioria da população brasileira. O que vemos hoje é uma tentativa de reformar a realidade biológica e social “goela abaixo”, substituindo a gramática pelo “dialeto neutro” e a biologia por construções ideológicas que atacam frontalmente a visão cristã de família. No entanto, para o desalento dos ativistas de plantão, o Direito e o bom senso ainda resistem. Recentemente, temos assistido a importantes freios judiciais contra as investidas tresloucadas de parlamentares e militantes (muitas vezes capitaneadas por Erika Hilton) que buscam criminalizar qualquer discordância de sua cartilha identitária. Felizmente, os tribunais começaram a restabelecer a nítida fronteira entre o que é discriminação real e o que é, legitimamente, liberdade de expressão e convicção ontológica. No ano passado, o ministro Gilmar Mendes, no Supremo Tribunal Federal, já havia sinalizado que a proteção constitucional à livre manifestação do pensamento impede que críticas, ainda que ácidas ou impopulares, sejam rotuladas automaticamente como crime. Mais recentemente, a 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) adotou esse entendimento ao trancar uma ação penal contra uma ativista que afirmou que “mulheres trans não são mulheres”. A decisão foi clara: o Direito Penal não é ferramenta para calar debates filosóficos ou biológicos. Afirmar fatos da natureza ou convicções morais não é crime, mas o exercício de um direito fundamental. É essencial lembrar que a própria ADO 26, embora tenha sido fruto de um questionável ativismo judicial que equiparou a homotransfobia ao racismo, deixou gravada uma salvaguarda inegociável: a liberdade religiosa. O texto do STF é explícito ao garantir que fiéis, pastores e cidadãos comuns possam continuar expressando sua visão tradicional de família, casamento e sexualidade conforme sua fé e visão de mundo. Ninguém deve ser processado por pregar o que a Bíblia ensina ou por defender que a distinção entre homem e mulher é uma realidade objetiva. Nesse cenário, surge o pilar da Objeção de Consciência, garantido pelo Artigo 5º, inciso VIII, da nossa Constituição Federal. Esse fundamento protege o indivíduo de ser compelido a agir contra suas convicções morais e religiosas. Querer obrigar um cristão, um pastor ou um padre a utilizar pronomes que negam a biologia e a sua fé seria uma violação gravíssima a esse direito. O Estado não tem o poder de sequestrar a fala do cidadão para transformá-la em instrumento de propaganda ideológica. O Direito de Objeção de Consciência é o escudo que impede que a fé seja asfixiada pela militância. Se o cristão acredita que o sexo é um dado da biologia, da criação divina e da natureza humana, ele não pode ser coagido a verbalizar o contrário. A liberdade de consciência não é um privilégio, mas uma barreira civilizatória contra a tirania do pensamento único. Seguiremos atentos. A democracia exige pluralismo, e o pluralismo exige que o cristão tenha o direito de não se curvar a ideologias que negam a sua essência. O Judiciário, ao reconhecer esses limites, não está meramente julgando processos, mas garantindo que o Brasil não se torne um tribunal de exceção ideológica! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Casal Moraes gasta R$ 23 milhões em imóveis e triplica patrimônio Tripulação da Artemis II verá eclipse solar total nesta segunda Bebê é morta pelo padrasto; mãe estava em entrevista de emprego Israel mata chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã Dono de bar anti-Israel é do PSOL e militante pró-maconha WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 19/03/2026 10:25

Até onde vai a crueldade de Alexandre de Moraes?

Marisa Lobo - 19/03/2026 10h25 Alexandre de Moraes Foto: Ton Molina/Fotoarena/Agência O Globo Existe um ponto em que a Justiça deixa de ser Justiça e passa a se confundir com punição desumana. E é exatamente nesse ponto que muitos brasileiros começam a se perguntar: até onde isso vai, Moraes? Jair Bolsonaro é um homem de 70 anos. Um idoso. Com histórico de saúde fragilizada, com intercorrências médicas sérias e recentes. Um quadro que, por si só, já exigiria cuidado, atenção e responsabilidade por parte do Estado. Mas existe algo ainda mais grave — e muitas vezes ignorado: o impacto psicológico. A psicologia é clara ao afirmar que o sofrimento emocional intenso não fica apenas na mente. Ele desce para o corpo. Ele adoece. Situações de estresse extremo, sensação de injustiça, exposição pública massiva, medo, insegurança e perda de controle podem desencadear ansiedade severa, angústia profunda, insônia, exaustão emocional e somatização. E o que é somatização? É quando o emocional começa a se transformar em doença física. O corpo sente aquilo que a mente não consegue mais suportar. Agora pense: um idoso, doente, sob enorme pressão política, sendo mantido em um ambiente que naturalmente intensifica o estresse emocional, inocente, perseguido… isso ajuda ou piora o quadro de saúde? A resposta é óbvia. Direitos humanos não são seletivos. Eles não existem apenas para quem é simpático, popular ou conveniente. Eles existem exatamente para proteger a dignidade humana quando ela está mais vulnerável. E aqui surge uma contradição que incomoda: quantos criminosos perigosos, quantos condenados por crimes graves, quantos envolvidos em corrupção já receberam prisão domiciliar por razões de saúde, idade ou fragilidade? Muitos. Então por que, no caso de Bolsonaro, essa possibilidade sequer parece ser considerada com o mesmo peso? Prisão domiciliar não é absolvição. Não é impunidade. Não é privilégio. É uma medida humanitária. É permitir que alguém continue respondendo à Justiça sem ser submetido a um ambiente que pode agravar ainda mais seu estado físico e emocional. É reconhecer que punir não significa destruir. Que responsabilizar não significa desumanizar. Negar isso a um idoso doente levanta uma pergunta inevitável: estamos diante de uma decisão puramente técnica… ou de algo que se aproxima de rigidez excessiva, uma perseguição judiciária política partidaria? insensibilidade — ou até mesmo vingança? Uma sociedade verdadeiramente justa não mede direitos humanos com base em preferência política. Não decide quem merece dignidade e quem não merece. Não transforma o sofrimento do outro em espetáculo. Porque quando a dor de alguém passa a ser ignorada, relativizada ou até celebrada, o problema deixa de ser apenas jurídico — e passa a ser moral. Bolsonaro pode ser amado por uns, rejeitado por outros. Isso faz parte da democracia. Mas existe algo que deveria estar acima de qualquer disputa: a dignidade humana. Um idoso doente precisa de cuidado. Precisa de acompanhamento adequado. Precisa de um ambiente que não agrave seu sofrimento emocional. E a prisão domiciliar, nesse caso, não seria um favor. Seria coerência. Seria humanidade. Seria respeito ao mínimo que se espera de um Estado que se diz civilizado. A pergunta continua ecoando — e cada vez mais forte: até onde vai isso, Alexandre de Moraes? Marisa Lobo atua como psicóloga e psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Igreja O Renovo do Senhor realiza Renova Rio neste feriadão; veja Moraes restringe drones a 1 quilômetro da casa de Bolsonaro Homem é detido por questionar Lula durante evento no Ceará Bolsonaro pede ao STF que irmão de Michelle seja seu cuidador Receita apreende R$ 3 milhões em produtos irregulares rumo a SP WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 18/03/2026 14:45

Ratinho não foi transfóbico coisa nenhuma

André Marsiglia - 18/03/2026 14h45 Apresentador Carlos Massa, o Ratinho Foto: Natalia Rampinelli / AgNews A deputada federal Erika Hilton acionou o Judiciário contra o apresentador Ratinho após declarações em que ele afirmou que “mulher trans não é mulher”. Erika renunciou ao debate e o processou, usando a mão pesada do Estado para silenciar. Um parlamentar deveria saber que opinião — por mais controversa que seja — não pode ser transformada em ilícito apenas por alguém se ofender com ela. O Judiciário não pode ser depósito de queixas emocionais. Na lei brasileira, a responsabilização por falas não decorre de seu conteúdo, mas da presença de dolo, ou seja, da intenção de rebaixar o outro. Sem dolo, não há ilícito. Esse é um princípio do Direito que transita pelos chamados crimes contra a honra e dele decorrentes, como a transfobia. A fala precisa carregar o propósito de rebaixar. E opinião não rebaixa ninguém, ao menos em uma democracia. Erika Hilton não é uma cidadã anônima discutindo uma questão pessoal. Ela é uma agente política, com mandato eletivo, inserida no debate e, se uma questão deixa de ser individual e passa a ter efeitos coletivos, torna-se, necessariamente, objeto de escrutínio público. A discussão sobre quem pode presidir uma comissão da mulher não é irrelevante. Ratinho expressou sua opinião sobre um tema que está no centro do debate público. A tentativa crescente de retirar temas do campo do debate, rotulando discordâncias como preconceito ou discriminação tem o efeito de silenciar sem enfrentar o argumento. Se determinadas posições não podem sequer ser enunciadas, o debate deixa de existir, passando a vigorar a tirania do ofendido e a autocensura da dissidência. Quando as pessoas deixam de falar o que pensam sobre temas de interesse público, não por falta do que dizer, mas por medo de consequências, está caracterizada a tirania estúpida e autoritária que vivemos no país. André Marsiglia é advogado, professor de Direito Constitucional e especialista em liberdade de expressão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Inca lança estudo para programa que rastreia câncer de pulmão Lula diz que “senador pensa que é Deus” e pode "criar problema" "Me manipulava, fazia jogos psicológicos", diz ex de Felca Senado confirma recebimento de indicação de Messias para o STF Sem informações sobre Janja e Porchat, Gayer aciona TCU WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 18/03/2026 12:36

Onde está Mojtaba Khamenei?

Lawrence Maximus - 18/03/2026 12h36 Onde está Mojtaba Khamenei? (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT “Onde está Mojtaba Khamenei?” O perfil oficial do Ministério das Relações Exteriores de Israel publicou uma charge com tal pergunta, lembrando o famoso desenho Onde Está o Wally?, sucesso na década de 1990. No começo desta semana, publiquei uma informação sobre a possibilidade de Mojtaba ter sido retirado do país por Putin, parceiro histórico do regime iraniano. No entanto, fontes iranianas negam tal informação. Paralelamente, a narrativa do regime declara que ele está nas ruas, entre o povo, num local altamente seguro dentro do país. Além de gozar de “boa saúde” e estar “governando o país plenamente”, é reconhecido como ferido, mas em condição estável. Isso contraria o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que revelou que o novo líder supremo estava gravemente ferido e “desfigurado”, possivelmente em coma ou até morto, “aterrorizado, ferido e em fuga”. Contudo, a falta de provas visuais criou um vácuo preenchido com rumores e relatos não confirmados de várias fontes internacionais e da oposição. As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram publicamente que “não têm informações atuais sobre o paradeiro de Khamenei”, enquanto simultaneamente juraram “persegui-lo, encontrá-lo e neutralizá-lo”. Esta incerteza é ecoada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que questionou publicamente se o novo líder estava sequer vivo, afirmando: “Eu nem sei se ele está vivo. Ninguém o mostrou até agora”. Em suma, o regime iraniano tem um histórico de esconder problemas de saúde dos seus líderes, desde o primeiro líder supremo, Khomeini, até o próprio pai de Mojtaba, cuja morte foi ocultada por horas. Ademais, fica a pergunta: onde está Mojtaba? Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Eduardo se pronuncia a respeito de relatório dos EUA sobre Moraes Anderson Freire é homenageado em presídio feminino no ES STF nega ações da esquerda e mantém privatização da Sabesp Empresário é alvo da PF por pagar R$ 4,5 mil por dados de ministros Rodrigo Pacheco se filia ao PSB e deve disputar o governo de MG WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 18/03/2026 11:43

Oscar: Entre o discurso e o fracasso

Marco Feliciano - 18/03/2026 11h43 Wagner Moura, no filme O Agente Secreto Foto: RS/Fotos Públicas O mundo assistiu, neste último fim de semana, a um espetáculo que, anualmente, reúne as atenções de todos os fãs do cinema. Refiro-me à premiação do Oscar, na qual os melhores são agraciados com um troféu desejado por todos os que labutam na sétima arte. Nós, brasileiros, fomos honrados com quatro indicações. Claro que as categorias de Melhor Filme e Melhor Ator são consideradas as mais importantes. O filme brasileiro indicado abordou o tema da ditadura, assunto que enche a esquerda de munição quando se trata do nosso país. Muito embora as ditaduras sanguinárias de Cuba, Venezuela, Nicarágua e outras sigam convenientemente esquecidas, talvez pelo glamour que ainda exercem sobre nossos esquerdistas tupiniquins. O indicado a Melhor Ator, o excelente Wagner Moura, usou todas as oportunidades que teve para citar a gestão presidencial do nosso sempre presidente Jair Bolsonaro, de forma inconsequente e com adjetivos pejorativos. Mas nossos representantes políticos estão acima disso tudo. Um artista de projeção internacional como Wagner Moura demonstra carregar fetiches por um ex-presidente respeitado pelos próceres do poder norte-americano, os quais, ao que parece, ele mesmo lambe as botas, ao residir nos Estados Unidos, enquanto canta loas à desigualdade no Brasil. Finalizo pedindo a Deus que ilumine nossos artistas, muitos deles beneficiados pela Lei Rouanet, para que usem do bom senso e se lembrem do quanto arrecadaram do dinheiro público para seus “espetáculos”, sem transformar o entorno da festa em mais um espetáculo político. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o público cinéfilo brasileiro. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Anderson Freire é homenageado em presídio feminino no ES STF nega ações da esquerda e mantém privatização da Sabesp Empresário é alvo da PF por pagar R$ 4,5 mil por dados de ministros Rodrigo Pacheco se filia ao PSB e deve disputar o governo de MG 'Entra em depressão profunda', biógrafo diz ponto fraco de Lula WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 16/03/2026 16:02

Soltem Bolsonaro!

Marco Feliciano - 16/03/2026 16h02 Ex-presidente Jair Bolsonaro, no hospital, em 2025 Foto: Arquivo Pessoal Por todos os quadrantes do Brasil a unanimidade é uma só: “Soltem Bolsonaro”. Há caso semelhante em que um ex-presidente da República, Collor de Mello, preso por corrupção e apresentando quadro de comorbidade, recebeu prisão domiciliar. Não acho conveniente fazer comparações de gravidade, mas apenas registrar o fato. E sim, questiono: Por que, então, dois pesos e duas medidas em relação ao ex-presidente Bolsonaro? A negativa de prisão domiciliar configura tortura psicológica, e esperamos que se evite um desfecho terrível como já aconteceu com um prisioneiro político do 8 de janeiro, conhecido como Clezão, que morreu sem assistência. Peço encarecidamente que o restante da douta plenária do STF interfira e argumente com quem tem o poder de conceder a domiciliar, providenciando urgentemente esse gesto de civilidade com um idoso inocente, que nunca foi acusado de malfeitos por corrupção ou desvios, como outros que foram descondenados e se arvoram nos mais honestos do mundo. Hoje a nação volta a sua atenção para essa tremenda injustiça contra um homem honesto, que milhões de brasileiros, em diversas ocasiões, foram às ruas apoiar em seu projeto político — agora transferido ao seu filho, senador Flávio Bolsonaro, que lidera todas as pesquisas para presidente da República, mesmo ainda como pré-candidato. Finalizo pedindo a Deus que ouça as orações de milhões de brasileiros de bem que apenas pedem justiça. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos nós. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Ronaldo Caiado promete anistiar Bolsonaro se for eleito Mercado eleva previsão da inflação para 4,31% este ano Janela partidária faz Congresso Nacional ficar vazio Lindbergh Farias pede revogação da domiciliar de Jair Bolsonaro André Fernandes anuncia novas igrejas em Santos e Alphaville WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 16/03/2026 13:51

Populismo não gera produtividade

Ives Gandra Martins - 16/03/2026 13h51 A economia é um tabuleiro de xadrez (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/George Becker O Brasil é um dos países com menor produtividade entre as economias emergentes mais importantes e as nações desenvolvidas, razão pela qual se discute como poderemos alavancar o crescimento do Estado. Em tecnologia e no campo da inteligência artificial, por exemplo, estamos muito aquém da evolução dos grandes mercados em ascensão e dos blocos industrializados, enquanto estudos indicam que, nas próximas duas décadas, cerca de 60% da força de trabalho humana atual poderá ser substituída pela automação e por sistemas inteligentes. Diante dessa rápida evolução tecnológica, o papel do ensino torna-se ainda mais vital para o desenvolvimento global. O que me impressionou em recente palestra do embaixador Rubens Barbosa no Conselho de Assuntos Estratégicos da Fiesp — órgão presidido pelo ex-presidente da República Michel Temer e do qual sou conselheiro — foi a constatação de que, embora o Brasil seja uma potência na agricultura e no agronegócio, o país ainda está muito aquém do esperado no desenvolvimento industrial e no campo da inteligência artificial. O apoio do governo à jornada 6×1 como modelo único é um equívoco: grande parte dos setores já adota a escala 5×2 — como na área de serviços e na advocacia. Há, contudo, setores específicos, como o de restaurantes, onde o maior volume de trabalho ocorre aos fins de semana, tornando a manutenção do esquema 6×1 justificável. É interessante notar a insistência nessa jornada como regra geral, ignorando que os setores com viabilidade para a escala 5×2 já a conquistaram por negociações coletivas, e não por imposição nacional que desconsidera as necessidades de segmentos distintos na indústria, no comércio ou serviços. O Congresso não deve ceder a essa proposta populista, cabendo a cada setor definir a jornada mais adequada. A imposição de um modelo único, além de demagógica, ignora princípios básicos da economia; a padronização rígida é inviável para o desenvolvimento do país. É preciso alertar que este modelo retardará o progresso nacional e, conforme previsões de economistas e federações — incluindo a Faesp —, a medida deve gerar um impacto de 6,2% na inflação. Esse aumento no “Custo Brasil” prejudica nossa competitividade, já fragilizada pela baixa produtividade e pelo déficit na educação, áreas nas quais o governo deveria concentrar seus maiores investimentos. A falta de projetos claros em educação impede nossa evolução tecnológica; afinal, diante de um mercado global ágil, o ensino é o único caminho para acompanhar o desenvolvimento moderno. Certas atitudes populistas, embora eficazes para vencer eleições, trazem mais prejuízos do que benefícios reais ao país, pois o sucesso nas urnas não se traduz, necessariamente, em prosperidade para a nação. Há uma necessidade premente de um projeto de país que nunca tivemos com o presidente Lula, pois falta-nos o pragmatismo do modelo chinês, a determinação demonstrada pela Índia e a clareza de propósito que permitiu à Europa evoluir com um norte definido. Diante da ausência de uma agenda de projetos estratégicos, e em vez de priorizarmos o interesse da nação, estamos imersos em um embate de cunho estritamente ideológico, onde a retórica política sobrepõe-se ao projeto para o país. Sabemos e conhecemos o valor daqueles que antecipam o futuro: para quem possui visão estratégica, a economia é um tabuleiro de xadrez, onde cada movimento é calculado; já para quem carece de discernimento, ela não passa de uma mesa de pôquer, onde o blefe tenta mascarar a falta de competência. A substituição de um planejamento estratégico de longo prazo por propostas de caráter imediatista, eleitoreiro e visando à reeleição desvirtua a função do Executivo. Ao priorizar o debate populista em detrimento das reformas essenciais, o governo converte a gestão pública em um instrumento de campanha, esvaziando a agenda de desenvolvimento do país e a criação de projetos que coloquem o Brasil no radar da competitividade mundial. Enquanto o mundo discute e avança tecnologicamente, ainda desperdiçamos na área da educação muito do nosso potencial, apesar da abundância de recursos hídricos, campos produtivos e Sol o ano todo. O que não temos, no momento, é um projeto que transforme todas as nossas vantagens em riqueza real para o povo e para o país. Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp). * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes André Fernandes anuncia novas igrejas em Santos e Alphaville Valdemar diz que Flávio "não deve perder tempo" com Lula Música: Baterista da banda Novo Som anuncia saída do grupo Haddad rebate críticas de Kassab sobre aumento de impostos "Lula será derrotado nas urnas", diz deputada dos Estados Unidos WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 16/03/2026 10:34

A delação que anda causando desconforto em Brasília

Sargento Fahur - 16/03/2026 10h34 Bastidores do Poder e possível delação premiada (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Cottonbro Studio Ultimamente estamos recebendo informações diariamente sobre os escândalos do Banco Master. Novidades a toda hora. Informações confiáveis e não confiáveis. Conversas vazadas que mostram diálogo entre o banqueiro mafioso Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, herói da esquerda. Em uma das conversas, pouco antes de ser preso, Vorcaro pergunta a Alexandre de Moraes: “Conseguiu bloquear”? Será que Alexandre de Moraes joga vôlei e não sabíamos? Vazamentos informam que o ministro esteve com Vorcaro em algumas oportunidades, inclusive em uma mansão em Trancoso (BA). Ainda temos informações que o ministro Alexandre de Moraes degustou uísque Macallan, caríssimo, na companhia de Vorcaro; Lewandowsky, na época ministro da Justiça e Segurança Pública também estava presente, junto a outras figuras do alto escalão. Vorcaro está preso. Especulações dizem que o Centrão, grupo político, trabalhou para que o STF não mantivesse a prisão dele, pois temem que Vorcaro preso faça delação premiada. Se de fato o tal Centrão tentou a liberdade de Vorcaro, não conseguiu. Ele continua preso e algumas postagens indicam que na prisão teve um surto e esmurrou a parede, gritando o nome de autoridades. O banqueiro mafioso andou trocando de advogados, o que pode indicar que estaria cogitando delatar. A manutenção da prisão de Vorcaro tirou o sono de muitos políticos e de outras autoridades, disso eu não tenho dúvidas. Imagino que devido às ameaças de delação muitos também tiveram indisposição intestinal e usaram a privada maior número de vezes. Vamos aguardar. Quando me refiro ao Centrão, não me refiro simplesmente a partidos, mas principalmente a pessoas, parlamentares. Muitos usufruíram do nome Bolsonaro para se eleger e reeleger, e hoje abandonam o grande líder da direita. Uns, ainda mais sem vergonhas, dizem ter acordado, outros apenas fazem silêncio. A verdade é que quando Bolsonaro estava com a faixa presidencial era bajulado por muitos, e hoje, na condição em que se encontra, só restaram os que realmente são de direita e que de fato defendem as mesmas pautas que ele sempre defendeu. As eleições estão chegando e os “isentões traíras” precisam ser identificados e escorraçados. Sargento Fahur é deputado federal, o mais votado pelo Paraná em 2018. Trabalhou por 35 anos na Polícia militar prendendo bandidos e traficantes. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Janja critica Nikolas por vídeo sobre misoginia; deputado reage Brasil condena Israel por impedir líderes católicos em igreja Rio Claro: Queda de avião no Sul fluminense deixa dois mortos Netanyahu determina expansão militar israelense no Líbano Moraes multa caminhoneiros por protestos após eleições de 2022 WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 16/03/2026 09:40

A indignação tardia

Juliana Moreira Leite - 16/03/2026 09h40 (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT A imprensa viu. Viu o poder de Alexandre de Moraes avançar sobre cidadãos comuns, viu o banimento do X no Brasil, viu empresas ligadas a Elon Musk serem punidas. Viu ameaças a delatores — inclusive a menção de prender esposa, pai e filha de 18 anos — e viu investigações abertas sem contornos claros, ampliadas conforme surgiam novos inimigos. Viu também um inquérito durar sete anos, crescendo e incorporando críticos e desafetos. Viu condenações após os atos ligados ao 8 de janeiro, histórias individuais diluídas numa narrativa coletiva de golpe. Viu uma mãe condenada a 11 anos por escrever numa estátua com batom. Viu multas ameaçando cidadãos, contas congeladas, passaportes cancelados, prisões contestadas — e viu a morte de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, que morreu sob custódia aguardando atendimento médico. Agora, parte dessa mesma imprensa diz estar enojada com histórias de milhões em dinheiro vivo e resorts ligados ao crime que chegam às portas do STF. Descobriu, de repente, o cheiro do escândalo. Mas a pergunta continua ecoando: onde estava esse nojo quando tudo aquilo acontecia? Porque o país que hoje escandaliza alguns não nasceu de repente — ele foi sendo escrito, linha por linha, com o silêncio e a complacência de quem agora diz estar surpreso. Juliana Moreira Leite é jornalista especialista em cultura, escritora e curiosa. Nesse espaço vai falar sobre assuntos da atualidades sob a sua visão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Janja critica Nikolas por vídeo sobre misoginia; deputado reage Brasil condena Israel por impedir líderes católicos em igreja Rio Claro: Queda de avião no Sul fluminense deixa dois mortos Netanyahu determina expansão militar israelense no Líbano Moraes multa caminhoneiros por protestos após eleições de 2022 WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 13/03/2026 15:58

O fechamento do Estreito de Ormuz: Uma ameaça global

Lawrence Maximus - 13/03/2026 15h58 Mojtaba Khamenei Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH A declaração do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, de que o Estreito de Ormuz “seguirá fechado” como instrumento de pressão política contra Estados Unidos e Israel representa um dos momentos mais tensos da geopolítica contemporânea. Em sua primeira fala pública desde que assumiu o cargo, Khamenei deixou claro que o bloqueio da via navegável mais estratégica do planeta é uma “alavanca necessária” diante do que classifica como “agressões” ocidentais. Localizado entre o Irã e Omã, o Estreito de Ormuz não é apenas uma passagem marítima – é o epicentro da segurança energética mundial. Por seus 39 quilômetros de largura, no ponto mais estreito, escoam cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta e parcela significativa do gás natural liquefeito (GNL). São aproximadamente 15 a 20 milhões de barris diários que abastecem principalmente as economias asiáticas – China, Índia, Japão e Coreia do Sul –, todas extremamente dependentes dessa rota. Para os países do Golfo, o estreito é a única janela para o mundo. Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Catar veem sua capacidade de exportação completamente refém da estabilidade dessa passagem. Quando o Irã ameaça ou efetivamente bloqueia o estreito, não está apenas desafiando o Ocidente – está paralisando a espinha dorsal econômica de seus vizinhos. A posição de Khamenei revela uma estratégia calculada de projeção de poder assimétrico. O Irã, consciente de suas limitações militares convencionais diante da aliança EUA-Israel, transformou o estreito em sua principal arma geopolítica. Ao controlar esse gargalo, Teerã adquire capacidade de influenciar mercados globais e impor custos significativos a seus adversários sem necessariamente engajar em confronto direto. Em resumo, o fechamento do Estreito de Ormuz representa um choque energético e econômico de proporções históricas, interrompendo o fluxo de uma parcela vital do petróleo e gás mundial, disparando a inflação e ameaçando a estabilidade de cadeias de suprimentos globais. Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Carlos Viana acusa STF de retirar prerrogativas do Congresso Gilmar e Moraes condenam super exposição de dados de Vorcaro Fux e Gilmar Mendes discutem em relação a CPMI do INSS Lula afirma que Bolsonaro é um "Opala que está no desmanche" Torcida do Brasil pede Neymar durante amistoso contra França WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 13/03/2026 12:46

Uma resposta aos meus seguidores

Marco Feliciano - 13/03/2026 12h46 Deputado Pastor Marco Feliciano Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados Eu nunca usaria uma crônica diária, que faço há oito anos neste prestigioso periódico, para campanha política; mas penso que responder a tantas indagações dos meus seguidores se faz mister. Estamos em ano eleitoral, e por que são tão importantes as eleições deste ano? Se a oposição fizer maioria no Senado, poderá votar o impeachment de ministros do STF, até agora inatingíveis, mantendo o povo em uma impotência política absoluta. Tenho recebido vários pedidos para colocar meu nome à disposição do meu partido para uma chapa ao Senado. Sei das dificuldades de concorrer a um cargo majoritário, mas coragem é o que não me falta e sei do apoio do Deus a quem sirvo. O nosso país está em mudanças, com nosso candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, despontando como favorito em todas as pesquisas, e eu pretendo ser seu escudeiro no Senado da República. Existem poucas chances na vida de fazermos a diferença, e vejo essa que se descortina, como também a da minha vida de lutas em favor dos que me confiaram quatro mandatos como deputado federal e esperam muito de mim na Câmara Alta. Finalizo pedindo a todos que sempre me apoiaram que façam uma corrente de oração a favor dessa difícil decisão que está em nossas mãos e que Deus nos premie com Suas escolhidas bênçãos celestiais. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Torcida do Brasil pede Neymar durante amistoso contra França Justiça anula eleição de Douglas Ruas como presidente da Alerj Lula incentiva homens a levar dedada em exame de próstata Líder da CPMI do INSS: “Fim do sonho dos aposentados” Van Hattem reage à decisão do STF sobre CPMI do INSS WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 13/03/2026 10:50

Mendonça, deixe a CPMI investigar

Magno Malta - 13/03/2026 10h50 Ministro André Mendonça Foto: Victor Piemonte/STF Nesta quinta, 12 de março, durante a reunião da CPMI que investiga o rombo no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), fiz uma crítica ao ministro André Mendonça. Não foi um ataque. Foi o exercício do meu dever constitucional como senador da República. Quem ocupa um mandato não pode se calar quando um instrumento legítimo de investigação do Parlamento começa a ser esvaziado. A CPMI existe para investigar, convocar, ouvir e esclarecer. Quando decisões judiciais passam a impedir que convocados compareçam às oitivas, o recado que chega à sociedade é perigoso: o de que uma investigação pode ser travada antes mesmo de começar. Minha posição não se trata de confronto entre Poderes. Trata-se de respeito às atribuições de cada um. Digo isso porque o Congresso Nacional possui instrumentos constitucionais de investigação. A CPI e a CPMI são alguns deles. Elas existem justamente para que o Poder Legislativo possa apurar fatos graves, ouvir os envolvidos e apontar responsabilidades. Quando pessoas convocadas deixam de participar amparadas por decisões judiciais que as autorizam simplesmente a não comparecer, o instituto da CPI é esvaziado. E quem perde com isso não é o Senado. Quem perde é a verdade. Não estou defendendo abuso contra ninguém. A Constituição já garante a qualquer cidadão o direito de permanecer em silêncio para não produzir prova contra si mesmo. Esse direito sempre foi respeitado. O que não pode acontecer é transformar uma convocação em um convite opcional. E é essa impressão que tem sido transmitida pelo ministro André Mendonça. A nação acompanha com angústia as denúncias envolvendo o “assalto” aos aposentados e pensionistas. Milhões de brasileiros dependem do INSS para viver. Estamos falando de idosos, de pessoas doentes, de famílias que lutam diariamente para sobreviver. Por isso, a investigação precisa acontecer sem obstáculos. Minha crítica ao ministro André Mendonça foi exatamente nesse sentido, que o Supremo Tribunal Federal permita que a CPMI cumpra o seu papel. O país precisa saber quem roubou, quem participou e quem precisa responder por esse rombo que atinge diretamente os mais vulneráveis. Até aqui, o que se vê são sinais de blindagem do Sistema envolvendo pessoas próximas ao poder, como Frei Chico, irmão do presidente Lula, e Lulinha, filho do presidente. Há ainda uma situação escandalosa envolvendo o dono do Banco Master com envolvimento que vai além dessa questão do INSS. Ele é apontado por reportagens como tendo relações suspeitas com ministros do STF e seus familiares. Diante de tudo isso, eu digo que blindagem não pode existir. A investigação precisa avançar. E a CPMI precisa trabalhar. Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Hilton acusa Nikolas de distorcer PL da Misoginia e aciona AGU CBF decide tirar "Vai, Brasa" do uniforme da Seleção para Copa Projeto que cria Frente Antiwoke avança na Câmara de São Paulo Presidente da EBC: 'Janja é alvo de misoginia e machismo estrutural' Igreja Renovo do Senhor celebra a Quarta do Avivamento em SP WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 12/03/2026 12:44

Doutrinação livre, fé proibida: O plano do CNE

Rafael Durand - 12/03/2026 12h44 Estudantes em oração no pátio escolar (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT Enquanto o Brasil assiste, estarrecido, aos índices alarmantes de déficit de aprendizagem e ao colapso da infraestrutura básica em milhares de escolas públicas, as prioridades do Conselho Nacional de Educação – CNE, órgão vinculado ao Ministério da Educação – MEC, parecem orbitar em um universo paralelo de perseguição ideológica. Ocorre que, no recente Parecer CNE/CEB nº 1/2026, o Conselho decidiu instaurar uma espécie de “quarentena de fé”, proibindo que estudantes de Ensino Médio realizem atividades voluntárias em instituições religiosas para fins de carga horária escolar. Tal medida não é meramente um erro administrativo, mas a manifestação de um laicismo militante que tenta, à força, expulsar a religiosidade do espaço público. Neste sentido, é preciso distinguir, de uma vez por todas, o laicismo da laicidade colaborativa. Ora, o laicismo nada mais é senão a hostilidade do Estado contra a religião, comum em Estados totalitários onde não há liberdade religiosa, como a Coreia do Norte. Já a nossa Constituição, por sua vez, no Art. 19, inciso I, estabelece a laicidade como a separação que permite a colaboração de interesse público. Desta forma, ao proibir o trabalho ou voluntariado em ambientes confessionais, o CNE ignora que essas instituições são, muitas vezes, as únicas redes de proteção social e formação ética nas periferias brasileiras. A referida resolução colide frontalmente com a própria hermenêutica do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ADI 4439, a Suprema Corte ratificou a constitucionalidade do ensino religioso confessional na rede pública, amparada pelo Art. 210, § 1º da Carta Magna. Ora, se o próprio STF reconhece que a fé pode estar presente dentro da sala de aula como disciplina, por qual “malabarismo jurídico” o CNE pretende proibir que a prática do bem e do serviço comunitário ocorra dentro de uma organização religiosa? Historicamente, o CNE parece sofrer de amnésia proposital. As primeiras escolas e as mais prestigiadas universidades do mundo e do Brasil foram fundadas e mantidas por instituições cristãs. Até hoje, as escolas confessionais desempenham um papel de excelência que o Estado muitas vezes não consegue mimetizar. Assim, tratar o ambiente religioso como um local de “cooptação” perigosa é um insulto à história da educação brasileira. O que causa maior indignação, contudo, é a escancarada incoerência sistêmica. Enquanto o CNE fecha as portas das igrejas para o estudante que deseja servir ao próximo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio da Resolução nº 23.755/2026, com silêncio sepulcral do CNE e do MEC, abre as portas das universidades e escolas para o proselitismo político. Segundo o Art. 3º, inciso VIII da referida norma, manifestações espontâneas de pré-candidatos em ambientes universitários e escolares não configuram propaganda antecipada. Temos, então, um cenário surreal: no ambiente universitário, historicamente dominado pela hegemonia de pensamento da esquerda, a “pré-campanha” e a movimentação política são permitidas e até incentivadas sob o manto da “manifestação espontânea”. Mas o aluno que deseja realizar um trabalho administrativo ou social em sua paróquia ou congregação é barrado sob o pretexto de “neutralidade”. O recado do CNE é claro: o jovem pode ser cooptado pela militância partidária dentro do campus, mas não pode ser formado pela caridade cristã no contraturno escolar. Isto posto, vê-se que o que se pretende não é proteger o estudante, mas sim exercer um controle ideológico que nega o pluralismo político e a liberdade religiosa. Portanto, o Brasil não precisa de conselhos que criem muros de consciência, mas de um MEC que se ocupe em ensinar o básico e respeite a soberania da fé e da família no processo formativo da nossa juventude! Rafael Durand é advogado, mestre em Direito, pós-graduado em Direito Público e em Direito Digital, professor, membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB, fundador do NEPC3 – Núcleo de Estudos em Política, Cidadania e Cosmovisão Cristã, autor de artigos e obras jurídicas. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. 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Pleno News 12/03/2026 12:15

Fim da escala 6×1: Necessária ou mudança sem planejamento?

Thassya Prado - 12/03/2026 12h15 Protesto pelo fim da escala 6×1, em São Paulo Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil É inegável que o fim da escala 6×1 é o assunto da vez. Com inegável apelo político, a possível mudança polariza, ainda mais, as relações de trabalho. Uma diminuta parcela, está realmente, pensando no melhor para o empregado, sua saúde, vida privada e bem-estar. A grande maioria reforça o contexto em que o empregador é o vilão e o empregado a vítima. No Brasil, as empresas têm que administrar as relações de trabalho de acordo com o contexto. Infelizmente, o contexto dos últimos anos é de insegurança jurídica. Ocorre que não há nada concreto com relação ao fim da escala 6×1. Afinal, realmente vai acabar? Se vai acabar, será de que maneira? Será permitida a redução gradual ou haverá permissão para redução de salário? A aplicação será para todos os empregados ou apenas aos novos? O texto precisará detalhar a forma como será implementada a legislação ou estaremos, mais uma vez, diante da grande insegurança jurídica e legislativa que o país se encontra. Portanto, evidente que não há um cenário consolidado, o que possibilita, apenas, a suposição de cenários. A única certeza é que teremos impacto para todos da relação de trabalho, em especial, aos empregados e empresas. Mas, também, aos sindicatos e ao Estado. Nos últimos meses, o debate sobre jornada se concentrou em propostas que alteram o texto constitucional sobre tempo de trabalho, com sugestão para reduzir o espaço para organizar as jornadas antes com seis dias consecutivos de trabalho, forçando alterações de turnos, dimensionamento de equipes e instrumentos de compensação. O risco é conhecido: mexer na Constituição Federal nessa magnitude, sem combinar transição, negociação coletiva e diferenciação por atividade, certamente prolonga a insegurança jurídica e sobrecarrega, ainda mais, o Judiciário de disputas que duram anos. Se aprovada, a mudança não será apenas trocar uma escala por outra. É certo que ela tende a redefinir a demarcação entre tempo de trabalho e tempo livre, com potencial de melhorar bem-estar e vida social do empregado. No entanto, será exigido um redesenho operacional amplo, principalmente em serviços e comércio, com impacto direto em turnos, cobertura e custos ao empresário. Para que funcione é imprescindível intensificar a negociação coletiva e os ajustes jurídicos, até que surjam parâmetros estáveis e compatíveis com cada realidade produtiva. O problema é que uma aprovação apressada, sem estudos detalhados, sem diálogo com trabalhadores, empresas e setores mais afetados e ainda por cima conduzida em clima de polarização dificilmente entrega equilíbrio. O risco, nesse cenário, é trocar uma distorção por outras: mais informalidade e precarização, mais descumprimento por inviabilidade prática e um aumento prolongado de disputas e processos, aprofundando a insegurança jurídica e a tensão nas relações de trabalho. Em vez de vencer no grito, uma reforma desse porte precisa de regras claras de transição e mecanismos negociados que permitam adaptar a jornada sem empurrar o sistema para o litígio, sob pena de a solução prometida virar apenas um novo foco de conflito. Thassya Prado é advogada empresarial e idealizadora do @entendaseudireito. CEO do escritório Prado Advocacia Empresarial, Compliance e Tribunais, é  especialista em Gestão de Pessoas, Gestão Empresarial e Tribunais Superiores. Atua ainda como mentora de advogados. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes TSE autoriza federação partidária entre União Brasil e PP Justiça da Itália aceita extradição de Carla Zambelli ao Brasil Marido é condenado pela morte da cantora gospel Sara Mariano Israel mata comandante naval do Irã responsável por fechar Ormuz Guerra no Irã pode encarecer ovo, frango e carne suína no Brasil WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 12/03/2026 11:07

A nova presidente da Comissão da Mulher e a pergunta que precisa ser feita

Marisa Lobo - 12/03/2026 11h07 Nova presidente da Comissão de Defesa das Mulheres, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Nas últimas décadas, tivemos muitos avanços na defesa das mulheres como direitos políticos, proteção contra violência doméstica, políticas de saúde da mulher e leis voltadas à igualdade no trabalho que nasceram de uma luta longa e difícil. Essas conquistas tiveram uma base muito clara: a realidade biológica feminina e as desigualdades sociais que historicamente recaíram sobre ela. Agora a categoria “mulher”, que é ligada ao sexo biológico, está sendo redefinida com base apenas na identidade de gênero. Essa mudança levanta uma questão profunda e delicada: é possível defender os direitos das mulheres se deixarmos de reconhecer a base biológica que deu origem a esses direitos? Essa discussão se torna ainda mais relevante quando pessoas que não nasceram biologicamente mulheres passam a ocupar cargos e comissões institucionais criados para representar políticas públicas femininas. É nesse contexto que surge uma pergunta inevitável: quem deve representar as mulheres em espaços institucionais criados justamente para proteger a realidade feminina? É a partir dessa reflexão que afirmo minha posição: sou contrária à ocupação na Presidência da Comissão da Mulher na Câmara por uma pessoa que não nasceu biologicamente mulher. Não se trata de negar dignidade ou direitos a pessoas trans. A questão é outra, políticas públicas eficazes precisam reconhecer as realidades concretas que deram origem a elas — e a realidade biológica das mulheres é uma dessas bases. A representação política de um grupo historicamente vulnerabilizado deve estar ligada às experiências concretas que definem esse grupo. A Comissão da Mulher bem como secretárias da mulher foram criadas para responder a desafios específicos enfrentados por mulheres ao longo da história — desafios profundamente ligados à biologia feminina e às desigualdades sociais derivadas dessa realidade. Portanto, quando se discute quem deve liderar essas comissões ou instituições, é legítimo perguntar: quem viveu, desde o nascimento, as condições biológicas e sociais que moldaram a experiência feminina ao longo da história? A questão da representação institucional Outro ponto central nesse debate é a representação institucional. Políticas públicas voltadas às mulheres foram criados para responder a vulnerabilidades específicas associadas ao sexo biológico feminino. Essas políticas não surgiram por acaso. Elas foram estruturadas para enfrentar desigualdades concretas que recaem sobre mulheres devido a fatores biológicos e sociais ligados ao corpo feminino. Entre esses fatores estão: — Gravidez e gestação, que historicamente geraram exclusão do mercado de trabalho; — Maternidade e amamentação, que exigem proteção legal e políticas de apoio; — Saúde reprodutiva, incluindo acesso a cuidados ginecológicos e obstétricos; — Maior vulnerabilidade física média à violência masculina; — Incidência específica de violência sexual direcionada ao corpo feminino; — Discriminação laboral relacionada à possibilidade de engravidar. Essas realidades biológicas foram responsáveis pela criação de políticas como: — Licença maternidade; — Programas de saúde da mulher; — Delegacias especializadas de atendimento à mulher; — Abrigos para vítimas de violência doméstica; — Leis específicas de combate à violência de gênero. Portanto, quando se discute a liderança de instituições voltadas às mulheres, surge uma questão legítima no campo das políticas públicas: quem pode representar de forma plena as experiências e vulnerabilidades que derivam do corpo feminino? Se políticas públicas foram criadas para proteger uma realidade biológica específica, é legítimo questionar se essa realidade continua sendo considerada na representação institucional. Os direitos das mulheres não surgiram de abstrações teóricas. Eles nasceram de uma história concreta de desigualdade, violência e exclusão vivida por mulheres por causa do corpo feminino. Quando políticas públicas deixam de reconhecer essa realidade, corre-se o risco de enfraquecer justamente as estruturas que foram criadas para proteger mulheres. Reconhecer a importância do sexo biológico nas políticas públicas não é negar direitos a ninguém. É reconhecer que existem experiências específicas que precisam continuar sendo visíveis para que possam ser protegidas. Direitos das mulheres nasceram da realidade do corpo feminino. Ignorar essa realidade pode significar enfraquecer as próprias bases desses direitos. Reconhecer a importância do sexo biológico nas políticas públicas não significa negar direitos a ninguém. Significa reconhecer que existem experiências específicas que precisam continuar sendo visíveis para que possam ser protegidas. Porque uma pergunta permanece inevitável: se a palavra mulher deixa de ter relação com a realidade biológica, quem exatamente estará sendo protegido pelas políticas públicas destinadas às mulheres? Marisa Lobo atua como psicóloga e psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 11/03/2026 14:05

Você sabe a diferença entre refugiado, exilado, asilado e migrante?

Verônica Bareicha - 11/03/2026 14h05 Campo de refugiados (Imagem ilustrativa) Foto de Ahmed akacha/Pexels De vez em quando alguém pede um tema para esta coluna, e fico muito feliz em poder atender. Desta vez, um leitor pediu que eu explicasse a diferença entre refugiado, exilado e asilado. Em tempos de tantas incertezas políticas e reviravoltas globais, é muito bom sabermos exatamente o que cada um desses termos significa. Mas acrescentei ao pedido mais uma palavrinha: migrante, que penso completar esse conhecimento. Essas palavras são comumente usadas em contextos políticos e internacionais, mas cada uma tem um sentido específico. Veja só: O refugiado é aquele que deixa o seu país natal para escapar de algo muito ruim. São situações de guerra, perseguição religiosa, violência ou violações dos direitos humanos; às vezes, até fome. Basta pensarmos na quantidade de venezuelanos que atravessaram as fronteiras do nosso país em busca de comida e dignidade. Esses são os refugiados: pessoas que saíram de sua pátria não porque quiseram, mas porque precisaram buscar abrigo em outro lugar e, muitas vezes, nem sabem quando ou se poderão voltar. De acordo com a ONU, refugiado é quem, “por fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas”, procura abrigo em outro país. Já em nosso país, esse benefício é estendido a pessoas que sofreram graves violações de direitos humanos. E há um detalhe importante: a lei garante que o refugiado não será mandado de volta para a sua terra até que o pedido de refúgio seja analisado. O exilado, por sua vez, é aquele que vive fora de sua pátria por motivos políticos. Às vezes, a pessoa foi expulsa ou perseguida por causa de suas convicções ideológicas e está impedida de voltar. Em alguns casos, o exílio até acontece de maneira voluntária, mas a própria origem da palavra está associada à expulsão. Já o asilado é quem recebe asilo político em outro país. Ou seja, um governo concede proteção oficial a alguém que sofre perseguição política em sua terra de origem. Trata-se de um pedido de proteção diplomática, de abrigo. O migrante, por sua vez, é aquele que se desloca de um território para outro. Quem sai de seu país ou de sua região é um emigrante; quem chega é um imigrante. Ajuda pensarmos, por exemplo, nos imigrantes europeus que vieram morar no Brasil e também nos emigrantes nordestinos que, infelizmente, deixam sua região em busca de uma vida melhor. Percebe como esses termos se aproximam, mas não significam exatamente a mesma coisa? Às vezes, a diferença entre uma palavra e outra é pequena. Mas a diferença entre as histórias que elas contam pode ser enorme. Espero ter ajudado. Um abraço e até a próxima! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Trump diz que nunca esquecerá "inação" da Otan sobre o Irã Justiça derruba condenação de Nikolas por discurso com peruca H1N1 estava entre as amostras de vírus furtadas na Unicamp Adrilles usa batom e peruca para criticar projeto sobre misoginia Lula erra: "Brasil faz fronteira com toda a América do Sul" WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 11/03/2026 13:03

A vida milionária de Vorcaro: Um enredo que a Netflix não recusaria

Marco Feliciano - 11/03/2026 13h03 A vida milionária de Vorcaro: Um enredo que a Netflix não recusaria (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT A Netflix, aqui no Brasil, não teria dificuldade nenhuma para criar roteiros para suas produções. Apenas o ex-banqueiro Daniel Vorcaro já seria protagonista de uma imensa série de episódios, todos com enredos pra lá de interessantes. Vamos elencar alguns, aleatoriamente: — Festa de debutante da filha de Vorcaro realizada em Nova Lima (MG) para 500 convidados, ao custo de R$ 20 milhões. — A doação de um apartamento na Faria Lima, no valor de R$ 4,3 milhões, para sua influencer. — Festa para altas autoridades da República em Londres, com degustação de uísque raro, ao custo de R$ 6 milhões, fora o evento jurídico — motivo do convite — bancado pelo banco Master. Ainda: — Viagem em iate de luxo no Mediterrâneo, no Mad Summer, por R$ 10 milhões, com convidados exclusivos. — Festas milionárias com show de Coldplay e David Guetta, ao custo de R$ 38 milhões. — Camarote de R$ 40 milhões no Sambódromo da Sapucaí. — Festa de noivado em castelo na Itália, ao custo de R$ 38 milhões de dólares. — Venda de papéis podres para várias instituições financeiras, com a conivência de gestores corruptos. Enfim, enumerar todos os excessos do milionário de conto de fadas seria enfadonho; por isso, encerro aqui. Finalizo pedindo a Deus que pese a mão da justiça sobre esse homem e seus cúmplices, para satisfação de um povo pobre que não aguenta tantas taxas e impostos. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o povo trabalhador que paga seus impostos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Saiba como Bolsonaro recebeu notícia sobre prisão domiciliar Petistas pedem afastamento de Viana da presidência da CPMI Senadores acionam STF para forçar instalação de CPI do Master Médico diz que Jair Bolsonaro deverá ter alta nesta sexta-feira Uso de cigarro eletrônico entre adolescentes dispara no Brasil WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 11/03/2026 12:25

Entre Bíblias, iates e um pote de mel

William Douglas - 11/03/2026 12h25 Banqueiro Daniel Vorcaro entre iates, Bíblia e mel (Imagem ilustrativa) A mesma Bíblia pode estar nas mãos de homens que vivem de maneiras completamente opostas. O banqueiro Daniel Vorcaro, logo após sua prisão, foi visto portando um volumoso exemplar da Bíblia enquanto era conduzido pela Polícia Federal. A ordem de prisão foi assinada por alguém também conhecido por sua relação com o livro sagrado. Assim, preso e emissor da ordem de prisão, curiosamente, portam o mesmo livro. E é aí que as semelhanças se encerram. De um lado, temos um ministro conhecido por ser praticante da Palavra. Vale recordar que o então presidente Jair Bolsonaro prometera indicar para o Supremo Tribunal Federal alguém “terrivelmente evangélico”. Essa informação gerou uma espécie de “avivamento espiritual”, fazendo surgir Bíblias em alguns gabinetes e citações de seus versos em discursos de pessoas até então alheias à fé, verdadeiros “neoevangélicos”. Felizmente, a escolha recaiu sobre um jurista que não só é evangélico de fato, como também portador de currículo, experiência e conhecimento jurídico adequados para o cargo. De outro lado, há notícias de que Daniel Vorcaro frequentava igreja e até mesmo fez vultosas contribuições para a construção de um templo. Sua história com a Bíblia, porém, parece ter sido interrompida em algum momento e, agora, retomada. Nos últimos anos, ao menos aparentemente, as notícias dão conta de que o banqueiro desconhecia — ou, se conhecia, não praticava — alguns dos trechos mais impactantes das Escrituras Sagradas. Vorcaro deixa prisão em novembro de 2025 Ostentação de bens e outras práticas A trajetória recente de Daniel Vorcaro passou a ser analisada também pelo contraste entre investigações em curso e um padrão de gastos marcadamente luxuoso. Um dos episódios mais comentados foi seu noivado, realizado em setembro de 2023 em Taormina, na Sicília. O evento teria durado vários dias e contou com apresentações de artistas internacionais, com custo estimado em cerca de 42,4 milhões de dólares (aproximadamente R$ 222 milhões). Entre os nomes contratados estariam Coldplay, com cachê estimado em 11,4 milhões de dólares; Michael Bublé, 2 milhões de dólares; Andrea Bocelli, 981 mil dólares e David Guetta e Seal, com cerca de 937 mil dólares cada. Parte da celebração ocorreu em hotéis de altíssimo padrão, como o Four Seasons San Domenico Palace, um dos mais exclusivos da região. Além disso, investigações mencionam uma viagem de luxo no Mediterrâneo com custo aproximado de 1,88 milhão de euros (cerca de R$ 10 milhões), incluindo festas privadas a bordo de um superiate de grandes dimensões e eventos na Riviera Francesa. Documentos também apontam que, entre 2021 e 2023, mais de 68,9 milhões de dólares (cerca de R$ 390 milhões) teriam sido transferidos a empresas de eventos para financiar festas, viagens e celebrações privadas. No Brasil, o padrão de ostentação também aparece em outros episódios. Há referência a uma propriedade em Trancoso (BA) avaliada em cerca de R$ 280 milhões. Já a festa de 15 anos de sua filha, realizada em Nova Lima (MG), teve estrutura comparável à de grandes eventos internacionais, com atrações estrangeiras e até a hospedagem de moradores vizinhos em hotéis para evitar incômodos com o barulho da celebração. Naturalmente, todas essas informações derivam de investigações e reportagens públicas. Qualquer conclusão definitiva sobre o que efetivamente ocorreu, e sobre os aspectos jurídicos, depende do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Também surgiram notícias sobre pagamento de garotas de programa e realização de orgias — algo que, evidentemente, está muito distante do padrão moral recomendado pelas Escrituras. Uma das festas de noivado de Daniel Vorcaro, em Roma Foto: Reprodução O que a Bíblia recomenda Jesus alertava para haver cuidado com todo tipo de ganância e que “a vida de uma pessoa não é definida pela quantidade de bens que possui” (Lucas 12:15). Já o apóstolo Paulo advertia que “o amor ao dinheiro é raiz de todo tipo de mal” (1 Timóteo 6:9,10) e dizia que tinha “o cuidado de agir de forma correta não apenas diante do Senhor, mas também diante das pessoas” (2 Coríntios 8:21). O produto de dinheiro mal ganho ou mal gasto são “riquezas que apodrecem, roupas comidas por traças e ouro e prata que enferrujam” (Tiago 5:1-3). O rei Salomão, o homem mais sábio que já existiu, diz que “quem ama o dinheiro jamais se farta; quem ama a riqueza nunca se satisfaz com seus rendimentos” (Eclesiastes 5:10). Por fim, em algo que pode assustar os capitalistas mais ávidos por EBITDA ou dividendos exagerados, a Bíblia diz: Ninguém prejudique nem explore seu irmão. O Senhor castigará todos que cometem essas injustiças, como já os advertimos solenemente (1 Tessalonicenses 4:6). Outros empresários com Bíblias na mão e o mel do sertão O caso do empresário Vorcaro me traz à memória o que aconteceu em Picos, no Piauí — algo que nem sempre recebe a devida divulgação, mas que acalenta a alma de cristãos e não cristãos. Tudo começou com um desafio feito por um pastor a empresários cristãos: desenvolver um projeto social que gerasse renda real para famílias no sertão do Piauí. A Itus, associação voltada à transformação social e que reúne empresários e missionários, encontrou em Thiago Gama, da Mel Wenzel, um parceiro: ele tinha capacidade de compra de grandes quantidades de mel. E, no sertão, as famílias tinham a melhor matéria-prima possível, a mata nativa. Faltava apenas a ponte entre os dois. Nasceu, então, o Sertão do Bem. O projeto piloto começou com dez famílias: entregou kit completo de apicultura, capacitação técnica e acompanhamento. Hoje já são mais de 280 famílias participando e mais de 2.200 pessoas alcançadas em comunidades rurais de Massapê do Piauí, Monsenhor Hipólito e Jaicós. Na última safra, foram mais de R$ 390 mil pagos diretamente aos apicultores do projeto. Liberato, um dos apicultores, resume: tinha vontade de trabalhar com abelhas, mas não tinha condição. O projeto trouxe tudo — equipamento, conhecimento e oportunidade. Hoje ele não só produz, como já ensina outros. O Sertão do Bem vai além da renda. São 49 comunidades rurais e quatro vizinhanças urbanas impactadas. Famílias que encontraram esperança, propósito e comunidade. Pessoas que superaram depressão, reconstruíram suas vidas e voltaram a acreditar que é possível. Como disse Wilton Coutinho, presidente de Massapê do Piauí, a Itus elevou os potenciais da comunidade, melhorou a economia e, acima de tudo, fez o povo voltar a acreditar. Um exemplo de como empresários cristãos, movidos pelo que diz a Bíblia, investiram tempo e dinheiro “ensinando a pescar”. Isso gerou transformações reais: mais renda, riqueza, tributos, conhecimento e dignidade. A Bíblia mudaria a história? Pergunto-me como seria se a pressa em enriquecer não tivesse incentivado tantas operações ousadas e temerárias. Ou se menos ostentação não tivesse reduzido a necessidade de mobilizar quantias tão grandes de dinheiro. Ou, ainda, se, seguindo as lições do profeta Isaías, ao menos uma parte dessa enorme soma gasta em festas fosse direcionada para projetos sociais. Não tenho como deixar de imaginar quantas famílias poderiam mudar de vida com o que se gastou com festas, shows, iates, aviões e palácios. Particularmente, acho ótimo que os ricos aproveitem seu dinheiro — isto também é bíblico (Ec 6:3-5). Mas é preciso buscar um equilíbrio e, claro, sempre presumindo tratar-se de dinheiro honesto. Quando a casa cai Provérbios 13:11 ensina que “A riqueza obtida com desonestidade diminuirá, mas quem a ajunta aos poucos terá cada vez mais” (NVT). Antes de finalizar as investigações, não se pode afirmar que houve ilícito. Por outro lado, contudo, não parece haver dúvida de que houve ostentação e menos moderação e filantropia do que se poderia esperar de um praticante da Bíblia. Jesus, no Sermão do Monte (Mt 5-7), alerta que aqueles que escutam suas palavras e as praticam constroem sobre a rocha, e a casa suporta as tempestades, ventos e inundações. Já aqueles que escutam e não praticam — ou, poderíamos dizer, portam Bíblias, mas não a seguem — agem como o insensato que constrói a sua casa sobre a areia. Quando vierem as chuvas, as enchentes e os ventos baterem contra a casa, ela cairá com grande estrondo (Mt 7:26,27). Quando vêm as chuvas — ou a Polícia Federal — a casa cai. E grande é a queda. O que Jesus diria a Daniel Vorcaro? O Evangelho de Cristo é, sempre, o espaço da fé, da transformação e dos novos começos. Em Lucas 5:31,32, Jesus diz que veio “não para os sãos, mas para os doentes; não para chamar os justos, mas sim os pecadores, para que se arrependam”. A Bíblia, em Provérbios 28:13, ensina que “quem esconde seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia”. O ladrão da cruz, mesmo em seu derradeiro suspiro, teve a chance de mudar. Isso vale para todos. Logo, apesar das oportunidades desperdiçadas em tempos de aparente bonança, quem sabe Daniel Vorcaro não lerá com outra atitude a sua volumosa Bíblia? Quem sabe não se arrepende e confessa seus erros? Quem sabe começa um novo tempo? No plano jurídico, Vorcaro pode obter os benefícios da delação premiada. No plano espiritual — que é o que mais conta — pode receber perdão e misericórdia de Jesus, que já fez isso várias vezes: com Zaqueu, fiscal corrupto, e com o apóstolo Paulo, perseguidor de cristãos. A Bíblia nas mãos de Vorcaro é a mesma que levou empresários a ajudar pobres no sertão paraibano. Para alguns, ela é bússola e luz para o caminho; para outros, não passa de peça de decoração. Ela anuncia perdão e renovo para quem decide, de fato, mudar de vida. Mas também ensina que não basta ouvir, citar ou carregar a Bíblia: é preciso praticá-la. Porque, no fim, não é a tempestade que derruba a casa — é a forma como ela foi construída. William Douglas é professor de Direito Constitucional, escritor e desembargador federal no TRF2. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. 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Pleno News 10/03/2026 09:42

Não erre mais: 7 erros de português que você pode evitar

Verônica Bareicha - 10/03/2026 09h42 Não erre mais (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay E aí? Tudo bem? Espero que sim. Mês de março andando, escola, faculdade, trabalho… tudo acontecendo. Que beleza! Então, como prometido, trago mais 7 erros de português e explico como não cometê-los mais. Vamos lá? 1. Clipe ou clipes? E aí, quando você vai pedir aquele grampinho que prende papéis, como fala? Clipe ou clipes? Senta que lá vem história: o clipe surgiu na Alemanha e ficou conhecido como clip nos países de língua inglesa. Portanto, em inglês, o plural é clips. Mas, em bom português, essa pecinha de metal se chama clipe. Logo, o plural é clipes. Sendo assim, fixe o papel sempre com clipe. Combinado? 2. Embaixo ou em baixo? Eita duplinha que costuma causar confusão, não é mesmo? Mas é simples, fácil de entender. Olha só: Embaixo, escrito junto, é advérbio de lugar. Significa que algo está numa posição inferior a outra. E veja o seguinte: embaixo é sinônimo de abaixo, debaixo, sob, por baixo e antônimo de em cima, acima e sobre. Exemplo: Passei o dia inteiro embaixo dos cobertores, com uma febre danada. Ou ainda: O gato gosta de ficar embaixo do sofá. Agora, em baixo, separado, funciona como adjetivo. Ele dá qualidade ao substantivo, lembra? Exemplo: Durante a ministração, se for imprescindível, fale em baixo tom de voz. 3. Encima ou em cima? Encima, escrito junto, é uma forma do verbo encimar, que é pouquíssimo usado, mas existe. Significa estar acima de algo ou colocar algo no alto. Exemplo: A cruz encima o monte. Ou: Um laço vermelho encima o cabelo da menina. Agora, em cima, escrito separado, é antônimo de embaixo e também um advérbio de lugar. Exemplo: Coloquei o livro em cima da mesa. Ou: Pegue o prato que está em cima da pia. Captou? Mas veja que curioso: costumamos dizer que um rapaz está “dando em cima” de uma moça (e vice-versa) quando alguém está interessado em outra pessoa. Já reparou? 4. 1,5 milhão ou 1,5 milhões? Sempre que usar milhão, lembre-se de que é um numeral. Sendo assim, só flexionamos a partir de 2 milhões… ou bilhões, trilhões, quatrilhões etc. Portanto, sempre fale ou escreva: 1,5 milhão. A palavra milhão faz concordância com o número 1. 5. Meio-dia e meio ou meio-dia e meia? Usamos meia quando nos referimos a mais meia hora. Então, apesar de ser meio-dia, o complemento referente à meia hora seguinte vem no feminino. Sendo assim, diga, ou escreva: Chegarei meio-dia e meia para o almoço. Combinado? 6. A todos ou à todos? Está aqui um errinho que vejo muita gente boa cometer e confesso que até fico empolada quando encontro por aí… brincadeira. Refiro-me a quem escreve à todos, com crase. Pronto. A partir de agora, se você escrevia assim, não vai mais escrever. Combinado? E por quê? Porque não se usa crase antes de pronomes indefinidos, como: muitos, poucos, nenhum, nenhuma, todos, pouca, alguma. Anotou? Então pode escrever com segurança: Bom dia a todos! (sem crase) Ou: Cheguei e cumprimentei a todos os presentes. Pronto. Tenho certeza de que agora tudo ficará bem! 7. A prazo ou à prazo? Preste atenção: compras podem ser feitas à vista e a prazo. Captou? À vista, com crase. A prazo, sempre sem crase. E por quê? Simples: não usamos crase antes de palavra masculina. No caso, prazo. Semana que vem, se Deus assim o permitir, prometo destrinchar melhor o assunto da crase. Por ora, espero ter ajudado você a não errar mais. Um abraço e até a próxima! Verônica Bareicha ama palavras e letrinhas desde sempre. Há vinte e tantos anos atua como revisora, redatora e ghostwriter. É pós-graduanda em Jornalismo Digital pela FAAP; pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e graduada em Letras, pelo Unasp-EC. Deseja neste espaço compartilhar o amor e dicas da língua portuguesa de forma leve, bem-humorada e divertida. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Esposa expõe lista de sonhos do marido em fase terminal Silvia Abravanel se filia ao PSD e pretende ser deputada federal Flávio Bolsonaro afirma que Lula "passa mão na cabeça de bandido" Apesar de deixar UTI, Bolsonaro segue sem previsão de alta No Rio, Igreja Batista Atitude terá musical de Páscoa, O Resgatador WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 09/03/2026 13:54

Lula não foi convidado por Trump para o Escudo das Américas

Marco Feliciano - 09/03/2026 13h54 Trump faz reunião de cúpula com líderes da América Latina; Lula não foi convidado Foto: EFE/ @DanielNoboa Os Estados Unidos da América promoveram, na Flórida, neste fim de semana, um evento chamado Escudo das Américas, com a participação de vários países latino-americanos. Neste momento difícil, de envolvimento dos cartéis de drogas com alguns governos que são omissos no combate a esses grupos criminosos, que cada vez mais se mostram poderosos, o presidente Trump sugeriu até o uso de mísseis contra esses cartéis terroristas que se infiltram em toda a sociedade. O governo brasileiro não foi convidado, até porque é considerado conivente com os cartéis por ser contra denominá-los como terroristas e não combater o crime organizado com o rigor necessário à sua erradicação. Nosso território está tomado por facções criminosas que movimentam bilhões de reais com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, infiltradas na máquina estatal. Finalizo pedindo a Deus que livre nosso país do crime organizado, que cada vez mais estende seus tentáculos a todo o território nacional, e derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos. Marco Feliciano é pastor e está em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Após saída de Ratinho, Caiado ganha força no PSD para 2026 Múcio reage a desejo dos EUA de ver facções como terroristas Policial penal é exonerado após suspeita de feminicídio na Bahia GloboNews pede desculpas após arte ligar Vorcaro a políticos Na Bahia, local que acolhe vítimas de violência é investigado WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 09/03/2026 09:57

Poder sem pudor

Juliana Moreira Leite - 09/03/2026 09h57 Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes Num país que levasse a sério a própria República, o episódio envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro já teria provocado um abalo institucional imediato. Não se trata de rumores de bastidor, mas de registros da própria Polícia Federal indicando contatos desde as sete da manhã no dia em que Vorcaro foi preso. Quando um magistrado, com tamanho poder, aparece em comunicação direta com alguém no centro de uma investigação dessa magnitude, a questão deixa de ser detalhe processual e passa a ser um problema institucional. O quadro fica ainda mais estranho com a presença de Viviane, apontada como suposta advogada de Vorcaro, mas que sequer mantinha relação clara com ele. Em qualquer sistema jurídico sério, a distância entre juiz, investigado e defesa é absoluta. No Brasil, porém, essas fronteiras parecem dissolver-se com uma facilidade desconcertante. Tudo fica turvo: quem fala com quem, quem representa quem, quem deve explicações a quem. A verdade é que a confiança pública nas instituições já foi corroída há muito tempo. Casos como esse apenas tornam visível aquilo que muitos brasileiros já sentem: um sistema que parece fechado sobre si mesmo, onde o poder circula entre poucos e as perguntas mais óbvias raramente recebem respostas. E quando a sociedade começa a acreditar que as regras não valem para todos, o que se perde não é apenas credibilidade — é a própria ideia de justiça. Juliana Moreira Leite é jornalista especialista em cultura, escritora e curiosa. Nesse espaço vai falar sobre assuntos da atualidades sob a sua visão. * Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News. Comunicar erro Comunicar erro Se você encontrou erro neste texto, por favor preencha os campos abaixo. Sua mensagem e o link da página serão enviados automaticamente à redação do Pleno.News, que checará a informação. Nome Completo E-mail Telefone Descrição do erro Mais Recentes Comandante da GCM de Vitória é morta por PRF, seu ex-namorado Chappell Roan pede desculpas a família de Jorginho por incidente Gospel é o 2º gênero musical mais ouvido do Brasil, mostra pesquisa Mercado eleva previsão da inflação para 4,17% este ano CPMI cogita ordenar condução coercitiva da ex-noiva de Vorcaro WhatsApp Entre e receba as notícias do dia Entrar no Canal Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Pleno News 08/03/2026 10:28

Mulher cristã: Dignidade, proteção e posicionamento

Mulheres (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik O Dia Internacional da Mulher não deve ser capturado por discursos ideológicos que afastam a mulher de sua essência bíblica. A verdadeira valorização feminina começa no princípio: “Criou Deus o homem e a mulher à Sua imagem” (Gênesis 1:27). A dignidade da mulher não depende de militância; ela é estabelecida por Deus. A Bíblia apresenta mulheres fortes, firmes e espiritualmente influentes. Ester enfrentou o poder político para salvar seu povo. Débora exerceu liderança em Israel. Maria foi escolhida para gerar o Salvador. Essas mulheres não precisaram negar sua fé nem romper com os princípios divinos para exercer impacto. Jesus foi o maior defensor da dignidade feminina. Em uma sociedade marcada por opressões, Ele protegeu, ouviu e restaurou mulheres. Impediu o apedrejamento de uma acusada (Jo 8:1-11), revelou-se Messias a uma samaritana (Jo 4:4-42) e confiou às mulheres o anúncio da ressurreição. Cristo confrontou o pecado, mas nunca humilhou a mulher. Diante de um mundo no qual milhões ainda sofrem violência física, emocional e psicológica, a Igreja não pode se omitir. Violência doméstica, abuso e exploração são pecados graves. Defender a mulher não é aderir ao feminismo radical; é cumprir o mandamento bíblico de fazer justiça e amar a misericórdia (Mq 6:8). A mulher cristã é resiliente porque sua força vem do Senhor. Ela edifica sua casa, influencia gerações e sustenta espiritualmente a sua família. Não é vítima de narrativas que a colocam contra o homem, mas parceira na construção de uma sociedade saudável. Neste Dia Internacional da Mulher, é tempo de reafirmar: a mulher deve ser protegida, honrada e respeitada. A Igreja precisa ser voz ativa contra a violência e exemplo de cuidado. Valorizar a mulher é defender o plano original de Deus para a humanidade.

Pleno News 06/03/2026 16:12

Sucessão no Irã: Mojtaba, filho de Ali Khamenei

Manifestantes carregam cartazes com fotos de Mojtaba Khamenei Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH Esta semana, meios de comunicação informaram que autoridades iranianas se inclinam a nomear Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai como líder supremo. A Assembleia de Peritos, reunindo-se remotamente devido a bombardeios em Teerã, confirmará essa escolha. A decisão é arriscada: Israel alertou que qualquer novo líder supremo “será um alvo inequívoco para eliminação”, com militares preparados para agir. Mojtaba, de 56 anos, está posicionado para assumir o controle da rede de 5 mil funcionários do escritório do seu pai. Diferentemente de outros candidatos, ele não precisaria de anos para se afirmar, pois já influenciava decisões cruciais. No entanto, sua autoridade dependerá mais da coesão dentro do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do que da legitimidade clerical, dadas suas credenciais teológicas modestas. Ele cultivou influência nas instituições de segurança, financiando projetos de mísseis, e sua base de poder remonta à Guerra Irã-Iraque. O contexto da sucessão é traumático. Mojtaba perdeu a mãe, esposa e irmã no ataque que matou seu pai. Isso pode torná-lo menos inclinado a acordos com os Estados Unidos e Israel, movido por sentimentos vingativos. Para consolidar poder numa sucessão dinástica controversa, ele realizará expurgos de lealdade nas forças de segurança e fortalecerá o papel do IRGC na governação e na economia. O presidente Trump classificou Mojtaba como “inaceitável” e um “peso-leve”, exigindo envolvimento na nomeação. Estrategicamente, a ascensão de Mojtaba traz riscos. Sob pressão, ele pode optar por medidas extremas para restaurar a dissuasão: expansão de ataques com mísseis, escalada de proxies, repressão interna e aceleração de atividades nucleares. Sua estratégia será uma “consolidação desafiadora”, confiando no poder coercitivo do IRGC para demonstrar resiliência. A médio prazo, o regime pode buscar armas nucleares para prevenir ataques. Se o regime colapsar, Mojtaba pode liderar uma insurgência. Esta sucessão, ocorrendo em meio à guerra, moldará a próxima fase do conflito, podendo estabilizar o regime através do medo ou acelerar sua fragmentação, definindo o futuro da região.

Pleno News 06/03/2026 09:42

O STF e a fronteira do equilíbrio democrático

Estátua da Justiça, na Fachada do Supremo Tribunal Federal Foto: Dasfour2022/CC 4.0 Recentemente, tive a satisfação de conceder uma entrevista ao jornalista Pedro Campos, no programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes. Indagado sobre o que está acontecendo com o Supremo Tribunal Federal (STF), respondi a ele prontamente e, agora, compartilho com os leitores os pontos centrais daquelas considerações, como extensão desta reflexão. Tenho a impressão de que o cerne da questão reside no fato de que, em um determinado momento destes últimos anos, de forma inédita em nossa história, o Supremo decidiu assumir-se também um partner, um parceiro, um player político no cenário nacional. Quando o Excelso Pretório começou a invadir as competências do Legislativo e do Executivo, ele, de certa forma, transformou-se no “Supremo Poder” da República, acima dos demais Poderes. Durante o regime militar, tínhamos o Poder Executivo como dominante; agora, temos um Poder que, por ter a prerrogativa dá “última palavra” sobre o Direito, interfere e legisla, repetidas vezes, no lugar do Parlamento e, frequentemente, atua nas atribuições do Executivo. Não emito juízo de valor sobre os ministros, até porque possuo obras escritas em coautoria com vários deles, participei de bancas de doutorado, compartilhei painéis e proferi palestras com a maioria deles e os considero grandes juristas. Não concordo, entretanto, com suas atuais decisões porque vivi e participei daqueles 20 meses de discussão da Assembleia Nacional Constituinte, ao lado de Ulysses Guimarães e Bernardo Cabral — presidente e relator do processo que resultou na nossa Carta Magna. Esse fato me permitiu testemunhar a intenção original dos constituintes com a nova Constituição. Saindo de um regime de poder centralizado, o desejo dos constituintes era a consolidação de três Poderes estritamente independentes e harmônicos. Todavia, a partir do momento em que o STF assume prerrogativas não previstas no texto constitucional, agindo por conta própria, torna-se, inevitavelmente, um player político. Por esse motivo, independência e harmonia entre os Poderes, as competências de cada esfera foram delimitadas com exaustão na Constituição. Houve um tempo em que o povo nutria um respeito profundo pelo Supremo, reconhecendo-o como a instituição mais digna e admirada do país. Eu saía com os ministros e andávamos sozinhos pela rua, sem necessidade de segurança. Naquela época, não era preciso dizer que eles eram os defensores da democracia, porque todos já o sabiam. Agora, infelizmente, tudo isso mudou. Minha divergência não diz respeito aos juristas, nem à dignidade pessoal de cada um, mas à forma como passaram a interpretar e reescrever a Constituição Federal. Com todo respeito, e sem emitir juízo de valor, acredito que, no momento em que começaram a reescrever o texto e a interferir nos demais Poderes, tornaram-se alvos de reações políticas. À medida que essa demonstração de força se acentuou, os outros Poderes também reagiram. Portanto, os ministros passaram a sofrer reações igualmente políticas. Tenho a sensação de que o Supremo poderia retomar o perfil da era de Moreira Alves, Oscar Corrêa e outros. Os próprios ministros atuais poderiam reconduzir o Tribunal ao seu papel histórico: o de guardião da Constituição, e não o de legislador complementar ao Congresso ou de um Executivo ad hoc. Caso contrário, continuarão sendo alvo das críticas políticas, que variam conforme o posicionamento da ocasião. O caso do Banco Master, por exemplo, deveria estar, a meu ver, sob o juiz natural, em primeira instância, pois Daniel Vorcaro não possui foro especial. No entanto, levaram a questão para o Supremo. O mesmo ocorreu com os episódios de 8 de janeiro: uma série de questões levadas à Corte sem que os envolvidos tivessem a prerrogativa que a Constituição exige para o julgamento pelo STF. A Constituição é clara sobre quem deve ser julgado pelo Supremo: o presidente, deputados, senadores e outros cargos específicos. Jamais cidadãos comuns, sem qualquer destaque na vida pública. Este panorama desfigurou a imagem do STF. Pesquisas de opinião evidenciam que a reputação da Suprema Corte perante a sociedade é hoje muito inferior à de períodos anteriores, quando a instituição era amplamente respeitada. Somado a isso, nota-se uma reação crescente na imprensa e nas redes sociais contra um protagonismo que extrapola os limites estabelecidos pela Constituição. A Constituição brasileira é clara: o artigo 49, inciso XI, estabelece ser competência exclusiva do Congresso Nacional “zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes”. Isso permite ao Parlamento sustar atos de outros Poderes que invadam sua função legislativa. Já o artigo 103, § 2º, reforça que, mesmo nas ações diretas de inconstitucionalidade por omissão, o papel do Supremo limita-se a declarar a lacuna e notificar o Legislativo. Ou seja, dar ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias. O referido artigo regula a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) e estabelece que, “ao declarar a inconstitucionalidade por falta de medida para tornar efetiva uma norma constitucional, o STF dará ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias ou, se o órgão for administrativo, para fazê-lo em 30 dias”. Portanto, segundo a Carta Magna, o STF não pode substituir o Congresso, pois a criação da lei permanece como uma atribuição indelegável do Poder Legislativo. Ao decidir interferir nas funções do Legislativo e do Executivo, determinando, inclusive, atos administrativos de governo, o Judiciário rompeu o equilíbrio democrático. O resultado é que os três Poderes perderam sua essência e geraram uma profunda desfiguração institucional. É precisamente nessa politização generalizada que reside a grave crise de confiança que vivemos atualmente, evidenciando que a restauração da harmonia entre as instituições é, antes de tudo, o resgate do império da própria Constituição.

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