React à carta de Lula aos evangélicos
Renato Vargens - 15/10/2026 09h37
Lula Foto: Ricardo StuckertO candidato à Presidência da República pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, elaborou uma carta para os evangélicos.
Visando a angariar a simpatia do eleitorado evangélico, Lula escreveu um texto “polido”, usando palavras como “família”, “Deus”, “oração” e “proteção divina”. Entretanto, uma leitura mais atenta das palavras do candidato do PT revela que o interesse de Lula é eleitoreiro.
Veja bem: ao contrário do que Lula quis mostrar, a história recente revela que o Partido dos Trabalhadores sempre se opôs àquilo em que os cristãos acreditam ou àquilo que defendem.
Quem não se lembra, por exemplo, da fala de Lula de que tanto ele quanto o PT não iriam levantar a bandeira do aborto? Ou mesmo das vezes em que o PT banalizou e desprezou a fé dos cristãos?
Ora, a carta de Lula aos evangélicos usa o nome de Deus em vão com vistas à instrumentalização da fé.
Se não bastasse isso, Lula deveria entender que candidato algum deveria presumir que, pelo fato de dirigir uma carta com expressões cristãs aos evangélicos, poderia obter o apoio dos cristãos, mesmo porque os evangélicos sabem que os valores defendidos pela esquerda são absolutamente antagônicos aos ensinamentos da inerrante Palavra de Deus.
Por fim, torna-se importante ressaltar que os evangélicos não devem ser tratados como massa de manobra; antes, pelo contrário, precisam ser vistos como uma grande parte da população que diverge de forma absolutamente clara dos valores defendidos pelo PT.
Bem sei que Lula tem o direito de apresentar suas propostas, assim como os evangélicos têm o direito de examiná-las e julgá-las. Entretanto, o que não se deve aceitar é que a linguagem religiosa por parte do PT norteie as decisões ou mesmo as percepções da Igreja evangélica brasileira.
Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR.
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